domingo, 30 de maio de 2010

13 a 16 de Setembro de 2010 !!!

PETROBRAS DUPLICA PROJETO DO COMPERJ

31/05/10


O diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, anunciou na última segunda-feira, dia 24, a duplicação do projeto do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em construção em Itaboraí, no Estado do Rio. A companhia decidiu construir, em vez de uma, duas refinarias – cada uma com capacidade para processar 165 mil barris de petróleo pesado. E, em vez de só produzir as matérias-primas para o setor petroquímico, vai produzir diesel e QAV (Querosene de aviação).
O executivo informou ainda que a primeira refinaria entrará em operação em fins de 2013, um ano mais tarde em relação ao prazo anterior do projeto. Essa primeira unidade vai fornecer os combustíveis. Somente em fins de 2015 é que começarão a ser produzidas as matérias-primas petroquímicas. Já a segunda refinaria entrará em operação a partir de fins de 2017. Como no projeto original, as duas unidades serão 100% da Petrobras e a estatal busca sócios privados para as unidades de segunda geração.
De acordo com o professor e especialista da área de petróleo da Fundação Instituto de Administração (FIA), Weber Amaral, a duplicação do projeto terá um impacto muito significativo no crescimento da indústria petroquímica nacional, não só no ponto de vista de crescimento orgânico desses negócios, mas também na diversificação de possíveis produtos e uma estruturação mais organizada da cadeia. “Não só as empresas já estabelecidas e que estão precisando aumentar a sua base industrial irão se beneficiar, mas também outras empresas que estão na região. Além da implementação de novas tecnologias que entrarão no Comperj por conta da expansão de outras potencialidades de derivados de petróleo” – afirmou o especialista em entrevista ao Nicomex Notícias.

Novo estudo de impacto ambiental

Por conta da ampliação do Comperj, a Petrobras será obrigada a realizar um novo estudo e Relatório de impacto Ambiental (EIA-Rima) do projeto. A avaliação foi feita por Rogério Rocco, analista ambiental do Instituto Chico Mendes Biodiversidade (ICMBio), órgão do governo federal, conforme publicado pelo jornal O Globo na última terça-feira, dia 25. O especialista destacou que é preciso analisar os novos impactos, por exemplo, nos manguezais existentes na Baía de Guanabara. O órgão responsável pelo licenciamento do Comperj é o Instituto Estadual do Ambiente (Inea).
O professor Weber Amaral alertou, em entrevista ao NN, como é importante a avaliação dos efeitos ambientais naquela região, já que não basta ter um aspecto econômico positivo se o impacto ambiental não for adequadamente planejado. Para ele, o estado do Rio de Janeiro deve aplicar critérios de governança sobre o programa de investimentos na área petroquímica do estado. “Todo esse plano estratégico para o crescimento da base de petróleo no estado tem que ser repensado de forma mais integrada. Afinal, a ampliação do Comperj está associada ao aumento do volume de petróleo proveniente da exploração do pré-sal” – disse o especialista que ressaltou também que questões ambientais não podem ser colocadas em segundo plano numa agenda de desenvolvimento econômico.

Por Beatriz Silva

beatriz.s@nicomexnoticias.com.br

BP fracassada de novo. Como pode gostar de gastar dinheiro

WASHINGTON - A companhia British Petroleum (BP), responsável pelo vazamento de petróleo no Golfo do México, anunciou neste sábado, 29, que a operação para fechar o poço por meio da injeção de fluidos pesados, como lama, não obteve sucesso, e que passará a tentar um novo método.

