sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Petroleiras devem subir salários no próximo ano

As expectativas de evolução salarial para 2012 na indústria de óleo e gás estão em alta por conta do cenário econômico favorável, da demanda aquecida e da baixa oferta de profissionais qualificados. É o que aponta uma pesquisa realizada pela consultoria Towers Watson com 75 empresas, das quais 14%, brasileiras. Juntas, elas faturam US$ 82 bilhões anuais e empregam 107 mil pessoas. Em 2010, essas empresas contrataram mais de 13 mil pessoas, de executivos a profissionais de nível técnico e operacional. O grande destaque é para a carreira de engenheiro, cujo salário-base é equivalente à remuneração total - com benefícios - em outros setores da economia, como o automobilístico.

"Se os números de 2010 se mantiverem - o que é provável, pois o cenário atual é semelhante -, o mercado de óleo e gás vai continuar em evidência nos próximos anos", diz o consultor-sênior da Towers Watson na área de remuneração, Gilberto Cupola. Este ano, o reajuste no setor foi de 15,6%, contra 12,1% da média do mercado. O turnover foi de 23%, maior que os 20% em outras áreas. "Pode não parecer, mas é uma diferença bastante significativa", afirma. "Pela falta de mão de obra disponível, as empresas têm que oferecer salários mais altos e buscam profissionais nas concorrentes". As companhias pesquisadas preveem um aumento de 10% na folha de pagamento em 2012.

Para profissionais de nível técnico, houve ganho na remuneração em relação ao custo de vida: 7,33% contra 6,44% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre junho de 2010 e maio de 2011. Para os diretores, a evolução empatou com o INPC (6,4%) e ficou um pouco abaixo para gerente (5,9%) e coordenador (6,2%). A expectativa de crescimento na massa salarial para executivos é de 7,7%, inferior aos 9,5% apontados em 2010 e à do mercado geral (8,6%).

Cupola explica que há diferenças na indústria de óleo e gás. Em geral, o reajuste dos executivos fica um pouco atrás do praticado em outros setores da economia, pois a tendência das empresas é aplicar acordos coletivos de forma linear, parecida ou igual à dos engenheiros e analistas. Já as concessionárias de campos de exploração costumam estar mais alinhadas com as políticas salariais de outros segmentos e dão incentivos maiores.

Observou-se o impacto da valorização do real frente ao dólar sobre a remuneração dos executivos de óleo e gás, em comparação com os Estados Unidos. Em ambos os mercados, ela acompanhou os índices de inflação. No entanto, os salários praticados no Brasil estão mais "caros": entre 2006 e 2011, cresceram 81% em dólar. Cada vez mais os gestores de remuneração das subsidiárias de empresas estrangeiras têm discutido o assunto com executivos globais. O coordenador da pesquisa adverte que uma nova crise global poderia trazer impactos semelhantes aos da deflagrada em 2008. Entre as consequências possíveis estariam revisões para baixo nos reajustes salariais, redução - ou mesmo o não pagamento - de bônus e diminuição nos incentivos de longo prazo. "Os gestores de RH terão o desafio de 'calibrar' adequadamente as ações salariais em um cenário de incertezas", constata.

Ressalvadas as dúvidas sobre os rumos da economia mundial, a expectativa geral no setor é de que 2012 traga boas novidades. A 11ª rodada de licitações de campos de petróleo, a ser realizada pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), deve trazer mais investimentos ao país e novas contratações. Desde 2008 o governo não oferta novas áreas de exploração. Por isso, investidores que querem atuar no Brasil estão se associando a empresas que já têm concessões. É o caso da subsidiária da petroleira russo-britânica TNK-BP, a TNK-Brasil, que comprou 45% dos direitos de concessão da brasileira HRT Participações em Petróleo sobre 21 blocos na Bacia do Solimões, em negócio divulgado no dia 31 de outubro.

