sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Rodrigo Janot se diz ‘estupefato’ com mudanças nas leis anticorrupção

O procurador-geral da República Rodrigo Janot se disse “estupefato” com as emendas propostas pelos investigadores da Lava Jato, em uma nova escalada da guerra de poderes no Brasil.
“Estou estupefato com o que passou no Brasil. A votação na Câmara significou dizimar o projeto das dez medidas. Nada sobrou”, declarou na quinta-feira, em mensagem enviada ao Ministério Público, falando da ilha chinesa de Hainan, onde participa de uma reunião de procuradores-gerais dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).
A Câmara dos Deputados aprovou na madrugada de quarta-feira uma iniciativa que permite acusar juízes e procuradores de abuso de autoridade.
Para os procuradores, este projeto representa “o começo do fim da Lava Jato”, que investiga o esquema de corrupção entre empresários e partidos para financiar a política e aumentar fortunas pessoais mediante leilões ilícitos em obras da Petrobras.
Janot se disse “mais estupefato ainda” com a tentativa frustrada do presidente do Senado, Renan Calheiros, de submeter à aprovação do Senado ainda na quarta-feira, mediante um procedimento de urgência, as polêmicas medidas.
“Tenho me perguntado por que é que isso aconteceu. Não quero crer que um presidente de poder tem abusado do poder, no sentido de obter a legislação de abuso de autoridade. Não quero crer que um presidente de poder tenha utilizado a sua cadeira e a sua caneta para obter vantagem para si próprio”, declarou.
O Supremo Tribunal Federal (STF) debate nesta quinta-feira se acolhe uma denúncia contra Renan Calheiros, das doze que pesam contra ele e que em muitos casos vêm se arrastando há anos.
Calheiros (PMDB-AL) é um aliado de peso do presidente Michel Temer.
O choque entre poderes se intensificou às vésperas de um acordo de delação premiada entre a Justiça e a Odebrecht, a empreiteira mais envolvida no escândalo na Petrobras, para obter o depoimento de mais de 70 executivos em troca de uma redução de suas eventuais condenações.
Estima-se que mais de uma centena de políticos possam estar envolvidos nas acusações daquela que em Brasília já chamam de “a delação do fim do mundo”.


ANP: Brasil produz 3,31 milhões de barris de óleo equivalente por dia em outubro

A produção de petróleo e de gás natural no Brasil somou 3,306 milhões de barris de óleo equivalente (padrão de medida equivalente à energia liberada pela queima de um barril de petróleo bruto) por dia em outubro. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) somente com o petróleo foram produzidos, aproximadamente, 2,624 milhões de barris por dia. O resultado significa redução de 1,8% se comparado com o mês anterior e um aumento de 9% em relação ao mesmo mês em 2015. No gás natural a produção ficou em 108,5 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d). O total corresponde a queda de 1,8% em relação ao mês anterior e aumento de 11,2% na comparação com outubro de 2015.


A ANP informou que paradas para manutenção em algumas plataformas, principalmente a FPSO Cidade Angra dos Reis, no Campo de Lula, provocaram o declínio na produção de petróleo e gás na comparação ao mês de setembro.
No pré-sal, a produção em 66 poços alcançou cerca de 1,145 milhão de barris de petróleo por dia e 44,4 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural, totalizando aproximadamente 1,424 milhão de barris de óleo equivalente por dia (boe/d). O resultado representou queda de 2,7% se comparado a setembro. Segundo a ANP, a produção do pré-sal respondeu por 43% do total produzido no Brasil.
Campos produtores
A produção nos campos marítimos registrou 94,7% do petróleo e 77,1% do gás natural produzidos no país. Ao todo são em 8.681 poços, sendo que 752 são marítimos e 7.846 terrestres. Os campos operados pela Petrobras produziram 93,3% do petróleo e gás natural. O maior produtor de petróleo e gás natural foi o Campo de Lula, na Bacia de Santos, sendo em média, 629,5 mil barris por dia de petróleo e 27,5 milhões de m³/d de gás natural.
As bacias maduras terrestres, que são campos/testes de longa duração das bacias do Espírito Santo, Potiguar, Recôncavo, Sergipe e Alagoas, reuniram a produção de 146,9 mil boe/d. Desse volume 119,7 mil barris por dia de petróleo e 4,3 milhões de m³/d de gás natural. A maior parte de óleo equivalente de óleo por dia (142,1 mil boe/d) ser referem à Petrobras, e o restante (4,8 mil boe/d) às concessões não operadas pela companhia.

