sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Cresce número de incidentes com petróleo em alto-mar

Segundo a indústria petrolífera, a trágica explosão da plataforma Deepwater Horizon, no Golfo do México, foi um evento isolado, fruto de uma série de deslizes sem precedentes que dificilmente se repetirão. Não é o que sugere a história recente da exploração de petróleo em alto-mar.

Nos meses que antecederam e se seguiram ao acidente, que matou 11 pessoas e lançou milhões de barris de petróleo nas águas do golfo, o setor foi palco de vários derramamentos graves e alarmantes quase-acidentes, alguns deles muitíssimo parecidos com o ocorrido na Deepwater Horizon.

Um acidente na costa australiana deixou petróleo vazando por semanas no Mar do Timor. Um poço fora de controle no Golfo do México deslocou um equipamento de duas toneladas no convés da plataforma Lorris Bouzigard, para grande susto dos operários. No Mar do Norte, no litoral da Noruega, o vazamento de gás a bordo de uma plataforma de produção por pouco não causou uma tragédia das proporções da Deepwater Horizon.

Dados de entidades reguladoras do mundo todo sugerem que, após anos avançando, a segurança de operações de exploração em alto-mar piorou nos últimos dois anos.

O Wall Street Journal analisou estatísticas de quatro países com grandes indústrias de perfuração em alto-mar e sistemas modernos de regulamentação: Estados Unidos, Grã-Bretanha, Noruega e Austrália (um quinto, o Brasil, não disponibilizou os dados). Embora cada país use um método distinto para medir a perda do controle de poços ou derramamentos, a tendência que revelam é semelhante.

Em atividades de perfuração no trecho americano do Golfo do México houve, em 2009, 28 registros importantes de derramamento de petróleo, vazamento de gás ou incidentes em que trabalhadores perderam o controle de um poço. É 4% a mais do que em 2008, 56% a mais do que em 2007 e cerca de 65% a mais do que em 2006. Se computado o número de horas trabalhadas em plataformas em alto-mar, o ritmo dos incidentes subiu todos os anos de 2006 a 2009.

A agência de saúde e segurança no trabalho do Reino Unido registrou 85 vazamentos sérios de petróleo e gás no ano encerrado em 31 de março, 39% a mais do que no anterior. Computado o total de horas trabalhadas em alto-mar, foi o maior índice desde 2004-05.

Na Noruega, houve 37 vazamentos de petróleo e gás e "incidentes em poços" em 2009, segundo o órgão regulador da atividade no país. É 48% a mais do que em 2008 - e o maior nível desde 2003. O índice de incidentes da Noruega por homem-hora subiu 42% em 2009, para o maior patamar desde 2005.

No primeiro semestre do ano na Austrália, houve 23 derramamentos de petróleo, vazamentos de gás e incidentes que ameaçaram a ruptura de um poço, segundo a Autoridade Nacional de Segurança do Petróleo Offshore. É quase o total de incidentes do gênero em 2009 (24). Computadas as horas trabalhadas, a taxa de incidentes mais do que dobrou desde 2005.

"Por que a segurança na indústria offshore parece estar se deteriorando?", pergunta Jane Cutler, ex-executiva do setor e, hoje, diretora da autoridade reguladora da Austrália. Sua resposta: "As pessoas esquecem de ter medo."

O Instituto Americano do Petróleo (API), que representa a indústria petrolífera dos EUA, pede cautela na leitura das estatísticas. "Tirar conclusões generalizadas a partir de uma análise limitada dos dados não serve de nada", declarou o instituto num comunicado. No passado, especialistas do API chamaram atenção para dados que indicariam que a ficha do setor está melhorando - como um declínio constante no volume de petróleo derramado a cada ano.

"Não acredito que haja um surto (...) de acidentes", diz Lee Hunt, presidente da Associação Internacional de Empresas de Perfuração. "E quando algo ocorre, é comum vermos um alto nível de competência na resolução do problema."

Seja como for, as empresas que operam poços ao redor do mundo estão reexaminando seus procedimentos, em grande parte devido ao medo de que um erro qualquer possa levar a um oneroso desastre. A BP PLC calcula que o vazamento no golfo custará à empresa e aos parceiros (donos do poço que explodiu) US$ 40 bilhões.

Há várias explicações possíveis para a recente onda de problemas. Investigações sobre a plataforma Deepwater Horizon e outros incidentes recentes ressaltam a dificuldade do setor para achar e reter trabalhadores qualificados, sua luta para equilibrar prioridades de segurança com a necessidade de lucro e lapsos ocasionais devido à regulamentação frouxa. Esses desafios só se intensificam à medida que as petrolíferas testam os limites da tecnologia e da experiência em águas mais profundas, ambientes mais hostis e jazidas de petróleo mais complexas, dizem os investigadores.

Não obstante, o investimento na exploração em águas profundas está acelerando. Perfurar nelas é crucial para saciar a crescente sede de combustível do mundo. O potencial retorno - lucro para acionistas de petrolíferas, arrecadação de impostos, emprego e independência energética para o país - é grande demais para conter o avanço dessa atividade.

Depois da explosão na Deepwater Horizon, representantes do setor e autoridades prometeram tomar medidas para prevenir outro desastre. Novas regras para o Golfo do México estão sendo elaboradas. EUA e Europa estão desenvolvendo novos sistemas de resposta rápida para conter vazamentos de petróleo em alto-mar.

A confiança do setor na própria capacidade de operar com segurança instalações de exploração de petróleo e gás no mar segue basicamente inabalada. A Deepwater Horizon "foi um incidente isolado", diz Erik Milito, um direotr do API. "Não acreditamos que haja um problema sistêmico no setor."

O setor aponta para o longo histórico de 50.000 poços perfurados no Golfo do México sem uma catástrofe similar à registrada no início deste ano.

Certos especialistas afirmam, no entanto, que dados como esses mascaram o desafio cada vez maior da exploração em alto-mar. A cada ano, a atividade fica mais complexa, pois locais de fácil perfuração já foram explorados. A maioria daqueles 50.000 poços eram fáceis se comparados ao da Deepwater Horizon.

O engenheiro David M. Pritchard, consultor na área de petróleo, estudou um banco de dados de 5.000 poços no Golfo do México de 1993 para cá - classificados pela dificuldade de perfuração. Pritchard buscou estruturas no mínimo tão complexas quanto a que a Deepwater Horizon tentava perfurar. Achou 43.

"Qual o verdadeiro risco de que ocorra um erro catastrófico? É de 1 em 50.000 ou agora é de 1 em 43?", pergunta Pritchard. Seu medo é que o setor esteja simplesmente fechando os olhos para os riscos que enfrenta.

O API diz estar analisando o estudo de Pritchard como parte de um vasto exame de questões ligadas a poços em águas profundas e deve soltar recomendações no próximo ano.

A Deepwater Horizon não foi a única plataforma de petróleo em alto-mar a ter problemas recentemente. Vários incidentes menos divulgados lançam luz sobre a crescente luta do setor para controlar riscos nessas operações.

Em 19 de abril de 2009, quase um ano antes do acidente na Deepwater Horizon, outra plataforma no Golfo do México - a Lorris Bouzigard, da Noble Corp. - foi sacudida por um violento estouro. Uma bolha de gás explosivo subiu pela tubulação e deslocou, na plataforma, um equipamento de duas toneladas, segundo revelou a investigação posterior das autoridades. Com muito esforço, a situação foi controlada. Ninguém saiu ferido. Assim como na Deepwater Horizon, a investigação do governo americano concluiu que houve demora na detecção do gás que subia pela tubulação, em parte porque as telas de computador da sala de controle não estavam configuradas para mostrar os problemas claramente. Além disso, trabalhadores da dona do poço, a LLOG Exploration Co., tinham mudado de última hora um procedimento, eliminando uma etapa que poderia ter retirado o gás do poço.

O vice-presidente de perfuração da LLOG, Bob McMann, diz que a empresa está de acordo com a maioria das conclusões da investigação. Segundo ele, o incidente "não chegou nem perto" de ser um grande desastre, e atribui ao treinamento e capacidade dos trabalhadores a rápida solução da situação. A Noble não quis comentar o incidente.

Meses depois, do outro lado do mundo, o pessoal de outra plataforma não conseguiu conter um grande problema. Em 21 de agosto de 2009, uma empresa tailandesa que perfurava no Mar do Timor 650 quilômetros a oeste de Darwin, na Austrália, perdeu o controle de um poço de petróleo em perfuração. Durante seis semanas, o poço lançou centenas de barris de petróleo por dia no mar. O fogo destruiu a plataforma, com prejuízos estimados em US$ 150 milhões.

Um relatório do governo australiano divulgado no mês passado acusou a estatal PTT PCL, envolvida na operação, de deficiências "generalizadas e sistêmicas".

Jane Cutler, da agência reguladora na Austrália, atribui o acidente da PTT à "incompetência de operários, funcionários e empreiteiras". A PTT reconheceu as "deficiências" e prometeu renovar o compromisso com a segurança das operações, segundo um comunicado.

A indústria e seus defensores observam que nenhum desses incidentes se equiparou ao da Deepwater Horizon em escopo ou prejuízo. Aliás, dizem, serviram para mostrar como, na maioria dos casos, procedimentos e tecnologias existentes evitaram o pior ou contiveram o estrago.

Certos especialistas dizem que a onda de acidentes mostra que o da Deepwater Horizon não foi um evento isolado e que, ao descrever o desastre como um "evento de baixa probabilidade e alta consequência", o setor fecha os olhos para a probabilidade de que esse tipo de acidente se repita.



Fonte: Valor Econômico/Russell Gold e Ben Casselman
The Wall Street Journal

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Ações da Petrobras abrem em alta em 1º pregão pós-capitalização

De Agencia EFE – São Paulo, 27 set.


As ações da Petrobras, que chegaram a cair 30% nas últimas semanas diante da incerteza em relação à capitalização da empresa, abriram nesta segunda-feira em alta, no primeiro dia de negociações após a histórica emissão realizada na sexta pela companhia.As ações preferenciais, que 20 minutos após o início do pregão representavam 45,18% do volume de negócios da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), subiram 0,64%, enquanto as ações ordinárias valorizaram 0,43%.Esses títulos chegaram a representar 56% de todas as negociações do pregão na bolsa e fizeram com que o Ibovespa começasse a semana no terreno positivo.Os analistas preveem que, uma vez concluída a bilionária capitalização da Petrobras, as ações da empresa devem subir e se recuperar da queda das últimas semanas.A Petrobras emitiu na sexta-feira 2,294 bilhões de ações ordinárias e 1,788 bilhão de ações preferenciais por um total de R$ 115,041 bilhões, em uma capitalização recorde na história do capitalismo mundial.Os novos títulos começaram a ser negociados na sexta-feira na Bolsa de Nova York e nesta segunda-feira na Bovespa.Os investidores que adquiriram as ações começaram com lucro, já que as ordinárias iniciaram o pregão a R$ 29,65 cada e, aos 20 minutos de negociações, chegaram a R$ 29,78.As ações preferenciais iniciaram a R$ 26,30 e passaram a valer R$ 26,47 cada com o início das negociações.A oferta pública de aquisição de ações da Petrobras tornou a companhia a quarta maior em valor de mercado do mundo, segundo cálculos de diversas firmas de consultoria.A emissão de R$ 115,041 bilhões (US$ 66,9 bilhões) da Petrobras praticamente dobrou a de US$ 36,8 bilhões da operadora japonesa de telecomunicações NTT em 1987, que era a maior do mundo até sexta-feira.A capitalização elevou o valor de mercado da companhia brasileira para cerca de US$ 220 bilhões, tornando-a a quarta maior entre as companhias de capital aberto de todo o mundo, sendo superada apenas pela petrolífera americana Exxon Mobil, pela chinesa Petrochina e pela companhia de tecnologia americana Apple. A operação também permitiu ao Governo aumentar sua participação no capital da companhia de cerca de 40% para 48%. O Governo assinou a capitalização mediante a cessão à Petrobras do direito a explorar jazidas ainda não licitadas com reservas de 5 bilhões de barris a um preço médio de US$ 8,51 por barril.Os investidores minoritários contribuíram com US$ 25 bilhões, que são os recursos que a empresa usará para financiar parte de seu ambicioso plano de investimentos até 2014, de cerca de US$ 224 bilhões.

