segunda-feira, 13 de julho de 2009

PÉROLAS PRESIDENCIAIS (por Gen. Div Clovis Purper Bandeira - Clube Militar)

Em suas infindáveis viagens, o “cara” tem proferido uma quantidade enorme de gafes e de frases infelizes, das quais, incrivelmente, parece se orgulhar.
No mais recente passeio internacional, seguiu a tradição e desferiu várias afirmações desse tipo por ocasião de seus já temidos improvisos, pois de nada valem os textos preparados por sua assessoria ou pelo Itamarati, o homem gosta mesmo é de improvisar, mesmo que na ocasião devesse agir como chefe de governo e de estado, tendo o máximo cuidado com o que diz e com o que faz.
Imprudente, imprevidente, impulsivo e despreparado, suas manifestações histriônicas beiram o absurdo pela inoportunidade e pelo destempero, fazendo a festa dos jornalistas que o acompanham (a propaganda é sempre bem-vinda) como convidados, embora pareça que mesmo esses já estão cansando da insistência em disparates, não os registrando com a mesma alegria que a originalidade lhes conferia inicialmente. Agora, já aparecem várias vezes como o que realmente são: manifestações de mau gosto e de falta do decoro exigido pelo cargo e pela situação vivida.
Para ficarmos apenas na viagem recém-feita à Arábia Saudita, China e Turquia, as preciosidades são abundantes, como nos mostra a imprensa. Vejamos algumas delas.
Na Arábia Saudita, perguntou por que algumas mulheres usavam véus enquanto outras não o faziam. Se tivesse lido as informações sobre o país anfitrião com que o Itamarati o abastece antes de cada viagem, saberia que a Arábia é um dos países muçulmanos mais radicais na observação dos preceitos do Islã, onde as mulheres usam vestimentas que só lhes deixam aparecer os olhos. No entanto, como ficam em seu território as duas maiores cidades sagradas da fé islâmica, Meca e Medina recebem intenso fluxo de viajantes de outros países muçulmanos onde as normas não têm o mesmo radicalismo, o que resulta na possibilidade de verem-se mulheres com o rosto descoberto e, mesmo, em trajes ocidentais, para escândalo e reprovação dos locais.
Na China, novo motor da economia mundial antes e depois da crise econômico-financeira que atravessamos (marolinha, lembram?), país cotejado por ser o maior importador de produtos primários do mundo, reduziu sua estada para aumentá-la nos outros destinos da viagem, sem considerar a importância relativa dos países para nosso comércio exterior – em abril, exportamos 70 milhões de dólares para a Turquia, 270 milhões para a Arábia Saudita e 3,2 bilhões para a China, que, pela primeira vez, ultrapassou os EUA como nosso principal parceiro comercial. Ainda nesse país, não conseguimos a liberação de vendas para nossa carne e assinamos, com muito foguetório, um empréstimo, já anunciado há vários meses, de 10 bilhões de dólares para a Petrobrás, a serem pagos com petróleo, ao preço médio de cerca de 14 dólares o barril, durante 10 anos. Sem dúvida, um negócio da China. Para os chineses!!!
Na Turquia, chamou de “trambiqueiros” empresários brasileiros que perderam dinheiro na especulação financeira implodida pela crise mundial. Esses empresários, no entanto, foram salvos por empréstimos do BNDES, BB e CEF. O governo, então, põe dinheiro do contribuinte em empresas de “trambiqueiros”?
Ainda em Istambul, em mais um acesso de egolatria, elogiou-se e chamou ex-governantes do Brasil de medíocres, inclusive D. Pedro II, que visitou a Turquia e “não deixou saudades”. Deve ter certeza de que, daqui a alguns anos, sua figura folclórica terá o mesmo prestígio histórico de que goza nosso último imperador, homem culto, poliglota, respeitado e admirado mundialmente, que fazia viagens internacionais pagando as despesas de sua própria algibeira.
O “cara” é incorrigível!!!


Atentem para o que se refere ao acordo com a china usando "nosso" petróleo como moeda.

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