ReutersImagem de satélite mostra extensão do vazamentoVeja também:



Em entrevista coletiva, o diretor de operações da BP, Doug Suttles, disse que a decisão da adoção de uma nova medida - a de cobrir o poço com uma cúpula - foi tomada após consultas com as autoridades federais. "Depois de três dias completos tentando conter o vazamento, fomos incapazes de parar o fluxo de petróleo", afirmou.
A operação "top kill" foi iniciada na quarta-feira. A esperança da BP era que a pressão da lama injetada fosse suficiente para conter o vazamento, mas cerca de 12 mil a 19 mil barris de petróleo continuam a vazar a cada dia no Golfo do México.
O vazamento ocorrido depois da explosão da plataforma Deepwater Horizon já é o maior da história dos EUA, superando o que foi causado pelo naufrágio do petroleiro Exxon Valdez em 1989.
 Mais cedo, Suttle disse que a BP já gastou US$ 940 milhões nas tentativas de conter o vazamento.
(Com agências internacionais)

Maré negra de Cingapura chega às águas territoriais da Malásia

Kuala Lumpur, 30 mai (EFE).- A maré negra causada esta semana pela colisão e posterior naufrágio de um cargueiro em Cingapura chegou às águas territoriais da vizinha Malásia, informaram hoje as autoridades cingapurianas.

O vazamento, que obrigou o fechamento de várias praias públicas ao leste da cidade-estado, está sendo contido, mas uma mancha de petróleo foi avistada esta manhã em frente ao litoral do estado malaio de Johor, segundo a Autoridade Portuária de Cingapura.
As autoridades cingapurianas não revelaram o tamanho da maré negra que chegou à Malásia.
Na terça-feira passada, o cargueiro malaio MT Bunga Kelana 3 chocou por causas desconhecidas com o MV Waily - uma embarcação mercante - a uns 13 quilômetros ao leste do litoral da cidade-estado, derramando quase 15 mil barris de petróleo de um de seus tanques.
Desde então, centenas de membros dos serviços de emergência de Cingapura estão trabalhando dia e noite para conter e limpar a maré negra, que ameaça a rica biodiversidade marinha do território.
Não houve feridos e o tráfego em um dos maiores portos comerciais do mundo também não foi afetado pelo naufrágio.

BP declara fracassada tentativa de contenção de vazamento no Golfo do México

Washington, 29 mai (EFE).- A companhia British Petroleum (BP), responsável pelo vazamento de petróleo no Golfo do México, anunciou hoje que a operação para fechar o poço por meio da injeção de fluidos pesados, como lama, não obteve sucesso, e que tentará um novo método.

Em entrevista coletiva, o diretor de operações da BP, Doug Suttles, disse que a decisão da adoção de uma nova medida - a de cobrir o poço com uma cúpula - foi tomada após consultas com as autoridades federais.
"Não pudemos deter o fluxo" de petróleo que vaza do poço a 1.500 metros de profundidade, declarou Suttles. "Tomamos a decisão de passar para a opção seguinte", acrescentou.
A alternativa consiste em serrar o encanamento quebrado e cobrir os restos com uma cúpula, uma solução similar à que foi tentada há poucos dias sem sucesso.
Em suas declarações, o alto executivo não determinou a porcentagem de possibilidade de êxito que pode atribuir à próxima tentativa. Inicialmente, a BP tinha calculado que as possibilidades de sucesso da injeção de lama eram de entre 60% e 70%.
"Temos a confiança de que a operação funcionará, mas evidentemente não podemos garantir seu sucesso", declarou Suttles.
O derramamento já é o pior da história, depois que os cientistas corrigiram seus cálculos, que inicialmente contavam que o vazamento equivalia a 5 mil barris de petróleo diários, que foi passado agora para entre 12 mil e 19 mil barris por dia.
O vazamento completou hoje seu 40º dia e começou depois da explosão e posterior afundamento da plataforma petrolífera "Deepwater Horizon", operada pela BP, no dia 20 de abril. EFE

terça-feira, 18 de maio de 2010

Pessoal de Governador Valadares e região!!!!


