quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Petrobras e Statoil vão ampliar parcerias em futuros leilões

A Petrobras e a norueguesa Statoil anunciaram nesta terça-feira (30) um acordo para aprofundar parcerias visando futuros leilões de áreas de exploração de petróleo, em momento em que a endividada companhia brasileira enfrenta restrições de recursos.
O acordo ocorre após a estatal ter anunciado em julho venda para a Statoil de participação no bloco exploratório BM-S-8, onde está a promissora área do pré-sal de Carcará, por US$ 2,5 bilhões.
Segundo a Petrobras, o memorando de entendimento desta terça-feira dá continuidade à parceria que as empresas já têm no Brasil e no exterior.
"Os resultados que já alcançamos nas nossas parcerias na área de exploração são prova de que a Petrobras é capaz de manter seus interesses estratégicos ao mesmo tempo em que encontra formas de contornar as evidentes restrições de capital nesse momento", disse o presidente da Petrobras, Pedro Parente, em comunicado.
Atualmente, a Petrobras e a Statoil estão consorciadas em 13 blocos, em fase exploração ou de produção, sendo dez no Brasil e três no exterior.
Outro ponto do memorando será o esforço conjunto para potencializar as competências técnicas das empresas, com o objetivo de elevar os volumes de óleo recuperável em campos maduros que já estão em operação nas bacias de Campos e Santos.
"Estamos avançando numa parceria estratégica que será vantajosa para as duas empresas. A Statoil tem índices bastante elevados de recuperação de óleo em seus campos em produção, por exemplo, e nós teremos acesso a essa tecnologia por meio de um parceiro, com ganhos evidentes para os dois lados", disse Parente.
As duas companhias, que têm uma posição relevante na produção atual e futura de gás no Brasil, pretendem fazer um amplo diagnóstico do mercado de gás no país, segundo o acordo.
O objetivo será otimizar o aproveitamento do gás, incluindo infraestrutura e sua monetização, podendo ainda considerar investimentos conjuntos em projetos de escoamento e processamento, inclusive com a atração de novos parceiros.
O memorando não tem cláusulas vinculantes, mas indica a intenção das duas empresas em trabalhar conjuntamente, em um horizonte de dois anos, para viabilizar esses projetos, acrescentou comunicado da Petrobras.
Os valores envolvidos dependerão das negociações que serão feitas a partir da assinatura do documento.
(Por Roberto Samora; com reportagem adicional de Stine Jacobsen, em Stavanger)

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Petrobras deve fechar maior venda da história com NTS, dizem fontes

A Petrobras está em fase final da venda de uma rede de gasodutos para um grupo liderado pela Brookfield Asset Managment, e pode vender mais que os 81% previstos anteriormente, no que seria a maior venda de ativos em valor já feita pela empresa, disseram duas pessoas com conhecimento direto do processo, que pediram anonimato porque não estão autorizadas a falar publicamente. A petroleira pode fechar venda da Nova Transportadora Sudeste antes do final de setembro e o negócio está estimado entre US$ 5,5 bilhões e US$ 6 bilhões, disseram as pessoas.
O fundo soberano de Cingabura GIC, China Investment Corp., Greenwich e First Reserv Corp. também fazem parte do grupo de compradores.
A Petrobras e a Brookfield não quiseram comentar o assunto.
No centro do maior escândalo de corrupção do Brasil e lutando para recuperar investimentos em refinarias não-rentáveis, a Petrobras estabeleceu meta de venda de US$ 15,1 bilhões em ativos em dois anos até 2016 para reduzir sua dívida, a maior do setor petroleiro. A companhia vendeu US$ 700 milhões em ativos em 2015 e tem acelerado as negociações desde a entrada de Pedro Parente para o cargo de presidente em junho deste ano.
A Petrobras continuará a vender ativos nos próximos anos como parte de um esforço para reduzir pela metade sua dívida em três anos, disse Parente na segunda-feira, em uma conferência em Stavanger, Noruega. A petroleira já levantou US$ 4,6 bilhões em venda de ativos na Argentina, Chile e Brasil entre 2015 e 2016. A venda do Campo offshore de Carcará à Statoil por US$ 2,5 bilhões foi uma das maiores já feitas pela companhia.
A companhia não fechará a venda da unidade de combustível BR Distribuidora este ano, segundo Anelise Lara, gerente executiva da Petrobras, em entrevista a repórteres em 22 de julho.
"A Petrobras está desesperadamente tentando vender subsidiárias para fazer frente a uma montanha de dívida em 2017, 2018 e 2019", disse o analista Thomas Olney, da consultoria FGE.

