quinta-feira, 16 de março de 2017

GASOLINA

Desde o século passado, a gasolina vem sendo o principal combustível mundial. Esta commodity global é composta basicamente por hidrocarbonetos e produtos oxigenados. Sua origem é a mesma dos demais produtos fósseis: o petróleo.
O grande crescimento do mercado mundial de gasolina foi fruto do desenvolvimento da indústria automobilística e dos processos de refino e transformação de frações pesadas. Esses processos fazem aumentar o rendimento total do produto em relação ao petróleo no estado puro (óleo bruto).
No mundo industrializado, a gasolina é um fluido vital. Apenas nos Estados Unidos são consumidos aproximadamente quinhentos bilhões de litros de gasolina por ano. Este número cresce cerca de 2,6% ao ano. Este combustível é a veia sanguínea que mantém os Estados Unidos em movimento.
Nos Estados Unidos, algo como 178 milhões de galões (675 milhões de litros) de gasolina são consumidos por dia. Segundo o Departamento de Energia dos Estados Unidos, este volume representa 45% do consumo total de petróleo consumido diariamente pelos americanos, estimado em 20 milhões de barris diários da commodity. Para comparação, o Brasil consome 1,8 milhão de barris de petróleo por dia, totalmente produzido no país, dos quais apenas 20% é usado para gasolina. A maior parte (45%) vai para o óleo diesel. O consumo brasileiro de gasolina é de pouco menos de 70 milhões de litros por dia.
Em geral, a demanda por gasolina aumenta durante o verão, quando muitas pessoas saem de férias. A alta de preços ocorre quando o mercado mundial de petróleo bruto aperta diminuindo os estoques. Às vezes, o aumento da demanda também pode exceder a capacidade da refinaria. Na primavera, as refinarias realizam manutenção, o que diminui a produção. Em geral, no fim de maio, as refinarias estão de volta com capacidade total.
Acontecimentos mundiais, guerra e clima podem também elevar os preços. Qualquer coisa que afete alguma parte do processo, desde a extração até o refino do petróleo e o fornecimento da gasolina até o seu carro vai resultar em uma mudança no preço da gasolina. Os conflitos militares em países que são grandes produtores de petróleo podem dificultar às companhias petrolíferas extrair e enviar petróleo bruto. Os furacões têm destruído plataformas de extração em alto mar, refinarias costeiras e portos de carga que recebem os navios-tanque. Se um navio-tanque se perde ou é danificado e derrama óleo no oceano, isso também é um prejuízo para o mercado.
Monitorar os preços da gasolina é como andar em uma montanha-russa: caem um pouco em um mês, sobem no próximo e acabam fechando o ano com um aumento maior que 50%.
Na atualidade, as principais Bolsas de Mercadorias que negociam contratos de gasolina são a Bolsa de Mercadorias de Nova Iorque (NYMEX), a Bolsa Intercontinental (ICE) e a Bolsa de Mercadorias de Tóquio (TOCOM).

fonte: http://br.advfn.com/commodities/gasolina.html

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