sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Petrobras reduz preço do diesel em 5,1% em média e da gasolina em 1,4%

A estatal estimou que o diesel pode cair 2,6% ou cerca de R$ 0,08 por litro, em média, e a gasolina, 0,4% ou R$ 0,02 por litro, em média

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira, 26, a redução do preço dos combustíveis a partir de sexta-feira, dia 27. O valor do diesel nas refinarias vai cair 5,1%, em média, e o da gasolina em 1,4%, também em média. A companhia informou que a decisão é explicada principalmente pelo efeito da valorização do real desde a última revisão de preços, feita em 5 de janeiro. Na data, aumentou o preço do diesel em 6,1%, em média, mas não alterou o valor da gasolina.
A Petrobras também cita ajustes na competitividade da empresa no mercado interno e a redução dos preços dos derivados nos mercados internacionais, "especialmente do diesel, que registrou uma elevação de estoques em função de um inverno menos rigoroso que o inicialmente previsto no hemisfério norte".
A estatal estimou que, se o ajuste for integralmente repassado e não houver alterações nas demais parcelas que compõem o preço ao consumidor final, o diesel pode cair 2,6% ou cerca de R$ 0,08 por litro, em média, e a gasolina, 0,4% ou R$ 0,02 por litro, em média.
"A Petrobras reafirma sua política de revisão de preços pelos menos uma vez a cada 30 dias, o que lhe dá a flexibilidade necessária para lidar com variáveis com alta volatilidade", informou. Segundo a companhia, "os novos preços continuam com uma margem positiva em relação à paridade internacional, conforme princípio da política anunciada, e estão alinhados com os objetivos do plano de negócios 2017/2021". A nova política de preços da Petrobras foi anunciada em outubro de 2016, quando criou o Grupo Executivo de Mercado e Preços (Gemp). 

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Investidores processam Petrobras na Holanda por perdas com ações


Rio de Janeiro – Um grupo internacional de investidores da Petrobras informou nesta terça-feira que entrou com um processo contra a petroleira no Tribunal Distrital de Roterdã, na Holanda, em busca de ressarcimento após perdas financeiras com ações da empresa devido ao escândalo de corrupção investigado na Operação Lava Jato, da Polícia Federal.
O grupo formado por entidades, investidores e escritórios de advogados criou no início do ano passado uma fundação, chamada de Stichting Petrobras Compensation Foundation, para buscar benefícios para investidores fora dos Estados Unidos que perderam dinheiro com papeis da companhia.
O alvo do processo são perdas registradas na Bovespa e outros mercados relacionados, como o Latibex, em Madri, além de alguns títulos emitidos em euro, libras e dólares pela subsidiária Petrobras Global Finance.
Em um documento de 172 páginas arquivado junto à Justiça, o grupo alega que os investidores perderam bilhões de dólares, euros e reais, devido a “significativas” baixas contábeis em ativos e a um “declínio acentuado dos preços das ações da empresa”.
A escolha da Holanda para a ação, segundo o grupo, deu-se porque o país é sede da Petrobras Global Finance B.V. e outras entidades e divisões da Petrobras.
O grupo também destacou que o sistema jurídico holandês estabeleceu precedente para investidores internacionais que buscam compensação por fraude e violações das leis que regem os mercados de ações.
Procurada, a Petrobras não comentou imediatamente o movimento dos investidores.
As ações movidas contra a Petrobras nos Estados Unidos, que consideram apenas perdas em ações depositárias norte-americanas negociadas na Bolsa de Valores de Nova York e em certos títulos denominados em dólares, foram suspensas em agosto de 2016, até que seja julgado recurso da empresa contra uma decisão da Justiça, que abriu caminho para um processo coletivo.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Petrobras pagará R$ 10 milhões por derramar petróleo na Baía de Ilha Grande