Está chegando a sua Cidade uma nova unidade da escola carioca de petróleo - PLATAFORMA ESCOLA, novo conceito em aprendizagem e colocação de profissionais no mercado de trabalho. AGUARDEM!!!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Plataforma de gás afunda na costa da Venezuela, mas sem risco ambiental

Do G1, em São Paulo - 13/05/2010 06h48 - Atualizado em 13/05/2010 12h00

Todos os trabalhadores salvaram-se, segundo as autoridades
O presidente da Vezenuela, Hugo Chávez, informou pela rede social Twitter, no início da madrugada desta quinta-feira (13), que a plataforma Aban Pearl, que produz gás e petróleo na costa do país (estado de Sucre), afundou por volta da meia-noite.

Os 96 trabalhadores do complexo conseguiram se salvar, segundo as autoridades venezuelanas.
O ministro do Petróleo e Energia Rafael Ramirez disse em seguida à TV estatal que o acidente não causará danos ao meio ambiente local.
"Compreendemos que isso é uma situação de alto risco. Trata-se de uma instalação grande e complexa, mas nos acompanham empresas especializadas em operações off-shore, e que nos asseguraram que não existe a possibilidade técnica de um escapamento de gás", explicou Ramírez.
O ministro explicou que quando a plataforma chegou a um nível de desvio de 15 graus, um mecanismo de segurança se ativou automaticamente para preservar a integridade do poço, que desconectou o tubo que o vincula à plataforma. "Imediatamente o poço fica protegido por válvulas de segurança. Por essa razão podemos assegurar que não ocorreu nenum dano ao meio ambiente", explcou.
Segundo ele, todos os trabalhadores da plataforma se encontram "fora de perigo" e estão a caminho da terra firme, e que uma comissão especializada já iniciou investigações sobre o ocorrido.
De acordo com o ministro, uma falha no sistema foi detectada pouco antes da meia-noite, quando começou a ser sentida uma inclinação importante na plataforma submergível.
Três horas depois, a plataforma afundou completamente.
Segundo a empresa estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA), o poço foi selado imediatamente e todas as válvulas de segurança foram ativadas.
A PDVSA incorporou em 2009 a plataforma Aban Pearl ao projeto de exploração e produção de gás e petróleo do Plano Mariscal Sucre.
Há três semanas, uma plataforma da British Petroleum (andré - a serviço da BP, a mesma pertencia a Transocean)  explodiu e afundou no Golfo do México, provocando a morte de 11 operários e causando um dos piores derramamentos de óleo da história dos EUA.
Aviso pelo Twitter
No Twitter, Chávez postou: “Com pesar, informo que afundou a plataforma Aban Pearl há poucos momentos. A boa notícia é que os 95 trabalhadores estão a salvo”.
Posteriormente, o presidente escreveu sobre as operações em andamento na região da plataforma. “Patrulhas de nossa Armada se movem para a área. Seguiremos adiante e venceremos. Viva Venezuela!”

domingo, 9 de maio de 2010

Nem Precisava Ser Adivinha!!!! Tá de Brincadeira!!!!

efe.com, Atualizado: 8/5/2010 21:24


BP fracassa em 1ª tentativa de tapar vazamento de óleo com caixa de cimento

Paco G. Paz.



