quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Resolução da ANP viabiliza escoamento por terceiros

A Resolução 52/2015 da ANP estabelece a regulamentação para a outorga de autorizações de construção e de operação de instalações de transporte e transferência, bem como de dutos de exploração e produção (E&P) não integrantes de áreas sob contrato e suas instalações auxiliares, ou seja, não contemplados no Plano de Desenvolvimento. A resolução viabiliza a prestação de serviço de escoamento de petróleo e gás natural, que poderá ser contratado pelas concessionárias. Antes do novo regulamento, as concessionárias eram responsáveis pela construção e operação dessas instalações. A Resolução também incorporou, na listagem de documentos exigidos, aqueles atualmente solicitados pela Agência durante a análise de projetos objeto de outorgas dessas autorizações, facilitando o cumprimento dos requisitos pelos interessados. Entre os documentos foi incluído o atestado de conformidade do projeto às normas técnicas pertinentes. A Resolução 52/2015, publicada hoje (3/12), é uma revisão da Portaria ANP nº 170/1998, que se tornou necessária em razão da publicação das Leis nº 11.909, de 04 de março de 2009, e nº 12.490, de 16 de setembro de 2011, e da experiência adquirida pela ANP nos últimos dezessete anos. Fonte: Redação/Assessoria/Tn Petróleo

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

FUGRO BATIZA RSV AQUARIUS NO RIO DE JANEIRO

A Fugro Brasil realiza na próxima quinta-feira (10), o batismo do RSV Fugro Aquarius — uma embarcação equipada com veículos de operação remota. A cerimônia será realizada no Píer Mauá, no Rio de Janeiro. De acordo com a empresa, a embarcação está equipada para desempenhar diversas operações offshore, entre elas inspeções, reparos e manutenções de equipamentos submarinos. A embarcação, construída pelo estaleiro Wilson Sons, no Guarujá (SP), é equipada com dois sistemas ROV (veículos operados remotamente, em tradução livre), cuja capacidade de operação em lâminas de água é de ate 3.000 metros. O projeto do barco é do grupo Damen e tem mais de 60% de conteúdo local, segundo a Fugro. A madrinha da embarcação será a senhora Márcia Laranjeira Tokarski, esposa do diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Adalberto Tokarski. (Portos e Navios)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Computação aliada na exploração do pré-sal

A exploração de petróleo na camada pré-sal vem exigindo, cada vez mais, o desenvolvimento de tecnologias inovadoras que consigam otimizar o trabalho em regiões inóspitas e sob intensas intempéries. De olho nessa oportunidade de negócio, a Promec, uma empresa incubada no Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), vem desenvolvendo um software para calcular os efeitos hidrodinâmicos e estruturais em embarcações sujeitas a condições ambientais extremas. O projeto conta, desde 2013, com o apoio da FAPERJ, por meio do edital Inovação Tecnológica. A 300 quilômetros da costa, as plataformas de perfuração, navios e embarcações de apoio, que atuam na região do polo pré-sal na Bacia de Santos, podem sofrer com ondas de até 20 metros de altura, como aponta o pesquisador em Engenharia de Petróleo e sócio da Promec, Carlos Eduardo da Silva. "As condições são bem mais difíceis do que as na Bacia de Campos, onde a chamada 'onda centenária' chegou a 10 metros", acrescenta Carlos Eduardo. Segundo o pesquisador, os principais poços exploratórios localizados em reservatórios pós-sal da Bacia de Campos estão em distâncias médias de 120 quilômetros da costa. Nessa região, os desafios envolvidos na navegação e na garantia de estabilidade hidrodinâmica de navios e plataformas foram superados com pleno sucesso pela indústria de petróleo lá instalada. Por outro lado, na Bacia de Santos, que tem reservas do pré-sal com afastamentos da costa próximos a 300 km, as condições ambientais são mais severas e têm demandado constantes estudos em inovação tecnológica. Responsável pelo software, batizado de Sistab – sistema de análise hidrodinâmica de plataformas de petróleo –, Carlos Eduardo lembra que a ferramenta computacional começou a ser desenvolvida ainda em 2012, com o aporte de recursos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Após a primeira fase de desenvolvimento do código do software, o projeto entrou em um segundo estágio, mais completo, com o apoio da FAPERJ. Segundo Carlos Eduardo, a previsão é a de que o Sistab esteja finalizado e pronto para ser comercializado já no primeiro semestre do ano que vem. Ao quantificar movimentos acoplados (onda-navio-ancoragem-dutos), o software irá contribuir nos projetos de embarcações, minimizando movimentos excessivos em alto-mar, que podem comprometer o conforto dos profissionais embarcados e até provocar danos estruturais nos conectores de risers – dutos que conduzem o petróleo ou o gás do fundo do mar até a plataforma – e no casco do navio. O pesquisador ressalta que a tecnologia pode ser usada, inclusive, para auxiliar projetistas de embarcações que fazem transporte marítimo de longo percurso de commodities, como minérios, e até em ações da Marinha do Brasil no patrulhamento da costa. "Temos interesse em convencer desenhistas e projetistas de estrutura naval que oferecem projetos à Petrobras e à Vale, por exemplo, sobre a funcionalidade do nosso sistema. E também tentar colocar a ferramenta disponível aos engenheiros, para que eles possam interpretar melhor esses eventos externos a que os navios estão sujeitos em alto-mar", diz Carlos Eduardo. Antes mesmo do lançamento do software, a Promec deve mudar de casa, dando o primeiro passo para uma fase mais 'madura'. A empresa vai disputar uma vaga no Parque Tecnológico da UFRJ, que abriu chamada pública no início de outubro dirigida a micro, pequenas e médias empresas, organizações sem fins lucrativos e companhias pós-incubadas interessadas em se instalar no local. Estão disponíveis 808 metros quadrados para a ocupação de até 16 salas. As empresas graduadas de incubadoras de negócios há um ano ou menos terão custos diferenciados para se instalar no Parque da UFRJ, considerado o maior do País. "Nascemos no Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia (Lamce), nos tornamos uma empresa spin-off da Coppe (derivada da Coppe) e, agora, seguiremos para um novo estágio. Estamos muito felizes com essa promessa de mudança", afirma o pesquisador. Fonte: Fapesp