Uma sanção imposta pelos estados, municípios ou pelo Distrito Federal substitui a multa imposta pela União em relação ao mesmo fato, mas a penalidade federal não impossibilita a imposição de multa municipal.
Com base nesse entendimento, a 2ª Turma do Superior Tribunal de Justiça decidiu que a Petrobras terá de pagar R$ 10 milhões de multa ao município de Angra dos Reis (RJ), em razão do dano ambiental ocasionado pelo derramamento de óleo na Baía de Ilha Grande, em maio de 2002, mesmo já havendo multa aplicada pela União, no valor de R$ 150 mil. O julgamento foi concluído em dezembro, mas o acórdão só será publicado depois do recesso do Judiciário
O recurso foi apresentado no STJ pelo município de Angra dos Reis, inconformado com a decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro favorável à Petrobras. A empresa havia alegado que o município não poderia ter aplicado a multa, pois a Capitania dos Portos, que seria o órgão federal competente para tanto, já havia tomado providências nesse sentido. Sustentou, ainda, que a multa da União substituiria a multa municipal.
O TJ-RJ confirmou a sentença que desconstituiu a multa imposta pelo município, sob o fundamento de que a sanção aplicada em momento anterior pela Capitania dos Portos, e já recolhida pela empresa, substitui eventual penalidade pela mesma conduta por parte dos demais entes federativos.
Competência inafastável
O relator do caso no STJ, ministro Herman Benjamin, explicou que o poder-dever de controle e fiscalização ambiental, comum a todos os entes federativos, emerge da própria Constituição Federal e da legislação infraconstitucional, sobretudo da Lei da Política Nacional do Meio Ambiente (Lei 6.938/81) e da Lei dos Crime e Ilícitos Administrativos contra o Meio Ambiente (Lei 9.605/98), “que fixam normas gerais sobre a matéria”.
Para Benjamin, é “inafastável a competência municipal para aplicar multa em virtude dos danos ambientais provocados pelo incidente ocorrido na Baía da Ilha Grande, visto que a área é abrangida pelo município de Angra dos Reis”.
Segundo ele, também é “impossível deixar de reconhecer a competência da União, exercida pela Marinha do Brasil/Capitania dos Portos, especialmente considerando que a atividade desenvolvida pela Petrobras implica alto risco de causar lesões a seus bens naturais”.
Predominância federal
Benjamin citou o artigo 76 da Lei 9.605/98, no qual afirma ter-se baseado o tribunal fluminense para anular a multa imposta pelo município. De acordo com o relator, “embora passível de questionamento, o fato é que, no âmbito infraconstitucional, houve uniforme e expressa opção no sentido de que, em relação ao mesmo fato, a sanção imposta por estados, municípios, Distrito Federal e territórios predomina sobre a multa de natureza federal”.
Para o ministro, “a situação inversa não foi contemplada de forma intencional”. Segundo ele, não há margem para interpretação de que a multa paga à União impossibilita a cobrança daquela aplicada pelo município, sob pena de bitributação, “uma vez que a atuação conjunta dos poderes públicos, de forma cooperada, na tutela do meio ambiente, é dever imposto pela Constituição Federal”. Com informações da Assessoria de Imprensa do STJ.
Fonte: Consultor Jurídico

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Petrobras convida só estrangeiros para licitação de obras no Comperj

Será por isso que de uma hora para outra, algumas empresas brasileira tem sido vendida a grupos estrangeiros? Exemplo Concremat vendida aos chineses há alguns meses. (Nota: André Costa)

Empresas brasileiras ficaram de fora devido aos desdobramentos da Lava Jato. Obra era da Queiroz Galvão, mas foi paralisada em 2015 e será retomada.