Washington, 8 mai (EFE).- A primeira tentativa de tapar com uma caixa de aço e cimento o poço de petróleo que está vazando óleo no Golfo do México não funcionou, por causa da formação de cristais de gelo que bloquearam a cúpula da estrutura.
"Não podemos dizer que fracassamos ainda (com a caixa), mas posso dizer que as tentativas que desenvolvemos até agora não funcionaram", disse hoje, em entrevista coletiva, o diretor de operações da British Petroleum (BP), Doug Suttles.
A instalação da caixa, de 100 toneladas e altura de um prédio de três andares, é uma das grandes esperanças para canalizar o vazamento de óleo do poço, que derrama a cada dia no mar cerca de 800 mil litros de petróleo.
A caixa conta com uma cúpula na parte superior, de onde sai um encanamento através do qual o petróleo seria bombeado para um navio na superfície, com capacidade de armazenar até 128 mil barris (20,4 milhões de litros).
Ontem à noite, após uma longa operação, foi possível posicionar a caixa sobre o poço de petróleo, a 1.500 metros de profundidade, mas foi preciso retirá-la da posição depois que foi detectado que, devido às baixas temperaturas, estavam se formando cristais de gelo que tapavam a cúpula.
A formação de gelo, explicou o diretor, foi causada pelas baixas temperaturas e a pressão a essa profundidade, assim como a presença de gás natural na saída do poço.
"Movemos (a caixa) para o lado enquanto decidimos como solucionar este inconveniente que surgiu", disse o diretor da BP, que lembrou que a instalação da estrutura era uma iniciativa que nunca tinha sido realizada em tamanha profundidade.
Em paralelo, a BP está avançando na perfuração de um poço alternativo, (esse dará certo) perto do que está vazando, que serviria para injetar um líquido mais pesado que o petróleo que atuaria como uma espécie de tampão e impediria que o óleo continuasse saindo.
Calcula-se que já tenham vazado do poço 31 milhões de litros de petróleo no mar, desde o afundamento da plataforma da BP, no dia 22 de abril, dois dias depois de explodir.
O diretor da BP não quis confirmar hoje se a explosão se deveu à saída do poço de uma grande bolha de gás metano que se incendiou, como informou neste sábado a imprensa americana, citando um relatório da companhia.
"Meu papel é coordenar a resposta ao desastre, não estou ciente da investigação interna desenvolvida pela companhia", disse.
Enquanto isso, na superfície do mar, prosseguem as tarefas para tentar conter a expansão da mancha de óleo, que ainda ameaça a costa de vários estados do sul dos Estados Unidos.
As equipes que atuam no Golfo do México utilizaram até o momento um milhão de litros de "dispersantes" - produtos químicos que têm a capacidade de quebrar a estrutura do petróleo, o que faz com que ele afunde.
Desta maneira, a mancha de petróleo desapareceria da superfície, o que evitaria que a costa americana fosse poluída e que aves e mamíferos marinhos fossem afetados.
No entanto, o uso de dispersantes não reduz a quantidade de petróleo no mar, segundo ecologistas e especialistas, que advertiram sobre consequências desconhecidas que estes produtos podem ter na vida marinha.
A Aliança do Sul para a Energia Limpa (SACE, na sigla em inglês) denunciou que a aplicação de dispersantes, apesar de evitar o dano em aves e mamíferos, "tem um potencial devastador para os animais que não têm que sair à superfície para pegar ar, assim como para todos os ecossistemas submarinos, como os corais".
"Dispersar o petróleo torna mais difícil recolhê-lo. Além disso, a poluição permanecerá no meio ambiente e os organismos marítimos estarão expostos a ela durante décadas".
A organização é contra, especialmente, o uso de Corexit 9500, um composto que considera ser mais tóxico que o petróleo e que pode causar, em altas doses, segundo pesquisas, "dores de cabeça, vômitos e problemas reprodutivos".
Em declarações ao jornal "Times Picayune", de Nova Orleans, o professor da Universidade da Louisiana Ed Overton defende a decisão de utilizar os dispersantes, por ser "a menos má". No entanto, adverte que "é impossível saber com certeza seu efeito na vida marinha". EFE

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Petrobras retomará produção em Paulínia na sexta-feira

