quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Aluna do ensino médio em Campos (RJ) descobre asteroides e vai visitar a NASA

Aluna do terceiro ano do ensino médio da Escola Técnica Estadual (ETE) João Barcelos Martins, unidade da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), em Campos dos Goytacazes, norte do estado, Mylena Peixoto viaja hoje (21) à noite para conhecer, a convite, a sede da agência espacial norte-americana, a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa, na sigla em inglês).
Mylena descobriu cinco asteroides orbitando entre Marte e Júpiter ao participar, no ano passado, do projeto Caça aos Asteroides, proposto pelo programa International Astronomical Search Collaboration (Iasc), dos Estados Unidos, coordenado pelo Clube de Astronomia de Campos. O programa Iasc reúne estudantes do mundo inteiro. Ao todo, foram formados 14 grupos internacionais, com recorde brasileiro. “Só em Campos, foram oito grupos”, informou Mylena à Agência Brasil. Ela tem 16 anos.
A descoberta dos asteroides resultou no convite para visitar o Centro Espacial Lyndon Johnson, da Nasa, localizado em Houston, Texas, onde Mylena participará de atividades com astronautas, além do National Radio Astronomy Observatory (Nrao), centro de pesquisa e desenvolvimento federal situado no estado americano da Virginia e voltado ao estudo da radioastronomia. Ali, Mylena e os demais brasileiros que integram a comitiva farão um curso que, segundo ela, “é muito disputado até mesmo por pessoas formadas em astronomia”. Ela tem encontro agendado também com o fundador do projeto Caça aos Asteroides, em Washington, “com possibilidade de conhecer a Casa Branca”, comemorou.
Daqui a cinco anos, Mylena poderá batizar os asteroides descobertos por seu grupo em Campos. Embora considere que os nomes devem ser dados em consenso pelos participantes do grupo, ela disse que, pelo menos, um deles já está definido. Um dos asteroides será chamado Rotary, em homenagem ao Rotary Club Internacional, que cedeu “dinheiro suficiente para quitar as passagens”. A estudante pretende homenagear também a família e o fundador do projeto. Provisoriamente, os asteroides observados por Mylena Peixoto receberam os nomes de P10odrM, P10ovCY, P10oCwi, P10oCAs e P10ouCr.
A comitiva brasileira é integrada por dez pessoas dos estados do Rio de Janeiro e do Mato Grosso. “A mais jovem, ainda em formação, sou eu”, disse Mylena. Ela vai acompanhada do seu professor, Marcelo Oliveira. A comitiva tem retorno ao Brasil programado para o próximo dia 30.
Projetos
Mylena lamentou que não tenha sido possível que todos os estudantes do grupo participassem da viagem. Contou que, além do Rotary e da própria Faetec, que doaram quantia em dinheiro, ela organizou um “livro de ouro” para captar donativos, vendeu rifas, abriu uma conta online para arrecadar recursos. “Fiz de tudo para poder viajar”, contou.
Mylena prestou vestibular em Ciências da Natureza, no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense (IFF), neste segundo semestre, foi aprovada mas, como é menor e ainda não concluiu o ensino médio, não pôde entrar na faculdade e está brigando justiça para se matricular. Devido à greve, o ano letivo foi prorrogado até abril de 2017, o que constitui também empecilho para entrar  na universidade. Ela já pensa, entretanto, depois de formada, em fazer especialização em astronomia.
Atributos como dedicação, força de vontade, empenho e interesse foram, segundo disse a ela o professor Marcelo Oliveira, critérios determinantes para sua indicação para a viagem: “Me sinto lisonjeada. É um sonho, porque se não fosse os professores acreditarem mim e no meu potencial, provavelmente eu nunca teria uma oportunidade dessa. Talvez, no futuro, e não agora, tão jovem, com 16 anos”.
De acordo com a Faetec, Campos dos Goytacazes é, ao lado da cidade de Heidelberg, na Alemanha, um dos melhores pontos para a observação de asteroides em todo o planeta.

fonte:Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Treinamentos Industriais



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Itaú fica mais perto de comprar operação de varejo do Citi no Brasil

Segundo fontes, oferta do Itaú foi superior à feita pelo espanhol Santander, que vinha sendo considerado o favorito na disputa; expectativa do Citi é fechar a venda de suas operações de varejo no Brasil, Argentina e Colômbia ainda este mês.