Para retomar as obras de construção da unidade de processamento de gás natural (UPGN) do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), a Petrobras convidou 30 empresas para participarem da licitação. Todas são estrangeiras. Segundo afirmou o presidente da estatal nesta quarta-feira (11), a companhia não faz distinção entre empresas estrangeiras e nacionais. Entretanto, em função dos desdobramentos da Operação Lava Jato, as grandes construtoras brasileiras estão impedidas de participar de concorrências da companhia.
Foi justamente por causa da operação policial que as obras foram interrompidas, em 2015. Elas estavam a cargo da Queiroz Galvão, uma das empresas alvo das investigações, que decidiu quebrar o contrato alegando que o valor firmado com a estatal não seria suficiente para cobrir os custos.
Segundo Parente, os convites para a licitação foram enviados na primeira semana de janeiro. Questionado sobre por que a estatal não quis convidar empresas brasileiras, ela afirmou que a Petrobras não tem qualquer restrição contra elas, mas que o impedimento parte dos órgãos federais em relação às grandes construtoras do país, todas investigadas na Lava Jato.
“Se essas empresas não estivessem impedidas, elas estariam sendo convidadas. Agora, existe um processo onde essas empresas se habilitam novamente a participar do processo de concorrências da Petrobras”, afirmou Parente.
Para se reabilitar a participar de licitações da petroleira, as empresas precisam seguir uma série de medidas, dentre as quais estabelecer mecanismos internos de compliance e controle de processos.
“Na medida em que elas forem completando estas ações e firmarem os seus acordos com as autoridades federais a respeito deste processo certamente elas estarão novamente em condições de participar de nossas licitações”, disse o presidente da Petrobras.
Parente rebateu as críticas de que a companhia estaria favorecendo empresas estrangeiras em detrimento das nacionais. Ele afirmou que as 30 empresas convidadas possuem sede no país e, segundo a avaliação dele, não podem ser consideradas estrangeiras.
“A empresa que está instalada no Brasil, está produzindo no Brasil, está empregando e empregando brasileiros num grande número, gerando renda no nosso país, essas empresas não são consideradas estrangeiras”, disse.
Questionado, então, se estas empresas enviam a maior parte do lucro para o seu país de origem ou o investe no Brasil, Parente disse que “isso é uma questão de política interna de cada empresa”.
Sobre a retomada das obras no Comperj, Pedro Parente enfatizou a UPGN é extremamente importante para bons resultados da exploração do pré-sal.
“A produção do pré-sal associa óleo e gás e se a gente não tem uma capacidade de escoamento desse gás isso vai limitar a produção do óleo. A gente não pode produzir o óleo se a gente não pode aproveitar o gás. Então, essa unidade é extremamente importante para que a gente continue tendo estes recordes maravilhosos que a gente está vendo na produção do pré-sal”, destacou.
Segundo a Petrobras, em 2016 a produção operada na camada pré-sal registrou recorde histórico. Foi atingida a marca de 1,02 milhão de barris de óleo por dia, o que superou em 33% a produção registrada no ano anterior.


quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Começou as Paradas Erradas 2

Coppe divulga nota de repúdio contra Crivella por não confirmar especialista na Cet-Rio




