sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Rodada para concessão no pré-sal e pós-sal é suspensa, diz ministro.


O Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse na quinta-feira (10/01) que a 8ª rodada para leilão de blocos no pós-sal e no pré-sal, iniciada em 2006, foi cancelada pela presidente Dilma Rousseff.

Governo aprova exploração de petróleo e gás na margem equatorial do país

Essa licitação havia sido interrompida pela Justiça logo após sua realização, que questionava critérios desse pregão. Em seguida, o CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) retirou provisoriamente os blocos de disputa pública. "Há muitos blocos na área do pré-sal e a licitação foi realizada, mas os blocos não foram concedidos pela agência. O processo não se concluiu, por isso o cancelamento", disse.

O ministro justificou que "não há mais interesse do Brasil de realizar concessão no pré-sal", apenas de licitar pelo regime de partilha."Vamos oportunamente realizar pelo regime de partilha, que é interesse do brasileiro", defendeu.

O primeiro leilão pelo regime de partilha no pré-sal está previsto para novembro deste ano.

Segundo Magda Chambriard, diretora geral da ANP, o novo marco regulatório do pré-sal torna inviável a assinatura de contratos no modelo de concessão. "Agora só podemos ter contratos de partilha", destacou.

ROYALTIES

Em setembro, quando Lobão anunciou que o primeiro leilão do pré-sal seria realizado em novembro de 2013, o ministro disse que ainda seria necessário aguardar a aprovação do projeto de lei que trata da distribuição dos royalties, que tramitava no Congresso Nacional.

Segundo o ministro, agora que o projeto foi aprovado, mesmo que com vetos da presidente, não há mais interferências possíveis ou pendências. "A questão dos royalties que está por ser decidida não tem, nessa altura, mais nenhuma influencia", afirmou.

Fonte: Jornal Floripa - 11 de janeiro de 2013

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Região de Ipatinga terá polo de petróleo e gás


Petrobras atua no desenvolvimento de fornecedores locais também para o setor naval

 
IPATINGA – O município foi um dos escolhidos pela Petrobras para desenvolver um polo industrial de fornecedores do segmento de petróleo e gás. A Petrobras definiu cinco projetos piloto de Arranjos Produtivos Locais (APL) ligados ao setor. A empresa trabalha com o governo para desenvolver, a partir de 2013, fornecedores dentro dos APL’s no entorno de grandes empreendimentos da companhia, como refinarias e polos de construção naval inshore e offshore (exploração de petróleo em terra firme e no mar, respectivamente). Além de Ipatinga, Rio Grande (RS), Itaboraí (RJ), Maragogipe (BA) e Ipojuca (PE) estão na lista.
Diversas reuniões, seminários e participações em feiras ocorreram ao longo dos anos anteriores para que o Vale do Aço alcançasse espaço entre os fornecedores do setor. A escolha representa uma conquista para cidade e região, conforme explica o presidente do Sindicato Intermunicipal das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Ipatinga (Sindimiva), Jeferson Bachour Coelho.
“Foi uma vitória do setor metalomecânico, onde a Petrobras reconheceu que aqui é um polo importante e que já trabalha na construção naval, sendo escolhido como uma das cinco regiões - a única que não é litorânea -, para desenvolver um polo industrial de petróleo e gás. A Petrobras vai qualificar fornecedores, mostrar o que ela necessita, como por exemplo, para a prospecção do pré-sal, e vai desenvolver os fornecedores para que possam produzir”, declarou.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai participar dos financiamentos dos diferentes APL’s. Ipatinga encontra-se em fase intermediária no processo por possuir boa base metalomecânica instalada. Como a região ainda não tem sua cultura voltada para petróleo e gás, mas para a mineração e siderurgia, e há poucos anos na parte de construção naval, Jeferson considera um reconhecimento de que as empresas que estão do Vale do Aço têm condições de atender o polo industrial do setor.
“É uma vitória porque a economia do Brasil se dirige para essa parte do pré-sal. Minas Gerais estava fora e não tinha nada voltado pra isso, agora temos essa parte de construção naval e estamos trazendo o polo industrial de petróleo e gás aqui para a região. No Sindimiva são mais de 100 empresas associadas, com conhecimento na área metalomecânica e que fornecem inclusive para a Petrobras, direta e indiretamente”, disse.
 
