quinta-feira, 24 de junho de 2010

Mais petróleo vaza no Golfo do México após novo incidente

Atualizado: 23/6/2010 17:36 - REUTERS


Por Kristen Hays e Ayesha Rascoe

HOUSTON/WASHINGTON (Reuters) - Uma grande quantidade de petróleo continuava vazando da poço da BP no Golfo do México nesta quarta-feira, após a suspensão dos trabalhos para conter o pior derramamento de petróleo da história dos Estados Unidos devido a um acidente com um robô submarino.
Embora a gigante de energia tenha tido dificuldade para retomar suas operações de coleta de petróleo, o governo norte-americano afirmou que irá impor uma proibição mais flexível sobre a exploração de petróleo em águas profundas, um dia após a primeira moratória ter sido anulada por um juiz federal que a considerou muito genérica.
O secretário do Interior dos EUA, Ken Salazar, também afirmou que investigações preliminares mostraram que houve "conduta negligente" nos dias anteriores à explosão de 20 de abril no poço de petróleo da BP no Golfo do México.
Outro problema para a companhia britânica é a ameaça de processo de um investidor, o fundo de pensões do Estado de Nova York, devido à queda no preço das ações da BP desde que a crise começou há mais de dois meses.
Após conseguir retirar um volume recorde de petróleo do poço onde ocorreu a explosão na terça-feira, os trabalhos para conter o vazamento foram suspensos após um robô submarino se chocar contra o sistema de contenção que está levando o petróleo vazado a um navio na superfície.
O Almirante da Guarda Costeira dos EUA, Thad Allen, porta-voz do governo do presidente Barack Obama para assuntos relacionados ao vazamento, disse a jornalistas que o sistema de contenção pode voltar a funcionar ainda nesta quarta-feira, após passar por testes de segurança.
Ele afirmou que o fluxo de petróleo saindo do poço está sendo vigiado e parte do óleo está sendo queimado na superfície.
O sistema de contenção foi instalado em 3 de junho e chegou a coletar 16.600 barris de petróleo na terça-feira, segundo informou a BP. Um sistema de queima de petróleo que conteve 10.500 barris de petróleo continua operando normalmente. Uma equipe de cientistas norte-americanos estima que o vazamento esteja jogando entre 35 mil e 60 mil barris de petróleo no mar por dia.
A mancha de petróleo sobre o Golfo do México causou o fechamento de diversos locais de pesca, além de ter matado centenas de milhares de tartarugas e pássaros e dezenas de golfinhos. O petróleo também atingiu a costa de quatro Estados norte-americanos.
O desastre levou o governo Obama a determinar a proibição da exploração de petróleo em águas profundas por seis meses, enquanto busca melhorar as medidas de segurança de outras plataformas do Golfo do México.
Salazar afirmou durante audiência no Congresso dos EUA, em Washington, que irá impor a proibição novamente, após ter sido anulada por um juiz por ser muito abrangente, desta vez incluindo mais detalhes. Salazar sugeriu que a nova versão pode permitir a exploração em áreas de águas profundas de baixo risco.

domingo, 13 de junho de 2010

Petrobras formaliza arrendamento do Ishibras

11 de junho de 2010

A Petrobras informou, em nota, na sexta-feira (11/06), que aprovou a assinatura do contrato de arrendamento do Estaleiro Inhaúma, também conhecido como estaleiro Ishibras, com a Companhia Brasileira de Diques - CBD, pelo prazo de 20 anos, e valor aproximado de R$ 4 milhões por mês.
O estaleiro está localizado em águas abrigadas da Baía de Guanabara, com calado de 7 metros e inserido na malha urbana da cidade do Rio de Janeiro e poderá ser utilizado para a conversão de navios em FPSOs (Sistema Flutuante de Produção e Estocagem), o que atualmente é realizado no exterior. Ainda servirá como base de apoio para balsas de propriedade da Petrobras, além de utilização da área para suporte a diversas operações.

Fonte: Agência Petrobras

quinta-feira, 10 de junho de 2010

O Rio de Janeiro e Espírito Santo tá Bagunçado Mesmo!!!