Criada em 2009 a partir de um centro de pesquisas, a HRT é hoje uma das maiores empresas independentes de exploração de óleo e gás do Brasil, com 500 contratados e 4 mil terceirizados. "Em 2012 devemos aumentar entre 50% e 60% o nosso quadro de efetivos", diz o coordenador de recursos humanos, Fabio Barcelos. Engenheiros, geofísicos e geólogos são os perfis mais demandados. Os novos contratados vão reforçar as operações na Amazônia e em 12 poços exploratórios na Namíbia. Barcelos observa que os desafios são um forte atrativo aos profissionais. A busca de novas experiências foi o motivo que fez o administrador Ricardo Bottas, 36 anos, assumir o posto de gerente executivo-financeiro da HRT, depois de 11 anos trabalhando no setor elétrico. Contratado há três meses, ele está confiante: "A empresa é jovem e está em desenvolvimento, o que abre muitas oportunidades."

A Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP) - desmembrada no fim do ano passado da Queiroz Galvão Óleo e Gás (QGOG) - tem 60 contratados diretos e deve abrir mais 26 vagas em 2012. Dessas, pelo menos seis serão para engenheiros destinados a posições de gestão. "Procuramos a 'mosca branca', o profissional que tem conhecimento profundo do mercado e sabe o caminho das pedras", afirma a gerente de RH Simone Mello. Ela acrescenta que a empresa considera muito importante a qualificação de todo o corpo de colaboradores, não apenas os gestores: "Estamos enviando vários funcionários para fazer cursos em Houston, nos Estados Unidos".

O diretor da divisão de óleo e gás da Siemens no Brasil, Welter Benício, está há um ano e dois meses no cargo. Seu currículo de 25 anos no setor foi fundamental para a contratação, mas ele ressalta que também há oportunidades para quem atua em outros segmentos. "É preciso vontade, coragem e perseverança, pois a janela está aberta e quem entrar agora vai ficar muito bem posicionado daqui a cinco anos". Sua dica aos candidatos é que busquem oportunidades na área, mesmo que não seja em posições equivalentes às que exercem no momento, para conhecer as peculiaridades e a cultura dessa indústria.

"O cenário é de desafio, pois há necessidade de especialistas tanto para elaboração de orçamentos criteriosos e competitivos, como para gerenciamento de projetos e engenharia de soluções para 'offshore", diz a vice-presidente de RH da Schneider Electric Brasil, Rosana Martins. Ela informa que em 2010 a empresa fez uma aquisição estratégica, a parte de negócios de distribuição da Areva T&D, ganhando assim profissionais qualificados e conhecedores do mercado. Para a executiva, o profissional que deseja atuar nessa indústria, além de possuir conhecimento técnico, deve ser flexível, aberto, investir em idiomas e ter capacidade de aprendizagem e gestão, tanto de pessoas quanto de projetos.

Como pano de fundo do cenário favorável está o Plano de Negócios da Petrobras 2011-2015, que prevê investimentos de US$ 224,7 bilhões - em torno de US$ 200 milhões por dia útil - em 688 projetos. Até 2020, a empresa precisará de 568 barcos de apoio. Existem hoje em construção 14 plataformas de exploração de petróleo em estaleiros do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Pernambuco. O segmento de exploração e produção será o principal responsável pela elevação do efetivo da empresa, que passará de 86 mil para 103 mil profissionais até 2015.

Entre os grandes desafios estão o fomento à formação de mão de obra, a remuneração competitiva e a retenção de talentos. Atualmente, 51% dos contratados têm menos de dez anos de casa e 46%, mais de 20 anos. "Nosso caso é peculiar, pois não fazemos admissão de gerentes. A formação ocorre internamente, depois que ingressam por meio de processo seletivo público", diz a diretora de recursos humanos da Petrobras, Mariângela Mundim. Todos os executivos, incluindo os seis diretores, são funcionários de carreira. "A empresa identifica os potenciais gerentes, que passam a ter treinamento diferenciado", explica.