24/09/2010 - De Agencia EFE

A Petrobras se transformou hoje (24/09) na quarta empresa de capital aberto mais valiosa do mundo graças a uma emissão de ações sem precedentes nos mercados. A captação de R$ 115,041 bilhões em uma oferta pública de ações registrada hoje elevou o valor de mercado da empresa a cerca de US$ 220 bilhões.
Esse número só é superado por gigantes como Exxon (US$ 290 bilhões), PetroChina e Apple, segundo estudos de empresas de consultoria com base no fechamento dos mercados esta semana.
A valorização da Petrobras está mais vinculada a sua potencialidade que a sua atual produção. A empresa ainda está longe de alcançar uma produção parecida com as de outras companhias que pertencem a gigantes como Shell, BP, Exxon e Chevron.
Sua produção em julho foi de 2,6 milhões de barris de petróleo e gás equivalente, volume muito abaixo do de empresas como Gazprom (Rússia), Saudi Aramco (Arábia Saudita) e Nioc (Irã). A produção da Petrobras também não supera a da mexicana Pemex e a venezuelana PDVSA. Mas a empresa, com reservas provadas de 14 bilhões de barris, pode se tornar uma das maiores exportadoras mundiais de petróleo com a descoberta do pré-sal.
Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a emissão de ações permitiu ao Estado aumentar sua participação no capital total da Petrobras de 40% para 48%. O restante das ações são negociadas nas bolsas de São Paulo, Nova York, Madri e Buenos Aires.
Os investimentos na produção de etanol e biodiesel, assim como em térmicas a gás, permitem a companhia se autodenominar como a quarta maior empresa integrada de energia do mundo.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Sistema Piloto de Tupi Recebe a Primeira Plataforma

Qui, 23 de Setembro de 2010 07:51

Chegou ontem à sua locação operacional no campo de Tupi, área do pré-sal da Bacia de Santos, a plataforma Cidade de Angra dos Reis que será a unidade produtora do Sistema Piloto de Tupi. Com capacidade para produzir até 100 mil barris de petróleo por dia, a plataforma dará início à produção efetiva do maior campo de petróleo até agora descoberto no Brasil, com reservas estimadas entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris de petróleo.
A Cidade de Angra dos Reis, construída na China a partir da conversão de um navio convencional, é uma plataforma do tipo Unidade Flutuante de Produção, Estocagem e Transferência de Petróleo (FPSO na sigla em inglês). Ela deverá ser interligada a nove poços, sendo cinco produtores e quatro injetores de água e gás, devendo entrar em produção nas próximas semanas. A Petrobras confirmou a informação, mas não deu maiores detalhes.
De acordo com o projeto original traçado para a operação do sistema piloto, a Cidade de Angra dos Reis irá produzir no seu período de pico aproximadamente 90 mil barris de petróleo por dia e cerca de 3,8 milhões de metros cúbicos de gás. A plataforma pode processar até 100 mil barris de óleo e comprimir até 5 milhões de metros cúbicos (m3) de gás por dia, sendo que a capacidade de exportação (transferência) de gás é de até 3 milhões de m3/dia.
Ainda de acordo com o planejamento da Petrobras, sócia majoritária e operadora do campo de Tupi com 65% da concessão - a BG possui 25% e a portuguesa Galp, 10% -, o petróleo produzido em Tupi será transferido periodicamente para navios denominados aliviadores, que transportarão o óleo para os terminais terrestres. Já o gás, deverá ser ser transportado por dutos para a plataforma de Mexilhão, de onde seguirá para a estação de tratamento de gás natural de Caraguatatuba (SP).
O campo de Tupi fica a cerca de 265 quilômetros do litoral do Rio de Janeiro e a mais de 2.100 metros de lâmina d'água (distância entre a superfície e o fundo do mar). Quando o sistema piloto entrar em operação, será o primeiro campo do pré-sal da Bacia de Santos em produção após a fase de testes. O primeiro campo do pré-sal a produzir petróleo no Brasil foi o de Jubarte, no litoral do Espírito Santo, na parte norte da Bacia de Campos, mas Jubarte fica em uma área mais próxima ao litoral, apenas 70 quilômetros e em águas mais rasas (lâmina d'água de 1.375 metros).
Tupi teve sua descoberta oficialmente divulgada em novembro de 2007 e desde maio de 2009 opera no campo a plataforma Cidade de São Vicente, operando em fase de Teste de Longa Duração (TLD) com capacidade para produzir até 30 mil barris de petróleo por dia.
Com a chegada da plataforma do sistema piloto, a previsão é de que a Cidade de São Vicente seja transferida para outro campo. A plataforma Cidade de Angra dos Reis tem 330 metros de comprimento e 58 metros de embocadura, tendo capacidade para abrigar até cem operadores.



Fonte: valor Econômico/Chico Santos (Rio)

domingo, 15 de agosto de 2010

Eike anuncia "meia Bolívia" de gás no Maranhão

Denise Luna (Agência Reuters)

Rio, 16:12 12/8/2010 - (Reuters) - O empresário Eike Batista anunciou nesta quinta-feira que encontrou "metade de uma Bolívia" em gás natural no Maranhão, na bacia do Parnaíba, volume que, segundo ele, garantiria pelo menos 25 por cento do consumo de gás no Brasil.
Ressaltando que são apenas estimativas, o empresário disse em teleconferência com analistas que as reservas na região podem atingir 15 trilhões de pés cúbicos, quase dobrando a reservas atuais do Brasil.
Segundo ele, a produção poderia chegar a cerca de 15 milhões de metros cúbicos diários ao longo de 40 anos, volume equivalente a metade do que o gasoduto que vem da Bolívia pode transportar diariamente.
"É uma coisa especial e podem ter certeza absoluta que essa é uma nova província que se abre no país", disse Eike, acrescentando que fez questão de ligar para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para comunicar a descoberta.
"Isso (reservas) são números de Eike Batista, mas pelas extrapolações, pela sísmica feita, estamos olhando algo em torno de 10 a 15 trilhões de pés cúbicos de gás em reservas", afirmou, ressaltando que o volume significa oito vezes mais do que estava esperando.
Com a descoberta, os planos da MPX --braço de geração elétrica do grupo EBX e parceira da OGX nos blocos no Maranhão-- serão duplicados e a expectativa é de que em dois anos entre em operação a primeira termelétrica da empresa movida a gás.
Segundo Eike, a opção será construir as unidades em ciclo aberto e em módulos de 100 a 140 megawatts cada, para entrar em operação conforme a demanda por energia.
"Nosso projeto inicial era de 1.863 megawatts e vamos dobrar isso", disse o empresário, lembrando que o investimento previsto era de 1,4 bilhão de dólares.
A energia gerada será vendida tanto nos leilões do governo como no mercado livre, informou o empresário.

AÇÕES TÊM FORTES ALTAS

As ações da MPX dispararam na bolsa paulista após o anúncio das possíveis mega reservas de gás, assim como também subiam as da OGX, ambas descolando do mercado em geral.
Por volta das 15h40 (horário de Brasília), os papéis da MPX subiam 6,7 por cento e os da OGX se valorizavam em 2,1 por cento, enquanto o Ibovespa operava com leve baixa de 0,3 por cento.
O otimismo com a área no Maranhão aumentou também a previsão do número de poços que serão perfurados pela companhia, passando de 5 para 15, o que vai demandar investimentos entre 600 e 700 milhões de reais que virão do caixa próprio da OGX, que hoje gira em torno dos 3,4 bilhões de dólares.
"O mais fantástico de tudo é que está onshore (terra), onde os custos são menores, e numa área do Brasil onde tem riquezas que podemos agregar valor", disse, referindo-se às indústrias da região.
Segundo Eike, apesar do fornecimento diário de até 30 milhões de metros cúbicos de gás natural da Bolívia e da produção de cerca de 60 milhões de metros cúbicos diários da Petrobras, ainda existe espaço para a produção do Nordeste do país.
"O mercado precisa de muita energia até para substituir as térmicas a óleo, como está ocorrendo na China...o Brasil está crescendo muito e precisa de mais 4 mil megawatts de energia por ano", destacou.

OBS. Estimar reserva é bem parecido como afirmar o time que vai ganhar uma partida 15 minutos antes dela começar, ainda mais partindo de quem deu essa informação. Não por acaso todas as ações do seu grupo de empresas tiveram fortes altas. Penso que nossos governantes deveriam está mais atentos a esse tipo de informação. Há anos quando quiseram perserguir o MONTEIRO LOBATO, desacreditavam todas as informações que ele dava a cerca de reservas brasileiras de petróleo. Hoje todos os veículos de informação destacam informações sem as devidas verificações. Será Interesse? Pesquisem Senhores!!! Grande Abraço!!!

Comentário de David Ribeiro - Como vai Professor gostei de sua opinião sobre o Eike Batista!! Tive investigando e o pai dele já foi presidente de Ministério de Minas e Energia, OGX no ano passado possui as maiores descobertas do Brasil e neste ano anuncia a Bolívia de gás do Brasil, estranho!!! um abraço!!!

Nota: Eliezer Batista da Silva (Nova Era, 4 de maio de 1924) é um engenheiro e administrador de empresas brasileiro, que se notabilizou na presidência da Companhia Vale do Rio Doce, que exerceu por duas vezes, e por sua atuação no Programa Grande Carajás (PGC), a primeira iniciativa de exploração das riquezas da província mineral dos Carajás, abrangendo áreas do Pará até o Xingú, Goiás e Maranhão. É filho de José Batista da Silva e de Maria da Natividade Pereira. Diplomou-se pela Escola de Engenharia da Universidade do Paraná, em 1948.

Engenheiro ferroviário, em 1949 foi contratado pela Vale - então uma empresa inexpressiva - e tornou-se seu primeiro presidente oriundo dos quados da empresa, tendo assumido sua presidência em 1961. Coube a Eliezer Batista transformar a mineradora em uma das maiores companhias do planeta, presidindo-a de 1961 a 1964 e de 1979 a 1986.
Foi ministro das Minas e Energia do gabinete Hermes Lima (1962 - 1963) no governo do presidente João Goulart (1961 - 1964). Neste período foi a mola propulsora do projeto do Porto de Tubarão, capitaneando sua construção, no que contou com o apoio irrestrito de San Tiago Dantas, então ministro da Fazenda.