A Coppe/UFRJ divulgou na tarde desta quarta-feira nota de repúdio contra o tratamento dado pelo prefeito do Rio, Marcelo Crivella, por não ter concretizado a nomeação do professor Paulo Cezar Martins Ribeiro para a Cet-Rio. E confirmou que a alegação dada por Crivella de que Paulo Cezar não foi nomeado por estar com uma doença grave é “totalmente inverídica”.
Agora à tarde, Paulo Cézar voltou a falar sobre o assunto:
— A minha saúde está muito boa. Eu vou continuar na Coppe, de onde acabei nem me desvinculando, dando aulas na graduação e na pós e fazendo pesquisas na área de transporte, numa constribuição da academia para a sociedade — disse o professor.
Paulo Cézar disse que pelka manhã tratou rapidamente do assunto com o secretário municipal de Transportes, Fernando Mac Dowell:
— Como ele não me procurou, eu o procurei na sala dele. Ele alegou questões burocráticas, devido a acertos salariais. O dia foi muito intenso e ainda não consegui absorver tudo. Fico pensando se por acaso ao comandar na terça-feira uma operação bem sucedida no Centro do Rio para dar maior fluidez ao tráfego, quando vários ônibus foram multados, se não contrariei algum interesse — disse.
A íntegra da nota.
“A Coppe/UFRJ repudia a forma desrespeitosa com a qual o Prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, não concretizou a nomeação para a Presidência da CET-Rio do professor de Engenharia de Transportes da instituição, Paulo Cezar Ribeiro, que foi oficialmente convidado pelo vice-Prefeito e secretário de Transportes Fernando Mac Dowell. No dia 3 de janeiro, Paulo Cezar participou de uma reunião com os diretores e gerentes da CET-Rio, na qual estava presente o secretário de transportes, que o apresentou como o novo presidente da empresa.
Hoje, dia 11/01, Paulo Cezar foi informado pelo jornal que havia sido nomeada outra pessoa para a Presidência da CET-Rio. Mais tarde, ainda pela mídia, o professor foi informado que o prefeito declarou em entrevista coletiva à imprensa que ele tinha declinado do cargo por estar com uma doença grave. Informação totalmente inverídica.
Causa estranheza que a não confirmação para o cargo do respeitado professor tenha ocorrido no dia seguinte a uma operação bem–sucedida de fiscalização da CET-Rio, por ele orientada, que resgatou a fluidez do tráfego no terminal Procópio Ferreira, na Central do Brasil, resultando na multa de 91 ônibus que se encontravam estacionados irregularmente no local. Tal irregularidade vinha ocorrendo constantemente, gerando grande congestionamento em toda a região, causando transtornos e manifestações de insatisfação de toda a população.
Lamentamos que a população do município do Rio de Janeiro, que está entre as cidades mais congestionadas do mundo, perca a oportunidade de ter como presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego um profissional da qualificação do professor Titular da Coppe/UFRJ, Paulo Cezar Ribeiro, doutor em Engenharia de Tráfego pela University College London.”

fonte: Luiz Ernesto Magalhães - O Globo

Leia mais: http://oglobo.globo.com/oglobo-20760014#ixzz4VXwXqPO3

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Começou as Paradas Erradas

PETROBRAS NÃO EXPLICA COMO AVALIOU OS US$ 13 BILHÕES QUE PARENTE VENDEU

Ativos vendidos pela nova direção da petroleira, comandada por Pedro Parente, somam até agora R$ 13,6 bilhões; para a Federação Única dos Petroleiros, a política "não está levando em conta o longo prazo"; os petroleiros criticam também estratégia da empresa de "reavaliar os valores de seus ativos, rebaixando-os (via impairment), para atrair compradores externos, vendê-los com valores abaixo do preço ideal e ainda apresentar um certo ganho"; questionada, a estatal não explicou como foi feita a avaliação de cada ativo nem se houve disputa por eles ou se a companhia buscou apenas um comprador

Todos os ativos vendidos pela nova direção da Petrobras, comandada por Pedro Parente, somam até agora R$ 13,6 bilhões, segundo dados da própria estatal.
As operações, que incluem campos do pré-sal em início do processo de produção, são parte do plano de parcerias e desinvestimentos 2015-2016, apresentado pela empresa, e que "prevê a otimização do portfólio de negócios", de acordo com a companhia.
Em documento elaborado no fim do ano, e assinado pelo economista do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio Econômicos) na subseção da FUP (Federação Única dos Petroleiros) Cloviomar Cararine Pereira, a entidade avalia que a política de venda de ativos "não está levando em conta o longo prazo". "No caso do setor de óleo e gás, como os investimentos e os retornos são longos, não faz sentido abrir mão dos desafios de longo prazo", diz trecho da análise sobre os efeitos dessa política.
O documento traz crítica também à estratégia da empresa de "reavaliar os valores de seus ativos, rebaixando-os (via impairment), para atrair compradores externos, vendê-los com valores abaixo do preço ideal e ainda apresentar um certo ganho".
"Nos últimos anos, as condições para as vendas de ativos no setor de óleo e gás tornam-se muito difíceis, seja pela redução dos investimentos que todas as petroleiras estão fazendo, ou pela aversão aos riscos destas empresas neste momento de baixa no preço do barril. Assim, não é hora de vender ativos no setor de óleo e gás", avalia a FUP.
A Federação faz uma análise também em relação aos efeitos dessas medidas na sociedade: "Perdem os brasileiros quando a Petrobrás toma a iniciativa de sair de algum setor da economia. O que acontece logo após essa saída é aumento nos preços dos produtos e possibilidade de desabastecimento. O caso do gás de cozinha é emblemático e há grande possibilidade de acontecer. O Grupo Ultra, comprador da Liquigás, ficará agora com 50% do mercado de gás de cozinha no país, concentrando as decisões nesse grupo".
O 247 questionou a Petrobras sobre detalhes no processo de vendas dos ativos, como a forma que foi feita a avaliação de cada ativo, quais bancos de investimento participaram de cada uma das avaliações e se houve disputa pelos ativos ou se a companhia buscou apenas um comprador. A estatal respondeu que as informações sobre os fechamentos das vendas estão disponíveis nos fatos relevantes no site de Relacionamento com Investidores, mantido pela empresa, mas o 247 não localizou esses dados.
Confira abaixo o gráfico da Petrobras com a venda dos ativos e aqui o documento da FUP.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Dois coelhos de uma pancada só