As vendas de ativos são uma parte importante da estratégia para reduzir a alavancagem, disse Ivan Monteiro, diretor financeiro da Petrobras, a repórteres em 11 de agosto.
fonte: Sabrina Valle, Cristiane Lucchesi e Scott Deveau 29/08/201614h58

Com poços de alta capacidade, Petrobras pode usar plataforma menor

O navio-plataforma Pioneiro de Libra, em construção em Cingapura, deve começar a operar no primeiro semestre de 2017. Será itinerante: vai atuar em vários poços 

RIO - A produtividade dos poços perfurados nos campos do pré-sal na Bacia de Santos está se mostrando tão alta que está levando a Petrobras a estudar a possibilidade de, em alguns casos, instalar plataformas menores, direcionadas à produção de um único poço produtor. A diretora de Exploração e Produção (E&P) da Petrobras, Solange Guedes, explica que alguns reservatórios no pré-sal têm revelado a capacidade de um poço produzir até 50 mil barris por dia. Esse volume viabiliza a instalação de sistemas de produção de menor porte, mais econômicos que as grandes plataformas, que demandam muitos equipamentos. A informação foi dada pela diretora da estatal durante uma teleconferência com analistas de mercado, na semana passada, durante a apresentação dos resultados da companhia no segundo trimestre deste ano. O objetivo das plataformas de menor porte é aumentar a produção a um custo menor.

Os poços do pré-sal têm apresentado elevada produtividade, sendo que alguns atingem a produção média de 35 mil barris por dia de petróleo — volume alcançado por poucos poços no mundo, a maior parte em terra, no Irã. De acordo com geólogos, a produção de 50 mil barris diários em um poço representaria um recorde mundial.