O Itaú Unibanco estaria negociando com exclusividade a operação de varejo do Citibank no Brasil, apurou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. Fontes não sabem afirmar se o Santander Brasil continua no páreo, mas alegam que o interesse dos espanhóis pelo ativo diminuiu, facilitando a chegada do concorrente, que teria feito uma oferta maior.
Tanto o presidente do Citi no Brasil, Hélio Magalhães, quanto o presidente do Itaú, Roberto Setubal, estão em Nova York neste momento, conforme fonte, e estariam negociando os detalhes finais da aquisição. Enquanto isso, o presidente do Santander, Sérgio Rial, estaria em Madri, de acordo com outra fonte.
A permanência do Itaú até o final da disputa pelo Citi chamou a atenção do mercado, que sempre considerou o Santander como favorito em levar o ativo. Uma fonte diz, porém, que a oferta feita pelo espanhol teria sido “baixíssima”.
Outro fator negativo foi o fato de que a notícia da compra da operação na Argentina contribuiu para a queda das ações do Santander no Brasil. Isso pode ter feito a instituição espanhola repensar a compra do Citi no mercado brasileiro.
Isso porque, embora a plataforma de varejo do banco americano na Argentina tenha bom desempenho, no Brasil, conforme fontes, amargou prejuízo nos últimos anos. Na Colômbia, conforme já antecipou o Broadcast, o ativo deve passar para as mãos do Scotiabank.
Em setembro, as units (conjunto de ações) do Santander Brasil acumulam queda de 4,50%, enquanto as ações PN (preferenciais) do Itaú Unibanco registram baixa de 1,47%.
Estilo. O apetite do Itaú pelo Citi nunca ficou muito claro, já que o banco tem um jeito bem fechado de negociar, envolvendo o mínimo de pessoas possível, evitando assim o vazamento do seu real interesse em um eventual negócio. Foi assim com o Unibanco, com a Porto Seguro, o BMG e, mais recentemente, com a Recovery, que comprou das mãos do BTG Pactual.
A expectativa do Citi é concluir a venda das suas operações de varejo no Brasil, Argentina e Colômbia ainda neste mês. Por isso, a expectativa é que o anúncio do negócio seja feito em breve. O banco informou a intenção desses desinvestimentos em 19 de fevereiro deste ano.
Apesar de o Santander ser tido como favorito desde o início das negociações, teria contado a favor do Itaú Unibanco não só uma oferta maior que a dos espanhóis, mas também o relacionamento que já possui com o Citi. Na negociação pela Credicard, no passado, já foi assim. Na ocasião, o Itaú desbancou o Bradesco e ficou com o ativo.
A operação de varejo do Citi no Brasil soma R$ 8 bilhões em operações de crédito, segundo fonte, e uma rede de 71 agências.
Na semana passada, o diretor de Marketing do Itaú, Fernando Chacon, disse, em entrevista ao Broadcast, que o banco continuava acompanhando as negociações da venda da operação de varejo do Citi no Brasil. “Estamos por perto”, afirmou o executivo, na ocasião, sem dar mais detalhes.
Procurados pelo Broadcast, Citi, Itaú e Santander não comentaram a informação.


Fonte: O Estado de S.Paulo - Aline Bronzati,

Disputas judiciais nos EUA podem ter impacto no caixa da Petrobras

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, destacou que disputas judiciais podem ter impacto no caixa da empresa.

A nota enviada anteriormente continua incorreções no texto. De maneira diferente do informado no terceiro parágrafo, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, afirmou que a empresa tem capacidade técnica reconhecida mundialmente, sem mencionar a área de meio.

Segue a nota corrigida.

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, destacou que disputas judiciais podem ter impacto no caixa da empresa. Entre as disputas, ele ressaltou as trabalhistas e os processos nos Estados Unidos como dois principais casos que podem comprometer o sucesso do plano de negócios da companhia, anunciado nesta terça-feira, 20.
Ao apresentar o plano para o período de 2017 a 2021, Parente destacou ainda que a Petrobras continuará sendo uma empresa de energia, ou seja, com atuação em toda a cadeia do petróleo, porém, com foco na exploração e produção de petróleo e gás natural.

"Temos que estar abertos à sociedade, a todas as questões que a sociedade mostra percepção maior. Somos empresa que gera valor e com capacidade técnica reconhecida mundialmente", afirmou Parente.

Ele iniciou sua fala destacando o cenário adverso da indústria do petróleo e a competição do shale gas no mercado internacional. "Nos últimos anos, houve aumento de oferta com o shale gas. Todas as empresas do mundo se adaptam ao novo cenário", afirmou.