Ter, 04 de Maio de 2010 22:00

RIO - A Petrobras retomará na sexta-feira a parte da produção de derivados que foi interrompida na refinaria da Paulínia (SP). A estatal aproveitou a parada programada para aumentar a capacidade de refino da unidade, que passará a processar mais 18 mil barris por dia, atingindo o total de 390 mil barris diários.
De acordo com o diretor de abastecimento da companhia, Paulo Roberto Costa, cerca de metade da capacidade da refinaria foi afetada pela paralisação, que começou no fim de fevereiro, com duração de 72 dias.
"A refinaria atinge a capacidade máxima em três dias. O importante é que, durante todo o processo, não faltou gasolina para o consumidor", ressaltou Costa.
Segundo o diretor, a estatal trocou os dutos que ligam o porto de São Sebastião à refinaria, proporcionando o aumento de capacidade. Além disso, ainda na área do porto, foram alterados os braços de carregamento, aumentando a capacidade de carga e recarga no terminal. Na refinaria, foram alterados equipamentos também com o intuito de modernização e aumento de capacidade.


Fonte: Valor Econômico/ Rafael Rosas

Portal do pré-sal testa modelo de cadeia produtiva

Qua, 05 de Maio de 2010 07:03

Enquanto o fundo de recebíveis para financiar fornecedores da Petrobras naufraga, a estatal costura com os seis maiores bancos do país um novo portal para facilitar o crédito às empresas que compõem a cadeia do pré-sal. A arquitetura que está sendo desenhada vai obrigar cada um dos integrantes a atribuir notas aos seus fornecedores e, assim, sucessivamente, até chegar ao quarto elo da cadeia, segundo explica o diretor de relações com investidores, Almir Barbassa. Esse sistema é o mesmo já adotado pela estatal com os seus fornecedores diretos e que auxilia na avaliação de risco pelas instituições financeiras. Aqueles que quiserem ser elegíveis aos recursos bancários também se comprometerão, tal como a estatal, a abrir o seu cronograma de pagamentos, fazendo com que um recebível Petrobras possa gerar vários filhotes.
"A ideia é estender o crédito Petrobras para além da primeira fila de contratos, que já têm acesso (a crédito em condições favoráveis), fazendo escoar os recursos a fornecedores da segunda, terceira e quarta rodadas", afirma Barbassa. O pool de instituições está sendo formado por Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú, Santander e HSBC e cada um dos bancos tem uma atribuição a cumprir no desenho do portal. A expectativa é de que entre setembro e outubro um piloto já esteja no ar, usando um projeto em andamento como teste, para depois ampliá-lo para toda a cadeia.
Para a Petrobras, o objetivo é que, quando o portal estiver consolidado, a estatal possa abrir mão de adiantar recursos a fornecedores, prática muito comum em grandes contratos de fornecimento. "O ideal é liberar caixa e deixar o crédito para o sistema bancário, que tem a função de emprestar", afirma Barbassa.
Deixar de antecipar recursos a fornecedores num momento de investimentos vultosos e de incertezas sobre a capitalização da estatal, também teria o papel de reduzir as necessidades de financiamento da empresa, o endividamento e favoreceria a classificação de risco de crédito pelas agências de "rating".
Para os bancos esse é um grande filão de negócios, porque as instituições passam a ter a visão do grande pagador, tendo aberto o fluxo de contas a pagar da gigante petrolífera.
Só a Petrobras tem mais de 50 mil fornecedores diretos e o efeito multiplicador na cadeia é imenso, diz Barbassa. Conforme cita, dos US$ 174 bilhões de investimentos previstos pela estatal no plano 2009-2013, US$ 100 bilhões devem ser endereçados ao pagamento de fornecedores, o que resulta em desembolsos equivalentes a US$ 20 bilhões ao ano. Se pelo menos 20% disso for financiado, serão US$ 4 bilhões ao mês. "É só para começar, depois (o volume) cresce à medida em que se formata o produto para os demais projetos."



