quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Plano de negócios da Petrobras inclui incentivo a estrangeiras

Sofia Fernandes
Agência Folha

Brasília, 22/09/2009 - 16h29 - O plano de negócios da Petrobras 2009-2013 e o Plano Estratégico 2020 preveem a produção de 3,6 bilhões de barris de petróleo em 2013, e 5,7 bilhões em 2020. Hoje, a produção é de 2,5 milhões de barris.
Para tanto, a estatal defende que irá incentivar a instalação de empresas estrangeiras, além da entrada de empresas nacionais no jogo. A estatal se propõe também a desenvolver concorrência em setores de média competição.
O fato de a Petrobras ser operadora única do pré-sal não quer dizer que outras empresas não participem. O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, explicou que a Petrobras vai contratar outras empresas e serviços para compor uma cadeia de fornecedores. "Ser operador único é ser responsável pelas proposições e coordenar as tarefas com o conjunto", disse.
De acordo com o plano de negócios da Petrobras, o Brasil terá capacidade de refino de 2,3 milhões de barris por dia. Em 2020, será de 3 milhões, com a construção de cinco refinarias. Atualmente, a capacidade de refino é de pouco mais de 1 milhão de barris por dia. Ao lado do petróleo, há a meta de produção de 535 mil metros cúbicos de biodiesel.

Exploração

A primeira fase de exploração do pré-sal vai durar até 2010. Ela consiste na aquisição de conhecimento e avaliação do potencial das reservas.
O alcance de produção significativa se dará em 2017, com soluções tecnológicas e logísticas agregadas à produção.
Gabrielli salientou que a estatal já é a maior produtora mundial de petróleo e gás em águas profundas do mundo. A empresa detém 22% desse tipo de exploração.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Primeiro Workshop para Lideranças do Mercado de Gás LP marca revolução no setor

Entre os dias 26 e 28 de agosto, 55 líderes do mercado de Gás LP, incluindo 25 sindicatos, entidades de classe e associações representativas da Revenda e da Distribuição, além de representantes das Companhias Distribuidoras, reuniram-se no hotel Portobello Resort, em Mangaratiba (RJ), para definir pontos convergentes e divergentes na agenda do setor. Foram debatidos mais de 15 temas de fundamental importância para o mercado. Tratou-se de um evento que certamente ficará para a história do Gás LP no Brasil. O resultado foi extraordinário e as convergências excederam a expectativa de todos. Revenda e Distribuição deram um basta à revenda clandestina. Intolerante a todas as formas de ilegalidade no comércio de recipientes de Gás LP, o grupo confirmou a necessidade de realização de campanhas para esclarecimento aos consumidores do perigo de se comprar em revendas clandestinas.
Quanto à qualidade do botijão de gás de 13 kg, todos foram unânimes em afirmar que os recipientes melhoraram de forma dramática nos últimos 13 anos. Revenda e Distribuição consideram que o programa nacional de requalificação foi e é um sucesso e que é preciso estabelecer metas para os recipientes de outras capacidades.
Houve um entendimento geral de que é uma irresponsabilidade a proposta contida no projeto PL 6618/2006, sobre enchimento de botijões em postos revendedores.
O resultado do evento foi extremamente positivo e já está sendo elaborado um cronograma de ação dos temas tratados no 1º Workshop para Lideranças do Mercado de Gás LP.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Gás Natural em Minas

