quinta-feira, 1 de junho de 2017

Delegado que abriu caso Teori é assassinado

Adriano Antonio Soares abriu as investigações do acidente aéreo que matou o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato, em janeiro deste ano

Dois delegados da Polícia Federal (PF) foram mortos a tiros na madrugada desta quarta-feira, 31, em uma casa noturna em Florinópolis (SC). Um deles, Adriano Antonio Soares, era o chefe da PF em Angra dos Reis e abriu as investigações do acidente aéreo que matou o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato, em janeiro deste ano.
O outro, Elias Escobar, foi delegado em Volta Redonda por dois anos. Ambos não estavam a serviço e se divertiam na casa noturna quando houve um desentendimento entre frequentadores do lugar, que levou a um tiroteio por volta das duas horas.
Uma terceira pessoa também foi baleada, mas permanece internada em um hospital da cidade. Um dos policiais, segundo informações do portal de notícias G1, morreu no local e o outro na unidade de saúde.
Por volta das 5h30min, segundo a Polícia Militar, pessoas dentro de um carro passaram atirando em frente ao hospital, mas ninguém se feriu. A Delegacia de Homicídios da Polícia Civil está investigando o caso, com apoio da PF, mas até agora nenhum suspeito foi detido.
Em janeiro, quando o avião que transportava Teori caiu, teorias da conspiração espalharam-se pela internet de que o ministro do Supremo TRibunal Federal (STF) teria sido morto em decorrência da Lava Jato. A nova ocorrência deve levar às mesmas suspeitas.
fonte: Redação O POVO Online

Foto de Moro está estampada em trem de Lisboa

Juiz é é um dos convidados da 5ª edição das Conferências do Estoril, que reúne personalidades para discussão de temas relacionados à Globalização

O trem que leva passageiros de Lisboa para Cascais, cidade litorânea próxima à capital portuguesa, ganhou um novo visual. Os vagões estão estampados com a foto do juiz Sergio Moro, entre outros convidados da Conferência de Estoril.

O juiz brasileiro participou, na última terça-feira (30) da mesa "Lutar contra o Crime numa Democracia: Qual o papel e limites do Sistema Criminal e Judicial?". Ao lado de Moro estavam o juiz português Carlos Alexandre, o ex-procurador italiano Antonio Di Pietro e o jurista e líder da equipe de defesa de Julian Assange, Baltasar Garzón, de acordo com o site República de Curitiba.
A 5ª edição das Conferências do Estoril aconteceu de 29 a 31 de maio e reuniu personalidades para discussão de temas relacionados à Globalização. O ciclo de debates e palestras promovido por uma empresa privada de consultoria e pela Câmara Municipal de Cascais.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Adriana Ancelmo faz pedido que irrita os procuradores do MPF

ntenda os motivos pelos quais a força-tarefa da Lava Jato entrou na justiça contra um decisão do juiz responsável pela prisão dela.


Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, se encontra com o benefício de cumprir prisão domiciliar. Porém, umas das condições impostas pela Justiça para que ela permaneça no regime domiciliar é justamente o não acesso à internet, telefone fixo e celular. Por este motivo, o juiz responsável por conceder que a esposa de Cabral passasse a cumprir sua pena em regime domiciliar estabeleceu que fosse desconectado do seu apartamento os serviços de telefonia fixa e móvel e internet.


Mas a ex-primeira-dama do Rio de Janeiro solicitou na Justiça que fosse permitido que ela tivesse um computador em sua casa com a alegação de que precisa acessar os autos dos processos, já que ela é advogada.

O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro não concorda com a permissão para ela ter o computador, já que pode facilitar com tenha acesso à internet através de um modem sem fio, que poderá ser conectado e desligado a qualquer momento, sem que possa ser rastreado pela Justiça.

Baseado nestas alegações, os Procuradores da força-tarefa da #Lava Jato do Rio entraram na Justiça solicitando que o juiz Marcelo Bretas, da 7° Vara Federal do Estado, reconsidere sua decisão na qual atendeu ao pedido formulado pela defesa da mulher de Sérgio Cabral e não dê mais a permissão para que a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo tenha acesso a um computador sem internet em sua residência.

Eles alegam que esta solicitação pode ter apenas como finalidade uma estratégia oculta de burlar a fiscalização da Polícia Federal, já que a utilização de um modem sem fio dificultaria a detecção da utilização da internet dentro do apartamento dela.


A informação foi divulgada nesta segunda-feira (29), em nota pela assessoria do MPF.

Lembrando que Adriana Ancelmo foi presa juntamente com Sérgio Cabral por supostamente participar do esquema milionário de corrupção, propina e lavagem de dinheiro montado pelo marido durante os oito anos em que ele foi governador do Estado do Rio de Janeiro. Após uma decisão muito polêmica e que causou revolta na população brasileira, ela conseguiu o benefício de cumprir sua pena em casa.