Ainda como ministro de João Goulart, exerceu o cargo de presidente do Conselho Nacional de Minas e Energia e da Comissão de Exportação de Materiais Estratégicos. Com a deposição de João Goulart, pelo golpe militar de março de 1964 foi sumariamente demitido da presidência da Vale e acusado, por alguns grupos militares, de ser "comunista", e esteve ameaçado de ser preso; salvou-o o presidente Castello Branco, que entretanto "aconselhou" que ele deveria ser presidente da Caemi, uma mineradora privada: "Era Caemi, ou cadeia. Não foi difícil escolher".

sábado, 14 de agosto de 2010

Estado do Alabama processa petrolífera por vazamento no Golfo do México

Washington, 13 ago (EFE)

O procurador-geral do estado americano do Alabama, Troy King, anunciou nesta sexta-feira que vai processar a companhia petrolífera BP pelo vazamento de petróleo no Golfo do México que provocou o maior desastre ecológico da história dos Estados Unidos.

Além do processo contra a BP, King apresentou uma denúncia contra as empresas Transocean e Halliburton, também envolvidas no vazamento, que começou no final de abril depois da explosão e posterior afundamento de uma plataforma operada pela BP.
As ações acusam as companhias de causar danos ao litoral e à economia do estado por agir com negligência em relação às normas de segurança.
Até o momento foram apresentados cerca de 300 processos federais contra a BP e as outras duas companhias envolvidas.
A BP era a operadora da plataforma Deepwater Horizon, da Transocean, que explodiu no dia 20 de abril provocando a morte de 11 trabalhadores, e afundou dois dias depois causando o desastre.
Além do Alabama, o vazamento atingiu o litoral do Mississipi, Louisiana e Flórida.
O almirante retirado Thad Allen, que dirige a resposta do Governo americano ao vazamento de petróleo no Golfo do México, disse nesta sexta-feira que o trabalho no poço auxiliar para vedar de forma definitiva o danificado deve continuar.
"Todo mundo está de acordo, precisamos seguir adiante com o poço alternativo, a pergunta é como fazê-lo", disse hoje Allen em entrevista coletiva pelo telefone.
O trabalho no poço auxiliar foi paralisado momentaneamente na terça-feira, devido ao risco de formação de um ciclone tropical na zona, possibilidade que foi descartada ontem, quando foi realizado um teste de pressão no mesmo.
A BP, empresa responsável pelo derramamento, conseguiu selar com cimento com sucesso no início do mês a parte superior do poço e tem agora que finalizar a operação por meio do fechamento na parte inferior, através de um poço auxiliar.
Allen prometeu hoje que o poço auxiliar "será finalizado" e que o danificado será fechado "de forma definitiva".
Da mesma forma que fizeram durante a operação na boca do poço, os engenheiros da BP preveem injetar cimento e lama pesada na parte inferior para fechá-lo de forma definitiva.
A petrolífera anunciou hoje que finalizou os testes para medir a pressão no poço e que cientistas do Governo e a empresa ainda estão analisando os resultados.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Cidade paranaense faz buscas por petróleo

Técnicos da Agência Nacional do Petróleo perfuram solo de Altônia.

Moradores podem receber dinheiro pela exploração da terra.

do G1, com informações do Jornal da Globo


A busca por petróleo está animando os 20 mil moradores de Altônia, uma pequena cidade do interior do Paraná que vive da agricultura. Técnicos do governo federal foram até a região, no noroeste do estado, procurar petróleo em áreas rurais - nos anos 80, já havia sinais da presença de petróleo ali.
Os especialistas da Agência Nacional do Petróleo (ANP) traçam um perfil do solo. Fazem até pequenas explosões dentro da terra (uso de método sísmico).
A pesquisa não é definitiva: os técnicos identificam apenas a possibilidade de haver petróleo no local. “A gente pega as melhores áreas que poderiam gerar acumulações de petróleo e faz esse estudo”, diz o fiscal da ANP, Raphael Ranna.
Se o laudo for positivo, o governo federal pode ou não abrir licitação para empresas interessadas em avançar nas pesquisas. No caso de haver petróleo suficiente para exploração comercial, todo mundo ganha. Seu Almir já fez um convite para os técnicos que estão em Altônia. “Vai no meu sítio lá, dá uma examinada”, diz.
A cidade recebe dinheiro pela exploração da terra, os chamados royalties. O cálculo do valor do royaltie depende de vários fatores, como quantidade de produção, cotação do dólar e o preço do petróleo no mercado.
O sortudo que tiver o ouro negro no quintal de casa ganha entre 0,5 e 1% por mês sobre o valor da produção. Foi o que aconteceu com agricultores do sertão do Rio Grande do Norte, que há três anos faturam com a exploração de petróleo. Os poços se multiplicam pelas terras áridas e garantem o sustento de milhares de famílias.

Clique no link abaixo para ver a matéria na TV
http://g1.globo.com/economia-e-negocios/noticia/2010/08/cidade-paranaense-faz-buscas-por-petroleo.html

BP entra na reta final de fechamento de poço no Golfo do México

Washington, 9 ago (EFE)

A BP retomou hoje a escavação (perfuração) do poço auxiliar que planeja conectar esta semana ao poço danificado da companhia, para assim encerrar o vazamento de petróleo no Golfo do México.

Depois de cobrirem o topo do poço Macondo, de onde vaza o petróleo, os engenheiros da companhia se dedicam agora a vedar sua parte inferior e assegurar que novos vazamentos não acontecerão.
Essa operação será realizada por meio de um poço auxiliar que será ligado à base do Macondo para possibilitar uma nova injeção de cimento e lama pesada (ordem inversa) e cujo traçado entrou hoje em sua fase final, anunciou em teleconferência o almirante da reserva Thad Allen, responsável pela resposta do Governo americano ao vazamento.
Segundo Allen, a expectativa é de começar a injeção até o final desta semana.
Ao final do processo, as equipes retirarão o sistema de válvulas que controla a pressão no poço.
O principal obstáculo aos planos da BP é o temporal que deve chegar ao norte do Golfo do México nesta semana, segundo o Centro Nacional de Furacões americano, que não prevê, no entanto, a transformação em tempestade tropical.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que viajará neste fim de semana para a Flórida com sua família, se encontrará na sexta-feira com Allen para avaliar as possíveis consequências da temporada de furacões no progresso da vedação do poço.
Allen, que viajará na quarta-feira para os estados da Louisiana, Mississipi e Alabama, assegurou que, por enquanto, as equipes "não detectaram anomalias" na pressão do poço e que o foco do Governo agora é "redobrar os esforços" para limpar as áreas costeiras poluídas e indenizar os afetados pelo desastre ambiental.

domingo, 1 de agosto de 2010

Petrobras vai fazer ilha no mar

28 de julho de 2010

A Petrobras mantém o projeto da base de apoio marítimo de Ubu como referência e continua com o detalhamento do projeto, além dos estudos para o licenciamento ambiental. As informações foram dadas na terça-feira (27/07), pela manhã, durante reunião entre o governador Paulo Hartung e o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, na sede da empresa, no Rio de Janeiro.

A reunião foi solicitada por Hartung na semana passada, durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Vitória, para o início da produção efetiva do pré-sal no campo de Baleia Franca. Durante conversa com o presidente da Petrobras, a possibilidade de o terminal de apoio às plataformas ser construído em outro local, inclusive em outro Estado, foi aventada por Gabrielli. A alegação é de que as últimas descobertas justificariam estudos de viabilidade para outras locações, alegam os técnicos da companhia.

Prazo

Para o secretário estadual de Desenvolvimento, Márcio Félix Bezerra, que também participou da reunião, assim como o diretor de exploração e produção da Petrobras, Guilherme Estrella, o mais importante é que a empresa mantém o projeto em estudo e considera 2012 como possível para iniciar as obras, que devem durar até 2015.
Com essas novas datas para o início das obras e a entrada em operação do terminal – que será construído como se fosse uma ilha – a Petrobras mantém a proposta de implantar em Anchieta a sua base portuária que atenderia as bacias petrolíferas do Espírito Santo, Campos e Santos. Hoje, boa parte desse atendimento é feito pela base de Macaé (RJ) e a Companhia Portuária de Vila Velha (CPVV).
O secretário de Desenvolvimento explicou que o projeto inicial apresentado pela Petrobras prevê a construção de uma ponte, na Praia do além, em Ubu, com mais de 500 metros de comprimento, até uma ilha, uma área onde serão feitas as operações de carga e descarga de todo tipo de material e equipamento para as plataformas. A área da ilha terá 40 mil metros quadrados.
A reunião, segundo Márcio Félix, foi importante para esclarecer as intenções da Petrobras de continuar o projeto do terminal em Ubu. “O governador Paulo Hartung ficou satisfeito com o encontro de ontem”, ressaltou.
Enquanto não há disponibilidade do terminal de Anchieta, a Petrobras já acertou com a CPVV o uso exclusivo, a partir de outubro, do terminal, localizado em Vila Velha, para as embarcações que hoje atendem às plataformas no Litoral Sul e também as que estão nos campos do Litoral Norte.


A base de apoio marítimo de Ubu

Apoio. A Base de Apoio Marítimo de Ubu, em Anchieta, foi planejada há mais de dois anos pela Petrobras para servir de apoio ao Porto de Macaé, no Rio, que não tem mais condições de atender a todas as plataformas da Bacia de Campos, inclusive as que se localizam no litoral capixaba.
Protocolo. No início de 2007, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli assinou um protocolo de intenções com o governador Paulo Hartung que previa investimentos no Estado, como fábrica de fertilizantes, unidades para processamento de gás e porto para apoio às plataformas.
Indefinição. Na semana passada, Gabrielli disse que a Petrobras ainda não havia definido o local para a construção do terminal, o que gerou o pedido de reunião do governador.
Andamento. Ontem, Gabrielli e o diretor de exploração e produção, Guilherme Estrella disseram que o projeto continua sendo detalhado e o processo de licenciamento está mantido.
Ponte. O terminal, que será construído na Praia do Além, próximo ao Porto da Samarco, terá uma ponte de mais de 500 metros que ligará a costa a uma ilha. Esta terá 40 mil metros quadrados e será montada para atender embarcações que levam tudo que as plataformas de pesquisa, exploração e produção de petróleo necessitam.
Armazenagem. Uma área de 19 mil metros quadrados será um pátio de armazenamento. Outra área, em terra, também servirá para armazenagem. A ilha terá nove posições de atracação.