Fonte: Valor Econômico/ Adriana Cotias, de São Paulo

domingo, 2 de maio de 2010

Vazamento pode continuar por alguns meses

Por Redação
Fonte: Valor Econômico
Data: 30/04/2010 16:44


O grupo BP e outras companhias petrolíferas estão mobilizando todos os recursos contra o derramamento de petróleo na costa da Louisiana, pois o Golfo do México é uma região crucial para o setor e para produção americana.
Está sendo usada uma nova geração de tecnologias desenvolvidas para enfrentar esses acidentes, surgida do significativo avanço desde a catástrofe do petroleiro Exxon Valdez no Alasca, em 1989, o maior derramamento de petróleo em águas americanas.
Os governo americano - ciente de que o acidente, que vem comandando o noticiários há dias, está se tornando uma questão política - somou ontem todo seu potencial ao esforço de limpeza.
Mas, apesar dos esforços, o vazamento ameaça criar um sério dano ambiental na costa da Louisiana e em outros Estados do sul dos EUA.
A estimativa da vazão de petróleo para o oceano, segundo cálculos da US National Oceanic and Atmospheric Administration, sugere que em menos de dois meses o volume de petróleo derramado pode ser tão grande quanto o do acidente com o Exxon Valdez.
A BP avalia que a perfuração de um poço de alívio - a maneira mais eficaz para deter o fluxo de vazamento mediante alívio da pressão no reservatório e desviando o óleo - levará até três meses.
Por ora, está sendo mobilizada toda a tecnologia disponível para conter a mancha na superfície.
Geoffrey Maitland, professor de engenharia energética no Imperial College, de Londres, disse que as tecnologias para conter vazamentos evoluíram muito nos últimos dez anos. "Podemos fazer boias de contenção muito maiores e mais eficazes, usando materiais aperfeiçoados", disse.
"A tecnologia química utilizada para emulsificar as manchas de petróleo também são melhores, e temos produtos químicos capazes de aglutinar e encapsular o petróleo, o que facilita bastante seu posterior recolhimento e é menos prejudicial ao meio ambiente."
Outros químicos são usados para deixar o petróleo menos viscoso, de modo que não grude na praia e às penas das aves marinhas. No entanto, mesmo com a melhor tecnologia, os recursos são finitos.
A BP disse ontem que cerca de 24 quilômetros de boias de contenção foram colocados no oceano, e há mais 96 km disponíveis e mais a caminho da área. Mas é impossível proteger toda a extensão da costa passível de ser afetada.
Até ontem, 288 mil litros de dispersante tinham sido utilizados, com mais 337 mil litros disponíveis - o que sugere que as quantidades serão insuficientes se o problema continuar a crescer durante as próximas semanas. A BP diz que um terço do estoque mundial de dispersantes está disponível na área do golfo e pediu aos fabricantes que aumentem a produção.
Alguns especialistas de ambiente acham improvável que a queima da mancha de petróleo, que a BP vem tentando, seja plenamente eficaz na prevenção da poluição.
"Se a mancha puder ser queimada, o fogo removerá os componentes mais leves, mas os mais pesados do petróleo poderão ainda constituir um problema", disse Walter Chapman, professor de engenharia química e biomolecular da Universidade Rice, em Houston, Texas.
Martin Preston, especialista sênior em poluição marinha na Universidade de Liverpool, concorda. A queima "pode deixar um resíduo muito persistente que pode ser mais resistentes à degradação natural e também impossível de ser tratado de outras maneiras".
O eventual impacto ambiental pode variar bastante, dependendo de fatores como clima e marés. O acidente com o Exxon Valdez teve um impacto enorme, mas foi só o 30º maior vazamento de petróleo. O volume bem maior liberado pelo Iraque no Golfo Pérsico durante a guerra de 1991 - o pior derramamento da história- causou poucos danos no longo prazo.
"Um derramamento pequeno no lugar errado e na hora errada pode ter um impacto enorme", disse Alf Melbye, do instituto norueguês Sintef.

Pena contra trabalho escravo deve ser maior, defende Raquel Dodge

Procuradora-geral falou na abertura de um seminário, em Brasília, sobre a sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos, que em deze...