Desde então se encontra morando no apartamento luxuoso da família Cabral, situado no bairro nobre do Leblon. Para conseguir este benefício, a defesa de Adriana Ancelmo alegou que os dois filhos dela com Sérgio Cabral são menores de idade e não poderiam ser privados simultaneamente da convivência do pai e da mãe.


terça-feira, 30 de maio de 2017

Saiba as diferenças entre o B91, B31 e B94

B91, B31 e B94 são benefícios concedidos pelo INSS a trabalhadores que sofrem acidentes comuns ou acidentes de trabalho e que precisam ficar afastados de suas funções, ou que possuem algum tipo de sequela ou lesão permanente causada em função do trabalho.

Existe muita confusão entre os trabalhadores sobre as diferenças entre os tipos de benefícios e sobre seus direitos em caso de acidente. O INSS, por sua vez, também não esclarece os segurados e, para beneficiar as empresas, muitas vezes passa por cima dos direitos dos trabalhadores e troca os benefícios, substituindo o B91 pelo B31. 

Entenda a seguir as diferenças entre os tipos de seguro, seus direitos e porque essas trocas acontecem.

B91 - Benefício Acidentário
B91 é o benefício acidentário concedido ao trabalhador em caso de lesão ocupacional ou acidente de trabalho, inclusive de percurso (nos trajetos de ida e volta para o trabalho). Para solicitar este benefício é necessário a emissão de CAT. O valor deste benefício corresponde a 90% da média das 120 últimas contribuições do segurado, pago enquanto este estiver incapacitado ao trabalho. Entretanto, a nossa Convenção Coletiva garante que a empresa complemente o pagamento integral do salário até 120 dias de afastamento. 

B94 – Auxílio-acidente
O B94 é o auxílio-acidente pago pelo INSS aos trabalhadores com sequelas permanentes, ocasionadas por acidente de trabalho. Esse auxílio é mensal e permanente até a aposentadoria, de acordo com a Convenção Coletiva da categoria, quando o trabalhador tiver a limitação de sua capacidade laboral comprovada. O valor é sobre a média de contribuições do segurado.

B31 - Benefícios de Auxílio-doença comum
B31 é o benefício de auxílio-doença comum concedido ao trabalhador que está impedido de realizar suas funções por doença ou acidente não relacionados ao exercício profissional. Esse tipo de benefício não exige CAT e não dá direito à estabilidade. Quando o trabalhador é afastado pelo B31, o depósito de seu FGTS é suspenso e o prazo de afastamento não conta para a aposentadoria. Entretanto, nossa Convenção Coletiva garante estabilidade de até 60 dias ao metalúrgico(a).

Dia sem imposto terá gasolina a R$ 1,86 e carro com 28% de desconto

Na 9ª edição do Dia da Liberdade de Impostos, realizado no dia 1º de junho, consumidores de 12 estados, além do Distrito Federal, poderão comprar produtos sem impostos. Entre as ofertas está a possibilidade de comprar um carro zero quilômetro com 28% de desconto e combustíveis a R$ 1,86.

Segundo informações da Exame, empresários que participam do evento irão arcar com os custos do descontos com o objetivo de conscientizar a população sobre o peso dos tributos no preço de cada item.
De acordo com a publicação, o carro zero quilômetro sem imposto será vendido por uma concessionária em Brasília, a Champion Peugeot. Para comprar um Peugeot 208 Active por 37.319,38 mil reais, os consumidores deverão estar presentes em um dos postos que vão vender gasolina mais barata durante o evento na cidade, e acompanhar, em um painel, um medidor estatístico dos impostos pagos no Brasil em tempo real.
Assim que acabar o estoque de gasolina sem impostos e o último carro for abastecido, o “impostômetro” será pausado e o cliente que tiver dado o palpite mais próximo do valor final poderá comprar o veículo. O preço original do carro é de 52.290 reais, isto é, o cliente terá um desconto de 28% do valor.
Combustível
Pelo menos oito postos de combustível também venderão gasolina sem a incidência de impostos. O litro mais barato será vendido por dois postos da rede Zandoná, em Joinville, que cobrarão 1,86 real por litro de 8 mil litros de combustível, retirando 41% de tributos do preço do produto.

Resende – RJ
Posto Petrograal
Endereço: São Domingos da Calçada, 38 – ParaísoHorário: a partir das 8h
Volta Redonda – RJ
Posto Rede Brasil
Endereço: Av. Almte. Adalberto de Barros Nunes, 3740 , RetiroHorário: a partir das 9h
Barra Mansa – RJ
Posto Aliança Center
Endereço: R. Dr. Francisco Viléla de Andrade Neto, 13 – Centro

Acidentes do trabalho e perícias

Perícias judiciais em processos trabalhistas que envolvem matéria relacionada a acidentes de trabalho foi o tema de seminário realizado pela Escola Judicial do TRT do Rio Grande do Sul, conjuntamente com a gestão regional do Programa Trabalho Seguro, também ligado ao Judiciário trabalhista local. Estiveram presentes juízes do trabalho, servidores e peritos, estes em número de quarenta.

Iniciativa com igual temática está ocorrendo em todos os TRTs, pois se constitui numa das metas nacionais do referido Programa. Desta forma, é tema de discussão em todo o país, o que demonstra a dimensão e importância dessa problemática.