Dedução corriqueira de que atuais governadores são perdulários e responsáveis por toda a confusão que se vive decorre de uma visão superficial e preconceituosa
Déficit (Foto: Arquivo Google)
O ano se inicia sem solução para os estados com elevados buracos financeiros, como no caso de Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, onde os atrasos de pagamento a fornecedores e, mais recentemente, a servidores (inclusive aposentados), estão virando rotina e se agigantando. O perigo é a decretada “calamidade financeira” atingir proporções de uma crise social aguda. (Recorde-se a de Alagoas no governo FH, quando uma greve de policiais levou à intervenção branca no estado).
Inexistem passeatas ou apedrejamento de prédios na área federal. A União só evitou uma situação parecida com a dos estados ao financiar via emissão de moeda (com óbvio risco de hiperinflação) seus gigantescos déficits primários acumulados em 2016-17, da ordem de R$ 300 bilhões. Só não aceita adiantar dinheiro aos estados, mesmo com lastro na securitização de recebíveis de sua propriedade. Isso poderia ocorrer como parte do equacionamento de seu enorme problema previdenciário, que, de resto, é idêntico ao que ocorre — também sem solução — nas contas da União. Em estudo que postei no meu blog e em inae.org.br, isso é explicado em detalhe.
O governo acaba de apresentar uma nova proposta de adiamento do pagamento do serviço das dívidas estaduais, com contrapartidas duras para os governadores aprovarem nas assembleias, mas sem contemplar uma injeção de recursos capaz de permitir que esses entes ponham seus atrasados em dia e negociem mudanças estruturais adequadamente. De acordo com a receita de Brasília, servidores, entre outros, teriam de absorver perdas financeiras expressivas sem saber quando passariam a receber seus rendimentos regularmente.
A Câmara desaprovou essa proposta, e o governo vetou a desaprovação, estando o assunto hoje no limbo. Continua, então, o alto risco de uma crise social sem precedentes nas capitais respectivas. Liminar da presidente do STF acaba de impedir novo bloqueio mensal das contas do Estado do Rio para pagamento de parte do serviço de sua dívida com a União. Isso mostra que a intransigência do governo em adotar uma solução razoável para o assunto poderá gerar o pior dos mundos, que seria a suspensão pura e simples dos pagamentos de dívida pelos estados, supondo o julgamento final do mérito a seu favor, em face das frágeis camadas atingidas. Seria o Poder Executivo se mostrando, uma vez mais, incapaz de resolver seus próprios problemas junto com o Congresso, enquanto o STF salva a pátria.
A saída via securitização de recebíveis decorre da constatação de que o “X” da questão é o gigantesco déficit previdenciário do setor público, que produz um passivo atuarial igualmente gigantesco nos estados, na União e nos municípios. Esse passivo tem de ser equacionado conforme dita o artigo 40 da Constituição, combinando a destinação de ativos e de contribuições dos empregados, aposentados, pensionistas e empregadores a um fundo específico para tal fim.
Um subproduto importante desse equacionamento é exatamente a possibilidade de antecipar a receita da venda de parte desses recebíveis no curto prazo, que normalmente levaria muito tempo para se viabilizar nos mercados privados, para cobrir os déficits previdenciários de curto prazo, hoje com valor próximo aos dos buracos financeiros citados. Ou seja, ao equacionar os dois buracos simultaneamente, matar-se-iam dois coelhos de uma cajadada só.
Só falta agora o STF repetir o que fez há pouco, na novela dos juros simples versus compostos, mandando os demais poderes chegarem a uma solução, como a que sugeri, que equacione simultaneamente os problemas conjuntural e estrutural.
A dedução corriqueira de que os atuais governadores são perdulários e responsáveis por toda a confusão que se vive decorre de uma visão superficial e preconceituosa sobre a matéria. Examinando os balanços daqueles três estados em 2015, na pior recessão de nossa história, constatei que, em média, os governadores só administram, de fato, parcela de 40% da Receita Corrente Líquida estadual (RCL).
Com essa reduzida fatia, tiveram que pagar os gastos com pessoal ativo, outros custeios e investimentos de todas as secretarias do Poder Executivo, exceto Saúde e Educação, e toda a conta de inativos e pensionistas do estado. E como esse orçamento residual de secretarias (que inclui a área crítica de segurança) consumiu 31% da receita, ficou impossível bancar a conta de inativos e pensionistas, que foi de praticamente o mesmo valor — 32%, sobrando o déficit de 23% da RCL, que se reduziu para 15% desta, após consideradas receitas de capital residuais de 8% da RCL. Daí ser a previdência o “X” da questão.