União
Para que o projeto obtenha sucesso, o presidente do Sindimiva destaca a importância da união entre os poderes públicos, entidades e empresários, para que o polo industrial se torne realidade. “Para tal, convocamos uma reunião para o próximo dia 18 com entidades como Sindimiva, Sebrae, Fiemg, Agência de Desenvolvimento Integrado (ADI), Prefeitura, Secretaria de Estado de Fazenda, Agência da Região Metropolitana do Vale do Aço (ARMVA), para que façamos em conjunto esse planejamento. É um trabalho em médio prazo, mas estamos trabalhando outras ações, como por exemplo a parceria com empresas da Noruega, país com alta tecnologia na área de petróleo, interessadas em firmar acordos com as empresas locais”, detalhou.
No fim de janeiro um grupo de empresários da Noruega deve vir ao Brasil conhecer Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais, no caso, Ipatinga. “Estive também no consulado da Noruega na semana passada e eles têm interesse em fazer negócios com Minas Gerais e acredito que temos que fazer essa aproximação. Lá eles já sabem como trabalhar essa parte de petróleo e gás, o que seria muito interessante para nós. Vamos propor um acordo entre cidades, onde Ipatinga e uma cidade da Noruega poderiam trocar experiências e conhecimentos”, relatou.
Visando espaço no setor naval, empresários participaram de feiras no Rio de Janeiro, Pernambuco e eventos no Rio Grande do Sul. Na imagem, visita ao estaleiro mantido pela Marinha, no RJ (Foto: Alex Ferreira)
Mão de obra qualificada na pauta das empresas
Um dos pontos mais importantes no projeto, a mão de obra, também será estudada. Para tal, o Unileste foi convidado para ajudar no quesito formação. “Além disso, teremos um Senai remodelado que vai ser o terceiro maior do Brasil e teremos mão de obra qualificada. Volto a frisar que será muito importante que os poderes públicos ajudem a trabalhar para que dê certo. Inclusive convidamos a prefeitura e a comissão da prefeita eleita para a reunião. Existe uma expectativa muito grande, as empresas que estão na área de petróleo e gás estão contratando e aumentando seu efetivo. Quando entrar essa parte de petróleo haverá muito mais possibilidade de emprego. Teremos que trazer cursos especializados na área de petróleo e por isso convidamos o Unileste para participar. Tem tudo para dar certo, só falta trabalhar a parte de logística, o que fica a cargo do poder publico”, observou.
 
Ano Difícil
O presidente do Sindimiva, Jeferson Bachour Coelho, comemora a notícia neste fim de ano, um período que não foi bom, conforme o empresário. “Sabemos que a indústria patinou e a economia não ajudou, a siderurgia, nossos maiores clientes, esteve em baixa, mas agora com essa noticia temos um alento para um ano melhor. Tenho certeza que o setor metalomecânico pode ser uma saída para o momento ruim da siderurgia, a vocação da região é aço, metalomecânico, e parece que as pessoas não enxergam dessa forma e nunca fizeram um trabalho como esse de captar um polo industrial como o de petróleo e gás. Agora está acontecendo, mas uma andorinha sozinha não faz verão”, avaliou.
Carga Tributária
Sobre a carga tributária, motivo de reclamação das empresas e a necessidade da adoção de um regime tributário diferenciado, para assegurar a competitividade das empresas do setor metalomecânico, Jeferson explica que uma conversa com o governador Antonio Anastasia garantiu a isenção do ICMS das empresas que fabricam para o setor naval. “Agora chamamos a Secretaria de Estado de Fazenda para participar dessa reunião. Precisamos da equiparação dos nossos impostos com o dos outros estados concorrentes. Já nos deram garantia de que isso será feito”, enfatizou.
Segundo o industrial, mesmo com a vinda do polo de petróleo e gás para Ipatinga é preciso evitar que toda a indústria do segmento corra para o mesmo lado, pois sempre haverá empresas que vão atender siderurgia e mineração.