Parente veio acompanhado de toda diretoria da Petrobras, apresentando o plano de investimento de US$ 74,1 bilhões para os próximos cinco anos, divulgado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por volta das 8 horas desta terça.

Ganho de custo qualitativo

O diretor de Estratégia da Petrobras, Nelson Silva, ressaltou que o plano de negócios da companhia está integrado ao estratégico. Um destaque do plano será o orçamento base zero, para obter ganhos de custo qualitativos com foco no resultado. "Olhamos os processos como se fosse a primeira vez e tentamos melhorá-lo. Partimos do princípio de que temos que desenhar o processo como se ele não estivesse ali", afirmou.

Ele destacou ainda o foco na meritocracia dentro da empresa. "Os quatro pilares de geração de valor são os preços competitivos, eficiência do investimento e do Opex e as parcerias", disse.

Parcerias

A Petrobras espera que as parcerias com novos sócios em seus ativos possam render até US$ 40 bilhões em investimentos na cadeia nos próximos dez anos. Segundo Nelson Silva, os recursos não poderiam ser aportados pela própria estatal devido a sua restrição financeira. "As parcerias permitem uma desoneração de investimento para a companhia e podem garantir aumento da capacidade de investimento da cadeia", explicou.

Ele também destacou a possibilidade de ganhos com o compartilhamento de risco com os novos sócios e a transferência de tecnologia. "Temos isso no pré-sal e queremos estender para outras áreas da companhia, junto com o fortalecimento da governança", completou.

Silva também classificou como "conservadora" a projeção para as cotações internacionais de óleo e também do câmbio. Segundo ele, a companhia trabalha com três cenários, entre mais ou menos conservadores, e opta pelo equilíbrio.

"Nosso cenário se aproxima mais do limite inferior da faixa, o que garante robustez para o plano. Significa que trabalhamos com visão mais conservadora que o mercado em termos de óleo e cambio", indicou.

No plano, a Petrobras projeta uma cotação de óleo brent em alta nos próximos cinco anos, chegando à faixa de US$ 71 em 2021. Já para o câmbio, a companhia aposta em cotações na faixa de R$ 3,78.

Fonte: Isto é dinheiro

terça-feira, 20 de setembro de 2016

5 MOTIVOS PARA PRIVATIZAR A PETROBRAS JÁ. Como pode existir pessoas assim.

Se Temer quer, mesmo, ser mais presidente, como declarou a “O Globoentão pode começar livrando-se da Petrossauro. Você é louco amigo!!!!

Aí vão cinco razões:
1. Ao contrário do que dizem, não gera riqueza para ninguém, além daqueles que se locupletam com as falcatruas. Em maio de 2008, a Petrobras valia R$ 510 bilhões – seu recorde. Hoje, após a revelação das ladroagens que carcomeram a estatal, está valendo R$ 183 bilhões. Sim, uma queda de 64%. Isso é “gerar valor”? Além disso, a Petrobras não tornou o Brasil autossuficiente em petróleo, o seu objetivo principal. NOTA: Muitos das perdas estão relacionadas a baixa histórica do preço do petróleo. Amigo tem uma lista bem extensa de empresas que se desvalorizam. Isso é mercado. A Vale perdeu 180 bilhões em valor de mercado, em virtude, basicamente, pela queda no preço das commodities. Tem o Santander, CSN, Eletrobras, Usiminas, Gerdau, Bradespar, PDG, Banco do Brasil, HRT Petróleo, OGX, BM & F Bovespa, All ferrovias, Natura, entre outras, seu bobo!!!


2. A Petrobras não destrói a riqueza apenas dos investidores. Mesmo quem está fora da Bolsa (a grande maioria dos brasileiros) arca com os descalabros da estatal. Todos bancam os prejuízos e as sanguessugas que infestam a empresa por meio dos impostos, da sangria de recursos do Tesouro para cobrir seus rombos e do preço alto da gasolina, em momentos de queda do petróleo no mercado internacional. . NOTA: Isso se resolve com uma administração correta sem politicagem e com mais gerência do povo brasileiro.


3. A Petrobras tem uma gestão totalmente inepta, fruto de décadas como cabide de emprego para “aspones” de políticos. Segundo relatório da Mckinsey, os projetos de construção de plataformas FPSO da estatal demoram 68% mais que a média global para concretizar-se Pior: nem esse prazo incompetentemente maior é cumprido. Na média, o atraso na entrega é de 12 meses. Pior: os custos de produção são 350% maiores. NOTA: Isso se resolve com fiscalização, da mesma forma que acompanhamos nosso time do coração deveríamos acompanhar nossas estatais.