Obviamente, os 60% iniciais foram usados para pagar os gastos dos verdadeiros “donos do orçamento”, com pouca ingerência dos governadores, ou seja, as despesas dos demais poderes (Legislativo, Judiciário, Ministério Público, Tribunal de Contas), exclusive inativos e pensionistas, e os gastos financiados com receitas cativas nas áreas de Saúde e Educação, sem falar no Serviço da Dívida.
Fonte: O globo - 09/01/2017

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Queria ter um governo desses!!!


E então??? o Que achas? comentem


Petrobras vende seus ativos no Chile

RIO-A Petrobras informou que concluiu nesta quarta-feira a operação de venda de 100% de seus ativos no Chile - Petrobras Chile Distribuición Ltda (PCD) - para a Southern Cross Group, no valor total de US$ 470 milhões. Do total a ser pago de acordo com a Petrobras, US$ 90 milhões foram oriundos da distribuição de dividendos líquidos de impostos da PCD, ocorrida em 9 de dezembro de 2016, e os demais US$ 380 milhões foram pagos, nesta quarta pela Southern Cross Group. O negócio foi assinado em julho do ano passado e segundo a Petrobras, o valor ainda está sujeito a ajustes finais.APCD é uma empresa de distribuição de combustíveis da Petrobras no Chile e conta com 279 postos de serviços, uma fábrica de lubrificantes, oito terminais de distribuição, operações em 11 aeroportos e participação em duas empresas de logística. A Petrobras explicou que a operação também inclui o licenciamento das marcas Petrobras e Lubrax, por um período de oito anos, podendo ser renovado.
A Southern Cross Group é um fundo de Private Equity, com US$ 2,9 bilhões em ativos sob gestão, e foco em investimentos na América Latina, em empresas nos setores industriais, de serviços, logística e de produtos de consumo.
A venda dos ativos no Chile fez parte do programa de desinvestimentos da Petrobras para o período 2014/16 que atingiu US$ 13,6 bilhões, abaixo da meta que era de US$ 15,1 bilhões. A Petrobras se justificou no fim do ano passado que só não conseguiu atingir a meta por conta de uma liminar na Justiça de Sergipe suspendeu as negociações para a venda dos campos de Tartaruga Verde e Baúna para a empresa Karoon Gas australia. Por conta disso, a companhia passou essa operação para a meta de desinvestimentos de 2017/18 que passou de US$ 19,5 bilhões para US$ 21 bilhões.


Leia mais: http://oglobo.globo.com/oglobo-20729577#ixzz4UsvepZoA

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Aprende Brasil...

