sábado, 14 de agosto de 2010

Estado do Alabama processa petrolífera por vazamento no Golfo do México

Washington, 13 ago (EFE)

O procurador-geral do estado americano do Alabama, Troy King, anunciou nesta sexta-feira que vai processar a companhia petrolífera BP pelo vazamento de petróleo no Golfo do México que provocou o maior desastre ecológico da história dos Estados Unidos.

Além do processo contra a BP, King apresentou uma denúncia contra as empresas Transocean e Halliburton, também envolvidas no vazamento, que começou no final de abril depois da explosão e posterior afundamento de uma plataforma operada pela BP.
As ações acusam as companhias de causar danos ao litoral e à economia do estado por agir com negligência em relação às normas de segurança.
Até o momento foram apresentados cerca de 300 processos federais contra a BP e as outras duas companhias envolvidas.
A BP era a operadora da plataforma Deepwater Horizon, da Transocean, que explodiu no dia 20 de abril provocando a morte de 11 trabalhadores, e afundou dois dias depois causando o desastre.
Além do Alabama, o vazamento atingiu o litoral do Mississipi, Louisiana e Flórida.
O almirante retirado Thad Allen, que dirige a resposta do Governo americano ao vazamento de petróleo no Golfo do México, disse nesta sexta-feira que o trabalho no poço auxiliar para vedar de forma definitiva o danificado deve continuar.
"Todo mundo está de acordo, precisamos seguir adiante com o poço alternativo, a pergunta é como fazê-lo", disse hoje Allen em entrevista coletiva pelo telefone.
O trabalho no poço auxiliar foi paralisado momentaneamente na terça-feira, devido ao risco de formação de um ciclone tropical na zona, possibilidade que foi descartada ontem, quando foi realizado um teste de pressão no mesmo.
A BP, empresa responsável pelo derramamento, conseguiu selar com cimento com sucesso no início do mês a parte superior do poço e tem agora que finalizar a operação por meio do fechamento na parte inferior, através de um poço auxiliar.
Allen prometeu hoje que o poço auxiliar "será finalizado" e que o danificado será fechado "de forma definitiva".
Da mesma forma que fizeram durante a operação na boca do poço, os engenheiros da BP preveem injetar cimento e lama pesada na parte inferior para fechá-lo de forma definitiva.
A petrolífera anunciou hoje que finalizou os testes para medir a pressão no poço e que cientistas do Governo e a empresa ainda estão analisando os resultados.
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