Repórter : Bruna Lage (Diário do Aço – Ipatinga 15/12/2012)

 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Congresso aprova urgência para analisar veto sobre royalties de petróleo

O Congresso aprovou nesta quarta-feira, por ampla maioria de deputados e senadores, o pedido de urgência para analisar o veto da presidente Dilma Rousseff à uma nova fórmula de distribuição dos royalties de petróleo, o que deve ocorrer em uma nova sessão conjunta da Câmara e do Senado na próxima semana.


A mudança nos critérios de distribuição dos royalties é uma matéria polêmica e opõe os Estados produtores (Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo) e os Estados e municípios não-produtores.

Atualmente, a maior parte da arrecadação com royalties é dividida entre os produtores. A nova regra prevê que a receita seja repartida de forma mais igualitárias entre todos os entes federativos.

O pedido de urgência, que permite a votação deste veto antes dos mais de 3 mil vetos que aguardam votação, foi aprovado por 348 deputados e 60 senadores. Apenas 84 deputados e 7 senadores votaram contra o requerimento.

A presidente vetou no fim de novembro a mudança aprovada no Congresso dos percentuais de distribuição dos royalties de petróleo dos contratos já em vigor, atendendo a reivindicações dos Estados e municípios produtores, que temiam perda de arrecadação.

A última vez que houve a derrubada de um veto presidencial foi em 2005, ainda no primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sobre um projeto que dava reajuste salarial a servidores da Câmara e do Senado.

A derrubada do veto também deve gerar uma imensa disputa jurídica que já tem sido anunciada pelos Estados produtores.

Reuters: (Reportagem de Jeferson Ribeiro e Maria Carolina Marcello)





terça-feira, 11 de dezembro de 2012

PMEs vão atrás de negócios ligados ao pré-sal

Os investimentos bilionários previstos para explorar a camada pré-sal de petróleo na Bacia de Santos empolgam centenas de pequenas e médias empresas. Muitas companhias já começaram a se capacitar para aproveitar as oportunidades. Empreendedor fatura importando máquina chinesa que pinta unhas
Presidente do Sebrae indica as 3 áreas de negócios mais promissoras em 2013

Confira os principais eventos de negócios da semana

Só entre 2012 e 2016, a Petrobras planeja investimentos de US$ 131,6 bilhões em exploração e produção de petróleo e gás na região.

A expectativa das pequenas empresas da cadeia de petróleo e gás é tornarem-se fornecedoras da Petrobras ou de seus parceiros. Só a estatal fecha mais de 100 mil contratos por ano.

Para atender às exigências de qualidade do setor, um grupo de entidades (USP, Fiesp, Ciesp e Senai-SP) criou uma iniciativa para capacitar e incentivar a inovação da indústria paulista chamada Nagi PG (Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação na Cadeia de Petróleo e Gás).

Eles oferecem cursos em São Paulo, na Baixada Santista, no Vale do Paraíba e em Sertãozinho (as aulas começam em janeiro). Em 2013, vão abrir turmas em outras regiões do Estado.

A meta é formar, até 2014, 400 empresas que receberão assessoria para elaborar projetos de inovação e para aprender a requisitar verbas em instituições de fomento.


SETOR DE FASES

Segundo o diretor-adjunto de infraestrutura do Ciesp, Kalenin Branco, o negócio de combustíveis fósseis envolve um longo período de maturação, mas em todas as fases há oportunidades de lucro. "Do anúncio de um poço até a concretização da operação, são 15 anos de esforços.

As pequenas e médias empresas precisam se capacitar logo, acompanhar cada fase da cadeia para aprender a encontrar negócios", diz Branco.

Uma pequena indústria que tenta surfar na onda do pré-sal é a Termodin, de São Paulo, que fabrica ventiladores industriais e equipamentos de ar-condicionado. A diretora-executiva da empresa, Juliana Pereira, 34, conta que já fez negócios com a cadeia de combustíveis, mas considera que os novos desafios são maiores por causa da competição externa.

"Investimos na expansão da capacidade produtiva, em melhorias incrementais e em TI. O preço menor é a principal arma dos competidores externos, por isso a necessidade de se capacitar mais."

A empresária se inscreveu no Nagi PG enxergando oportunidades, mas também citou dificuldades, como o fato de a matéria-prima local ser mais cara.

