sexta-feira, 30 de abril de 2010

Inconformados com BP, EUA exigem responsabilidades sobre mancha de óleo

efe.com //// Atualizado: 30/4/2010 22:33 - Paco G. Paz.   Washington, 30 abr (EFE)

O Governo dos Estados Unidos manifestou hoje sua "decepção" com o fato de a British Petroleum (BP) não ter sido capaz ainda de fechar o poço de petróleo causador da mancha negra no Golfo do México, e anunciou que exigirá "responsabilidades" aos causadores do desastre.
A secretária de Segurança Nacional dos EUA, Janet Napolitano, e o secretário de Interior, Ken Salazar, entre outras autoridades, foram hoje ao estado da Louisiana para acompanhar de perto as tarefas de contenção do vazamento de óleo, que começou a atingir hoje a costa local, rica em fauna marinha e vinculada à indústria pesqueira.
Salazar lembrou que o Governo iniciou uma investigação sobre as causas da explosão e afundamento da plataforma petrolífera há dez dias e assegurou que os EUA exigirão "responsabilidades" aos causadores do vazamento.
Salazar não poupou a empresa concessionária da plataforma, British Petroleum. Para ele, a companhia deve assumir toda a responsabilidade em conter a mancha de óleo e realizar a limpeza, disse, em mensagem à cúpula da empresa em reunião realizada em Houston (EUA).
Napolitano se manifestou na mesma linha e disse que o Governo "continuará pressionando a British Petroleum para que responda com todos os meios" à catástrofe ambiental.
Além disso, ela lembrou que "a British Petroleum é parte responsável e, portanto, deve financiar os custos de trabalho e as atividades de limpeza".
Segundo a própria empresa reconheceu, o custo dos trabalhos a cada dia é de aproximadamente US$ 7 milhões. No entanto, esses custos devem aumentar quando a mancha negra atingir completamente o litoral.
A própria companhia emitiu horas antes um comunicado nos EUA no qual assegurava que tinha mobilizado "todos os recursos necessários para lutar contra o vazamento", o que pode consistir em fechar o poço de extração, conter a expansão da mancha e limpar a costa afetada.
No entanto, a resposta dada pela empresa ao desastre não satisfez completamente as autoridades americanas.
O próprio governador da Louisiana, Bobby Jindal, revelou seu "temor" de que os recursos disponibilizados não sejam "os adequados para os três desafios que temos pela frente".
Esses três desafios são: fechar o poço que está derramando o petróleo em alto-mar; proteger as costas da mancha negra, e; preparar-se para uma limpeza em massa das zonas afetadas.

Napolitano, por sua vez, disse "compartilhar a decepção" pelo não funcionamento dos mecanismos que a BP tinha originalmente previstos para fechar o poço no caso de uma explosão ou acidente. Foram esses mecanismos que permitiram a empresa obter as concessões para furar o solo marinho no Golfo do México.
Agora, o poço está derramando no mar cerca de 800 mil litros de petróleo por dia.
A secretária de Segurança Nacional disse que o Governo "continuará pressionando a British Petroleum para que responda com todos os meios" à catástrofe ambiental. Enquanto isso, segundo ela, a prioridade é se movimentar rápido para proteger os ecossistemas do litoral, onde se acredita que o óleo possa afetar cerca de 400 espécies.
Outra das prioridades é proteger o meio de vida da ampla comunidade pesqueira da Louisiana, a terceira maior do país - atrás apenas do Alasca e do Havaí -, e que fornece 25% do peixe consumido nos EUA.
O governador Jindal declarou ontem estado de emergência na Louisiana e pediu às autoridades federais ajuda financeira para socorrer o setor pesqueiro, especialmente os pescadores de marisco.
Desde o início da manhã, voluntários e pessoal especializado patrulham o litoral da Louisiana em buscam de áreas afetadas pelo petróleo para acelerar as atividades de limpeza.
As autoridades afirmam que as próximas horas são críticas para proteger o habitat litorâneo e conter a mancha de petróleo.
No entanto, Salazar antecipou que a previsão do tempo para o fim de semana, com fortes ventos e maré alta, não é muito favorável e poderia dificultar as tarefas das equipes mobilizadas.

Outra das preocupações é o deslocamento da mancha em direção ao leste, e seu previsível chegada à costa da Flórida, o que fez com que o governador Charlie Crist decretasse hoje estado de emergência.
Devemos tomar as "precauções oportunas para proteger nossos recursos naturais, praias e outros ecossistemas litorâneos, assim como o bem-estar geral do estado", expressou Crist em comunicado.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

EUA queimam petróleo no mar para diminuir desastre ambiental

atualizado em: 29/04/2010 às 06h55
Mancha no mar do golfo do México tem o dobro da área da cidade do Rio de Janeiro

Equipes de emergência iniciaram nesta quarta-feira (28) a queima controlada da gigantesca mancha de petróleo provocada pela explosão de uma plataforma no golfo do México, diante da ameaça de o óleo chegar à costa do Estado americano da Louisiana. Imagens de satélite da Nasa mostram que o derramamento tem cerca de 2.500 quilômetros quadrados de área, duas vezes o tamanho da cidade do Rio de Janeiro.