Agencia Estado, Atulizado: 10/6/2010 4:07


Senado aprova divisão dos royalties do pré-sal

Os senadores aprovaram, por 41 votos a favor e 28 contra, na madrugada de hoje, a emenda do senador Pedro Simon (PMDB-RS) que trata da divisão de royalties do pré-sal. Segundo a proposta de Pedro Simon, o valor arrecadado com os royalties deve ser divido igualmente entre todos os estados e municípios, conforme critérios do Fundo de Participação dos Municípios e do Fundo de Participação dos Estados.

Para não prejudicar os estados produtores, que atualmente ganham mais para compensar os impactos da exploração, a União pagará aos estados, com sua parte nos royalties, a diferença recebida a menos com o novo modelo de divisão. A matéria volta para a apreciação da Câmara. A expectativa, agora, dos senadores dos estados produtores que fazem parte da base aliada é que o presidente Lula vete a emenda ou que o Supremo Tribunal Federal a considere inconstitucional.

"A expectativa é que o Lula vete, mas já vou pedir ao governador Paulo Hartung que estude uma ação de inconstitucionalidade. O Espírito Santo deve buscar [o seu direito] no Supremo, já que a Casa da Federação aprovou esse absurdo", afirmou o senador Renato Casagrande (PSB-ES).

O líder Romero Jucá chegou a propor que o projeto sobre royalties fosse votado no dia 9 de novembro, para afastar as discussões sobre o tema do clima eleitoral, mas com a emenda do senador Pedro Simon, as discussões sobre os royalties dominaram os debates durante a noite.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

BP obtém êxito em novo plano para conter vazamento de petróleo

Por Kristen Hays - Atualizado: 3/6/2010 19:56


HOUSTON (Reuters) - Robôs submarinos da British Petroleum conseguiram nesta quinta-feira serrar um cano nas profundezas do Golfo do México, preparando-o para receber uma espécie de funil que irá recolher o óleo que jorra há seis semanas de um poço de petróleo.
"Liberamos o 'riser' (cano vertical) do topo da cabeça do poço, e a equipe está trabalhando para completar a operação de limpeza antes que coloquemos a tampa em cima do poço", disse o executivo-chefe da BP, Tony Hayward.
Ele não disse quando o poço será tampado, mas afirmou que o sucesso da operação será avaliado em 12 a 24 horas, e que a BP passará depois dois ou três dias tentando estabilizar o fluxo de gás e petróleo.
A intenção da companhia é desviar para navios da superfície o petróleo que hoje está ficando no mar, causando graves prejuízos econômicos e ambientais na costa sul dos Estados Unidos. Estima-se que cerca de 19 mil barris diários estejam sendo despejados, no que é o pior vazamento de petróleo da história norte-americana.
A BP já fizera tentativas anteriores de levar o petróleo por canos do poço até a superfície, mas desta vez tentará um novo sistema de vedação entre a boca do poço e a tampa.
A empresa tentou fazer o corte com uma serra de diamante, que deu defeito. Por isso, a boca do poço ficou menos regular, prejudicando a vedação e, consequentemente, reduzindo a quantidade de petróleo que poderá ser capturada.
No fim de semana passado, a BP anunciou o fracasso de uma tentativa de "sufocar" o vazamento com lama. A expectativa é que o problema só seja sanado em agosto, quando dois poços auxiliares serão concluídos.
"Eles estão ligeiramente à frente do prazo agora, mas não queremos declarar vitória", disse o almirante da Guarda Costeira Thad Allen, que supervisiona a operação por parte do governo.
Tyler Priest, diretor de estudos globais da Faculdade Bauer de Administração, da Universidade de Houston, especialista em exploração de petróleo e gás em alto mar, disse que a operação que a BP está tentando agora é apenas uma "gambiarra" até que os poços auxiliares estejam prontos e possam ser usados para consertar o poço principal.
"Muitos desses esforços contêm um elemento de desespero, motivados pela necessidade de mostrar que eles estão tentando fazer alguma coisa", disse Priest."Eles estão meio que ganhando tempo e reduzindo o fluxo até que os poços auxiliares cheguem lá."

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