Outra empresa atenta às oportunidades do setor é a Fast Work Solutions, de Santos. Seu proprietário, Cláudio Bruno Franco, 47, aposta em softwares de gestão empresarial em computação em nuvem, além de treinamento e suporte na área de TI.

Claudio Bruno Franco, dono da Fast Work Solutions, empresa de treinamento e suporte na área de TI que está trabalhando com cadeio de combustiveis fósseis

Empresa de Cláudio Bruno Francode oferece treinamento e suporte na área de TI para cadeia de petróleo e gás

Ele conta que, nas reuniões do Nagi PG, aprendeu quais são as opções públicas de financiamento para inovação. "As instituições exigem bons projetos, é preciso aprender a elaborá-los", diz.

A Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) concentra no Brasil os investimentos para a cadeia de combustíveis fósseis nas pequenas empresas com os programas Inova Brasil e o Inova Petro (em parceria com o BNDES). São R$ 3 bilhões de recursos disponíveis, com limite de crédito de 90% do investimento.

DEMANDAS

Hoje, a principal operação da Petrobras em São Paulo está relacionada ao refino.

Para a retirada do óleo do pré-sal, prevista para iniciar plenamente em 2016 na Bacia de Santos, a estatal vai precisar de 38 novas plataformas e 45 sondas de perfuração e também da construção de refinarias e fábricas de fertilizantes, além da implantação de uma usina de biodiesel e de bases de distribuição.

Segundo o gerente de fornecimento de bens e serviços da Petrobras em Santos, Victor José de Saboya Oliveira, é um diferencial dispor de fornecedores que atendam a estatal em preço, prazo e qualidade, instalados próximos à sua operação.

"Há ganhos relacionados ao fornecimento de peças sobressalentes, além da mitigação de riscos relacionados a variações cambiais", ele diz.

E há exigência de conteúdo nacional para várias áreas de exploração da área de combustíveis. As primeiras sondas de perfuração construídas no Brasil terão 55% de conteúdo local.

Um gasoduto pode atingir até 95%. Em relação à competição com fornecedores estrangeiros, Oliveira afirma que as pequenas empresas brasileiras também têm trunfos nos negócios.

"[Elas] têm oportunidades nos fornecimentos mais simples, a partir de seus registros locais. E também podem participar suprindo os fornecedores de itens mais complexos."


A PETROBRAS BUSCA

Tubos, conexões, caldeiraria, equipamentos submarinos, bombas, motores, turbinas, guindastes, guinchos, válvulas, geradores e motores, subestação, transformadores, equipamentos de instrumentação e automação, além de serviços, como engenharia, construção e montagem.

O cadastro de fornecedores é feito no Canal Fornecedor, disponível no site.


Fonte: Folha de São Paulo/REINALDO CHAVES COLABORADOR. Lalo de Almeida/Folhapress







quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Parlamentares querem urgência em votação de veto

Deputados e senadores de Estados não produtores estão recolhendo assinaturas para requerimento que pede urgência para a votação do veto da presidente Dilma Rousseff à distribuição de royalties do petróleo de áreas já licitadas.

Governadores desses Estados se reuniram na manhã desta terça-feira (4) em Brasília e iniciaram pressão sobre o Congresso para a derrubada da decisão. Uma reunião com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), foi marcada para amanhã para discutir o tema.

O senador Wellington Dias (PT-PI), um dos articuladores do movimento no Congresso, explica que o objetivo é recolher assinaturas da maioria de deputados e senadores até quarta-feira (5) para mostrar o requerimento a Sarney.

Essa lista de assinaturas pode permitir que o veto seja analisado antes dos milhares que aguardam votação. "Estamos colhendo assinatura para ter urgência, o que permite pautar na frente, e todos sabem que indo a voto, o veto cairá", diz o senador piauiense.

Líder do governo no Congresso, o senador José Pimentel (PT-CE) acredita que o melhor caminho seria fazer negociações em torno da Medida Provisória que trata dos royalties das futuras concessões e que carimba os recursos para a área da educação. Ele lembra que existem vetos desde o governo Fernando Collor que aguardam votação.