Com uma dívida de US$ 123,9 bilhões, a maior do planeta — em grande parte resultado de negócios equivocados, revelados pela Operação Lava-Jato —, e afetada ainda pela forte queda dos preços do petróleo no mercado internacional, a Petrobras tem como prioridade desenvolver projetos de maior retorno, a um custo bem menor. Segundo técnicos do setor, uma plataforma com apenas um poço para produzir 50 mil barris por dia terá um custo inferior ao de uma plataforma de 150 mil barris diários, que exige a instalação de, em média, dez poços produtores e sete injetores de água.
— Trabalharíamos com unidades com menos poços. Talvez isso seja mais rentável. É uma questão de custo/benefício, mas uma análise que deve ser feita — explicou a diretora da estatal aos analistas.
ESTRATÉGIA DE CURTO PRAZO
Segundo dados de mercado, enquanto um navio-plataforma para produzir 50 mil barris diários de petróleo pode custar em torno de US$ 1 bilhão, uma embarcação para até 180 mil barris diários custa em torno de US$ 2,5 bilhões — e seus custos de aluguel, portanto, também são maiores.
E é justamente para cortar custos e dar prioridade a investimentos no aumento da produção que a Petrobras tem reduzido a perfuração de poços exploratórios em busca de novas reservas. Atualmente, a companhia tem em operação apenas 13 sondas exploratórias, das quais cinco no pré-sal na Bacia de Santos, sendo três em Libra e duas nas áreas de Florim e Tupi Nordeste, nos blocos da cessão onerosa (regime especial para a Petrobras no pré-sal). Solange garantiu que a redução, neste momento, da atividade exploratória não afetará, no futuro, o aumento das reservas. Segundo a executiva, a suspensão das atividades exploratórias está sendo feita de maneira criteriosa.
— A estratégia da Petrobras é se concentrar no curto prazo, com o desenvolvimento da produção. Então ela está colocando o dinheiro nos poços já perfurados, para que estes entrem em produção, mas sem comprometer a produção futura. Com sua atual carteira de projetos com poços de elevada produtividade, a Petrobras pode se dar ao luxo de postergar um pouco os investimentos em exploração, sem implicar prejuízo à frente — afirmou uma fonte próxima à companhia.
A diretora de E&P informou, recentemente, que a Petrobras tem 31 sondas exploratórias contratadas, contra 48 no ano passado, e que continua negociando com os fornecedores, seja para a suspensão dos contratos de algumas, ou para a redução das taxas diárias de aluguel.
Paulo Valois, advogado especialista em petróleo e gás e sócio do escritório de advocacia L.O. Baptista-SVMFA, disse que, assim como a Petrobras, todas as grandes petrolíferas no mundo estão priorizando investimentos no aumento da produção, a fim de reduzir os custos. Prejudicadas pelos baixos preços do petróleo — um cenário que se mantém desde o fim de 2014 —, todas as petrolíferas, diz Valois, estão evitando gastos com riscos exploratórios desnecessários, a fim de reduzir ao máximo os custos e gerar caixa.
— A Petrobras está adotando uma estratégia de curto prazo correta. Quando sua dívida for equacionada, poderá retomar seus investimentos na exploração. Todas as companhias foram impactadas pelos preços baixos do petróleo e precisam reduzir custos, sendo que a Petrobras ainda sentiu os efeitos da Operação Lava-Jato — destacou Valois.
‘SITUAÇÕES BASTANTE ESPECIAIS’
A primeira plataforma que servirá para avaliar a possibilidade do uso de sistemas de menor porte em alguns campos no pré-sal será o navio-plataforma Pioneiro de Libra, previsto para entrar em operação no primeiro semestre de 2017. O FPSO (sigla de Floating Production Storage and Offloading), que tem capacidade de produzir e estocar petróleo, está sendo construído em Cingapura. Ele realizará os testes de longa duração em Libra, com um único poço, com capacidade total de 50 mil barris por dia.
Solange, da Petrobras, ressaltou, porém, que nem todos os poços no pré-sal atingem tal volume de produção: depende da capacidade do reservatório. Uma produção de 50 mil barris em um único poço acontece apenas em áreas excepcionais.
— Nós atingimos, até agora, uma capacidade de conciliar engenharia com nosso melhor reservatório, com uma projeção de que, eventualmente, possamos chegar a até 50 mil barris por poço. Mas, obviamente, trata-se de situações bastante especiais, onde podemos conciliar alta produtividade com materiais e instalações que possam resistir às condições ambientais e promover esse escoamento com essa velocidade — explicou a diretora aos analistas.
O navio-plataforma Pioneiro de Libra, que está sendo construído, será de propriedade do consórcio formado pela Odebrecht Óleo e Gás (OOG) e a norueguesa Teekay Petrojarl. O investimento é da ordem de US$ 1 bilhão, e, segundo fontes técnicas com conhecimento do assunto, a unidade já está com 85% das obras concluídas. A previsão é que o FPSO, depois de realizar os testes de produção em um dos poços em Libra, seja deslocado para realizar outros testes em mais seis poços, no mesmo campo.
A embarcação vai operar em profundidades de até 2.400 metros abaixo do nível do mar. E, como o Pioneiro de Libra se destina à realização de testes de produção em vários poços, ou seja, é itinerante, seu nível de conteúdo local é de apenas 5%. O FPSO será operado pela joint-venture por 12 anos. O navio-plataforma foi contratado pelo Consórcio de Libra, formado por Petrobras (40%), Total (20%), Shell (20%), CNPC (10%) e CNOOC (10%).