Após concluir o mapeamento geológico e os estudos de geoquímica de superfície e de sísmica de reflexão, a perfuração do poço com potencial para a extração de gás natural, na Bacia do Rio São Francisco, no Bloco 132 poderá ser iniciada a partir deste mês de setembro. O local escolhido para a perfuração, pioneira em Minas Gerais é nas proximidades do Rio Indaiá, no município de Morada Nova de Minas, na Região Central do Estado. O investimento total estimado para o primeiro poço é de R$ 17 milhões, incluindo os R$ 7 milhões já utilizados para os estudos.
Dependendo da capacidade da reserva encontrada, a perspectiva é de que o gás possa ser comercializado dentro do prazo de cinco anos. As análises do material coletado na saída do gás pela superfície da água do Rio Indaiá indicaram que esse é composto em sua maior parte de gás metano (99%). As características geológicas da Bacia do São Francisco, em relação ao seu Sistema Petrolífero, apontam para a ocorrência de gás natural sem óleo associado ou com uma pequena quantidade de hidrocarbonetos líquidos associados.
Segundo o geólogo da Codemig, Renato César Fonseca, ainda não há confirmação de hidrocarbonetos no local. “Este poço é um poço exploratório pioneiro, o que significa que o mesmo testará algumas situações favoráveis à ocorrência de hidrocarbonetos, identificadas pelos estudos geológicos. Em termos do volume de hidrocarbonetos esperado, este é um tema que não podemos divulgar”, afirmou Renato.
Minas poderá se tornar potência na exploração de gás.
O mercado potencial do gás natural é grande, principalmente no setor industrial. A expectativa é que o empreendimento proporcione crescimento e desenvolvimento à região. Dados da Petrobras indicam que o Brasil consome diariamente 58 milhões de metros cúbicos de gás natural, sendo 60,8% destinados à indústria, 16,9% à produção de energia elétrica e 13,8% à indústria automotiva.
Caso o poço confirme as expectativas dos especialistas, o início da comercialização desse gás poderá trazer grandes benefícios para o estado e para o país. “Se o poço tiver uma acumulação de gás natural e tiver a sua economicidade confirmada com a perfuração de novos poços e a realização de outros estudos de geologia, engenharia, comercialização, podemos dizer então, que haverá oferta de uma fonte energética de grande importância econômica, produzida a partir de uma Bacia terrestre (onde os custos operacionais são muito inferiores aos incorridos quando a produção se dá em áreas submersas), localizada próxima aos grandes centros consumidores do Brasil”, disse o geólogo.
O Bloco 132 foi arrematado no leilão da Agência Nacional do Petróleo (ANP) pelo consórcio que tem 49% de participação da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), 30% da Orteng, 11% da Delp e 10% da Comp. Com o início da perfuração, esse será o último passo para definir se Minas Gerais será, de fato, uma potência na exploração de gás, com a redenção econômica de municípios como Morada Nova de Minas, Biquinhas, Paineiras, entre outros.
Por Bruno Hennington/Nicomex Notícias, agosto/09

domingo, 13 de setembro de 2009

Trabalho a Vista!!!

Rio recupera prestígio com novos investimentos


Além da sede da Petro-Sal, novo marco do petróleo concentra aqui maior parte dos 616 mil empregos. Impulso a outros setores permite ao estado ressurgir como centro econômico

POR LUCIENE BRAGA, RIO DE JANEIRO



Rio - O anúncio de que a nova estatal criada para administrar os negócios do pré-sal — a Petro-Sal — será instalada no Rio de Janeiro só reforça o prestígio do estado, que também sedia a Petrobras e subsidiárias, além da Agência Nacional do Petróleo (ANP). A Petrobras vai empregar 616 mil no Sudeste até 2014, sendo a maior parte no Rio. Estimativa coincide com o documento Decisão Rio 2010-2012, da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), que mostra que os investimentos no estado vão além do petróleo e deverão atingir R$ 126 bilhões nos próximos três anos e gerar pelo menos 300 mil empregos diretos e indiretos.



O Rio perdeu o status de capital do País para Brasília e o centro financeiro, para São Paulo, mas manteve a posição como principal estado produtor de petróleo, o que será reforçado com a operação do pré-sal, porque as linhas que demarcam áreas beneficiadas por royalties e participação especial (PE) privilegiam o estado. Assim, estuda-se instalar a principal base do pré-sal em Itaguaí, perto do novo porto e de frente para as reservas.







Para Cristiano Prado, gerente de Infraestrutura e Novos Investimentos da Firjan, o estado vive um de seus melhores momentos, porque têm pólos de desenvolvimento em diversos setores da economia. A autoestima dos empresários está elevada: em um mês, o centro empresarial da Firjan fez 15 apresentações para nacionais e estrangeiros, com uma missão internacional por semana.