Fonte: EDUARDO BRESCIANI - Agência Estado

 

Nota: Que pressa é essa então!!! Vamos analisar com calma

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Fala Caetano: O Petróleo é Nosso

 

Com a cabeça mais perto do lugar onde vivo. Amanhã, segunda-feira, pessoas do Rio se manifestarão publicamente para protestar contra a chamada lei Ibsen. O projeto de lei que afinal pune o Rio por ser, seguido do Espírito Santo, o principal produtor de petróleo do país, é uma peça de demagogia igualitarista que desrespeita decisões já sacramentadas e fere a constituição de 1988. Viajo a trabalho para São Paulo e só por isso não estarei fisicamente presente ao encontro.
 

Se havia um preto de quem Monteiro Lobato gostava (além de Tia Nastácia, apesar das acusações não infundadas de racismo encontradiço na linguagem de seus livros), esse preto era o petróleo. É um tema forte da minha infância o brado “o petróleo é nosso”. Meu pai dizia que técnicos americanos tinham vindo estudar o subsolo brasileiro e concluído que aqui não havia petróleo. Lobato, entre outros, inclusive meu pai (e toda a esquerda nacionalista e anti-imperialista), liberava a paranoia e afirmava que a conclusão dos técnicos era interessada e que os poderosos do mundo estavam guardando o petróleo brasileiro para si e para o futuro. O futuro nos disse que, afinal, o Brasil tinha, sim, petróleo. Mas não era muito.
 
Paulo Francis adorava dizer que era menos do que de fato era. Depois o Brasil roçou a autossuficiência. E não faz muito descobriu-se que há muitíssimo mais óleo e gás nas profundezas das águas territoriais brasileiras do que as mais alvissareiras descobertas da Bacia de Campos. Lula, de modo consideravelmente sensato, sugeriu que os proventos dessas reservas gigantescas fossem mais distribuídos entre os estados e municípios da União do que a comparativamente pequena produção com que já se contava.
 
Mas a lei proposta por Ibsen Pinheiro faz com que Macaé, com todo o gigantismo social e infraestrutural que vem com a exploração local de muito petróleo, empobreça e desorganize-se para que algum estado pobre receba mais pelo petróleo produzido do que a cidade fluminense. Sou contra.
 

A cidade do Rio de Janeiro, que já sofreu o grande baque de deixar de ser a capital federal (não foi um mero baque psicológico narcísico: foi também — e principalmente — queda econômica); que já teve de se revirar para absorver os efeitos da fusão; que enfrenta com surpreendente determinação a perda de territórios para chefetes de gangues criminosas não merece ser tratada pelo poder federal com tamanho desleixo.
 
Se o Legislativo adotou a jogada demagógica que assegura sucessos eleitoreiros regionais, que o Executivo responda com altivez: que Dilma vete essa lei ou pressione para permitir uma discussão de médio prazo. E se não for o Executivo, que então seja o Judiciário. Esse Judiciário que brilhou com o discurso sóbrio de Joaquim Barbosa, o primeiro presidente negro do Supremo, assunto sobre o qual não se sabe o que diria Monteiro Lobato.

 

O grito de Lobato (que virou até título de chanchada da Atlântida, com Violeta Ferraz chanchando mais do que todos) deve ser ouvido hoje como um grão de sal. Na verdade, dadas as dimensões da encrenca, como uma camada quase intransponível de sal. A maldição do petróleo é uma evidência histórica. Com a exceção da Noruega, os países que têm muito petróleo terminam escravos do ouro negro. A compreensível admissão de que petróleo é produto estratégico leva à centralização de sua exploração e comercialização.
 
O que propicia o crescimento de tiranias vitalícias e/ou hereditárias, e a psicologia coletiva da supermonocultura. Oligarquias oficiais enriquecem, e povos inteiros vivem na pobreza e na adoração compulsória de seus chefes. Os EUA têm ojeriza ao comando público (estatal) do que quer que seja (exceto, claro, a máquina de guerra). Basta lembrar que, sendo o país mais rico do mundo, eles resistem ainda hoje a ter algo que se assemelhe a saúde pública. Assim, o petróleo lá (coisa em que eles vão em breve se tornar autossuficientes) é de extração privada e ponto final.