Fonte: A Gazeta - ES

sexta-feira, 16 de julho de 2010

BP interrompe totalmente vazamento de petróleo no Golfo

Por Kristen Hays - Reuters, reuters.com, Atualizado: 15/7/2010 18:27


HOUSTON (Reuters) - A British Petroleum realizou nesta quinta-feira um teste de pressão na estrutura do seu poço danificado no golfo do México e disse que pela primeira vez desde 20 de abril o petróleo parou totalmente de jorrar no mar.
O teste consiste em fechar as válvulas de uma tampa recém-instalada na boca do poço e aferir se isso controlará o vazamento e se a estrutura resistirá à pressão. A operação começou na quinta-feira à tarde e deve durar de 6 a 48 horas.
Os primeiros resultados positivos fizeram as ações da BP, que já vinham em fase de recuperação, registrarem alta de 10 por cento nos Estados Unidos.
Por outro lado, o almirante da reserva da Guarda Costeira Thad Allen, principal autoridade norte-americana envolvida no caso, recuou das garantias que havia dado anteriormente de que a nova tampa poderia selar completamente o poço, até que seja concluída a escavação dos poços auxiliares que permitirão "sufocar" definitivamente do vazamento.
Retificando-se, Allen disse que a tampa poderá eventualmente vedar o poço, mas que isso só deve acontecer em situações de emergência, como um furacão, quando seria preciso interromper o processo hoje usado, que consiste em recolher o petróleo que jorra para queimá-lo ou armazená-lo em navios.
"A intenção da tampa nunca foi fechar o poço por si só", disse Allen a jornalistas em Nova Orleans. "A melhor razão para podermos fechar o poço atualmente ... é nos permitir abandonar o local se houver um furacão."
O vazamento iniciado em 20 de abril causou enormes prejuízos ambientais e econômicos, e por pressão do governo a BP reservou 20 bilhões de dólares para indenizações, o que lhe obriga a vender parte do seu patrimônio.
Segundo a CNBC, a empresa norte-americana de energia Apache negocia a aquisição de instalações da BP avaliadas em 10 bilhões de dólares, inclusive em importantes áreas de extração petrolífera no Alasca.
A notícia de que a Apache estaria buscando no mercado 6 a 7 bilhões de dólares para fechar o negócio contribuiu com a alta nas ações da BP nos Estados Unidos, que mesmo antes das notícias sobre o poço já operavam em alta de 3 por cento.


(Reportagem adicional de Chris Baltimore, em Houston; de Matthew Lynley, em Nova York; e de Ayesha Rascoe e Andrew Quinn, em Washington)

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Mais petróleo vaza no Golfo do México após novo incidente

Atualizado: 23/6/2010 17:36 - REUTERS


Por Kristen Hays e Ayesha Rascoe

HOUSTON/WASHINGTON (Reuters) - Uma grande quantidade de petróleo continuava vazando da poço da BP no Golfo do México nesta quarta-feira, após a suspensão dos trabalhos para conter o pior derramamento de petróleo da história dos Estados Unidos devido a um acidente com um robô submarino.
Embora a gigante de energia tenha tido dificuldade para retomar suas operações de coleta de petróleo, o governo norte-americano afirmou que irá impor uma proibição mais flexível sobre a exploração de petróleo em águas profundas, um dia após a primeira moratória ter sido anulada por um juiz federal que a considerou muito genérica.
O secretário do Interior dos EUA, Ken Salazar, também afirmou que investigações preliminares mostraram que houve "conduta negligente" nos dias anteriores à explosão de 20 de abril no poço de petróleo da BP no Golfo do México.
Outro problema para a companhia britânica é a ameaça de processo de um investidor, o fundo de pensões do Estado de Nova York, devido à queda no preço das ações da BP desde que a crise começou há mais de dois meses.
Após conseguir retirar um volume recorde de petróleo do poço onde ocorreu a explosão na terça-feira, os trabalhos para conter o vazamento foram suspensos após um robô submarino se chocar contra o sistema de contenção que está levando o petróleo vazado a um navio na superfície.
O Almirante da Guarda Costeira dos EUA, Thad Allen, porta-voz do governo do presidente Barack Obama para assuntos relacionados ao vazamento, disse a jornalistas que o sistema de contenção pode voltar a funcionar ainda nesta quarta-feira, após passar por testes de segurança.
Ele afirmou que o fluxo de petróleo saindo do poço está sendo vigiado e parte do óleo está sendo queimado na superfície.
O sistema de contenção foi instalado em 3 de junho e chegou a coletar 16.600 barris de petróleo na terça-feira, segundo informou a BP. Um sistema de queima de petróleo que conteve 10.500 barris de petróleo continua operando normalmente. Uma equipe de cientistas norte-americanos estima que o vazamento esteja jogando entre 35 mil e 60 mil barris de petróleo no mar por dia.
A mancha de petróleo sobre o Golfo do México causou o fechamento de diversos locais de pesca, além de ter matado centenas de milhares de tartarugas e pássaros e dezenas de golfinhos. O petróleo também atingiu a costa de quatro Estados norte-americanos.
O desastre levou o governo Obama a determinar a proibição da exploração de petróleo em águas profundas por seis meses, enquanto busca melhorar as medidas de segurança de outras plataformas do Golfo do México.
Salazar afirmou durante audiência no Congresso dos EUA, em Washington, que irá impor a proibição novamente, após ter sido anulada por um juiz por ser muito abrangente, desta vez incluindo mais detalhes. Salazar sugeriu que a nova versão pode permitir a exploração em áreas de águas profundas de baixo risco.

domingo, 13 de junho de 2010

Petrobras formaliza arrendamento do Ishibras

11 de junho de 2010

A Petrobras informou, em nota, na sexta-feira (11/06), que aprovou a assinatura do contrato de arrendamento do Estaleiro Inhaúma, também conhecido como estaleiro Ishibras, com a Companhia Brasileira de Diques - CBD, pelo prazo de 20 anos, e valor aproximado de R$ 4 milhões por mês.
O estaleiro está localizado em águas abrigadas da Baía de Guanabara, com calado de 7 metros e inserido na malha urbana da cidade do Rio de Janeiro e poderá ser utilizado para a conversão de navios em FPSOs (Sistema Flutuante de Produção e Estocagem), o que atualmente é realizado no exterior. Ainda servirá como base de apoio para balsas de propriedade da Petrobras, além de utilização da área para suporte a diversas operações.

Fonte: Agência Petrobras

quinta-feira, 10 de junho de 2010

O Rio de Janeiro e Espírito Santo tá Bagunçado Mesmo!!!

Agencia Estado, Atulizado: 10/6/2010 4:07


Senado aprova divisão dos royalties do pré-sal

Os senadores aprovaram, por 41 votos a favor e 28 contra, na madrugada de hoje, a emenda do senador Pedro Simon (PMDB-RS) que trata da divisão de royalties do pré-sal. Segundo a proposta de Pedro Simon, o valor arrecadado com os royalties deve ser divido igualmente entre todos os estados e municípios, conforme critérios do Fundo de Participação dos Municípios e do Fundo de Participação dos Estados.

Para não prejudicar os estados produtores, que atualmente ganham mais para compensar os impactos da exploração, a União pagará aos estados, com sua parte nos royalties, a diferença recebida a menos com o novo modelo de divisão. A matéria volta para a apreciação da Câmara. A expectativa, agora, dos senadores dos estados produtores que fazem parte da base aliada é que o presidente Lula vete a emenda ou que o Supremo Tribunal Federal a considere inconstitucional.

"A expectativa é que o Lula vete, mas já vou pedir ao governador Paulo Hartung que estude uma ação de inconstitucionalidade. O Espírito Santo deve buscar [o seu direito] no Supremo, já que a Casa da Federação aprovou esse absurdo", afirmou o senador Renato Casagrande (PSB-ES).

O líder Romero Jucá chegou a propor que o projeto sobre royalties fosse votado no dia 9 de novembro, para afastar as discussões sobre o tema do clima eleitoral, mas com a emenda do senador Pedro Simon, as discussões sobre os royalties dominaram os debates durante a noite.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

BP obtém êxito em novo plano para conter vazamento de petróleo

Por Kristen Hays - Atualizado: 3/6/2010 19:56


HOUSTON (Reuters) - Robôs submarinos da British Petroleum conseguiram nesta quinta-feira serrar um cano nas profundezas do Golfo do México, preparando-o para receber uma espécie de funil que irá recolher o óleo que jorra há seis semanas de um poço de petróleo.
"Liberamos o 'riser' (cano vertical) do topo da cabeça do poço, e a equipe está trabalhando para completar a operação de limpeza antes que coloquemos a tampa em cima do poço", disse o executivo-chefe da BP, Tony Hayward.
Ele não disse quando o poço será tampado, mas afirmou que o sucesso da operação será avaliado em 12 a 24 horas, e que a BP passará depois dois ou três dias tentando estabilizar o fluxo de gás e petróleo.
A intenção da companhia é desviar para navios da superfície o petróleo que hoje está ficando no mar, causando graves prejuízos econômicos e ambientais na costa sul dos Estados Unidos. Estima-se que cerca de 19 mil barris diários estejam sendo despejados, no que é o pior vazamento de petróleo da história norte-americana.
A BP já fizera tentativas anteriores de levar o petróleo por canos do poço até a superfície, mas desta vez tentará um novo sistema de vedação entre a boca do poço e a tampa.
A empresa tentou fazer o corte com uma serra de diamante, que deu defeito. Por isso, a boca do poço ficou menos regular, prejudicando a vedação e, consequentemente, reduzindo a quantidade de petróleo que poderá ser capturada.
No fim de semana passado, a BP anunciou o fracasso de uma tentativa de "sufocar" o vazamento com lama. A expectativa é que o problema só seja sanado em agosto, quando dois poços auxiliares serão concluídos.
"Eles estão ligeiramente à frente do prazo agora, mas não queremos declarar vitória", disse o almirante da Guarda Costeira Thad Allen, que supervisiona a operação por parte do governo.
Tyler Priest, diretor de estudos globais da Faculdade Bauer de Administração, da Universidade de Houston, especialista em exploração de petróleo e gás em alto mar, disse que a operação que a BP está tentando agora é apenas uma "gambiarra" até que os poços auxiliares estejam prontos e possam ser usados para consertar o poço principal.
"Muitos desses esforços contêm um elemento de desespero, motivados pela necessidade de mostrar que eles estão tentando fazer alguma coisa", disse Priest."Eles estão meio que ganhando tempo e reduzindo o fluxo até que os poços auxiliares cheguem lá."

domingo, 30 de maio de 2010

13 a 16 de Setembro de 2010 !!!

PETROBRAS DUPLICA PROJETO DO COMPERJ

31/05/10


O diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, anunciou na última segunda-feira, dia 24, a duplicação do projeto do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em construção em Itaboraí, no Estado do Rio. A companhia decidiu construir, em vez de uma, duas refinarias – cada uma com capacidade para processar 165 mil barris de petróleo pesado. E, em vez de só produzir as matérias-primas para o setor petroquímico, vai produzir diesel e QAV (Querosene de aviação).
O executivo informou ainda que a primeira refinaria entrará em operação em fins de 2013, um ano mais tarde em relação ao prazo anterior do projeto. Essa primeira unidade vai fornecer os combustíveis. Somente em fins de 2015 é que começarão a ser produzidas as matérias-primas petroquímicas. Já a segunda refinaria entrará em operação a partir de fins de 2017. Como no projeto original, as duas unidades serão 100% da Petrobras e a estatal busca sócios privados para as unidades de segunda geração.
De acordo com o professor e especialista da área de petróleo da Fundação Instituto de Administração (FIA), Weber Amaral, a duplicação do projeto terá um impacto muito significativo no crescimento da indústria petroquímica nacional, não só no ponto de vista de crescimento orgânico desses negócios, mas também na diversificação de possíveis produtos e uma estruturação mais organizada da cadeia. “Não só as empresas já estabelecidas e que estão precisando aumentar a sua base industrial irão se beneficiar, mas também outras empresas que estão na região. Além da implementação de novas tecnologias que entrarão no Comperj por conta da expansão de outras potencialidades de derivados de petróleo” – afirmou o especialista em entrevista ao Nicomex Notícias.