Fonte:POR RAMONA ORDOÑEZ
29/08/2016 4:30 / atualizado 29/08/2016 7:47

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Brasil a venda

Governo volta a discutir liberação de venda de terras a estrangeiros

A venda de terras agrícolas para investidores estrangeiros, um tema considerado fora de questão na gestão da presidente afastada Dilma Rousseff, voltou a ser discutida no governo. O deputado federal Newton Cardoso Jr. (PMDB-MG) informou ao jornal O Estado de S. Paulo ter se reunido, na semana passada, com integrantes da cúpula do governo para discutir a liberação da venda, com a imposição de limites.
Desde agosto de 2010, um parecer da Advocacia-Geral da União (AGU) sobre a Lei 5.709, de 1971, proíbe que grupos internacionais obtenham o controle de propriedades agrícolas no País. Em 2012, um projeto de lei foi apresentado no Congresso modificando a restrição, mas está com a tramitação parada.
É em cima desse projeto que Cardoso propõe modificações. “Estamos trabalhando em um texto substitutivo que autoriza a compra de terras dentro de certos limites”, disse o deputado, que coordena a Frente Parlamentar de Silvicultura. “A ideia é que haja um limite de 100 mil hectares por empresa, que pode ser ainda alterado”, disse.
Fundos soberanos e ONGs, porém, não poderiam ser compradores.
Segundo Cardoso, o governo sugeriu que fosse incluído no projeto de lei que, para liberar a venda, o investidor adquira 10% adicionais de terras para destinar à reforma agrária. Se o investidor quiser comprar além do limite de 100 mil hectares, teria de se associar a um grupo nacional – que seria majoritário no negócio – para essa expansão, como já ocorre hoje. “Mas o limite de 100 mil hectares pode ser revisto (para cima).”
O deputado acredita que o fim dessas restrições poderá destravar investimentos da ordem de R$ 50 bilhões no País em áreas agrícolas e florestais.
Reação
O assunto, porém, é polêmico. A Sociedade Rural Brasileira (SRB) e a Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) são totalmente contra o parecer da AGU e também às limitações para compra de terras. O presidente da SRB, Gustavo Diniz Junqueira, disse que a entidade já tem uma ação, com pedido de liminar, no Superior Tribunal Federal, para que torne inconstitucional o parecer da AGU. “Somos contra a restrição a estrangeiros, à limitação para compra de terras e achamos estapafúrdia essa proposta de impor a flexibilização à liberação de 10% de área para reforma agrária.
São coisas diferentes.” Segundo Silvio Teixeira, da Ibá, a entidade deverá ir à Justiça, caso o governo decida por um teto para a compra de terras.
Para o advogado Aldo De Cresci Neto, especialista em florestas e secretário executivo da Frente Parlamentar de Silvicultura, o Congresso busca um meio-termo sobre o tema. Segundo ele, outra possibilidade, que não foi descartada por Cardoso, seria o registro do grupo estrangeiro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Procurada, a Casa Civil da Presidência da República informou que o presidente em exercício Michel Temer solicitou um parecer sobre o tema ao ministério. 
Fonte: O Estado de S. Paulo.
Nota (Andre Costa): que permita, mas toda a produção ser brasileira e os recursos gerados investidos no Brasil, mas isso nunca aconteceria. Então é NÂO. O Brasil não está a venda!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Padilha diz que Petrobras fará aporte para viabilizar realização da Paralimpíada

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, informou nesta terça-feira que a Petrobras será uma das estatais federais que farão aportes para a realização da Paralimpíada, que começa no dia 7 de setembro, no Rio.
No total, a União participará com R$ 100 milhões, divididos entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Caixa Econômica Federal, Embratur, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Petrobras.
A Apex contribuirá com R$ 30 milhões, enquanto a Embratur entrará com outros R$ 8 milhões. Padilha não revelou de quanto seria o aporte da Petrobras e dos demais órgãos federais.
A petroleira havia decidido não patrocinar a Olimpíada por causa da grave crise que enfrenta desde o início das investigações da Operação Lava Jato. A estatal declarou no último balanço, referente ao segundo trimestre de 2016, que possui uma dívida R$ 332,4 bilhões.
Nas últimas semanas, no entanto, houve uma mobilização do governo federal para viabilizar a realização da Paralimpíada, depois que o Comitê Rio-2016 anunciou que não tinha recursos para arcar sozinho com os gastos.
Além dos R$ 100 milhões do governo federal, a prefeitura do Rio aportará R$ 150 milhões na organização dos Jogos Paralímpicos.
fonte: Estadão

