sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Petrobras convida só estrangeiros para licitação de obras no Comperj

Será por isso que de uma hora para outra, algumas empresas brasileira tem sido vendida a grupos estrangeiros? Exemplo Concremat vendida aos chineses há alguns meses. (Nota: André Costa)

Empresas brasileiras ficaram de fora devido aos desdobramentos da Lava Jato. Obra era da Queiroz Galvão, mas foi paralisada em 2015 e será retomada.


Para retomar as obras de construção da unidade de processamento de gás natural (UPGN) do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), a Petrobras convidou 30 empresas para participarem da licitação. Todas são estrangeiras. Segundo afirmou o presidente da estatal nesta quarta-feira (11), a companhia não faz distinção entre empresas estrangeiras e nacionais. Entretanto, em função dos desdobramentos da Operação Lava Jato, as grandes construtoras brasileiras estão impedidas de participar de concorrências da companhia.
Foi justamente por causa da operação policial que as obras foram interrompidas, em 2015. Elas estavam a cargo da Queiroz Galvão, uma das empresas alvo das investigações, que decidiu quebrar o contrato alegando que o valor firmado com a estatal não seria suficiente para cobrir os custos.
Segundo Parente, os convites para a licitação foram enviados na primeira semana de janeiro. Questionado sobre por que a estatal não quis convidar empresas brasileiras, ela afirmou que a Petrobras não tem qualquer restrição contra elas, mas que o impedimento parte dos órgãos federais em relação às grandes construtoras do país, todas investigadas na Lava Jato.
“Se essas empresas não estivessem impedidas, elas estariam sendo convidadas. Agora, existe um processo onde essas empresas se habilitam novamente a participar do processo de concorrências da Petrobras”, afirmou Parente.
Para se reabilitar a participar de licitações da petroleira, as empresas precisam seguir uma série de medidas, dentre as quais estabelecer mecanismos internos de compliance e controle de processos.
“Na medida em que elas forem completando estas ações e firmarem os seus acordos com as autoridades federais a respeito deste processo certamente elas estarão novamente em condições de participar de nossas licitações”, disse o presidente da Petrobras.
Parente rebateu as críticas de que a companhia estaria favorecendo empresas estrangeiras em detrimento das nacionais. Ele afirmou que as 30 empresas convidadas possuem sede no país e, segundo a avaliação dele, não podem ser consideradas estrangeiras.
“A empresa que está instalada no Brasil, está produzindo no Brasil, está empregando e empregando brasileiros num grande número, gerando renda no nosso país, essas empresas não são consideradas estrangeiras”, disse.
Questionado, então, se estas empresas enviam a maior parte do lucro para o seu país de origem ou o investe no Brasil, Parente disse que “isso é uma questão de política interna de cada empresa”.
Sobre a retomada das obras no Comperj, Pedro Parente enfatizou a UPGN é extremamente importante para bons resultados da exploração do pré-sal.
“A produção do pré-sal associa óleo e gás e se a gente não tem uma capacidade de escoamento desse gás isso vai limitar a produção do óleo. A gente não pode produzir o óleo se a gente não pode aproveitar o gás. Então, essa unidade é extremamente importante para que a gente continue tendo estes recordes maravilhosos que a gente está vendo na produção do pré-sal”, destacou.
Segundo a Petrobras, em 2016 a produção operada na camada pré-sal registrou recorde histórico. Foi atingida a marca de 1,02 milhão de barris de óleo por dia, o que superou em 33% a produção registrada no ano anterior.


Postar um comentário

CARF vs ITAÚ: Escândalo do “financismo”

por: Paulo Kliass Jornais e televisão "se esquecem" de noticiar um escândalo de R$ 25 bilhões na esfera do Ministério da Faze...