"Boa parte dos investimentos do mundo estão sendo direcionados para o Brasil em diversos segmentos. No caso da indústria de óleo e gás, o principal fator de atração é o pré-sal e sua tecnologia pioneira", avalia Ricardo Guedes, diretor-executivo no Rio de Janeiro da consultoria Michael Page. Ele conta que muitos executivos estrangeiros do ramo, que estariam deixando o Brasil para atuar em outras operações, procuram a consultoria para perguntar por novas oportunidades no país.


O headhunter Dárcio Crespi, sócio da empresa de consultoria Heidrick & Struggles, informa que a grande demanda do momento é por funções operacionais, em plataformas ou em serviços correlatos. "Os executivos de óleo e gás em geral são nômades. Eles se instalam onde há oportunidades", diz. "Em mercados emergentes, há pouca gente do próprio país. A primeira onda é de estrangeiros, mas claro que isso vai mudar". Para ele, a carência de bons quadros executivos de óleo e gás no Brasil deve durar pelo menos uma década. "Um gestor precisa ter ao menos 10 a 15 anos de experiência".

Engenharia é uma profissão em alta no ramo. Um engenheiro júnior tem salário inicial entre R$ 8 mil e R$ 9 mil. "Temos ex-alunos ganhando R$ 20 mil com três a quatro anos de formados", diz o professor Victor Hugo Santos, coordenador do curso de Engenharia de Exploração e Produção de Petróleo da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), em Macaé (RJ). O curso foi o primeiro criado no país, em 1993. Todos os anos, são graduados em torno de 15 novos profissionais e quase todos saem com emprego garantido.


Fonte: Valor Econômico - Data: 25/11/2011 15:03




Informações atualizadas dos órgãos federais que compõem o grupo de acompanhamento do incidente no Campo de Frade


No sobrevoo realizado ontem (24) por helicóptero da Marinha, com técnicos da ANP, foi verificada nova diminuição da mancha, que continua se afastando do litoral. A partir da observação visual, estima-se que ela esteja com 3,8 km de extensão e cerca de 1 km² de área. No dia 21, a mancha era de cerca de 2 km². Ainda é possível notar o afloramento de óleo na superfície.

Reitera-se que, como o vazamento ocorreu a grande profundidade, o óleo leva tempo considerável para chegar do fundo do mar até a superfície. Assim, outras manchas que surjam não representam, necessariamente, um novo vazamento.

Segundo o IBAMA, não foi recebida nenhuma comunicação sobre fauna afetada pelo óleo.

A Marinha coletou amostras do óleo proveniente deste incidente para análise com o propósito de identificar sua composição química.

O Grupo de Acompanhamento, formado pela ANP, IBAMA e Marinha do Brasil, prossegue fiscalizando as medidas que vem sendo tomadas pela Chevron Brasil Petróleo Ltda. para conter o vazamento de óleo, no Campo de Frade, na Bacia de Campos, no litoral do Rio de Janeiro, e mitigar as suas consequências.



Atualizado em 25/11/2011 12:40:40 Fonte: Assessoria de Imprensa da ANP - (21) 2112-8333/8331/8332 - imprensa@anp.gov.br




ANP suspende as operações da Chevron no Brasil

A Diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), reunida hoje (21/11/11), determinou a suspensão das atividades de perfuração no Campo de Frade até que sejam identificadas as causas e os responsáveis pelo vazamento de petróleo e restabelecidas as condições de segurança na área. Essa deliberação suspende toda atividade de perfuração da Chevron do Brasil Ltda. no território nacional.


A ANP rejeitou, na mesma decisão, pedido da concessionária para perfurar novo poço no Campo de Frade com o objetivo de atingir o pré-sal. A Diretoria entende que a perfuração de reservatórios no pré-sal implicaria riscos de natureza idêntica aos ocorridos no poço que originou o vazamento, maiores e agravados pela maior profundidade.

A medida não alcança as atividades necessárias ao abandono definitivo do poço 9-FR-50DP-RJS e a restauração das suas condições de segurança.