De forma geral, após a alteração da competência da Justiça do Trabalho pela Emenda Constitucional 45 de 2004, que transferiu ao Judiciário trabalhista os processos que envolvem responsabilidade civil em acidentes de trabalho, constatou-se a necessidade de aprimorar as investigações periciais para verificação de nexo causal.

No rico debate ocorrido no seminário realizado nos dias 8 e 9 de agosto passados, foi consenso que há necessidade de exame do local de trabalho, não só da pessoa do trabalhador, não só nos casos de óbito, mas também nos inúmeros casos de doenças ocupacionais.

Há necessidade de um processo investigativo tão profundo quanto for a controvérsia do processo, utilizando-se, se preciso for, recursos técnicos de mais de um especialista, acaso seja necessário o com curso de diversas especialidades. Caso clássico é o exame do local de trabalho, a conformidade de máquinas e equipamentos, ergonomia, e outros aspectos, por obra de engenheiro, ao passo que o exame da pessoa, identificação de nexo e detecção de moléstias, através de médicos, o que não exclui a participação de outros especialistas.

A perícia judicial não é só médica ou só técnica (de engenharia), ela está ligada intimamente ao conteúdo da controvérsia existente no processo. É este conteúdo que o magistrado deve identificar e, como diretor da prova, determinar sua solução.

Recorda-se que em matéria de responsabilidade civil, a perícia não é obrigatória por lei, como é na investigação de insalubridade e periculosidade, mas a crescente complexidade das relações laborais e a participação de diversos atores, impõe ampla gama de especialidades que refogem ao conhecimento geral do juiz que, não obstante, não está adstrito ao laudo.

De grande pertinência foi a recordação, havida durante exposições e debates no referido seminário, da plena vigência da Resolução 1488/98, do Conselho Federal de Medicina, que em todas as suas normas fornece um guia completo para o perito realizar a investigação.

Em especial, o Art. 2º, pelo qual o estabelecimento do nexo causal deve observar diversas etapas, como exame clínico físico e mental, história clínica ocupacional, exame do local de trabalho, estudo da organização do trabalho, dados epidemiológicos, literatura atualizada, identificação de diversos riscos, depoimento e experiência dos trabalhadores e conhecimentos e práticas de outras disciplinas e de seus profissionais, sejam eles da área da saúde, ou não.

São normas dirigidas aos médicos peritos, mas como seu conteúdo é de senso comum, todos os investigadores judiciais podem dela tirar proveito, pois o aprofundamento do conhecimento técnico dos casos envolvendo acidentes típicos e doenças ocupacionais é extremamente necessário para que não ocorra nesta fase investigativa, o perecimento do direito das pessoas, por falta de conhecimento ou desinformação.

O aprimoramento das perícias judiciais é assunto de que o Programa Trabalho Seguro, instituído pelo TST e capilarizado aos TRTs, no caso gaúcho com todo o apoio da Escola Judicial, se ocupará permanentemente. 

(*) desembargadores do Trabalho da 4ª Região.



Fonte: Tribunal Regional do Trabalho


Dispensa antes do término do período de estabilidade conferido a membros da CIPA gera indenização

Estabilidade provisória conferida a empregado membro da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) finda com a conclusão da obra de engenharia, sendo devida a indenização em caso de dispensa sem justa causa antes do término do período estável. 

É o que entendeu, por unanimidade, a Segunda Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região que manteve decisão do Juízo da 2ª Vara do Trabalho de Três Lagoas. 

O trabalhador foi contratado pela empresa Paranasa Engenharia e Comércio S.A. na data de 19.5.2011 como servente. Em outubro do mesmo ano, foi eleito para exercer o cargo de suplente junto à CIPA até outubro de 2012.

Contudo, em 30.1.2012, o trabalhador foi dispensado sem justa causa. A empresa alegou que a dispensa foi lícita e legítima ante o encerramento da obra. Mas o contrato de prestação de serviço firmado entre a empresa Paranasa e Eldorado Celulose e Papel S.A. projetou o fim da obra para outubro de 2012.

"Concluiu-se que o trabalhador foi dispensado enquanto era membro suplente da CIPA, o que lhe dá o direito à estabilidade provisória até a data do encerramento da obra, considerada esta aquela prevista no contrato de prestação de serviços, isto é, 19.10.2012, já que as empresas detêm maiores condições e conhecimentos técnicos em relação ao informante do juízo para saber qual o período razoável para o término das obras", expôs o relator do processo, desembargador Ricardo Geraldo Monteiro Zandona. 

Dessa forma, a empresa Paranasa foi condenada ao pagamento de indenização equivalente a nove meses de salários, com férias acrescidas de 1/3, décimo terceiro salário e FGTS com multa de 40%.
 

( 0000513-35.2012.5.24.0072-RO.1 )


Fonte: Tribunal Regional do Trabalho - TRT 24ª Região Mato Grosso do Sul

A importância da qualidade da água na produção de cerveja

A água é o principal constituinte da cerveja, correspondendo a aproximadamente 95% da bebida e, por esse motivo, suas características influe...