quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Padilha explica ‘toma lá dá cá’ que colocou Barros na Saúde: ‘Normal em todas as democracias’

Após revelar o ‘toma lá da cá’ que colocou Ricardo Barros (PP)  na Saúde, conforme noticiou a Coluna do Estadão, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, emitiu uma nota. Segundo Padilha é normal a constituição da base de sustentação pluripartidária com a participação dos partidos membros nos cargos de governo. 
Confira na íntegra:
Em todas as democracias do mundo é normal a constituição da base de sustentação pluripartidária com a participação dos partidos membros nos cargos de governo. É o caso! O PP é um dos partidos da base de sustentação do governo.

Íntegra do trecho da palestra de Padilha aos gestores da Caixa: 

“Tivemos uma cota partidária. Mas vocês (governo) aceitaram que os partidos indicasse? Sim, aceitamos. Não há na história do Brasil um governo que tenha conseguido 88% do Congresso. E o Congresso é base do governo. Isso Vargas não teve, JK não teve, FHC não teve, Lula não teve, só nós que conseguimos. Porque mais de uma vez a habilidade política do presidente Temer. 
Lembram que quando começou a montagem do governo diziam: “Só queremos nomear ministros que são distinguidos na sua profissão em todo Brasil, os chamados notáveis. Aí nós ensaiamos a conversa de convidar um médico famoso em São Paulo, até se propagou que ele ia ser ministro da Saúde. 
Aí nós fomos conversar com o PP: ”O Ministério da Saúde é de vocês, mas gostaríamos de ter um ministro da saúde assim”. Aí demos um tempo para pensar. Depois eles mandaram o recado por mim: ”Diz para o presidente que nosso notável é o deputado Ricardo Barros”. 
Ai fui lá falei com o presidente: ‘Nós não temos alternativa’, nosso objetivo era chegar aos 88% (de apoio no Congresso). Até chegou mais do que imaginamos, mas queríamos ter uma base consistente. Muito bem, vamos conversar. “Vocês garantem todos os nomes do partido em todas as votações?” “Garantimos”. “Então o Ricardo será o notável”. 
No momento que a gente ver que não deu certo a gente demite. E ele está saindo muito bem, é um dos que está conseguindo fazer mais economia. Ele tem uma tem de economizar R$ 3 bi este ano, além do que ele cortou ano passado. Ele está como gestor. 
Apenas mostrar como conseguimos isso: com negociação política”.
fonte: Coluna do Estadão / Andreza Matais e Marcelo de Moraes

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