segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Petrobras investirá US$ 4 bilhões em 162 poços

A Petrobras vai realizar este ano o maior programa exploratório em busca de petróleo de toda sua história. Com um ritmo acelerado, a companhia vai investir US$ 4 bilhões na perfuração de 162 poços. O Gerente-Geral de Gestão de Projetos Exploratórios da Petrobras, Jeferson Kinzel, explicou que, desse total, 53 serão no mar e 109, terrestres. O número de poços representa um aumento de 24,5% em relação aos 130 do ano passado, e o dobro da média de anos anteriores.


— Realmente a Petrobras este ano está num novo ritmo frenético, o maior de toda a sua história e, com certeza, um dos maiores do mundo. E esse ritmo vai continuar nos próximos anos — destacou.



Segundo o executivo, esse novo ritmo de perfurações de poços continuará nos próximos anos. A companhia pretende perfurar uma média de 160 a 170 poços por ano.



A Petrobras também já está se preparando para participar dos próximos leilões de áreas que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) vai realizar ainda este ano nas áreas do pré-sal e pós-sal. Segundo o executivo, a estatal já está se planejando para os primeiros leilões no novo regime de partilha (no qual a União é dona de todas as reservas, ao contrário do sistema atual, que vale para o pós-sal, em que a empresa que encontrar o petróleo é dona da riqueza), que deverão ocorrer já no próximo ano.



Gasto com aluguel de sondas chega a US$ 600 mil



Para executar todos esses trabalhos, a Petrobras tem 30 sondas de perfuração contratadas, das quais a maioria já está no país realizando serviços. Com o mercado internacional de petróleo aquecido, esses equipamentos são disputados pelas petrolíferas, sendo que muitas sondas só estão disponíveis muitos meses após a sua contratação. Com isso, o aluguel das sondas varia dependendo do tipo pode ir de US$ 140 mil por dia a US$ 600 mil.



A Petrobras opera em ritmo acelerado porque precisa descobrir cada vez mais petróleo, considerando que está produzindo cerca de 1 bilhão de barris por ano, que o consumo está em alta e que as reservas são finitas. Outro motivo são os prazos que companhia tem de cumprir nos contratos de concessão com a ANP. Pelos contratos, a estatal tem prazos para descobrir petróleo nos blocos concedidos, para delimitar reservas e para desenvolver sua produção.



Com as informações – Extra (Rodrigo Cintra - 13 fev 11)
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