Ford desiste de nova fábrica no México para investir nos EUA


A Ford anunciou nesta terça-feira (3) ter decidido cancelar um plano de US$ 1,6 bilhão para construir uma nova fábrica no México, a fim de impulsionar a produção de veículos elétricos nos Estados Unidos.
Em um comunicado, a companhia informou que “a Ford anunciou ter cancelado os planos para a nova fábrica em San Luis Potosí, México”.
A empresa se propõe a criar 700 postos de trabalho e investir US$ 700 milhões em quatro anos para ampliar sua fábrica de Flat Rock, no Michigan (norte dos EUA), para a produção de automóveis elétricos e sem motorista.
Em nota, o governo do México reagiu.
“O governo do México lamenta a decisão da Ford”, apontou o comunicado do Ministério mexicano da Economia, acrescentando que a companhia terá de pagar qualquer investimento que o governo local tenha realizado para facilitar a construção da fábrica.
O comunicado do Ministério da Economia lembrou que “os empregos gerados no México contribuíram para manter os empregos manufatureiros nos Estados Unidos, que, de outra forma, teriam desaparecido com a concorrência asiática”.
A nova fábrica no México criaria cerca de 2.800 postos de trabalho e foi aprovada pela companhia no início de 2015.
“A Ford construirá sua próxima geração de Focus em uma fábrica existente em Hermosillo, México, para melhorar a rentabilidade da companhia”, explicou a Ford em um comunicado, onde anunciava o cancelamento do projeto.
O diretor-executivo da Ford, Mark Fields, disse à CNN que a empresa analisou todos os fatores antes de adotar uma decisão, “incluindo aquele que vemos como um ambiente mais positivo para a indústria, com o presidente eleito Donald Trump”.
O diretor garante que “não fez um trato com Trump”.
“Fizemos pelo nosso negócio”, frisou.
Fields acrescentou que o presidente da empresa, Bill Ford, conversou com Trump na manhã desta terça-feira. O republicano já havia criticado a montadora.
“É literalmente um voto de confiança em algumas das políticas que têm sido planejadas e é a razão pela qual tomamos essa decisão de investir aqui, nos Estados Unidos, e na nossa fábrica em Michigan”, disse Fields.
O executivo relatou ainda que conversou com o vice-presidente eleito, Mike Pence, que “se mostrou muito contente com a notícia e com a decisão de fazer investimentos nos Estados Unidos”.
“Isso é bom não apenas para a Ford, como também para os Estados Unidos e para os trabalhadores americanos”, expressou.
Fields explicou que a decisão de se concentrar nos carros elétricos é parte do compromisso já manifestado pela companhia de investir US$ 4,5 bilhões no desenvolvimento desse tipo de veículo.
“Nossa visão é que a eletrificação vai crescer. Queremos ser líderes nisso”, alegou.
Na manhã desta terça, Donald Trump ameaçou impor “um alto imposto fronteiriço” à companhia americana de automóveis General Motors por fabricar no México um modelo da Chevrolet vendido nos Estados Unidos livre de impostos.
“A General Motors entrega automóveis Chevy Cruze, fabricados no México, a seus concessionários dos Estados Unidos sem pagar impostos. Fabriquem nos Estados Unidos, ou paguem um alto imposto fronteiriço”, tuitou o presidente eleito, que toma posse em 20 de janeiro.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Projetos inacabados geram perdas de R$ 2 bi para a Petrobras

