sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Comportamento no Ambiente de Trabalho

Perder a compostura no trabalho pode ser mais prejudicial do se possa imaginar. Afinal, além da má fama conquistada entre os colegas, muitos profissionais podem ficar marcados por certos padrões comportamentais. E, acreditem, isto não é nada promissor, especialmente para aqueles que desejam mudar de emprego um dia.


Hoje, por exemplo, não é raro se deparar com candidatos cuja fama de mau comportamento já tenha alcançado o ouvido de recrutadores de outras corporações.

Por isso, fique atento! Dar sequência a fofocas, falar mal de outros profissionais ou mesmo pegar no sono naquela reunião cheia de gráficos e números pode impactar sua carreira de uma forma nada positiva.

Contudo, se você é dessas pessoas que, de fato, se importam com as regras de etiqueta e que não abrem mão de manter uma imagem positiva na organização onde atua, fique por dentro dos dez principais comportamentos mais inadequados no ambiente de trabalho e fuja da marcação.

Para auxiliar os candidatos nesta tarefa, o Portal InfoMoney consultou a opinião da vice-presidente da ABRH Nacional, Elaine Saad e da especialista em etiqueta corporativa, Licia Egger, que juntas ajudaram a listar dez dicas de como agir.

Comportamento de risco - Confira abaixo as 10 orientações informadas pelas profissionais:


•Fuja da fofoca – considerado um dos piores comportamentos no ambiente de trabalho, a fofoca pode comprometer, e muito, a imagem de um trabalhador. Aquele que faz a fofoca geralmente costuma ser visto pelos próprios colegas como alguém nada confiável que pode, a qualquer momento, falar até mesmo de seu maior confidente.

•Seja discreto e evite críticas em público – criticar o trabalho realizado pelo colega em voz alta ou na frente de outros profissionais também não costuma ser um comportamento apropriado. Além de constranger o profissional, ao expor suas falhas, quem tem este tipo de atitude costuma ser visto como alguém inseguro e antipático.

•Equipamentos da empresa são para fins profissionais – utilizar a máquina de xerox, impressora e o telefone da empresa para resolver assuntos pessoais sem autorização causa um desconforto enorme dentro da corporação. As empresas possuem um controle de custo baseado nas despesas corporativas e não individuais de cada empregado. Deixe para resolver as questões pessoais após o expediente.

•Reclame menos – ninguém gosta de conviver com alguém que passa o dia reclamando de tudo: seja do ar-condicionado, seja do clima, do equipamento utilizado no trabalho etc. Por isso, reclame menos e avalie bem se o comentário que deseja tornar público é realmente interessante para os demais colegas de trabalho, antes de fazê-lo.

•Participe das reuniões – aproveitar a ocasião para tirar aquele cochilo, fazer desenhos aleatórios no bloquinho de notas e pensar em sua lista de compras da semana pode revelar falta de interesse e desatenção. Por isso, evite este tipo de comportamento e tente participar mais das reuniões, contribuindo com ideias e sugestões que possam torná-la mais interessantes e atrativas.

•Preserve-se – evite fazer comentários da sua vida pessoal para os colegas de trabalho. Isso causa uma exposição desnecessária e pode deixar o trabalhador à mercê de comentários maldosos, piadinhas e até mesmo de armadilhas no ambiente profissional. Seja discreto.

•Cuide da sua vida – nem pense em falar mal dos outros ou mesmo da empresa em que atua para alguém do trabalho. Isso coloca o funcionário em uma posição complicada e revela uma certa insatisfação profissional, que pode ser agravada quando chega ao ouvido de terceiros ou da chefia.

•Atenção ao horário – contratempos à parte, atrasos frequentes podem se mostrar um péssimo negócio para quem deseja passar uma imagem de responsabilidade e credibilidade dentro de uma organização. Segundo as especialistas, atrasos demonstram que o profissional não só administra mal o próprio tempo, mas também revela desorganização e, acima de tudo, incompetência.

•Cuidado com os palavrões – que palavrões e trabalho não combinam todos sabem, mas nem sempre é possível se lembrar disso, especialmente nos momentos de raiva. A dica aqui é apenas usá-los na 'hora certa' para não ser taxado como alguém grosseiro. Alguém que não tem o controle sobre o que diz mostra incompetência social para lidar com determinadas situações que exigem postura e representa mal a empresa onde atua.

•Peça emprestado – o uso de objetos pessoais e corporativos que tenham sido destinados a certos profissionais deve ser formalizado de forma adequada. Peça sempre emprestado e apenas use aquilo que lhe for permitido. Existem pessoas que não se importam em dividir determinados materiais, mas outras não abrem mão de seus pertences e só os emprestam de bom grado mediante uma solicitação prévia.



sábado, 17 de setembro de 2011

Royalties: municípios do Rio ameaçam ir à Justiça

O governador do Rio, Sérgio Cabral, e os principais municípios fluminenses produtores de petróleo reagiram à proposta do governo que altera a divisão dos royalties e ameaçam entrar na Justiça.

Rio de Janeiro, Campos, Macaé e Rio das Ostras estão entre os mais afetados. Os municípios terão sua participação limitada a 6% em 2020, no lugar dos atuais 26,25%. Pela proposta, a queda seria gradual e já em 2012 a fatia cairia para 18% do total dos royalties arrecadados. Para que estados e municípios não produtores de petróleo entrem na divisão do bolo e passem a receber royalties, os municípios produtores é que pagariam grande parte dessa conta, deixando de ganhar R$ 24,03 bilhões até 2020.