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

PETROBRAS VAI "HIBERNAR" SONDAS DA ODEBRECHT

A Petrobras negocia com a Odebrecht Óleo e Gás (OOG) a inclusão de uma espécie de opção de hibernação de sondas de perfuração afretadas pela petroleira junto à fornecedora de equipamentos e serviços petrolíferos. O Valor apurou que o objetivo da estatal é poder decidir, no futuro, pela interrupção ou não, da operação dessas unidades.
A negociação faz parte da nova onda de negociações da Petrobras com seus fornecedores, com objetivo de reduzir custos. Nessas negociações, a petroleira geralmente oferece contrapartidas, como a extensão do período de contrato, entre outros itens.
Segundo fontes próximas do assunto, não há um prazo para a conclusão da negociação nem uma previsão de qual decisão será tomada. Até o momento, estão em operação as seis sondas de perfuração afetadas pela Petrobras junto à OOG. Os pagamentos relativos a esses contratos estão em dia.
Ao Valor, a OOG informou que "os contratos de afretamento em vigor, relativo a seis sondas de sua propriedade estão sendo respeitados e as unidades encontram-se em plena operação". A companhia acrescentou que "tem mantido entendimentos construtivos com a Petrobras, sendo certo que qualquer modificação dos contratos em vigor depende de consenso entre ambas as partes".
Questionada pelo Valor, a Petrobras informou que "continua adequando sua frota de sondas aos novos níveis de demanda, conforme Plano de Negócios atual, e buscando reduzir custos através de negociações com os fornecedores". O Valor apurou que os credores da OOG acompanham de perto as negociações com a Petrobras.
Em paralelo às tratativas com a petroleira, a OOG vem negociando com os credores a reestruturação dos bonds. Segundo uma fonte a par do assunto, as negociações estão em andamento e, por enquanto, não se trabalha com a hipótese de uma recuperação judicial.
Em nota, a OOG informou que "continua em discussões construtivas com seus credores com o intuito de fortalecer sua posição financeira de curto e longo prazo".
Com relação à participação da OOG em futuras licitações da Petrobras, a Justiça Federal revogou no fim de julho liminar que havia dado dias antes em favor da companhia permitindo sua participação em concorrências da estatal. A OOG havia ingressado na Justiça para poder participar da licitação de prestação de serviços de manutenção em duas plataformas da estatal. A OOG permanece na lista de bloqueio cautelar da Petrobras.
Fonte: Valor Econômico/Rodrigo Polito | Do Rio

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Petrobras sobe 6 posições em lista de maiores empresas de petróleo e gás

De 2015 até o início de agosto, a Petrobras passou da décima para a quarta posição entre as maiores empresas de petróleo da América Latina e dos Estados Unidos, informou nesta quarta-feira (3) a Economatica.

O valor de mercado da empresa no final de 2015 em dólares era de US$ 25,9 bilhões, contra US$ 49,29 bilhões no dia 2 de agosto de 2016, crescimento de US$ 23,35 bilhões, ou 90%.
A Economatica aponta que uma parte do crescimento do valor de mercado da empresa se deve à desvalorização do dólar no mesmo período, que teve queda de 16,79%. O crescimento do valor de mercado da Petrobras em dólares no ano é de 89,9%.

O maior valor de mercado da Petrobras em dólares foi registrado no dia 21 de maio de 2008, com valor de US$ 309,48 bilhões. No final de 2010, a empresa valia US$ 228,2 bilhões.

A Petrobras é a única empresa latino-americana no ranking das 20 empresas que tiveram o maior aumento no valor de mercado no ano. Todas as outras 19 são dos Estados Unidos.
 
Valorização das ações
Em 2016, as ações preferenciais da Petrobras (que dão preferência na distribuição de dividendos) acumulam alta de 69,55% no preço em reais. Considerando o valor em dólares, o avanço é de 103,78%.

Já os papéis ordinários (que dão direito a voto em assembleias da empresa) têm valorização acumulada no ano de 51,34% em reais e 81,89% em dólares.

Petrobras tem lucro líquido de R$ 370 milhões no 2º trimestre

A Petrobras teve lucro liquido de R$ 370 milhões no 2º trimestre de 2016, informou a estatal nesta quinta-feira (11). É o primeiro balanço com lucro após três trimestres seguidos de prejuízo. Em relação ao mesmo período de 2015, o lucro foi 30,3% menor, quando a estatal teve resultado positivo de R$ 531 milhões.
Segundo a companhia, o resultado foi determinado por uma redução de 30% nas despesas financeiras líquidas; pelo crescimento de 7% na produção total de petróleo e gás natural; pelo incremento da receita, com aumento de 14% nas exportações de petróleo e derivados e redução de custos com importações de gás natural; por despesas com o novo programa de demissões voluntárias (PIDV); e pelo impairment (ajuste) de ativos do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).