“Esse montante de R$ 126 bilhões representa mais de 20% a 22% do investimento para o Brasil no período. Só o Complexo Petroquímico de Itaboraí receberá R$ 17 bilhões. A Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), em Santa Cruz, terá outros R$ 7,8 bilhões. E o complexo portuário do Açu, no norte do estado, reflete o desenvolvimento na capital e no interior”, avalia. Áreas que demandam profissionais são a construção civil, a indústria metal-mecânica e a do petróleo. “As pessoas precisam se preparar. Quem tem Ensino Básico tem que fazer o Médio, procurar um curso técnico, especializado, e melhorar suas chances”, diz Prado. O pré-sal vai gerar novas concentrações industriais em outros municípios, além de Macaé, como o entorno do Arco Metropolitano.



Leia também: As oportunidades do pré-sal



Negócios para o pré e o pós-sal



A produção de petróleo na Bacia de Campos atinge 84% da nacional, enquanto a de gás natural chega a 43%, trazendo para o Rio as benesses econômicas dos royalties e participação especial, além de impostos da atividade. As participações governamentais no Rio, unindo estado e município, chegaram a R$ 10,14 bilhões em 2008 — 46% mais que em 2007. Considerado o total de royalties distribuídos no Brasil (estados, municípios, fundo especial, Marinha e Ministério de Ciência e Tecnologia), o Rio ficou com 21%.



Em direção contrária à chamada maldição do petróleo, que atrofia a indústria ao redor, foi a Petrobras que ressuscitou o setor naval com grandes encomendas nos últimos anos, cumprindo exigência de conteúdo nacional mínimo, privilegiando fornecedores brasileiros. A descoberta do pré-sal também elevou a projeção de investimentos locais: segundo a Petrobras, 616 mil empregos serão gerados na Região Sudeste — e a maior parte ficará no Rio, seguindo tendência atual que concentra 30 mil dos 75 mil funcionários da estatal. O Plano de Negócios prevê grandes investimentos com o pré-sal, mas também reserva projetos para o pós-sal, com Roncador, Marlim, Marlim Sul, Marlim Leste, Papa-Terra, Atlanta e Pirapitanga.



Expansão da Reduc gera 6 mil vagas



A Refinaria Duque de Caxias, a Reduc, é a 4ª maior da Petrobras em termos de capacidade instalada. Pode processar 242 mil barris de petróleo diariamente e está passando por processo de modernização e ampliação que vai gerar 6 mil empregos. Hoje, a Reduc produz o suficiente para o Estado do Rio e ainda tem excedente para exportação.



O Rio também é sede de estudos tecnológicos, com o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello, o Cenpes, com investimento de R$ 2 bilhões por ano. Abriga a Universidade Petrobras, que treina cerca de mil pessoas por dia. Nesta semana, parceria entre a Petrobras e a multinacional Schlumberger promoveu a assinatura de acordo para a instalação, na UFRJ, de um centro de pesquisa internacional para tecnologias do pré-sal ao lado do Lab Oceano, da Coppe.



A indústria naval do Rio briga para manter o espaço que reconquistou com o apoio do petróleo. A primeira fase do Programa de Expansão da Frota de Petroleiros da Petrobras contratou 4 navios ao Estaleiro Mauá, em Niterói, gerando 8 mil empregos. Mais quatro estão no Eisa, no Rio, com 10 mil vagas. Na segunda fase, licitação para a construção de 22 navios tem 11 estaleiros do estado no páreo.



OUTRAS ÁREAS



TURISMO

No setor de turismo, somam R$ 500 milhões os investimentos para o período 2010-2012. Além dos empreendimentos da região da Costa do Sol, em especial em Cabo Frio, devem ser destacados os investimentos projetados na infraestrutura e saneamento básico em diversos cidades: Petrópolis, Niterói, Cabo Frio, Nova Friburgo e Região do Vale do Café, além da capital.



LOGÍSTICA

Modernização e recuperação do Aeroporto Internacional Tom Jobim e de rodovias de grande importância para o estado, a exemplo da duplicação da BR-101 norte.