A decisão se baseou nas análises e observações técnicas da Agência, que evidenciam negligência, por parte da concessionária na apuração de dado fundamental para a perfuração de poços e na elaboração e execução de cronograma de abandono, além de falta de maior atenção às melhores práticas da indústria.

Fonte: ANP e G1



quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Vazamento de Óleo na Bacia de Campos


Ibama vai autuar Chevron por vazamento de petróleo


Polícia Federal também está investigando vazamento na Bacia de Campos. Ministro Edison Lobão diz que caso "não é grave", mas ambientalistas alertam que vazamento pode ser "dez vezes maior"

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) divulgou nota nesta quinta-feira (17) dizendo que vai autuar a Chevron pelo vazamento de petróleo no Campo de Frade, na Bacia de Campos, Rio de Janeiro.


A nota, assinada pelo presidente Curt Trennepohl, diz que especialistas do instituto estiveram no local do acidente e acompanham diretamente o caso. Segundo a nota, a Chevron será autuada assim que o poço for fechado, porque "o valor da multa é proporcional ao dano ambiental causado. E esse dano somente poderá ser mensurado ao final dos trabalhos".

A Polícia Federal também se manifestou a respeito do acidente. O delegado Fabio Scliar, titular da Delegacia de Meio Ambiente da PF, abriu inquérito na quarta-feira (16) para apurar o vazamento. Segundo o delegado, uma equipe da PF foi deslocada para o município de Campos, e deve começar a investigação nesta quinta-feira.

O delegado suspeita de negligência por parte da empresa na contenção do vazamento. Segundo ele, as informações prestadas pela empresa são contraditórias, como o tamanho do vazamento e a quantidade de barcos que trabalham na limpeza do local. Se for comprovada culpa, os operadores da plataforma poderão ser indiciados por crime de poluição, com pena prevista de até três anos de reclusão e multa.

O acidente

O acidente ocorreu a 370 km (Frade está em média 120 km) da costa do Rio, na Bacia de Campos, em um poço de responsabilidade da Chevron, no dia 8 de novembro. No dia 13, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) aprovou o plano de contenção do vazamento proposto pela Chevron, que prevê "o emprego de lama pesada" para fechar o poço, e em seguida o uso de cimentação para "matar" o poço de forma definitiva.

Segundo a ANP, a causa do vazamento ainda é desconhecida. "A principal hipótese, levantada pela concessionária, é de que uma fratura provocada por procedimento estabilização do poço tenha liberado fluido que vazou por uma falha geológica, formando a mancha identificada no dia 8".(Filho feio não tem pai. É muito provável que houve um erro no dimensionamento de uma fase do poço)

A ANP diz que o processo de cimentação do poço teve início na quarta-feira, às 12h30, e que as imagens do local indicam redução do vazamento. "A mancha de óleo está se dispersando e se afastando do litoral brasileiro. Essa dispersão gera um aumento da superfície de mancha, com menor densidade de óleo. Essa diluição é resultado do trabalho de dispersão mecânica realizada por navios que se encontram no local e por condições climáticas", diz a nota.

Tamanho do vazamento pode estar subestimado

A Agência Nacional de Petróleo (ANP) estima que o vazamento pode chegar a 330 barris por dia, o que significa mais de 50 mil litros de petróleo. Mas uma estimativa independente feita pelo geógrafo americano John Amos, especializado em interpretação de imagens de satélite, mostra que o vazamento pode ser pior. Segundo Amos, o tamanho da mancha de petróleo captada pelos satélites indicam uma estimativa de 3,7 mil barris de petróelo por dia, um número dez vezes maior do que os cálculos da ANP. (É muito comum anunciar vazamento em menor escala que o real)



Se os números da ANP estiverem corretos, não será um vazamento de grandes proporções, apesar de o petróleo vazado causar dano na biodiversidade marinha. Já se for confirmado a estimativa do geógrafo americano, de 3,7 mil barris/dia, seria um vazamento de grandes proporções, semelhante a quantidade vazada no início do acidente da BP no Golfo do México - no começo do acidente da BP, o vazamento era de cerca de 5 mil barris por dia, e posteriormente a situação piorou muito e chegou a 40 mil barris/dia.