Nos primeiros seis meses do ano, a Petrobras segue acumulando prejuízo, de R$ 876 milhões. Os números são resultado, principalmente, da redução do lucro operacional, do aumento das despesas financeiras líquidas, além do efeito cambial sobre o endividamento em dólar das entidades estruturadas, com reflexo na linha de acionistas não controladores.
Endividamento
Em relação ao final de 2015, o endividamento bruto da Petrobras teve queda de 19%, enquanto o líquido caiu 15%. Ao final de junho, o endividamento total da companhia era de R$ 397 bilhões, ante R$ 493 bilhões no final do ano passado.
Segundo a estatal, o recuo aconteceu principalmente por conta da valorização do real em relação ao dólar no período, de 17,8%.
Preços dos combustíveis
Sobre os preços dos combustíveis, o diretor de Refino e Gás da Petrobras, Jorge Celestino, afirmou que a estatal "monitora os fundamentos do mercado" para definir possíveis alterações.
"Isso é uma prática que a gente tem mantido, o que a gente tem olhado sempre é a garantia que nossos preços são competitivos, a garantia de market share (participação de mercado).” E na medida em que for necessário fazer alguma mexida em preços, a gente vai tomar essa decisão.
Celestino afirmou que há uma volatilidade muito grande de preços, e que alguns fatores que se esperavam que influenciassem os preços internacionais não se concretizaram, como o inverno extremo nos Estados Unidos.
“Então a gente permanentemente monitora os fundamentos de mercado, e olha market share versus fundamentos competitivos. E a hora que precisar tomar essa decisão a gente vai tomar", afirmou.

Desligamentos voluntários
Segundo a Petrobras, cerca de 4 mil funcionários aderiram, até o final de junho, ao Plano de Incentivo ao Desligamento Voluntário (PIDV) da companhia, lançado em abril. No segundo trimestre, o plano gerou um custo, para a estatal, de R$ 1,2 bilhão.
De acordo com o diretor de Recursos Humanos, Hugo Repsold, o prazo para adesão vai até o final de agosto, e a estatal projeta chegar a entre 6 mil e 7 mil adesões de empregados. "Vamos esperar o comportamento até o fim do mês", afirmou.
Produção
No comunicado, a estatal informa que a produção total de petróleo e gás natural foi de 2.804 mil barris de óleo equivalente por dia (boed), um aumento de 7% em comparação com os três meses anteriores.
A produção de derivados no Brasil, no entanto, recuou 2%, totalizando 1.919 mil barris por dia (bpd), enquanto as vendas no mercado doméstico atingiram 2.109 mil bpd, um aumento de 3%.
“Majoritariamente a produção cresceu no Brasil. Tivemos um bom segundo trimestre. Muito desse crescimento tem tanto uma contribuição do pré-sal quanto da bacia de campos, mas tivemos 11 poços marítimos conectados nesse período”, afirmou Solange Guedes, diretora de Exploração e Produção da estatal.
Falando sobre investimento, Solange afirmou que a meta "está mantida. Temos eventos importantes no segundo semestre para acontecer".
Exportações
Segundo Celestino, o saldo da balança de petróleo no segundo trimestre, exportação menos importação, já subiu para 219 mil barris/dia. "É uma marca bastante relevante", disse.
"Na balança de derivados, em que pese o mercado hoje mais baixo, você tem contribuição de terceiros, isso está levando com que a gente consiga gerenciar bem a gestão dos produtos que têm maior valor agregado. Com isso a balança tem se constituído num valor bastante relevante. Praticamente a gente está autossuficiente”, afirmou. “A balança consolidada de derivados, a gente vem consistentemente reduzindo o nível de importação de derivados”.
Nova gestão
Em junho, Pedro Parente assumiu o comando da Petrobras, ainda abalada pelas descobertas das investigações da Lava Jato, altamente endividada, com investimentos em queda e com um prejuízo acumulado de R$ 41,9 bilhões nos 3 últimos trimestres.

Parente foi indicado pelo presidente em exercício Michel Temer para substituir Aldemir Bendine, que renunciou à presidência e ao Conselho de Administração da estatal. Ele ocupava o posto desde fevereiro do ano passado, quando foi nomeado pelo governo da presidente afastada Dilma Rousseff.