A Guarda Costeira dos EUA informou que o vazamento é ao menos cinco vezes maior do que o estimado inicialmente, chegando a 795 mil litros diariamente (5 mil barris de petróleo). Câmeras submarinas detectaram um novo buraco no duto que ligava a plataforma ao poço, somando-se aos outros dois já existentes.
O oficial da Guarda Costeira Cory Mendenhall explicou que os incêndios controlados buscam atenuar os efeitos do vazamento provocado pelo afundamento da plataforma petroleira diante da costa americana, na última quinta-feira (22).
- A mancha de óleo é incendiada com uma pequena boia que se desloca pela mancha e a inflama. A queima ocorre satisfatoriamente.
A drástica decisão de atear fogo à maré negra foi adotada após a mancha chegar a cerca de 40 km dos pântanos da Louisiana, hábitat de diversas espécies selvagens
Uma frota de barcos da Guarda Costeira e da companhia britânica de petróleo BP "empurra" as partes mais densas da mancha para uma barreira flutuante resistente ao fogo.
Técnicos da BP disseram que as queimas devem ajudar a reduzir o volume de petróleo sobre a água.
- O plano é queimar, de forma restrita e controlada, milhares de galões de petróleo, e cada operação dever durar cerca de uma hora.

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (Noaa) americana advertiu mais cedo que os fortes ventos sudeste previstos para os próximos dias poderão empurrar a maré negra para os pântanos da Louisiana.
A plataforma Deepwater Horizon, operada pela BP, afundou na última quinta-feira 240 km a sudeste de Nova Orleans, dois dias depois de uma explosão que deixou 11 trabalhadores desaparecidos.
O governador da Louisiana, Bobby Jindal, citou a catástrofe do furacão Katrina, que devastou o sul do Estado em agosto de 2005, e disse que o Estado deve se preparar para uma catástrofe.
- Devemos esperar o melhor, mas preparados para o pior. Estamos fazendo todo o possível para proteger o sustento de nossos cidadãos que ganham a vida com a indústria pesqueira e para defender a fauna e a flora que vivem em nossas áreas costeiras.

A queima da mancha de petróleo para proteger a costa provocará seus próprios problemas ambientais, criando enormes nuvens de fumaça tóxica e deixando resíduos no mar.
Na última terça-feira (27), as tentativas de fechar dois focos de vazamento no oleoduto ligado à plataforma, realizadas por quatro submarinos robotizados a 1.500 m profundidade fracassaram, levando à adoção da drástica alternativa do incêndio.

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quinta-feira, 22 de abril de 2010

acidente no Golfo do México

Plataforma de Petróleo Afunda

Uma plataforma de petróleo afundou nesta quinta-feira (22) no golfo do México, dois dias após uma explosão que deixou 11 trabalhadores desaparecidos e quatro gravemente feridos na noite desta terça-feira (20).
A Guarda Costeira procurava sem parar as 11 pessoas desaparecidas, enquanto outros 115 funcionários da plataforma já estão em terra com seus familiares.

Os trabalhadores das instalações se jogaram ao mar de uma altura de até 30 m para se salvar, após a plataforma explodir a cerca de 80 km da costa da Louisiana (sul dos EUA), expelindo enormes bolas de fogo.
Butler disse que as condições climáticas são favoráveis à busca.
- Vamos continuar à procura enquanto houver uma possibilidade razoável de encontrá-los vivos.
Fonte R7

Eventos

Plataforma de Perfuração sofre grave acidente no golfo do México.

Um acidente no Golfo do México por volta das 22h (hora local) do último dia 20 provocou a explosão da plataforma de perfuração semissubmersível da TransoceanDeep Water Horizon que no momento tinha como operador a BP (British Petroleum). Segundo a Guarda Costeira dos Estados Unidos o acidente ocorreu no litoral da Louisiana, a cerca de 75 km da cidade de Venice e no momento da explosão 126 pessoas estavam na plataforma.

Um navio da guarda costeira já aportou em Fourchon, no Delta do Mississipi (Lousiânia), trazendo aproximadamente 98 profissionais. 11 ainda encontra-se desaparecido, além de 17 feridos sendo 4 gravemente.

Fontes: R7, Transocean e BP

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Pessoal de Governador Valadares e região!!!!


Está chegando em sua Cidade uma nova unidade da escola carioca de petróleo - PLATAFORMA ESCOLA, novo conceito em aprendizagem e colocação de profissionais no mercado de trabalho. AGUARDEM!!!

Pena contra trabalho escravo deve ser maior, defende Raquel Dodge

Procuradora-geral falou na abertura de um seminário, em Brasília, sobre a sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos, que em deze...