Grupos de conservação do meio ambiente, como o Greenpeace, argumentam que o vazamento é um indício de que a exploração de petróleo em águas profundas não é segura. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, nega. Segundo Lobão, o acidente "não tem a gravidade que se anuncia". O ministro também minimizou os danos do vazamento. "O vazamento não se deu na direção da praia e sim em sentido contrário, portando não perturba ninguém", disse. (Como assim "não perturba ninguém". Esqueceu que existe uma EIA. Todo o ecossistema local foi atingido, a área é rota de migração Sul/Norte para várias espécies de baleias e golfinhos. Lobão em seus dias de poéta. Como diz Datena: - Me ajuda aí!!!)




Revista - Época Atualizado em 17/11/2011 19h57



terça-feira, 15 de novembro de 2011

Anúncio de Reservas de Petróleo

Maior descoberta do País, Libra possui até 15 bilhões de barris.

Segundo ANP, volume mais provável é de 7,9 bilhões de barris.

Sabrina Lorenzi, IG Rio deJaneiro 29/10/2010 (15:15)


A Agência Nacional do Petróleo (ANP) acaba de informar a estimativa de volume de petróleo da maior descoberta já realizada no País. Localizada no pré-sal da Bacia de Santos, no litoral do Rio de Janeiro, Libra pode conter de 3,7 bilhões a 15 bilhões de barris, sendo mais provável, segundo a agência, um total de 7,9 bilhões de barris.

Tupi, até então a maior reserva, possui de 5 bilhões a 8 bilhões de barris estimados. O prospecto de Franco, o terceiro maior prospecto, locallizado na mesma região, tem estimativas que contabilizam 4,5 bilhões segundo a reguladora.

"É importante destacar que somente este prospecto de Libra pode vir a ter um volume de óleo recuperável superior às atuais reservas provadas brasileiras, próximas de 14 bilhões de barris de petróleo", assinala a ANP em comunicado.

A nota confirma a descoberta e a avaliação da certificadora Gaffney, Cline & Associates, contratada pela agência para avaliar as acumulações do pré-sal. "Esta descoberta, situada no gigantesco prospecto Libra conforme expresso no relatório da certificadora, valoriza enormemente o patrimônio da União".

O poço está localizado a 183 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, em lâmina d´água de 1,964 mil metros. Até o momento, a profundidade atingida no poço em Libra é de 5,4 mil metros, com 22 metros perfurados no pré-sal. A profundidade final prevista, de cerca de 6,5 metros, é estimada para ser alcançada no início de dezembro.

A área de Libra pertence à União e deve continuar sendo propriedade do Estado segundo as premissas do novo marco regulatório elaborado pelo governo atual, em tramitação no Congresso. O prospecto deve ir a leilão no próximo ano para ser explorado sob o regime de partilha, pelo qual as empresas atuam como prestadorasde serviço para a União. A Petrobras, pelo novo modelo, será a operadora única do bloco em parceria com outras companhias que vencerem o leilão.


A certificadora estima serem necessários 92 poços produtores em Libra para dar vazão ao campo gigante. A certificadora delineou um plano de desenvolvimento do prospecto, no qual sugere ainda nada mais nada menos que 9 navios-plataformas do tipo FPSO na mesma área, cada uma com capacidade para produzir 150 mil barris por dia. As informações constam de relatório da empresa disponibilizado pela agência. A certificadora estimou um volume médio de cerca de 7 bilhões de barris, podendo chegar a 15,07 bilhões de barris numa perspectiva otimista.

Agora vamos a uma nota mais atual

ANP reduz estimativa para reservas no campo de Libra

Portal Terra - 27 de maio de 2011 (12:22)

O campo de Libra provavelmente contêm 5 bilhões de barris de petróleo, disse uma diretora da Agência Nacional do Petróleo nesta quinta-feira, muito menos do que os 8 bilhões que tinham sido estimados anteriormente.