O Brasil felizmente não emburacou na onda ultraestatista em relação ao petróleo. Lula manteve muito do que foi definido por FH. Ninguém foi contaminado pelo privatismo histérico norte-americano, mas tampouco seguimos o modelo de Chávez. Vários fatores fizeram com que tocássemos a autossuficiência. Agora a Petrobras descobre que tem sérios problemas.
 
Que o maior deles não venha a ser um golpe mortal no Rio e na harmonia da Federação. Senadores e deputados jogarem a maioria dos estados e municípios contra o Rio e o Espírito Santo é desumano. Contamos com a presidente, com o Supremo e com o bom senso. Que “o petróleo é nosso” possa ser, por agora, um brado legítimo dos fluminenses e dos capixabas.


 
Grande Caetano. Parabéns!!! E obrigado!!!

Observações: “(...) sendo o país mais rico do mundo, (...)”. Não acredito que seja mais, com uma dívida de mais de 17 trilhões de dólares.

“(...) Assim, o petróleo lá (coisa em que eles vão em breve se tornar autossuficientes) (...)”. Nunca serão. Com o consumo de mais de 20 milhões de barris por dia e uma produção que não ultrapassa 8 milhões de barris dia. Eles vão ter que atacar o Iraque todo sempre.


terça-feira, 27 de novembro de 2012

Petrobras começa venda de ativos pelo Brasil

A venda de ativos da Petrobras para arrecadar US$ 15 bilhões começou com a venda, por US$ 270 milhões, de sua participação de 40% no bloco BS-4, na bacia de Santos. A compradora foi a OGX do empresário de Eike Batista, que de novo enfrenta especulações sobre a venda de uma participação acionária na sua petroleira. As ações da OGX caíram ontem 5,34% (ON) depois de um comunicado negando "qualquer negociação em andamento" para venda de 25% dos ativos na Bacia de Campos. Com a aquisição, a OGX se torna sócia da Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP) e da Barra Energia, cada uma com 30% do bloco onde foram encontrados os campos de Atlanta e Oliva, com óleo pesado.

A Petrobras vem enfrentando dificuldades para encontrar um sócio para seus ativos de exploração e produção e para a refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos e por isso decidiu ampliar a oferta de ativos no Brasil. Segundo fontes ouvidas pelo Valor, um dos problemas que a companhia encontrou nos Estados Unidos foi a recusa dos potenciais compradores de aceitar o modelo de venda de uma participação minoritária em bloco. As empresas tinham preferência por um modelo que permitisse a escolha de ativos livremente.

Ontem a estatal divulgou os números da produção de outubro, mostrando uma melhora em relação ao mês anterior, mas o volume médio produzido em 2012 continua abaixo do registrado no ano passado. A produção de 2,090 milhões de barris/dia em outubro foi 3% inferior a igual período de 2011 e 5% superior à de setembro, a primeira melhora após quatro meses consecutivos de queda. O resultado melhor em outubro também colocou a companhia mais próxima do piso da meta de produção para 2012. O objetivo da petroleira é alcançar o volume médio produzido no ano passado, de 2,169 milhões de barris/dia, com margem de 2% para mais ou para menos. Até outubro, a média está em 2,124 milhões de barris/dia no acumulado do ano, 2,06% abaixo da média de 2011.

Perguntada se é possível alcançar a meta de produção a dois meses do fim do ano, a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster respondeu que sim. "Estamos recuperando o ritmo de produção em novembro".

Em seu comunicado ao mercado, a empresa informou que melhora da produção em outubro se deveu ao retorno à operação de duas unidades que estavam em manutenção em setembro e à entrada em produção do FPSO Cidade de Anchieta, no pré-sal da Bacia de Campos.

A melhora do cenário de produção da companhia já havia sido antecipada pelo diretor de Exploração e Produção, José Miranda Formigli. Segundo o executivo, a companhia vai começar a recuperar a produção com o retorno da operação de plataformas que estavam em manutenção em setembro.
Fonte: Valor Econômico/Por Cláudia Schüffner, Rodrigo Polito e Ana Fernandes | Do Rio e São Paulo

A importância da qualidade da água na produção de cerveja

A água é o principal constituinte da cerveja, correspondendo a aproximadamente 95% da bebida e, por esse motivo, suas características influe...