Novo estudo de impacto ambiental

Por conta da ampliação do Comperj, a Petrobras será obrigada a realizar um novo estudo e Relatório de impacto Ambiental (EIA-Rima) do projeto. A avaliação foi feita por Rogério Rocco, analista ambiental do Instituto Chico Mendes Biodiversidade (ICMBio), órgão do governo federal, conforme publicado pelo jornal O Globo na última terça-feira, dia 25. O especialista destacou que é preciso analisar os novos impactos, por exemplo, nos manguezais existentes na Baía de Guanabara. O órgão responsável pelo licenciamento do Comperj é o Instituto Estadual do Ambiente (Inea).
O professor Weber Amaral alertou, em entrevista ao NN, como é importante a avaliação dos efeitos ambientais naquela região, já que não basta ter um aspecto econômico positivo se o impacto ambiental não for adequadamente planejado. Para ele, o estado do Rio de Janeiro deve aplicar critérios de governança sobre o programa de investimentos na área petroquímica do estado. “Todo esse plano estratégico para o crescimento da base de petróleo no estado tem que ser repensado de forma mais integrada. Afinal, a ampliação do Comperj está associada ao aumento do volume de petróleo proveniente da exploração do pré-sal” – disse o especialista que ressaltou também que questões ambientais não podem ser colocadas em segundo plano numa agenda de desenvolvimento econômico.

Por Beatriz Silva

beatriz.s@nicomexnoticias.com.br

BP fracassada de novo. Como pode gostar de gastar dinheiro

WASHINGTON - A companhia British Petroleum (BP), responsável pelo vazamento de petróleo no Golfo do México, anunciou neste sábado, 29, que a operação para fechar o poço por meio da injeção de fluidos pesados, como lama, não obteve sucesso, e que passará a tentar um novo método.

ReutersImagem de satélite mostra extensão do vazamentoVeja também:



Em entrevista coletiva, o diretor de operações da BP, Doug Suttles, disse que a decisão da adoção de uma nova medida - a de cobrir o poço com uma cúpula - foi tomada após consultas com as autoridades federais. "Depois de três dias completos tentando conter o vazamento, fomos incapazes de parar o fluxo de petróleo", afirmou.
A operação "top kill" foi iniciada na quarta-feira. A esperança da BP era que a pressão da lama injetada fosse suficiente para conter o vazamento, mas cerca de 12 mil a 19 mil barris de petróleo continuam a vazar a cada dia no Golfo do México.
O vazamento ocorrido depois da explosão da plataforma Deepwater Horizon já é o maior da história dos EUA, superando o que foi causado pelo naufrágio do petroleiro Exxon Valdez em 1989.
 Mais cedo, Suttle disse que a BP já gastou US$ 940 milhões nas tentativas de conter o vazamento.
(Com agências internacionais)

Maré negra de Cingapura chega às águas territoriais da Malásia

Kuala Lumpur, 30 mai (EFE).- A maré negra causada esta semana pela colisão e posterior naufrágio de um cargueiro em Cingapura chegou às águas territoriais da vizinha Malásia, informaram hoje as autoridades cingapurianas.

O vazamento, que obrigou o fechamento de várias praias públicas ao leste da cidade-estado, está sendo contido, mas uma mancha de petróleo foi avistada esta manhã em frente ao litoral do estado malaio de Johor, segundo a Autoridade Portuária de Cingapura.
As autoridades cingapurianas não revelaram o tamanho da maré negra que chegou à Malásia.
Na terça-feira passada, o cargueiro malaio MT Bunga Kelana 3 chocou por causas desconhecidas com o MV Waily - uma embarcação mercante - a uns 13 quilômetros ao leste do litoral da cidade-estado, derramando quase 15 mil barris de petróleo de um de seus tanques.
Desde então, centenas de membros dos serviços de emergência de Cingapura estão trabalhando dia e noite para conter e limpar a maré negra, que ameaça a rica biodiversidade marinha do território.
Não houve feridos e o tráfego em um dos maiores portos comerciais do mundo também não foi afetado pelo naufrágio.

BP declara fracassada tentativa de contenção de vazamento no Golfo do México

Washington, 29 mai (EFE).- A companhia British Petroleum (BP), responsável pelo vazamento de petróleo no Golfo do México, anunciou hoje que a operação para fechar o poço por meio da injeção de fluidos pesados, como lama, não obteve sucesso, e que tentará um novo método.

Em entrevista coletiva, o diretor de operações da BP, Doug Suttles, disse que a decisão da adoção de uma nova medida - a de cobrir o poço com uma cúpula - foi tomada após consultas com as autoridades federais.
"Não pudemos deter o fluxo" de petróleo que vaza do poço a 1.500 metros de profundidade, declarou Suttles. "Tomamos a decisão de passar para a opção seguinte", acrescentou.
A alternativa consiste em serrar o encanamento quebrado e cobrir os restos com uma cúpula, uma solução similar à que foi tentada há poucos dias sem sucesso.
Em suas declarações, o alto executivo não determinou a porcentagem de possibilidade de êxito que pode atribuir à próxima tentativa. Inicialmente, a BP tinha calculado que as possibilidades de sucesso da injeção de lama eram de entre 60% e 70%.
"Temos a confiança de que a operação funcionará, mas evidentemente não podemos garantir seu sucesso", declarou Suttles.
O derramamento já é o pior da história, depois que os cientistas corrigiram seus cálculos, que inicialmente contavam que o vazamento equivalia a 5 mil barris de petróleo diários, que foi passado agora para entre 12 mil e 19 mil barris por dia.
O vazamento completou hoje seu 40º dia e começou depois da explosão e posterior afundamento da plataforma petrolífera "Deepwater Horizon", operada pela BP, no dia 20 de abril. EFE

terça-feira, 18 de maio de 2010

Pessoal de Governador Valadares e região!!!!


Está chegando a sua Cidade uma nova unidade da escola carioca de petróleo - PLATAFORMA ESCOLA, novo conceito em aprendizagem e colocação de profissionais no mercado de trabalho. AGUARDEM!!!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Plataforma de gás afunda na costa da Venezuela, mas sem risco ambiental

Do G1, em São Paulo - 13/05/2010 06h48 - Atualizado em 13/05/2010 12h00

Todos os trabalhadores salvaram-se, segundo as autoridades
O presidente da Vezenuela, Hugo Chávez, informou pela rede social Twitter, no início da madrugada desta quinta-feira (13), que a plataforma Aban Pearl, que produz gás e petróleo na costa do país (estado de Sucre), afundou por volta da meia-noite.

Os 96 trabalhadores do complexo conseguiram se salvar, segundo as autoridades venezuelanas.
O ministro do Petróleo e Energia Rafael Ramirez disse em seguida à TV estatal que o acidente não causará danos ao meio ambiente local.
"Compreendemos que isso é uma situação de alto risco. Trata-se de uma instalação grande e complexa, mas nos acompanham empresas especializadas em operações off-shore, e que nos asseguraram que não existe a possibilidade técnica de um escapamento de gás", explicou Ramírez.
O ministro explicou que quando a plataforma chegou a um nível de desvio de 15 graus, um mecanismo de segurança se ativou automaticamente para preservar a integridade do poço, que desconectou o tubo que o vincula à plataforma. "Imediatamente o poço fica protegido por válvulas de segurança. Por essa razão podemos assegurar que não ocorreu nenum dano ao meio ambiente", explcou.
Segundo ele, todos os trabalhadores da plataforma se encontram "fora de perigo" e estão a caminho da terra firme, e que uma comissão especializada já iniciou investigações sobre o ocorrido.
De acordo com o ministro, uma falha no sistema foi detectada pouco antes da meia-noite, quando começou a ser sentida uma inclinação importante na plataforma submergível.
Três horas depois, a plataforma afundou completamente.
Segundo a empresa estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA), o poço foi selado imediatamente e todas as válvulas de segurança foram ativadas.
A PDVSA incorporou em 2009 a plataforma Aban Pearl ao projeto de exploração e produção de gás e petróleo do Plano Mariscal Sucre.
Há três semanas, uma plataforma da British Petroleum (andré - a serviço da BP, a mesma pertencia a Transocean)  explodiu e afundou no Golfo do México, provocando a morte de 11 operários e causando um dos piores derramamentos de óleo da história dos EUA.
Aviso pelo Twitter
No Twitter, Chávez postou: “Com pesar, informo que afundou a plataforma Aban Pearl há poucos momentos. A boa notícia é que os 95 trabalhadores estão a salvo”.
Posteriormente, o presidente escreveu sobre as operações em andamento na região da plataforma. “Patrulhas de nossa Armada se movem para a área. Seguiremos adiante e venceremos. Viva Venezuela!”

domingo, 9 de maio de 2010

Nem Precisava Ser Adivinha!!!! Tá de Brincadeira!!!!

efe.com, Atualizado: 8/5/2010 21:24


BP fracassa em 1ª tentativa de tapar vazamento de óleo com caixa de cimento

Paco G. Paz.



Washington, 8 mai (EFE).- A primeira tentativa de tapar com uma caixa de aço e cimento o poço de petróleo que está vazando óleo no Golfo do México não funcionou, por causa da formação de cristais de gelo que bloquearam a cúpula da estrutura.
"Não podemos dizer que fracassamos ainda (com a caixa), mas posso dizer que as tentativas que desenvolvemos até agora não funcionaram", disse hoje, em entrevista coletiva, o diretor de operações da British Petroleum (BP), Doug Suttles.
A instalação da caixa, de 100 toneladas e altura de um prédio de três andares, é uma das grandes esperanças para canalizar o vazamento de óleo do poço, que derrama a cada dia no mar cerca de 800 mil litros de petróleo.
A caixa conta com uma cúpula na parte superior, de onde sai um encanamento através do qual o petróleo seria bombeado para um navio na superfície, com capacidade de armazenar até 128 mil barris (20,4 milhões de litros).
Ontem à noite, após uma longa operação, foi possível posicionar a caixa sobre o poço de petróleo, a 1.500 metros de profundidade, mas foi preciso retirá-la da posição depois que foi detectado que, devido às baixas temperaturas, estavam se formando cristais de gelo que tapavam a cúpula.
A formação de gelo, explicou o diretor, foi causada pelas baixas temperaturas e a pressão a essa profundidade, assim como a presença de gás natural na saída do poço.
"Movemos (a caixa) para o lado enquanto decidimos como solucionar este inconveniente que surgiu", disse o diretor da BP, que lembrou que a instalação da estrutura era uma iniciativa que nunca tinha sido realizada em tamanha profundidade.
Em paralelo, a BP está avançando na perfuração de um poço alternativo, (esse dará certo) perto do que está vazando, que serviria para injetar um líquido mais pesado que o petróleo que atuaria como uma espécie de tampão e impediria que o óleo continuasse saindo.
Calcula-se que já tenham vazado do poço 31 milhões de litros de petróleo no mar, desde o afundamento da plataforma da BP, no dia 22 de abril, dois dias depois de explodir.
O diretor da BP não quis confirmar hoje se a explosão se deveu à saída do poço de uma grande bolha de gás metano que se incendiou, como informou neste sábado a imprensa americana, citando um relatório da companhia.
"Meu papel é coordenar a resposta ao desastre, não estou ciente da investigação interna desenvolvida pela companhia", disse.
Enquanto isso, na superfície do mar, prosseguem as tarefas para tentar conter a expansão da mancha de óleo, que ainda ameaça a costa de vários estados do sul dos Estados Unidos.
As equipes que atuam no Golfo do México utilizaram até o momento um milhão de litros de "dispersantes" - produtos químicos que têm a capacidade de quebrar a estrutura do petróleo, o que faz com que ele afunde.
Desta maneira, a mancha de petróleo desapareceria da superfície, o que evitaria que a costa americana fosse poluída e que aves e mamíferos marinhos fossem afetados.
No entanto, o uso de dispersantes não reduz a quantidade de petróleo no mar, segundo ecologistas e especialistas, que advertiram sobre consequências desconhecidas que estes produtos podem ter na vida marinha.
A Aliança do Sul para a Energia Limpa (SACE, na sigla em inglês) denunciou que a aplicação de dispersantes, apesar de evitar o dano em aves e mamíferos, "tem um potencial devastador para os animais que não têm que sair à superfície para pegar ar, assim como para todos os ecossistemas submarinos, como os corais".
"Dispersar o petróleo torna mais difícil recolhê-lo. Além disso, a poluição permanecerá no meio ambiente e os organismos marítimos estarão expostos a ela durante décadas".
A organização é contra, especialmente, o uso de Corexit 9500, um composto que considera ser mais tóxico que o petróleo e que pode causar, em altas doses, segundo pesquisas, "dores de cabeça, vômitos e problemas reprodutivos".
Em declarações ao jornal "Times Picayune", de Nova Orleans, o professor da Universidade da Louisiana Ed Overton defende a decisão de utilizar os dispersantes, por ser "a menos má". No entanto, adverte que "é impossível saber com certeza seu efeito na vida marinha". EFE