Nesse período, a União se propôs a abrir mão de R$ 15,17 bilhões, já que sua parcela cairia de 30% para 20%.
 
O Estado do Rio ficaria sem R$ 1,5 bilhão, com a redução da fatia dos estados produtores de 26,25% para 25% a partir do ano que vem. No total, todos os estados produtores teriam R$ 1,7 bilhão a menos.
 
Cabral afirmou pelo Twitter, que não aceita a proposta do governo. Ressaltou que os estados e os municípios têm direito adquirido ao que foi licitado. “Da maneira que se quer prejudicar os estados e municípios produtores só vai nos restar ir à Justiça”, postou.
 
fonte: O Globo, Economia - Bruno Rosa, Ramona Ordonez, Vivian Oswald, Gabriela Valente

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Bancada do Rio reage a corte dos royalties

Ainda surpresa com a nova proposta do governo de reduzir pagamento dos royalties para os municípios produtores, a bancada de deputados federais do Rio começou ontem a se movimentar para tentar reagir.
O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) teme que a discussão no Congresso coincida com a da Emenda 29. "Ela vai criar mais despesas para os Estados que podem usar como argumento a necessidade de manter receitas com royalties", teme Cunha.

O governo federal propôs reduzir, de 30% para 20%, sua participação total nos royalties, mas em contrapartida os municípios produtores também teriam que baixar de 26,25% para 18% em 2012 sua parte, chegando a 6% em 2020.
Segundo o deputado, o governo está tentando arrumar uma saída para evitar que a Petrobras tenha que pagar mais participação especial (PE). "A proposta do Rio é corrigir monetariamente a PE. Com isto teríamos mais receitas para todos. É justo e isto não seria penalizar as petrolíferas". Já o deputado Alessandro Molon (PT-RJ) decidiu convocar a bancada para uma reunião na terça-feira. "É fundamental termos uma estratégica para garantir os direitos dos municípios. Além disso, temos que evitar o confronto, como ocorreu da primeira vez", lembra Molon.

A prefeita de Campos, Rosinha Garotinho, diz que os municípios foram deixados de lado na negociação "há muito tempo". O município é o maior produtor do Estado. Em 2010 foram R$ 480 milhões em royalties. Se a alíquota já tivesse caído para 18%, seriam cerca de R$ 100 milhões a menos, num total de R$ 330 milhões. E, ainda, se for a 6%, o valor cai a R$ 110 milhões.

Rosinha Garotinho acusou Dilma de fazer política com os royalties e afirmou ter sido informada por fonte não revelada que, em uma reunião realizada na quinta-feira, Dilma teria afirmado que entre se dar bem com meia dúzia de prefeitos e brigar com o resto do país, ela prefere se dar mal com eles. Segundo a prefeita, sua fonte contou que já está acordado com os governadores que os Estados não sairão perdendo. Em troca disso, eles devem apoiar as decisões tomadas pelo governo federal. Rosinha, no entanto, pretende recorrer ao Supremo Tribunal Federal, caso a nova regra seja aprovada.

O prefeito de Quissamã, Armando Carneiro (PSC), classificou de absurda e preocupante a proposta da União. Para ele, se o projeto for aprovado, a economia do Estado do Rio de Janeiro quebrará, possivelmente como a da cidade que administra. Ele lembrou que o ex-presidente Lula firmou acordo com os governos do Espírito Santo e do Rio de Janeiro para não alterar as regras das áreas já licitadas e disse que esse acerto servirá de base para o governador Sérgio Cabral negocie com o Planalto. "Defendemos que esse acordo seja cumprido", afirmou o prefeito, para quem caso as negociações não resultem em cumprimento do contrato, a tendência é que a discussão vá parar na Justiça. "Isso pode levar a uma briga federativa."

Do orçamento de 2011 de Quissamã, que chega a R$ 170 milhões, cerca de 40% advêm dos royalties, segundo Carneiro. Em média, a cidade recebe R$ 5 milhões por mês.

O governador do Rio, Sérgio Cabral, disse que telefonou ao ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, para dizer que não aceita a nova proposta. "Ninguém pode me acusar de ser inflexível. Fizemos um acordo para os poços a serem licitados. Os estados e municípios produtores abrem mão de parte dos royalties em favor dos demais. Mexer no que já foi licitado é um atentado à Federação. Um precedente muito perigoso. Se querem prejudicar os produtores só vai nos restar ir à Justiça". O governador disse não entender o motivo da União não querer corrigir a PE. "Ela foi criada, em 1997. Nessa época o barril estava a US$ 16. Hoje, vale mais de US$ 90. A Grã-Bretanha acabou de corrigir e os EUA também".

O secretário de finanças de Búzios, Carlos Gonçalves, afirmou que, se o veto do presidente Lula for derrubado, as perdas da cidade podem chegar a 40% do orçamento. Búzios recebe cerca de R$ 3 milhões, por mês, decorrente dos royalties. Com a proposta, esse valor "cairia para cerca de R$ 400 mil ou R$ 500 mil por mês".

A Ompetro pediu reunião para hoje com o governador Sérgio Cabral, no Palácio Guanabara.



Fonte:Valor Econômico/Por Diogo Martins, Marta Nogueira e Paola de Moura
Do Rio (Sex, 16 de Setembro de 2011 07:37)



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