Entre os principais desafios do novo presidente estão reduzir o endividamento da petroleira, comandar o plano de desinvestimentos (venda de ativos) da empresa, definir qual será a política de preços de combustíveis em meio à queda dos preços internacionais do petróleo e fazer a companhia voltar a operar no azul.
Cortes e vendas de ativos
Para enfrentar a escalada da dívida, a estatal reduziu os investimentos e anunciou um plano de venda de ativos. No início de maio, a Petrobras anunciou que concluía negociação para a venda de filiais que mantinha na Argentina e no Chile, em transação que deve levantar cerca de US$ 1,4 bilhão para o caixa da petroleira. Os valores, no entanto, não entraram no balanço do segundo trimestre, e devem ser refletidos nos próximos períodos, segundo informou nesta quinta-feira a diretoria da estatal.
A duas operações fazem parte do programa de desinvestimentos da Petrobras, que prevê vendas de ativos de mais de US$ 14 bilhões em 2016.
Recentemente, a empresa anunciou ainda uma reestruturação administrativa, com corte de 43% do número de funções gerenciais em áreas não operacionais e redução do número de diretores e integrantes remunerados do Conselho de Administração. Com essas medidas, a companhia espera reduzir custos de até R$ 1,8 bilhão por ano.
Ações no ano
Os papéis da Petrobras subiram forte nos últimos meses em meio as expectativa de mudança de governo, após terem acumulado um tombo de mais de 30% em 2015.
No ano, as ações preferenciais (com prioridade na distribuição de dividendos) da estatal acumulam alta de mais de 80,5% até o fechamento desta quinta-feira (10).
Perdas com corrupção
A Petrobras está no centro das investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Em abril de 2014, a companhia calculou em R$ 6,194 bilhões as perdas por corrupção.
A estatal enfrenta uma série de processos nos exterior em razão de perdas bilionárias decorrentes das investigações sobre suborno e propina envolvendo a companhia. Em fevereiro, um juiz dos Estados Unidos abriu caminho para que investidores processem a Petrobras em grupo. As ações estão suspensas até que seja julgado um recurso da estatal contra a decisão.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Investigação do Cade aponta conduta anticompetitiva da Petrobras no fornecimento de gás

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Superintendência-Geral do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) recomendou ao Tribunal do órgão a condenação da Petrobras (PETR4PETR3) por conduta anticompetitiva no fornecimento de gás natural, após denúncia feita pela Companhia de Gás de São Paulo (Comgás), de acordo com informações publicadas nesta segunda-feira (8) no Diário Oficial da União (DOU).
A recomendação, que aconteceu após conclusão de um processo administrativo, será distribuída a um conselheiro relator e julgado pelo Plenário do órgão, responsável pela decisão final.
Segundo a denúncia da Comgás, a atuação anticompetitiva da Petrobras teria começado em 2011, quando a estatal pôs em prática um programa de desconto nos preços do gás, encerrado em 2015.
Em nota à imprensa, o Cade explicou que a Petrobras tem dois tipos de contratos para o fornecimento desse gás: o primeiro é chamado de Nova Política de Preços (NPP), e inclui gás nacional, boliviano e importado por navios; o segundo é o Transportation Capacity Quantity (TCQ), que está vinculado exclusivamente à fonte boliviana. A estatal, no entanto, concedeu o benefício dos descontos apenas aos contratos da NPP.
A Comgás declarou que a política de descontos da Petrobras favorece as distribuidoras que obtêm gás somente por meio dos contratos da NPP, como, por exemplo, a Gás Brasiliano Distribuidora, de propriedade da estatal e situada em área adjacente à da Comgás, no oeste paulista.
A Comgás, que opera nas cidades de São Paulo, Santos, Campinas e região, obtém gás natural das duas modalidades de contratos existentes.
Entretanto, segundo a empresa, o contrato exclusivamente boliviano, que não foi contemplado com o desconto, possui um peso grande no preço final do seu produto, o que fez com que a tarifa final de gás na sua região ficasse mais cara para os consumidores.
"Após consultas ao mercado e às agências reguladoras, a Superintendência-Geral entendeu que ficou configurada a conduta discriminatória anticompetitiva e constatou que a ausência de descontos no contrato exclusivamente boliviano acarretou menor competitividade do gás comercializado nos locais atendidos pela Comgás", afirmou o Cade.
Em nota, a Petrobras disse que ainda não há um posicionamento definitivo do Cade sobre o tema e "que continuará atuando firmemente na defesa de seus direitos, tomando todas as medidas cabíveis na esfera administrativa".

Fonte: Uol

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Enquanto roubavam a Petrobras, empreiteiras davam dinheiro a Lula.