INVESTIGAÇÃO JÁ CUSTOU US$ 56 MI À PETROBRAS

O conselho de administração da Petrobras passou grande parte da reunião de sexta-feira ouvindo uma apresentação do Comitê Especial sobre as investigações internas feitas até o momento. Segundo uma fonte, a companhia já gastou US$ 56 milhões com o aparato criado para investigar funcionários envolvidos ou suspeitos de corrupção e já estão sendo feitas cobranças a respeito de resultados. A empresa tem entre 800 e 1000 funcionários que estão sob investigação dos escritórios contratados para essa finalidade. Também estão sendo investigadas 38 empresas que fizeram negócios com a Petrobras. O Comitê Especial foi constituído em dezembro de 2014 e é formado pela ex-ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Ellen Gracie Northfleet; o ex-chefe da área de governança da Siemens, Andreas Pohlmann; além do diretor de Governança da Petrobras, João Elek. O comitê é responsável pela comunicação entre a Petrobras e o escritório brasileiro Trench, Rossi e Watanabe e o americanos Gibson, Dunn & Crutcher, que estão coordenando as investigações. A iniciativa faz parte da estratégia da Petrobras de tentar provar para as autoridades americanas que foi "vítima" de funcionários corruptos que agiam sozinhos. Na sexta-feira, grande parte da reunião foi para atualizar o conselho sobre o atual estágio dessas investigações. A prisão do senador Delcício Amaral (PT-MS), ex-diretor de Gás e Energia da Petrobras, também foi discutida no encontro. Delcídio deixou o cargo para concorrer a uma vaga no Senado e fez afirmações que foram gravadas por Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor internacional Nestor, e entregues à Justiça. O ex-diretor Cerveró fez ontem um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF). Na gravação Delcídio menciona o diretor de Abastecimento da Petrobras, Jorge Celestino Ramos, de forma vaga, dizendo que o diretor "já, já vai aparecer nas folhas". Não há continuidade no raciocínio. Édson Ribeiro, então advogado de Cerveró, e que também foi preso na semana passada, afirma em seguida que Celestino "é o gerente, mas tá com força total", apesar de o cargo ocupado hoje ser uma diretoria, e não uma gerência. Ribeiro ainda cita a diretora de exploração e produção, Solange Guedes, como sendo, junto com Celestino, "pessoas da Graça", em referência à ex-presidente da Petrobras Graça Foster. Na gravação, o advogado também mostra interesse na nomeação do responsável pela gerência de Tecnologia da Informação (TI) da Petrobras. Delcídio complementa dizendo que a área não é parte da "atividade fim" da Petrobras, é uma atividade "meio" em que "ninguém enche o saco" e o orçamento é de R$ 1 bilhão. A fonte do conselho disse que essa parte da gravação não foi discutida especificamente na sexta-feira porque os diretores participaram da reunião. Mas segundo a fonte, investigar o diretor de Abastecimento passou a ser uma obrigação a partir do momento em que a gravação se tornou pública. "O Comitê Especial precisa investigar agora, à luz das novas informações. A partir de agora, não é só um critério legal. É preciso intensificar ações para chegar a até algumas pessoas que ainda estão na companhia por um certo legalismo", disse uma fonte qualificada com o compromisso de não ter seu nome divulgado. Na avaliação dessa fonte, muitas pessoas envolvidas no esquema de corrupção ainda mantém seus empregos na estatal, e defende que sejam demitidos. Questionada pelo Valor sobre a existência ou não de uma investigação interna sobre a conduta do diretor de Abastecimento, Jorge Celestino Ramos, a Petrobras respondeu que tanto as investigações conduzidas pela empresa como pelos escritórios independentes e pelas autoridades policiais "não citaram nenhum dos membros da diretoria atual da empresa". Não foram discutidos na reunião do conselho a venda de ativos da Petrobras ou qualquer processo envolvendo uma capitalização da companhia. Segundo o conselho, uma capitalização por meio de um instrumento híbrido de capital e dívida, como divulgado alguns dias atrás, não é algo que seja discutido na esfera dos conselheiros. Na avaliação dessa fonte, o tema exige uma série de pré-condições e que é muito cedo para abordar o assunto. Fonte: Valor Econômico/Cláudia Schüffner | Do Rio

Pena contra trabalho escravo deve ser maior, defende Raquel Dodge

Procuradora-geral falou na abertura de um seminário, em Brasília, sobre a sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos, que em deze...