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Petrobras retomará produção em Paulínia na sexta-feira

Ter, 04 de Maio de 2010 22:00

RIO - A Petrobras retomará na sexta-feira a parte da produção de derivados que foi interrompida na refinaria da Paulínia (SP). A estatal aproveitou a parada programada para aumentar a capacidade de refino da unidade, que passará a processar mais 18 mil barris por dia, atingindo o total de 390 mil barris diários.
De acordo com o diretor de abastecimento da companhia, Paulo Roberto Costa, cerca de metade da capacidade da refinaria foi afetada pela paralisação, que começou no fim de fevereiro, com duração de 72 dias.
"A refinaria atinge a capacidade máxima em três dias. O importante é que, durante todo o processo, não faltou gasolina para o consumidor", ressaltou Costa.
Segundo o diretor, a estatal trocou os dutos que ligam o porto de São Sebastião à refinaria, proporcionando o aumento de capacidade. Além disso, ainda na área do porto, foram alterados os braços de carregamento, aumentando a capacidade de carga e recarga no terminal. Na refinaria, foram alterados equipamentos também com o intuito de modernização e aumento de capacidade.


Fonte: Valor Econômico/ Rafael Rosas

Portal do pré-sal testa modelo de cadeia produtiva

Qua, 05 de Maio de 2010 07:03

Enquanto o fundo de recebíveis para financiar fornecedores da Petrobras naufraga, a estatal costura com os seis maiores bancos do país um novo portal para facilitar o crédito às empresas que compõem a cadeia do pré-sal. A arquitetura que está sendo desenhada vai obrigar cada um dos integrantes a atribuir notas aos seus fornecedores e, assim, sucessivamente, até chegar ao quarto elo da cadeia, segundo explica o diretor de relações com investidores, Almir Barbassa. Esse sistema é o mesmo já adotado pela estatal com os seus fornecedores diretos e que auxilia na avaliação de risco pelas instituições financeiras. Aqueles que quiserem ser elegíveis aos recursos bancários também se comprometerão, tal como a estatal, a abrir o seu cronograma de pagamentos, fazendo com que um recebível Petrobras possa gerar vários filhotes.
"A ideia é estender o crédito Petrobras para além da primeira fila de contratos, que já têm acesso (a crédito em condições favoráveis), fazendo escoar os recursos a fornecedores da segunda, terceira e quarta rodadas", afirma Barbassa. O pool de instituições está sendo formado por Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú, Santander e HSBC e cada um dos bancos tem uma atribuição a cumprir no desenho do portal. A expectativa é de que entre setembro e outubro um piloto já esteja no ar, usando um projeto em andamento como teste, para depois ampliá-lo para toda a cadeia.
Para a Petrobras, o objetivo é que, quando o portal estiver consolidado, a estatal possa abrir mão de adiantar recursos a fornecedores, prática muito comum em grandes contratos de fornecimento. "O ideal é liberar caixa e deixar o crédito para o sistema bancário, que tem a função de emprestar", afirma Barbassa.
Deixar de antecipar recursos a fornecedores num momento de investimentos vultosos e de incertezas sobre a capitalização da estatal, também teria o papel de reduzir as necessidades de financiamento da empresa, o endividamento e favoreceria a classificação de risco de crédito pelas agências de "rating".
Para os bancos esse é um grande filão de negócios, porque as instituições passam a ter a visão do grande pagador, tendo aberto o fluxo de contas a pagar da gigante petrolífera.
Só a Petrobras tem mais de 50 mil fornecedores diretos e o efeito multiplicador na cadeia é imenso, diz Barbassa. Conforme cita, dos US$ 174 bilhões de investimentos previstos pela estatal no plano 2009-2013, US$ 100 bilhões devem ser endereçados ao pagamento de fornecedores, o que resulta em desembolsos equivalentes a US$ 20 bilhões ao ano. Se pelo menos 20% disso for financiado, serão US$ 4 bilhões ao mês. "É só para começar, depois (o volume) cresce à medida em que se formata o produto para os demais projetos."



Fonte: Valor Econômico/ Adriana Cotias, de São Paulo

domingo, 2 de maio de 2010

Vazamento pode continuar por alguns meses

Por Redação
Fonte: Valor Econômico
Data: 30/04/2010 16:44


O grupo BP e outras companhias petrolíferas estão mobilizando todos os recursos contra o derramamento de petróleo na costa da Louisiana, pois o Golfo do México é uma região crucial para o setor e para produção americana.
Está sendo usada uma nova geração de tecnologias desenvolvidas para enfrentar esses acidentes, surgida do significativo avanço desde a catástrofe do petroleiro Exxon Valdez no Alasca, em 1989, o maior derramamento de petróleo em águas americanas.
Os governo americano - ciente de que o acidente, que vem comandando o noticiários há dias, está se tornando uma questão política - somou ontem todo seu potencial ao esforço de limpeza.
Mas, apesar dos esforços, o vazamento ameaça criar um sério dano ambiental na costa da Louisiana e em outros Estados do sul dos EUA.
A estimativa da vazão de petróleo para o oceano, segundo cálculos da US National Oceanic and Atmospheric Administration, sugere que em menos de dois meses o volume de petróleo derramado pode ser tão grande quanto o do acidente com o Exxon Valdez.
A BP avalia que a perfuração de um poço de alívio - a maneira mais eficaz para deter o fluxo de vazamento mediante alívio da pressão no reservatório e desviando o óleo - levará até três meses.
Por ora, está sendo mobilizada toda a tecnologia disponível para conter a mancha na superfície.
Geoffrey Maitland, professor de engenharia energética no Imperial College, de Londres, disse que as tecnologias para conter vazamentos evoluíram muito nos últimos dez anos. "Podemos fazer boias de contenção muito maiores e mais eficazes, usando materiais aperfeiçoados", disse.
"A tecnologia química utilizada para emulsificar as manchas de petróleo também são melhores, e temos produtos químicos capazes de aglutinar e encapsular o petróleo, o que facilita bastante seu posterior recolhimento e é menos prejudicial ao meio ambiente."
Outros químicos são usados para deixar o petróleo menos viscoso, de modo que não grude na praia e às penas das aves marinhas. No entanto, mesmo com a melhor tecnologia, os recursos são finitos.
A BP disse ontem que cerca de 24 quilômetros de boias de contenção foram colocados no oceano, e há mais 96 km disponíveis e mais a caminho da área. Mas é impossível proteger toda a extensão da costa passível de ser afetada.
Até ontem, 288 mil litros de dispersante tinham sido utilizados, com mais 337 mil litros disponíveis - o que sugere que as quantidades serão insuficientes se o problema continuar a crescer durante as próximas semanas. A BP diz que um terço do estoque mundial de dispersantes está disponível na área do golfo e pediu aos fabricantes que aumentem a produção.
Alguns especialistas de ambiente acham improvável que a queima da mancha de petróleo, que a BP vem tentando, seja plenamente eficaz na prevenção da poluição.
"Se a mancha puder ser queimada, o fogo removerá os componentes mais leves, mas os mais pesados do petróleo poderão ainda constituir um problema", disse Walter Chapman, professor de engenharia química e biomolecular da Universidade Rice, em Houston, Texas.
Martin Preston, especialista sênior em poluição marinha na Universidade de Liverpool, concorda. A queima "pode deixar um resíduo muito persistente que pode ser mais resistentes à degradação natural e também impossível de ser tratado de outras maneiras".
O eventual impacto ambiental pode variar bastante, dependendo de fatores como clima e marés. O acidente com o Exxon Valdez teve um impacto enorme, mas foi só o 30º maior vazamento de petróleo. O volume bem maior liberado pelo Iraque no Golfo Pérsico durante a guerra de 1991 - o pior derramamento da história- causou poucos danos no longo prazo.
"Um derramamento pequeno no lugar errado e na hora errada pode ter um impacto enorme", disse Alf Melbye, do instituto norueguês Sintef.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Inconformados com BP, EUA exigem responsabilidades sobre mancha de óleo

efe.com //// Atualizado: 30/4/2010 22:33 - Paco G. Paz.   Washington, 30 abr (EFE)

O Governo dos Estados Unidos manifestou hoje sua "decepção" com o fato de a British Petroleum (BP) não ter sido capaz ainda de fechar o poço de petróleo causador da mancha negra no Golfo do México, e anunciou que exigirá "responsabilidades" aos causadores do desastre.
A secretária de Segurança Nacional dos EUA, Janet Napolitano, e o secretário de Interior, Ken Salazar, entre outras autoridades, foram hoje ao estado da Louisiana para acompanhar de perto as tarefas de contenção do vazamento de óleo, que começou a atingir hoje a costa local, rica em fauna marinha e vinculada à indústria pesqueira.
Salazar lembrou que o Governo iniciou uma investigação sobre as causas da explosão e afundamento da plataforma petrolífera há dez dias e assegurou que os EUA exigirão "responsabilidades" aos causadores do vazamento.
Salazar não poupou a empresa concessionária da plataforma, British Petroleum. Para ele, a companhia deve assumir toda a responsabilidade em conter a mancha de óleo e realizar a limpeza, disse, em mensagem à cúpula da empresa em reunião realizada em Houston (EUA).
Napolitano se manifestou na mesma linha e disse que o Governo "continuará pressionando a British Petroleum para que responda com todos os meios" à catástrofe ambiental.
Além disso, ela lembrou que "a British Petroleum é parte responsável e, portanto, deve financiar os custos de trabalho e as atividades de limpeza".
Segundo a própria empresa reconheceu, o custo dos trabalhos a cada dia é de aproximadamente US$ 7 milhões. No entanto, esses custos devem aumentar quando a mancha negra atingir completamente o litoral.
A própria companhia emitiu horas antes um comunicado nos EUA no qual assegurava que tinha mobilizado "todos os recursos necessários para lutar contra o vazamento", o que pode consistir em fechar o poço de extração, conter a expansão da mancha e limpar a costa afetada.
No entanto, a resposta dada pela empresa ao desastre não satisfez completamente as autoridades americanas.
O próprio governador da Louisiana, Bobby Jindal, revelou seu "temor" de que os recursos disponibilizados não sejam "os adequados para os três desafios que temos pela frente".
Esses três desafios são: fechar o poço que está derramando o petróleo em alto-mar; proteger as costas da mancha negra, e; preparar-se para uma limpeza em massa das zonas afetadas.

