segunda-feira, 11 de abril de 2016

Em laudo, CEG afirma que não houve vazamento em explosão de prédio

Os vizinhos ao prédio que explodiu na última terça-feira (5), em Fazenda Botafogo, no Subúrbio do Rio, dizem que o cheiro de gás continua forte em prédios próximos. Em laudo obtido pelo RJTV nesta quinta-feira (7), a CEG afirma que “não havia vazamento”, dizendo que a central de distribuição não apresentou nenhum problema. A explosão, que ao que tudo indica foi causada por um vazamento de gás, matou cinco e feriu nove pessoas. A polícia investiga as causas do crime. Duas hipóteses são investigadas: vazamento de gás de cozinha ou acumulo de gás metano, que vem do esgoto. O laudo do Instituto Carlos Éboli, que vai determinar a causa da explosão, só deve ficar pronto em trinta dias. Enquanto isso, a Polícia ouve testemunhas. Nesta quarta-feira (6), três moradores prestaram depoimento. Dois deles moram no primeiro prédio, que foi o mais atingido. O chão dos apartamentos cedeu. Nesta quinta-feira, a Polícia vai ouvir outros moradores. A companhia de gás disse que dos 40 apartamentos do prédio, apenas 19 usavam o gás canalizado da CEG e que no dia 21 de dezembro do ano passado fez uma vistoria na rede de gás do condomínio e não encontrou nenhum problema. Mas vários moradores reclamaram que o cheio de gás no prédio era forte. A CEG não explicou o motivo do forte cheiro de gás. Funcionários da empresa contratada pela prefeitura para fazer a obra no prédio continuam limpando os apartamentos. As 5 pessoas que morreram na tragédia foram enterradas nesta quarta, no cemitério de Irajá, na Zona Norte. Ainda nesta quinta, a Defensoria Pública vai se reunir com moradores e representantes da CEG pra discutirem um possível acordo de reparação às vitimas. “Se não conseguirmos celebrar um acordo, caso seja constatada a responsabilidade da CEG, nós ajuizaremos a ação em face dela, ou, se não for constatada a responsabilidade da CEG, nós entraremos com uma ação em face do responsável”, disse Patricia Cardoso, Coordenadora do Núcleo de Defesa do Consumidor da Defensoria Pública. Em nota, a CEG afirmou que " concluiu os testes de estanqueidade e inspeção em toda a sua rede de distribuição na Rua Omar Fontoura e ruas adjacentes e não foi detectado nenhum vazamento de gás, o que descarta a hipótese de infiltração de gás proveniente da rede de rua da Ceg para o prédio de número 38, onde aconteceu a explosão. No entanto, isso não descarta a possibilidade de existência de eventual escapamento nas instalações internas do condomínio do prédio de número 38. Técnicos da Ceg começaram hoje, os trabalhos de verificação das instalações internas dos onze prédios do condomínio. Atualmente, eles estão com fornecimento suspenso por medida de segurança." Segundo a companhia, "todos os procedimentos e normativas técnicas padrão de segurança foram rigorosamente seguidos nos atendimentos realizados. A Companhia já havia feito - como parte de seu programa de manutenção preventiva - uma varredura na rede de gás da rua em 21/12/2015 e não foi encontrada nenhuma anomalia." fonte:g1.com.br
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