No pré-sal, a produção em 66 poços alcançou cerca de 1,145 milhão de barris de petróleo por dia e 44,4 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural


Para Moraes, reação dos membros da Lava Jato foi ‘extremamente exagerada’

O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, teceu críticas à aprovação pelo plenário da Câmara do item sobre abuso de autoridade no pacote anticorrupção. Moraes, no entanto, também considerou “extremamente exagerada” a reação de membros da força-tarefa da Operação Lava Jato.
“Eu pessoalmente não concordo com um único ponto e porque isso sai da questão de discricionalidade e acaba sendo uma questão de constitucionalidade. Qualquer punição à questão interpretativa, de hermenêutica, se for aprovado, é inconstitucional porque isso pode afetar a independência do Ministério Público ou do Poder Judiciário”, declarou após participar de uma audiência pública na Câmara.
Ex-membro do Ministério Público paulista, Moraes lembrou que o MP elabora ações com base em indícios e que, ao longo do processo, busca provas para embasar uma eventual condenação. “Se eventualmente ele (promotor) não obtém prova, não pode ser penalizado por isso”, concluiu. “Da mesma forma que um magistrado sentencia, se há reforma no segundo grau, como ele pode ser penalizado por isso? Senão não havia necessidade de segundo grau. Um desembargador, no segundo grau, se tiver reformada sua decisão pelos tribunais superiores, também vai ser penalizado? Isso é uma questão de interpretação, que é diferente se houver comprovação de dolo, de intenção de prejudicar (…) Isso é crime, mas já é possível punir hoje”, completou.
O ministro afirmou que várias questões poderiam ser incluídas no pacote, mas reconheceu a independência do Legislativo para opinar sobre a matéria. “Tenho absoluta certeza que o Congresso não vai aprovar nada que fira a independência funcional e a liberdade de interpretação dos membros do MP e dos magistrados”, disse.
Exagero
Questionado sobre a reação dos procuradores da Operação Lava Jato após a votação na Câmara, Moraes classificou de “extremamente exagerada”. “Os membros do Ministério Público e os magistrados são agentes do Estado, não é uma coisa pessoal. A Lava Jato vem fazendo um trabalho brilhante, eu faço questão sempre de reiterar isso”, respondeu, destacando que a operação é o “maior símbolo de eficácia e eficiência do combate à corrupção”.
“Por mais importante que sejam os membros de uma instituição, quando eles falam, falam pela instituição. Acredito que tenha sido uma manifestação no calor dos fatos, mas é uma manifestação que não combina com o Ministério Público”, emendou. O ministro disse acreditar que procuradores já estejam arrependidos da declaração porque ela não pode “manchar o belíssimo trabalho” da Lava Jato.

Moraes descartou a possibilidade do Executivo intervir na crise institucional entre Legislativo e Judiciário. “Não há nenhuma necessidade do Executivo se envolver nisso porque hoje isso está no âmbito do Poder Legislativo”, comentou. Sobre os protestos desta semana em Brasília, o ministro explicou que as investigações seguirão aos cuidados da Polícia do Distrito Federal.

Parabéns!!! Brasil. Permitir que quem faça as leis... se beneficiarem delas. Moraes...Você é um lixo! e não representa ninguém a não ser esse "gorverninho"

Decisão da Opep e câmbio podem estimular Petrobras a subir preços, dizem analistas