4. A desculpa era de que os atrasos fazem parte do aprendizado da indústria local, que precisa desenvolver tecnologia para atender aos percentuais de conteúdo nacional. Mentira: como se viu na Lava Jato, a ideia é mesmo restringir o mercado aos amigos da corrupção. A Embraer é uma empresa competitiva internacionalmente, porque incorpora em seus projetos o que há de mais moderno em tecnologia no mundo, e não porque fica reinventando a roda juntamente com parceiros que só querem uma boquinha. NOTA: Basta rever conceitos e promover uma ampla discussão popular. Existem outras maneiras de aquecer a indústria local, muito pouco para justificar a venda de uma empresa estratégica.



5. A Petrobras não gera tecnologia como as petrolíferas privadas. A estatal tem 1.515 pedidos de patentes. A Shell, mais de 16 mil.
NOTA: Isso é culpa da empresa ser estatal???

Cara vai procurar o que fazer!!!

FORA PETROBRAS. O DINHEIRO É NOSSO!
Chega de trololó, Pedro Parente: se a Petrobras recuperar-se, será, para variar, às custas dos pagadores de impostos.
A empresa é um mostrengo criado pelo nacional-esquerdismo. É preciso vender essa joça.
Fora Petrobras. O dinheiro é nosso!


Cara você é um papagaio de pirata.

Petrobras divulgará plano de investimento 2017-2021 na terça-feira

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras informou nesta segunda-feira que divulgará na terça-feira o seu Plano de Negócios e Gestão 2017-2021, segundo a assessoria de imprensa da estatal.
O plano está sendo avaliado nesta segunda-feira pelo Conselho de Administração da estatal, mas não havia uma data para a divulgação.

Mais cedo, a empresa marcou para as 10h de terça-feira uma conferência com jornalistas para detalhar o plano. Após falar com a imprensa, diretores vão participar de uma teleconferência com analistas e investidores, às 12h30.

Uma prévia sobre o plano realizada pela Reuters indicou que a Petrobras poderá reduzir os investimentos para o período de cinco anos em 21 por cento, para 77,5 bilhões de dólares.

Analistas esperam um plano que dê mais transparência sobre a estratégia da companhia e que revele uma empresa mais enxuta e realista.


Fonte: Extra (Por Marta Nogueira)

Dia "D" da Petrobras: por que o plano de negócios pode destravar alta de até 45% na ação

O conselho de administração da Petrobras avaliará hoje seu novo plano de negócios, que tem como objetivo acelerar o processo de redução de seu endividamento.


SÃO PAULO - O conselho de administração da Petrobras (PETR3PETR4) avaliará nesta segunda-feira (19) seu novo plano de negócios - o primeiro na gestão de Pedro Parente, indicado ao cargo em junho pelo presidente Michel Temer. O anúncio será feito ao mercado na terça-feira às 10h (horário de Brasília). 
Com objetivo de acelerar o processo de redução de seu endividamento, a estatal deve ampliar seus esforços para reduzir o mais rápido possível o seu elevado endividamento por meio de venda ativos e corte de custos nos próximos cinco anos. 
"Acreditamos que o plano refletirá o pragmatismo da nova alta administração da Petrobras e incluirá mudanças positivas importantes, que sustentarão nossa aposta bastante evidente de que o processo crucial de desalavancagem da Petrobras será acelerado", destacou, em relatório, o analista Gustavo Allevato, do Santander.
O que a Petrobras pode trazer de novo?
-Desinvestimentos
Segundo Allevato, embora tenha a expectativa de que a Petrobras possa reiterar a meta de desinvestimento de 2016 de US$15,1 bilhões, ele acredita que a empresa possa atualizar a meta para 2017 a 19 para um patamar mais realista de cerca de US$ 30 bilhões (ou US$ 10 bilhões ao ano) contra o objetivo anterior de US$ 42 bilhões entre 2017 e 2018.
Segundo ele, as metas de desinvestimento da empresa permanecem entre as variáveis mais importantes a serem monitoradas, citando entre os benefícios para a empresa: redução imediata na dívida líquida; economias a partir do recuo nas despesas financeiras; e melhorias no perfil da dívida da empresa, que, por sua vez, devem ajudar a Petrobras na extensão de parte de sua dívida que vence no curto prazo.
Como parte do plano de venda de ativos lançado em 2015, a estatal já concluiu três operações, somando US$ 4,6 bilhões. A lista de vendas fechadas inclui negócios na Argentina e no Chile, 49% de suas subsidiárias de participações em distribuidoras de gás canalizado e a área de Carcará, na região do pré-sal. A empresa deve anunciar também em breve a venda de sua rede de gasodutos da região Sudeste, por US$ 5,2 bilhões. As negociações com um consórcio liderado pela canadense Brookfield já foram concluídas e dependem apenas de aval do conselho.
Para Allevato, a aquisição recente da "mudança de paradigma" aumentou a confiança na execução da empresa no que se refere a seu plano de desinvestimento. "A nosso ver, a venda recente realizada pela Petrobras de US$2,5 bilhões de seu bloco Carcará (BM-S-8, o primeiro bloco do pré-sal vendido pela Petrobras) foi uma mudança de paradigma que aumentou nossa convicção sobre a capacidade da empresa de cumprir seu plano de desinvestimento ambicioso", comentou.
-Investimentos