Napolitano, por sua vez, disse "compartilhar a decepção" pelo não funcionamento dos mecanismos que a BP tinha originalmente previstos para fechar o poço no caso de uma explosão ou acidente. Foram esses mecanismos que permitiram a empresa obter as concessões para furar o solo marinho no Golfo do México.
Agora, o poço está derramando no mar cerca de 800 mil litros de petróleo por dia.
A secretária de Segurança Nacional disse que o Governo "continuará pressionando a British Petroleum para que responda com todos os meios" à catástrofe ambiental. Enquanto isso, segundo ela, a prioridade é se movimentar rápido para proteger os ecossistemas do litoral, onde se acredita que o óleo possa afetar cerca de 400 espécies.
Outra das prioridades é proteger o meio de vida da ampla comunidade pesqueira da Louisiana, a terceira maior do país - atrás apenas do Alasca e do Havaí -, e que fornece 25% do peixe consumido nos EUA.
O governador Jindal declarou ontem estado de emergência na Louisiana e pediu às autoridades federais ajuda financeira para socorrer o setor pesqueiro, especialmente os pescadores de marisco.
Desde o início da manhã, voluntários e pessoal especializado patrulham o litoral da Louisiana em buscam de áreas afetadas pelo petróleo para acelerar as atividades de limpeza.
As autoridades afirmam que as próximas horas são críticas para proteger o habitat litorâneo e conter a mancha de petróleo.
No entanto, Salazar antecipou que a previsão do tempo para o fim de semana, com fortes ventos e maré alta, não é muito favorável e poderia dificultar as tarefas das equipes mobilizadas.

Outra das preocupações é o deslocamento da mancha em direção ao leste, e seu previsível chegada à costa da Flórida, o que fez com que o governador Charlie Crist decretasse hoje estado de emergência.
Devemos tomar as "precauções oportunas para proteger nossos recursos naturais, praias e outros ecossistemas litorâneos, assim como o bem-estar geral do estado", expressou Crist em comunicado.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

EUA queimam petróleo no mar para diminuir desastre ambiental

atualizado em: 29/04/2010 às 06h55
Mancha no mar do golfo do México tem o dobro da área da cidade do Rio de Janeiro

Equipes de emergência iniciaram nesta quarta-feira (28) a queima controlada da gigantesca mancha de petróleo provocada pela explosão de uma plataforma no golfo do México, diante da ameaça de o óleo chegar à costa do Estado americano da Louisiana. Imagens de satélite da Nasa mostram que o derramamento tem cerca de 2.500 quilômetros quadrados de área, duas vezes o tamanho da cidade do Rio de Janeiro.

A Guarda Costeira dos EUA informou que o vazamento é ao menos cinco vezes maior do que o estimado inicialmente, chegando a 795 mil litros diariamente (5 mil barris de petróleo). Câmeras submarinas detectaram um novo buraco no duto que ligava a plataforma ao poço, somando-se aos outros dois já existentes.
O oficial da Guarda Costeira Cory Mendenhall explicou que os incêndios controlados buscam atenuar os efeitos do vazamento provocado pelo afundamento da plataforma petroleira diante da costa americana, na última quinta-feira (22).
- A mancha de óleo é incendiada com uma pequena boia que se desloca pela mancha e a inflama. A queima ocorre satisfatoriamente.
A drástica decisão de atear fogo à maré negra foi adotada após a mancha chegar a cerca de 40 km dos pântanos da Louisiana, hábitat de diversas espécies selvagens
Uma frota de barcos da Guarda Costeira e da companhia britânica de petróleo BP "empurra" as partes mais densas da mancha para uma barreira flutuante resistente ao fogo.
Técnicos da BP disseram que as queimas devem ajudar a reduzir o volume de petróleo sobre a água.
- O plano é queimar, de forma restrita e controlada, milhares de galões de petróleo, e cada operação dever durar cerca de uma hora.

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (Noaa) americana advertiu mais cedo que os fortes ventos sudeste previstos para os próximos dias poderão empurrar a maré negra para os pântanos da Louisiana.
A plataforma Deepwater Horizon, operada pela BP, afundou na última quinta-feira 240 km a sudeste de Nova Orleans, dois dias depois de uma explosão que deixou 11 trabalhadores desaparecidos.
O governador da Louisiana, Bobby Jindal, citou a catástrofe do furacão Katrina, que devastou o sul do Estado em agosto de 2005, e disse que o Estado deve se preparar para uma catástrofe.
- Devemos esperar o melhor, mas preparados para o pior. Estamos fazendo todo o possível para proteger o sustento de nossos cidadãos que ganham a vida com a indústria pesqueira e para defender a fauna e a flora que vivem em nossas áreas costeiras.

A queima da mancha de petróleo para proteger a costa provocará seus próprios problemas ambientais, criando enormes nuvens de fumaça tóxica e deixando resíduos no mar.
Na última terça-feira (27), as tentativas de fechar dois focos de vazamento no oleoduto ligado à plataforma, realizadas por quatro submarinos robotizados a 1.500 m profundidade fracassaram, levando à adoção da drástica alternativa do incêndio.

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quinta-feira, 22 de abril de 2010

acidente no Golfo do México

Plataforma de Petróleo Afunda

Uma plataforma de petróleo afundou nesta quinta-feira (22) no golfo do México, dois dias após uma explosão que deixou 11 trabalhadores desaparecidos e quatro gravemente feridos na noite desta terça-feira (20).
A Guarda Costeira procurava sem parar as 11 pessoas desaparecidas, enquanto outros 115 funcionários da plataforma já estão em terra com seus familiares.

Os trabalhadores das instalações se jogaram ao mar de uma altura de até 30 m para se salvar, após a plataforma explodir a cerca de 80 km da costa da Louisiana (sul dos EUA), expelindo enormes bolas de fogo.
Butler disse que as condições climáticas são favoráveis à busca.
- Vamos continuar à procura enquanto houver uma possibilidade razoável de encontrá-los vivos.
Fonte R7

Eventos

Plataforma de Perfuração sofre grave acidente no golfo do México.

Um acidente no Golfo do México por volta das 22h (hora local) do último dia 20 provocou a explosão da plataforma de perfuração semissubmersível da TransoceanDeep Water Horizon que no momento tinha como operador a BP (British Petroleum). Segundo a Guarda Costeira dos Estados Unidos o acidente ocorreu no litoral da Louisiana, a cerca de 75 km da cidade de Venice e no momento da explosão 126 pessoas estavam na plataforma.

Um navio da guarda costeira já aportou em Fourchon, no Delta do Mississipi (Lousiânia), trazendo aproximadamente 98 profissionais. 11 ainda encontra-se desaparecido, além de 17 feridos sendo 4 gravemente.

Fontes: R7, Transocean e BP

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Pessoal de Governador Valadares e região!!!!


Está chegando em sua Cidade uma nova unidade da escola carioca de petróleo - PLATAFORMA ESCOLA, novo conceito em aprendizagem e colocação de profissionais no mercado de trabalho. AGUARDEM!!!

quinta-feira, 18 de março de 2010

Falta de Respeito com o Rio de Janeiro (Primeira Parte)

André Costa


Ser reconhecida até em música como a cidade maravilhosa, ser um dos estados mais bonitos do país, cartão de visita da federação, porta de entrada do turismo nacional deve está provocando a inveja da maioria dos estados. Este cidadão gaúcho que é pago para desenvolver leis para melhorar a vida no seu estado de origem o Rio Grande do Sul resolve prejudicar outros estados. Senhor Deputado Federal Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) procure trabalhar em prol de melhorias para o estado que o elegeu sem detrimento de outros estados. Algumas cabeças desses deputados parecem bumbum de neném.

Não é de hoje que o Rio de Janeiro vem sendo perseguido e prejudicado. Foi assim quando ex- Presidente Juscelino Kubitschek “brilhantemente” resolveu levar a capital do país para o meio do nada, anos mais tarde o ex-Presidência general Ernesto Geisel resolve fundir os estados da Guanabara com o do Rio de Janeiro. Até quando o Rio de Janeiro vai ser tratado sem o seu devido respeito.

Será por acaso: Que a cidade é a única das Américas a ter coroado um Rei? Ex-capital da pátria? Palco principal de uma copa do mundo? E será de outra. Não foi aqui realizado a maior conferência para assuntos ambientais de que se tem notícia? Maior reunião de lideres mundial depois da Segunda Grande Guerra. A cidade não foi sede dos últimos Jogos Panamericanos? Não foi escolhida para sede dos primeiros jogos olímpicos Sulamericanos? Passado de glórias, presente de desrespeitos e futuro de inúmeras dúvidas.

Agora todos querem as riquezas geradas pela exploração do petróleo. Ótimo!!! Mas distribuição de riquezas é compromisso do governo federal, que fica com boa parte da riqueza gerada pelo petróleo nada mais justo que o faça com dinheiro próprio. Graça com dinheiro dos outros é muito bonito para aparecer na TV. Lembrei ser ano eleitoral. Será coincidência?

Existe outro estado a não ser a Amazônia que recebe benefícios gerados pela Zona Franca de Manaus? É dividido com outros estados a não ser os produtores (basicamente Minas Gerais e Pará – Carajás) a riqueza gerada pela exploração de minério de ferro? Pensam que Rio de Janeiro e Espírito Santo recebe royalties por que o governo é bonzinho? Está presente na Constituição e regulamentada primeiramente pela Lei do Petróleo e posteriormente pela Lei do Gás. Essas sim que deveriam ser o alvo de revisão. O novo marco então nem se fale. Não vale esquecer que pelas atuais regras corremos o risco de produzirmos muito petróleo e nossos postos de combustível não possuir Diesel (já importamos cerca de 300 a 600 mil barris/dia). Desculpe!!! Somos “auto-suficientes”.

Lembre-se de que pelo Rio de Janeiro ser o maior produtor também estar exposto aos maiores impactos ambientais, afinal qual foi o local acometido por um grande acidente provocado por derramamento de petróleo? Lagoa dos Patos no RS ou a Baía de Guanabara no RJ? Tem que ser lembrado o caso do ICMS recolhido na cadeia do petróleo que não fica com os produtores e sim com os beneficiadores e comerciantes dos derivados que estão espalhados em todos os estados da União. Por tanto já ganham seu quinhão dessa riqueza. Nada pessoal, mas querer dar tratamentos igualitários a quem são tão diferentes me parece demagogia demais. Cariocas e Gaúchos estão expostos a realidades bem peculiares.