ENERGIA

A construção de Angra 3 já tem as licenças ambientais e previsão de início das obras ainda neste ano. Há ainda a Usina Termelétrica do Açu, na retroárea do Porto, as pequenas centrais hidrelétricas em diversas regiões do estado e o primeiro parque eólico do País, em São Francisco de Itabapoana, no Norte.



Recorde em novos negócios



O Rio comemora números positivos. É recordista em registro de empresas: a Junta Comercial do Estado do Rio registrou, de janeiro a agosto de 2008, 22.113 novas. No mesmo período de 2009, foram 27.299 (23,4% de aumento). O estado já tem 8.761 empreendedores individuais, na nova modalidade recém-criada de formalização.

O Investe Rio, a agência de fomento oficial do estado, saltou de um orçamento minguado de R$ 8 milhões para R$ 170 milhões este ano, disponíveis para financiar novos negócios. No momento, há R$ 415 milhões na carteira da instituição, entre projetos sob avaliação e com recursos já liberados.



A Companhia de Desenvolvimento Industrial (Codin) analisa 74 pedidos de empresas interessadas em criar raízes por aqui. O presidente da instituição, Maurício Chacur, afirma que as operações do Investe Rio cresceram muito, a partir do trabalho que já vinha sendo feito desde 2006, mas, com a crise de crédito, o movimento aumentou.



“Temos muitos planos de expansão, alguns já em execução. Operamos no microcrédito no segundo piso (emprestando para empresas que emprestam aos empreendedores), mas vamos ao primeiro. Nosso foco são os pequenos, mas estamos em outros setores. Nossa carteira vai ser ampliada para efetuar repasses do BNDES aos municípios. Vamos promover também, em breve, concurso público para contratar 20 profissionais de Nível Superior. Precisamos de mais gente e estrutura. Temos, em média, de 3 a 4 reuniões diárias com empresas interessadas em financiamento. Às vezes, até utilizamos a minha sala”, descreve.



Entre os planos do governo do estado, está conceder microcrédito em pontos avançados nas comunidades em que tem realizado trabalhos de ocupação, para levar desenvolvimento. A nova presidente da Codin, Estela Almeida, que vem dos quadros do BNDES e de grandes empresas privadas, afirma que a briga para atrair os investidores começa muito antes, quando as missões do governo vão ao exterior.



“Disputam primeiro o investidor com a Ásia, com outros países da América do Sul. Por fim, quando conseguimos trazê-los para o Brasil, ainda temos que seduzi-los para fixá-los no Rio. Quais são os grandes pontos favoráveis? Os portos que temos e os em implantação. As três ferrovias e o arco metropolitano. O Rio está no centro de tudo. É plano. Conta muito”, explica Estela. Segundo ela, além do petróleo, setores de metalurgia, cosméticos, fármacos, logística, eletroeletrônico, têxtil e de energia dão o tom do equilíbrio de investimentos.



MUDANÇA



NOVOS CNPJs

A coordenadora do Rio Poupa Tempo e das Delegacias Avançadas da Jucerja, Conceição Ribeiro, afirma que a descentralização dos procedimentos da Junta é a razão do recorde de registros obtidos na instituição. A primeira unidade foi criada em Petrópolis, em julho de 2007. Em seguida, foram contempladas as cidades de Nova Iguaçu, Três Rios Volta Redonda, Barra Mansa e Cabo Frio, e o Rio Poupa Tempo de Bangu.



SERVIÇOS

Nas delegacias, é possível fazer registro e alteração de registro de empresas; emissão de certidão; inscrição estadual; CNPJ. O Rio Fácil recebe e dá entrada em todos os processos e orienta os futuros empresários, desde a escolha do nome até a legalização. “Antes, todos o processos vinham para a sede, na Avenida Rio Branco 10. Carimbavam, botavam número e mandavam para o Rio. E depois era reenviado. Nas delegacias, o julgador fica no local. Um funcionário do município é treinado pela Jucerja”, destaca Conceição.

http://odia.terra.com.br/portal/economia/html/2009/9/rio_recupera_prestigio_com_novos_investimentos_34768.html

Pena contra trabalho escravo deve ser maior, defende Raquel Dodge

Procuradora-geral falou na abertura de um seminário, em Brasília, sobre a sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos, que em deze...