SÃO PAULO (Reuters) - A alta nas cotações do petróleo, após um acordo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para cortar produção, e do dólar, na esteira da eleição de Donald Trump nos Estados Unidos, deverão ser argumentos fortes para a Petrobras elevar os preços da gasolina e do diesel no Brasil, disseram especialistas nesta quarta-feira.
A estatal anunciou recentemente que irá fazer revisões periódicas nos preços que cobra por estes combustíveis, para alinhá-los aos patamares internacionais e para garantir competitividade com concorrentes que importam os produtos para vender no mercado nacional.
Desde o último anúncio da Petrobras, em 8 de novembro, quando o preço da gasolina foi cortado em 3,1 por cento e o do diesel em 10,4 por cento, as cotações do dólar e do petróleo Brent dispararam.
Neste período, até a tarde desta quarta-feira, o dólar acumulava alta de cerca de 7 por cento. O anúncio da Petrobras ocorreu um dia antes do surpreendente resultado da eleição norte-americana, que agitou os mercados de câmbio ao redor do planeta e provocou desvalorização da moeda brasileira.
Já os preços do petróleo foram catapultados nas últimas horas por uma decisão da Opep para limitar seu bombeamento, o primeiro corte do gênero dentro do cartel desde 2008.
No acumulado desde 8 de novembro até a tarde desta quarta, os ganhos do Brent chegam a cerca de 8,5 por cento, sendo que o salto da atual sessão chegou a mais 8 por cento.
"Se a Petrobras quiser manter o mesmo prêmio (que tinha quando anunciou seu último ajuste de preços), teria que aumentar gasolina e diesel por volta de 16 por cento, numa média ponderada desses dois combustíveis", disse o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, tomando como parâmetro que os atuais patamares do petróleo e de câmbio se mantenham até a próxima decisão da estatal.
O analista destacou que a Petrobras pode decidir reduzir suas margens na comercialização de combustíveis, mas assinalou que "de qualquer maneira, em dezembro, vai ser difícil a Petrobras não dar aumento para gasolina e diesel".
Até a véspera, em 29 de novembro, a Petrobras vendia gasolina e diesel 6,5 por cento acima dos valores dos combustíveis importados (somados os preços de aquisição no interior e custos de internalização), segundo cálculos da Tendências Consultoria.
"Com esse aumento do preço do petróleo ficaria mais ou menos zerada essa diferença", disse o analista de petróleo da Tendências, Walter de Vitto.
Neste cenário, segundo ele, a Petrobras teria alguma margem para decidir não realizar nenhuma um reajuste, já que seus concorrentes que operam com gasolina importada estão perdendo competitividade.
"Mas pode ser política dela continuar praticando essa margem. Pode ser que queiram manter a margem e esse aumento de preço (do petróleo) seria repassado ao consumidor", analisou De Vitto.
Os analistas lembram que a adoção da nova política de precificação de combustíveis da Petrobras ainda é muito recente --foi inaugurada com um anúncio de cortes na gasolina e no diesel em 14 de outubro, a primeira redução desde 2009. Será preciso ainda acompanhar o comportamento da direção da empresa por um período mais longo.
As decisões sobre os preços de gasolina e diesel são tomadas por um comitê de apenas três executivos da Petrobras: o presidente, o diretor financeiro e o diretor de refino. As linhas gerais da política de preços foram anunciadas, incluindo "preços nunca abaixo da paridade internacional", mas os detalhes da fórmula continuam uma incógnita para o mercado.
FAVORECE FINANÇAS
Para as finanças da companhia, disse De Vitto, a alta do petróleo é atualmente bastante positiva.
"Antes tinha uma conta negativa porque pagava para importar. Hoje, eles praticam preços de mercado e importam muito menos. Além disso, a empresa está exportando um pouco mais", o que garantiria bons negócios na venda externa de petróleo.
Nesta quarta-feira, uma fonte com conhecimento das discussões disse à Reuters que a Petrobras ainda vai monitorar o comportamento do câmbio e do petróleo nos próximos dias, mas que o viés é de alta para a gasolina e o diesel.
"Com certeza, o viés hoje é muito mais para um viés de alta do que de baixa. Sem dúvida", disse a fonte.
Para as indústrias de etanol, as notícias são favoráveis, disse o presidente da consultoria Datagro, Plínio Nastari, especialista no setor sucroalcooleiro.
"Isso (alta da gasolina) seria coerente com a nova política que Petrobras está imprimindo. Certamente seria favorável para o etanol, já que aumenta o teto para o preço do biocombustível", disse Nastari.
(Reportagem adicional de Marcelo Teixeira e Rodrigo Viga Gaier)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Metade dos que votaram pelo pacote anticorrupção está na Lava Jato

Metade dos senadores que patrocinaram a manobra para agilizar votação do pacote anticorrupção está na Lava Jato. Dos 14 senadores que votaram em favor da urgência, 7 são investigados na Lava Jato. Dentre esses, a Polícia Federal pediu o arquivamento dos inquéritos de dois senadores do PT, mas o pedido ainda não foi respondido pelo Supremo.
O senador Roberto Requião (PMDB-PR), que votou a favor da urgência, não é investigado na Lava Jato, mas foi citado na delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Na noite desta quarta-feira, 30, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), coordenou uma manobra para votar o pacote que veio da Câmara dos Deputados sem espaço para discussão nas comissões da Casa. O requerimento acabou derrotado em plenário.
Confira a lista dos senadores investigados na Lava Jato:
Valdir Raupp (PMDB-RO) - Investigado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro; PGR apresentou denúncia contra o senador em setembro
Ciro Nogueira (PP-PI) - Investigado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro; Cabe à PGR decidir se denuncia o senador
Fernando Collor (PTC-AL) - Investigado por corrupção passiva e desvio de dinheiro; PGR apresentou denúncia contra o senador em 2015
Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) - Investigado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro; PGR apresentou denúncia contra o senador em outubro
Benedito de Lira (PP-AL) - Investigado por corrupção e lavagem de dinheiro; PGR apresentou denúncia contra o senador em 2015
Humberto Costa (PT-PE) - Investigado por corrupção; Polícia Federal pediu arquivamento do inquérito por falta de provas em agosto
Lindbergh Farias (PT-RJ) - Investigado por corrupção e lavagem de dinheiro; Polícia Federal pediu arquivamento do inquérito por falta de provas em novembro

Roberto Requião (PMDB-PR)* - Senador não é investigado na Lava Jato, mas é citado na delação premiada do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, por ter recebido vantagem indevida. Com informações do Estadão Conteúdo.

O Brasil é uma piada. Como se volta algo contra si. PIADA!!!!

A importância da qualidade da água na produção de cerveja

A água é o principal constituinte da cerveja, correspondendo a aproximadamente 95% da bebida e, por esse motivo, suas características influe...