A Petrobras revisou duas vezes seu plano de investimentos de 2015 a 2019 desde sua publicação inicial em junho de 2015. Enquanto o plano original indicava R$ 130 bilhões em investimentos, esse número foi reduzido em US$ 10 bilhões, para US$120 bilhões em outubro de 2015 e, em janeiro de 2016, foi mais uma vez diminuído, para US$ 98 bilhões.
Para seu plano estratégico de 2017 a 2021, o Santander acredita que a Petrobras possa reduzir seus investimentos em cinco anos para aproximadamente US$ 60 a 70 bilhões ou US$ 12 a 14 bilhões por ano, trazendo os investimentos cada vez mais próximos aos níveis de manutenção que eram de US$ 11 bilhões a 12 bilhões ao ano. 
Allevato espera uma baixa significativa em investimentos comparados a planos anteriores e acredita que, nos próximos dois anos, os investimentos possam ser ainda menores que a média para todo o período.
Ele acredita que a Petrobras irá priorizar novamente seus investimentos no segmento de exploração e produção, que conta com retorno superior (em comparação a midstream e downstream), uma estratégia que considera correta. 
O que isso significa na prática?
O reflexo disso, na prática, pode ser um aumento adicional no preço-alvo do papel, que poderia passar de R$ 20,00 para R$ 21,70 - ou alta de 45% frente ao fechamento da última sexta-feira -, usando a mediana das projeções feitas pela banco. Nesse cenário, o banco adota que a empresa irá anunciar desinvestimentos na ordem de R$ 9 bilhões, em média, por ano entre 2017 e 2019 e investimentos de US$ 13 bilhões no mesmo período. 
No teste de sensibilidade do Santander, no entanto, o papel poderia atingir no cenário mais otimista os R$ 23,30 - ou alta de 56% -, caso o plano de negócios trouxesse investimentos na casa dos US$ 13 bilhões entre 2017 e 2021 e desinvestimentos de US$ 13 bilhões. O banco não traz projeções para as ações preferenciais da empresa. Já no pior cenário, com investimentos em US$ 9 bilhões e desinvestimentos em US$ 5 bilhões, o preço-alvo da ação cairia para os R$ 19,40.
Em relatório, o analista destaque que a Petrobras é atualmente a principal recomendação do Santander no Brasil, citando que o anúncio do plano estratégico será o catalisador mais importante para a empresa no curto prazo. 
Para o analista, o plano estratégico da estatal deve trazer atualizações importantes para algumas variáveis-chave da empresa, em particular no que diz respeito aos investimentos e desinvestimentos. No relatório, Allevato cita a Petrobras como a "principal recomendação do banco no Brasil". 
O banco espera que revisões importantes sejam anunciadas, com o foco dominante ainda na desalavancagem e na melhoria da liquidez da empresa. A estimativa é que o índice de dívida líquida/Ebitda da empresa - que era de 5,3 vezes ao final de 2015 - irá baixar lentamente nos próximos anos, atingindo 2,8 vezes em 2019, projeta o Santander. "Embora ainda acima da meta da empresa de 2,5 vezes, isso representaria um processo significativo de redução da alavancagem", reforçou Allevato.


A importância da qualidade da água na produção de cerveja

A água é o principal constituinte da cerveja, correspondendo a aproximadamente 95% da bebida e, por esse motivo, suas características influe...