Obras inacabadas da estatal somam R$ 6,25 bilhões

Rio – A Petrobras inicia o ano de 2017 com o caixa menos comprometido com dívidas do que ingressou em 2016. No mercado financeiro, as ações estão em escalada ascendente. Mas, no seu encalço, ainda existem R$ 6,25 bilhões (valor contábil) de obras inacabadas, que já não condizem com a nova Petrobras.
Sem destino definido, esses projetos geraram perdas de R$ 2,05 bilhões por desgaste, por causa do passar do tempo, como informou a empresa na última demonstração financeira, relativa ao período de janeiro a setembro deste ano. Mudanças nas condições de mercado, como no câmbio e na cotação do petróleo, corroeram parte do dinheiro investido e alguns deles se tornaram definitivamente inviáveis.
“Parar grandes obras como a do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro) gera prejuízos fantásticos. Qualquer retomada tem alto custo. E a paralisação acontece justamente num momento em que o País precisa de refino (para reduzir a importação de combustíveis)”, avalia o vice-presidente da Associação de Engenheiros da Petrobras (Aepet), Fernando Siqueira.
Na lista de perdas por causa da mudança de rumo da empresa estão empreendimentos suspensos, como o Comperj, no qual já foram investidos US$ 13 bilhões, sem a segurança sequer de que virá a funcionar um dia, e outros definitivamente abandonados. Hoje, a meta da diretoria da Petrobras é sanar o caixa e deixar a liderança do ranking das petroleiras mais endividadas do mundo.
Para isso, mira na venda de ativos e prioriza a exploração e a produção de petróleo e gás natural em áreas de grande produtividade e rentabilidade, como o pré-sal, que deve ser processada em suas próprias refinarias no Brasil ou exportada como matéria-prima bruta. A ideia é fazer isso sozinha ou ao lado de grandes petroleiras, suas parceiras estratégicas, como a francesa Total.
Ficou no passado o projeto de usar o pré-sal como âncora de um plano de governo de industrialização, que previa a transformação do petróleo de alta rentabilidade em insumo para fabricação de produtos de alto valor agregado, em unidades que seriam construídas pela estatal isoladamente, com sócios ou por terceiros.
Durante a gestão petista da petroleira, em que plantas chegaram a ser construídas, investidores privados demonstraram interesse em estar ao lado dela. Mas, chegada a crise, o plano foi abandonado, investidores desapareceram e grandes projetos ficaram no meio do caminho.

Baixas contábeis

Muitos desses investimentos interrompidos geraram baixas contábeis em sucessivos resultados financeiros da petroleira e ainda geram custos mensais de manutenção à companhia.
Fazem parte da lista de desistência: quase a totalidade do Comperj, no Rio de Janeiro; a segunda fase da Refinaria Abreu e Lima (Refinaria do Nordeste – Rnest), em Pernambuco, onde já foram investidos US$ 17 bilhões; a Petroquímica Suape, em Pernambuco; a Unidade de Fertilizante Nitrogenado III, situada no município de Três Lagoas (MS); a usina de Quixadá, produtora de biodiesel na Bahia; e um conjunto de comboios da Transpetro, subsidiária de logística da estatal, para navegação em hidrovias.
De alguns deles, a Petrobras definitivamente desistiu. É o caso da Petroquímica Suape, cuja venda para o grupo mexicano Alpek foi fechada na semana passada, da unidade de fertilizantes, da usina de Quixadá, que também estão à venda, ao lado de áreas produtoras de óleo e gás, dentro do plano de desinvestimento.
A construção dos comboios da Transpetro pelo estaleiro Tietê foi suspensa. Enquanto outros projetos, para irem adiante, ainda dependem da atração de sócios, por enquanto desconhecidos, como o Comperj e a segunda fase da Rnest.
Há obras definitivamente canceladas, ainda que na fase inicial, como as refinarias premium, projetadas para os Estados do Ceará e do Maranhão. Os terrenos onde seriam construídos os projetos estão abandonados, enquanto os respectivos governos estaduais tentam atrair sócios para substituir a Petrobras.
Campos produtores de petróleo e gás foram suspensos à espera da melhora nas cotações do petróleo e do real frente ao dólar, o que pode torná-los economicamente viáveis novamente. Não chegam a ser abandonos, mas postergações, projetos que podem ser retomados em algum momento com a mudança de cenário da indústria petroleira. Procurada pela reportagem, a Petrobras não se pronunciou sobre o assunto. 
fonte: jornal O Estado de S. Paulo.

Indenização por morte em acidente de trabalho

Confira os 2 tipos de indenização a que têm direito os parentes de funcionário que morre após acidente de trabalho. A indenização por dan...