Enquanto roubavam a Petrobras, por meio de concorrências fraudulentas e contratos superfaturados, as empreiteiras Camargo Correa, Odebrecht, Queiroz Galvão, OAS, UTC e Andrade Gutierrez fizeram depósitos regulares nas contas da empresa pessoal do ex-presidente Lula, a LILS Palestras, Eventos e Publicações, entre os anos de 2011 e 2014. Somente nesse período, foram mais de R$10 milhões.
A informação consta no documento enviado à Justiça Federal esta semana para defender a competência do juiz federal Sergio Moro para julgar o petista. O ex-presidente vem fazendo um grande esforço para escapar do alcance do juiz titular da Vara Federal de Curitiba, e de caracterizar de alguma maneira uma suposta “questão pessoal” entre julgador e investigado.
Como sócio majoritário da LILS, Lula controla 98% da participação societária da empresa, por isso, segundo os procuradores da Lava Jato sustentam no documento à Justiça Federal, “não há como desassociar o fato de que os cinco maiores repassadores de dinheiro à LILS Palestras, Eventos e Publicações foram empreiteiras integrantes do cartel que fraudou, de forma bilionária, licitações em desfavor da Petrobras”.
O Ministério Público considera que cabe a Moro julgar Lula porque os crimes investigados relacionados a ele são de competência da esfera Federal, como lavagem de dinheiro contra a Petrobras, que é uma estatal. “A conexão dos fatos apurados com a Lava Jato [se dá] uma vez que presentes vários personagens em comum, como diversas das empreiteiras participantes do cartel e dois dos intermediários do pagamento de propina ao Partido dos Trabalhadores”.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Justiça dos EUA suspende ações contra Petrobras até julgamento de recurso

RIO DE JANEIRO/NOVA YORK, 2 Ago (Reuters) - A Corte Federal de Apelações do Segundo Circuito dos EUA suspendeu as ações coletiva e individuais contra a Petrobras até que seja julgado o recurso da empresa contra uma decisão da Justiça norte-americana que abriu caminho para um processo em grupo.
A ação de investidores pede recuperação de bilhões de dólares por supostas perdas decorrentes do escândalo de corrupção investigado pela Lava Jato.
"Com isso, está suspenso o início do julgamento da ação coletiva e das ações individuais, previamente marcado para iniciar em setembro de 2016", afirmou nesta terça-feira a empresa em nota, frisando que "continuará a defender firmemente os seus direitos".
Em fevereiro deste ano, o juiz distrital Jed Rakoff, em Manhattan, certificou duas classes de investidores. Na ocasião, afirmou que as demandas eram semelhantes o suficiente para serem feitas em grupo. Entretanto, a Petrobras recorreu da decisão. 
Uma ação coletiva poderia facilitar a recuperação de grandes somas de recursos por investidores, mais do que se as ações fossem individuais. 
(Por Marta Nogueira; edição de Roberto Samora)

terça-feira, 2 de agosto de 2016

PETROBRAS RETOMA OPERAÇÃO EM PLATAFORMA DA BACIA DE CAMPOS

RIO - A Petrobras retomou no último domingo, a produção de petróleo e gás natural na plataforma P-62, no campo de Roncador, na Bacia de Campos. A operação da unidade estava suspensa desde a noite da última terça-feira, 26, após um incêndio.
“A plataforma P-62, localizada no campo de Roncador, reiniciou sua produção na manhã desse domingo (31/7). Após princípio de incêndio ocorrido na noite da última terça-feira (26/07), houve a parada segura da unidade marítima para que as causas pudessem ser identificadas e todos os reparos realizados”, informou a estatal, em nota ao Valor.
A companhia acrescentou que foi criada uma comissão interna de apuração das causas do acidente e reiterou “seu compromisso na preservação da segurança de trabalhadores, instalações e meio ambiente”.
A Petrobras não informou qual era o volume de produção de óleo e gás da plataforma no momento do incêndio. A empresa também não informou qual é o volume atual de produção da unidade.
Segundo o sindicato dos petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), com base em dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a P-62 teve produção média de 58,7 mil barris/diários em abril. A unidade também é a maior produtora de gás natural da Bacia de Campos, com 2,4 milhões de metros cúbicos diários.
A P-62 iniciou a operação em maio de 2014. A plataforma, do tipo “FPSO” (unidade flutuantes de produção e armazenamento de óleo e gás), tem capacidade para produzir 180 mil barris diários de petróleo e 6 milhões de metros cúbicos de diários de gás natural.
De acordo com os últimos dados disponíveis da ANP, Roncador é o segundo maior campo produtor de petróleo do país, com 296 mil barris diários, atrás apenas de Lula, na Bacia de Santos, com 439 mil barris diários. O campo também é o terceiro maior produtor de gás natural do país, com 7 milhões de metros cúbicos diários, atrás de Lula (19 milhões de metros cúbicos diários) e Sapinhoá (7,3 milhões de metros cúbicos diários), na Bacia de Santos.
Fonte: Valor Economico/Rodrigo Polito

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