quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Gabrielli diz a Moro que não era possível identificar corrupção na Petrobras

Em depoimento ao juiz Sérgio Moro, o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli afirmou que há influência política na nomeação de diretores da estatal desde que ela foi criada, em 1953. Gabrielli foi ouvido como testemunha de defesa do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva no processo que investiga o triplex no Guarujá, em São Paulo.

Além do ex-presidente, outras seis pessoas são processadas. A ex-primeira-dama, Marisa Letícia, que morreu no começo do mês, também era ré nesta ação. Segundo a denúncia do Ministério Público Federal, o ex-presidente teria recebido propina no valor de 3,7 milhões de reais de empreiteiras. O dinheiro foi supostamente repassado por meio da reserva e da reforma do triplex.

Nesta segunda-feira, Gabrielli negou ter conhecimento de uma suposta atuação de Lula em ações de desvio de dinheiro na Petrobras e detalhou a escolha de diretores na estatal, ao responder o procurador do Ministério Público Federal, Júlio Noronha.


Também prestou depoimento nesta segunda-feira o ex-ministro Jaques Wagner que participou tanto da gestão da ex-presidente Dilma Rousseff quanto do governo Lula. Wagner negou a denúncia do Ministério Público de que o governo Lula tenha repassado vantagens indevidas para conseguir maioria no Congresso Nacional. E disse que o ex-presidente formou uma base aliada forte porque tinha popularidade.


Outros ex-ministros do governo de Luís Inácio também devem prestar depoimento nesta ação. Entre as testemunhas que serão ouvidas por Sérgio Moro, estão Tarso Genro e Aldo Rebelo. Também foram chamados como testemunhas ministros da gestão do presidente Michel Temer, entre eles, Henrique Meirelles e Gilberto Kassab.

Entramos em contato com a Petrobras para pedir um posicionamento sobre a afirmação de Sérgio Gabrielli, mas até o momento não obtivemos retorno.
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