"O volume mais provável de petróleo com os dados que temos é que tenha 5 bilhões de barris", afirmou Magda Chambriard a jornalistas, após participar de um seminário do setor de petróleo no Rio.


O campo deve ser uma das primeiras áreas em águas profundas do pré-sal a ser leiloada sob as regras de exploração de petróleo criadas no ano passado no Brasil.


As reservas no pré-sal ao longo da costa do Brasil devem conter, de acordo com algumas estimativas, mais que 50 bilhões de barris de petróleo. Estimativas iniciais para o campo de Libra variaram entre 3,7 a 15 bilhões de barris.


Nova rodada


Chambriard disse que o Brasil espera que as empresas de petróleo mostrem bastante interesse na próxima rodada de licitação de áreas para exploração, ainda que as áreas oferecidas não vão estar no cobiçado pré-sal.


Os blocos de exploração estarão concentrados na margem equatorial no norte do Brasil e incluem áreas na costa e em terra. "Esperamos que todas as grandes empresas de petróleo participem," disse. "Há sinais de petróleo e gás em toda a região. Estas áreas merecem muita atenção."


A geologia lá é similar a áreas na costa da África Ocidental que são prolíficas em petróleo, ela acrescentou. Um executivo da petroleira francesa Total disse que essas similaridades fazem a rodada ser atrativa para a companhia.


"Estamos certamente ansiosos pela próxima rodada, pois acreditamos que com a nossa experiência (na) África Ocidental temos um excelente conhecimento da geologia da margem Equatorial", disse Denis Palluat de Besset, gerente geral para a Total Exploration and Production no Brasil.


O leilão, marcado para o final de setembro ou início de outubro, vai acontecer sob as regras do atual sistema de concessões. No ano passado, o Congresso aprovou um sistema de produção compartilhada que será usado para novos projetos na região do pré-sal.


Os leilões nesta área, contudo, estão parados até que os legisladores cheguem a um acordo sobre como os royalties destas operações serão distribuídos entre os Estados brasileiros.


Nota: Quando falo que os anúncios têm cunho muito maior político que técnico vocês dizem que sou chato, mas a imprensa nunca confrota informações e a população fica sem saber o que realmente é verdade. Pesquisem senhores!



segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Plataforma da OSX, de Eike Batista, é interditada


Ministério do Trabalho encontrou falhas de segurança na 1ª plataforma da empresa

RIO - Primeira plataforma de petróleo do grupo do empresário Eike Batista, a OSX-1, montada na Coreia e em Cingapura, chegou ao Rio há um mês com problemas sérios na área de segurança. Para não colocar em risco a vida dos 80 tripulantes, o Ministério do Trabalho interditou a embarcação, que está proibida de zarpar do porto do Rio de Janeiro rumo ao campo de Waimea, na Bacia de Campos.

A OGX previa para o mês que vem a extração da primeira carga de petróleo pela plataforma, em Waimea, campo em águas rasas (130 metros de lâmina d’água), a 80 km da cidade de Arraial do Cabo, na Região dos Lagos do Estado do Rio. A petroleira e a OSX, contratante da plataforma e braço naval do grupo EBX, a holding controlada por Eike, já montaram campanha publicitária enaltecendo o feito, batizada "O Primeiro Óleo".

Agora, a data deverá ser revista. A OSX-1 foi interditada no último dia 28, depois de vistoria realizada na véspera pelo auditor Carlos Alberto Saliba, do Ministério do Trabalho e Emprego, e pela procuradora Flávia Veiga Bauler, do Ministério Público do Trabalho.