Cariocas e Capixaba devem se mobilizar contra isso que uma vez aprovado dificilmente poderá ser compensado, como o governo Lula gosta tanto de reiterar. Essa estória de veto é simplesmente posição de quem nunca sabe de nada.

– Presidente, oh! Presidente, o congresso pode derrubar seu veto ou até isso Vossa Excelência não sabe?

Ficar indo na conversa mole do Lula deu nisso, perda da primeira batalha, mas a guerra não está perdida. Vamos à rua mesmo, quantas vezes forem necessárias deveremos nos mobilizar.

Mudar a regra do jogo durante o mesmo nunca foi uma boa solução. A história está repleta de exemplos que isso não funciona.



18 de março de 2010

Serra diz que emenda do pré-sal é inaceitável porque arruina Rio e Espírito Santo

Qui, 18 de Março de 2010 06:57

Flávio Freire - Valor

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, José Serra, provável candidato à Presidência pelo PSDB, condenou nesta quarta-feira a emenda que redistribuiu recursos provenientes da exploração do petróleo no país. Segundo o tucano, o projeto de autoria do deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) é inaceitável porque, em sua opinião, pode arruinar economicamente os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, inclusive dando margem ao fechamento de muitas prefeituras nesses dois estados.
- Acho uma preocupação correta ter os benefícios do petróleo (distribuídos) para todo o Brasil, mas acho que o projeto, do jeito que está, arruina o Rio de Janeiro e o Espírito Santo. Portanto, é inaceitável nesses termos - disse Serra, durante evento no Palácio dos Bandeirantes.
O governador pediu para que o projeto lhe fosse enviado de Brasília para tomar conhecimento de todos os detalhes da polêmica que o envolve.
" Significaria fechar as portas de muitas prefeituras do Rio de Janeiro e do Espírito Santo e quebrar os dois governos estaduais "
- Não se pode fazer (a emenda) liquidando dois estados, porque mexe não só com o pré-sal do futuro. Antigamente se discutia o que ia acontecer com uma parte do pré-sal, o que iria ser explorado futuramente. O projeto agora alterou a distribuição atual, inclusive do petróleo na plataforma continental. Significaria fechar as portas de muitas prefeituras do Rio de Janeiro e do Espírito Santo e quebrar os dois governos estaduais. Nesse sentido o projeto não tem cabimento no que se refere a esse aspecto.
O governador do Rio, Sérgio Cabral, convocou para esta quarta-feira. um grande ato público em protesto contra a aprovação da emenda que altera a distribuição dos royalties. O evento com presença da vários artistas e até baterias de escolas de samba deve reunir 150 mil pessoas, segundo as previsões dos organizadores.
Nesta quarta-feira, durante almoço na Associação Comercial do Rio de Janeiro, o governador do estado, Sérgio Cabral (PMDB), afirmou que os recursos que o estado perderá caso a emenda do deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) seja aprovada juntamente com o novo marco regulatório do pré-sal não resolverão os problemas dos demais estados. Visivelmente descontente com a proposta de seu colega de partido, Cabral acredita que a redistribuição dos recursos dos royalties também não trará vantagens nas urnas.
- Qualquer deputado que tenha votado esquecendo a Constituição, esquecendo o princípio federativo, achando que terá benefício eleitoral em seu estado, está absolutamente equivocado - disse Cabral, acrescentando que a população brasileira é solidária à do Rio.
" É a mesma gravata do dia da escolha da Olimpíada (de 2016, que será no Rio), porque naquele dia poucos acreditavam na nossa conquista. "
Horas antes de se unir à passeata que atravessará o centro da capital fluminense para cobrar a manutenção do atual regime de pagamento de royalties do petróleo, Cabral voltou a dizer que o Rio de Janeiro é o segundo estado que mais contribui para o Fundo de Participação dos Municípios e que recebe apenas 1,5% do total arrecadado. Segundo ele, o Rio conta com R$ 50 per capita do fundo, enquanto Pernambuco recebe R$ 350 e o Maranhão, R$ 500.
Animado com a possibilidade de que a emenda Ibsen seja derrubada no Senado, Cabral não deixou de chamar a atenção para a gravata que está usando hoje.
- É a mesma gravata do dia da escolha da Olimpíada (de 2016, que será no Rio), porque naquele dia poucos acreditavam na nossa conquista.
(fonte: Valor)

segunda-feira, 15 de março de 2010

Coluna de Perfuração

André Costa
Ao decorrer da perfuração faz-se necessário a sua utilização com os seguintes objetivos:


 Transmitir a rotação da mesa rotativa à broca;

 Conduzir e exercer peso sobre a broca;

 Conduzir o fluido de perfuração a broca;

 Promover uma conexão elástica entre o deck de perfuração (Kelly) e a broca.



 Composta Basicamente:

 Tubo de Perfuração (Drill Pipes – DP);

 Tubo Pesado (Heavy Weight Drill Pipes – HWDP);

 Comando (Drill Collars – DC);

 Broca.



Nota: Necessita da utilização de acessórios indispensável à sua instalação, o mais importante são os substitutos ou simplesmente sub da coluna e ferramentas de uso bem específicos.



Tubos de Perfuração (Drill Pipes – DP).

São tubos de aço de usinagem sem costura, existente em grande quantidade na plataforma de perfuração. Possuem soldadas nas suas extremidades conexões cônicas conhecidas como tool joint inferior (pin connections - pino) e tool joint superior (box connections - caixa), Com finalidade de uni-las umas as outras e assim aumentar o tamanho da coluna, aprofundando-a no poço. Os tipos de roscas são tabelados pela API - American Petroleum Institute.

 Quando não estão em uso são estaleirados, condicionados em áreas conhecidas como estaleiro de tubos. Em caso de pouco espaço da plataforma, o estaleiro de tubos encontra-se na torre de perfuração (Navio Sonda – NS). Fabricado conforme a normalização da American Petroleum Institute (API 5D e especificação 7). O grau do aço pode ser: E75; X95; G105; S135. Características que lhe confere resistência à tensão de escoamento

 Seu comprimento pode variar segundo o seu range que poderá ser: Range 1 (6 a 7,5 m); Range 2 (8,5 a 10 m); Range 3 (acima de 12 m).

 O peso pode variar entre 100 e 600 Kg;

 O diâmetro nominal varia de 2 ⅜” a 6 ⅝”.



Tubo Pesado (Heavy Weight Drill Pipes – HWDP)

Importante por fornecer uma transição segura e rígida entre os tubos de perfuração e os comandos, com objetivo de diminuir consideravelmente uma possível quebra da coluna. Possui um reforço central no corpo do tubo e apresenta-se com range 2 ou 3. Podendo ser do tipo Standard Integral, quando apresentar as paredes externas lisas. Spiraled Integral, quando apresentar as paredes externas em forma de espiral.

 O peso pode variar entre 316 e 2290 Kg e o diâmetro nominal varia entre 3 ½” a 6 ⅝”.



Comandos (Drill Collars – DC)

Quanto ao comprimento pode variar entre 9,14 e 9,45 m, Com o peso variando entre 300 e 4210 Kg que é proporcional ao seu diâmetro nominal que apresenta a variação de 3 1/8” até 11”. Tem como objetivo fornecer rigidez à coluna bem como transmitir peso e estabilidade a broca, permitindo um melhor controle na trajetória do poço. Existem em dois modelos: os lisos e os espirados igualmente fabricados conforme a normalização da American Petroleum Institute. Possuem soldadas nas suas extremidades conexões cônicas conhecidas como box tool joint (superior) e pin tool joint (inferior). Justifica-se o uso de espirados para diminuir a área de contato dos mesmos com as paredes do poço. Evitando-se assim uma possível prisão por diferencial de pressão. Quando for manuseá-los haverá a necessidade da instalação de um sub de içamento, por razão de sua caixa superior ser interna, por tanto, não existindo um batente no elemento a fim de fixá-lo ao elevador.

Broca

Tem a função de promover, através da rotação e peso exercido sobre a coluna, a ruptura e desagregação das formações rochosas. Conectada sempre na extremidade inferior da coluna de perfuração.



Acessórios da Coluna de Perfuração – Substituto ou sub da coluna.

 Tubos de aço que apresenta pequena extensão (50 a 100 cm).

 Com objetivo de: Possibilitar a instalação dos elementos de roscas variadas existente em uma coluna de perfuração; Proteger a rosca do Kelly; Possibilitar a instalação da broca no início da montagem da coluna de perfuração.



 Tipos: Sub de Salvação; Sub de Salvação; Sub de Broca; Sub de Cruzamento; Sub de Redução; Sub de Elevação (lift) ou Içamento.



 Sub de Salvação - Tem o objetivo de proteger a rosca do Kelly do contato direto com as roscas dos outros elementos da coluna de perfuração, durante as manobras.

 Sub de Broca - Para realizar a conexão da broca ao comando, pois os dois possuem roscas em forma de pino (exterior).

 Sub de Cruzamento - Com a função principal de padronizar os diâmetros e tipos de roscas diferentes.

 Sub de Redução - Varia os diâmetros externo e interno e os tipos de roscas existentes.

 Sub de Elevação (Lift) ou Içamento - Utilizados para içamento e movimentação dos comandos de perfuração durante as manobras; Possui a seção superior com diâmetro externo igual o dos tubos de perfuração encaixando-se com perfeição ao elevador.



Ferramentas da Coluna de Perfuração – Uso específicos.



 Tipos: Estabilizadores, Escareadores, Alargadores, Drilling Jar e Amortecedores de Vibração.

 Estabilizadores - Com objetivo de fornecer maior rigidez à coluna de perfuração e sempre o seu diâmetro vai coincidir com o da broca. Muito empregado na perfuração direcional, por permitir que a trajetória pretendida do poço não seja desviada e também quando se quer garantir a verticalidade dos comandos. Geralmente instalado entre os comandos.

 Escareadores - Mesma características da anterior, porém empregadas em rochas mais densas por possuir roletes nas lâminas.

 Alargadores - Com objetivo de, em qualquer trecho já perfurado do poço, aumentar o seu diâmetro.

 Drilling Jar (Percussor de Perfuração) - Empregado basicamente em perfurações direcionais, podendo em casos pontuais ser utilizado em perfuração vertical quando a mesma apresentar grande possibilidade de prisão da coluna de perfuração. Funciona liberando uma carga de impacto na coluna simulando uma mola, alongando e encolhendo a coluna de perfuração e assim na maioria das vezes evitando a desagradável e difícil operação de pescaria. Pode ser do tipo mecânico ou hidráulico.

 Amortecedor de Vibração - Tem o objetivo de absorver as vibrações provocadas pelo impacto, durante o corte, da broca nas rochas mais densas; principalmente quando utilizadas brocas de carbureto de tungstênio. Provoca em alguns casos a perda da rigidez da coluna de perfuração.



 Desenvolvido pelo: Instrutor André Costa (instrutor.andrecosta@gmail.com).




 Bibliografia:

Fundamentos de Engenharia de Petróleo - Thomas;

Perfuração Direcional – Rocha, L. A. S. et al.

Google®;

Notas de Aulas (UNESA) – Variadas.

Pena contra trabalho escravo deve ser maior, defende Raquel Dodge

Procuradora-geral falou na abertura de um seminário, em Brasília, sobre a sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos, que em deze...