Com base no relatório que apresentaram e no auto de infração lavrado no local da vistoria, o Ministério do Trabalho no Rio decidiu vetar a saída da plataforma - modelo FPSO - da Baía de Guanabara. Na notificação, a procuradora lista 45 irregularidades constatadas no decorrer da auditoria. Entre elas, a ausência de extintores de incêndio adequados. "A plataforma não está preparada para operar. Não senti a preocupação da empresa em adequar a plataforma, construída na Ásia, aos nossos padrões de exigência de segurança. Os extintores de incêndio, fundamentais em uma plataforma de petróleo, não têm certificado de aprovação pela autoridade brasileira", disse a procuradora.

De acordo com o documento, os equipamentos de proteção individual (EPIs) não seguem os padrões de segurança normatizados pela legislação brasileira e estipulados pelo Inmetro. São EPIs os capacetes, luvas, óculos, botas e uniformes (do tipo macacão) usados pelos petroleiros nas plataformas petrolíferas.

Os especialistas concluíram ainda que o trabalho em espaços confinados é perigoso, porque o sistema de detecção da presença de ácido sulfídrico não foi considerado eficiente e a ventilação inexiste. Além disso, a iluminação da plataforma é precária. Assim, o trabalho noturno está proibido pelo ministério.

Altura - A vistoria constatou também a fragilidade dos andaimes, o que torna arriscado o serviço em alturas; a existência de instalações elétricas inadequadas; o sistema de detecção de gases fora dos padrões mínimos de segurança; e a falta de treinamento dos profissionais para a manipulação de equipamentos fundamentais à segurança da embarcação, como a caldeira e a rede de vasos.

"Nossa preocupação é que a empresa está mantendo a entrada em operação para dezembro. Sinceramente, não vejo como corrigir todas as irregularidades em tão pouco tempo", acrescentou Flávia, que planeja entrar na Justiça com uma ação civil pública caso a OSX e a OGX insistam em iniciar os trabalhos da unidade sem fazer as correções exigidas. Se isso ocorrer, ela pedirá uma liminar que determine a interdição judicial da plataforma.

A vistoria do Ministério do Trabalho e do Ministério Público não decorreu de denúncias apresentadas por sindicatos do setor petrolífero. Ela faz parte dos trâmites burocráticos anteriores à liberação de uma plataforma de petróleo.

A primeira audiência entre o Ministério Público do Trabalho, o Ministério do Trabalho e a OSX está marcada para o dia 23, em Cabo Frio, uma das bases da fiscalização das condições de trabalho nas unidades espalhadas pela Bacia de Campos. O ministério informou que a interdição está mantida até a data da reunião, embora na terça-feira a Superintendência do Rio tenha flexibilizado a medida diante "da comprovação da empresa do cumprimento de parte das exigências contidas no termo de embargo".

Segundo o ministério, o desembargo parcial não significa que a OSX-1 tenha autorização para seguir até a Bacia de Campos e iniciar a extração de petróleo. Há pendências importantes que impedem a liberação da plataforma por enquanto.



Fonte: O Estado de S.Paulo/Sergio Torres. Dom, 13 de Novembro de 2011 22:52









quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Formatura da Segunda Turma de Petróleo e Gás


Formatura da Segunda Turma de Petróleo e Gás da Plataforma Escola de Governador Valadares


Presença de:
Luiz Antônio Chaves

(Engenheiro Químico, Mestre em Gestão Ambiental, Professor da COPPE-UFRJ de Engenharia de Petróleo e Segurança Offshore, Coordenador do Curso Técnico de Química do IFRJ (Rio de Janeiro)).


Palestra: Atividades Petrolíferas no Brasil: A Visão da Integração de Projetos Offshore e Onshore.


Objetivo: Discutir os projetos no país e o mercado presente e futuro de petróleo - exemplo de projetos e as áreas de atuação dos profissionais.

Sexta Feira 11 de Novembro de 2011. A partir das 18h 30min

Local: SENAC – Governador Valadares

Avenida JK, 1825 – Vila Bretas. Telefone: (33) 3271-5070 Governador Valadares – MG.

Maiores Informações: Plataforma Escola 3084 3040 e tecnologoandre@ gmail.com

Indenização por morte em acidente de trabalho

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