Tarcisio Vieira de Carvalho
Neto (não informado, mas já foi advogado PT, PSDB
e PMDB)
sexta-feira, 9 de junho de 2017
quinta-feira, 8 de junho de 2017
Resposta do TEMER a Polícia Federal (parte 1)
1. Qual a
relação de Vossa Excelência com Rodrigo da Rocha Loures?
R. Meu capacho, meu faz tudo, meu garoto de recado.
2. Desde
quando o conhece? Já o teve como componente de sua equipe de trabalho? Quais os
cargos ocupados por ele, diretamente vinculados aos de Vosssa Excelência?
R. há muito tempo. Sim. Foram muitos, secretário, meus olhos e
ouvidos dentro do congresso.
3. Rodrigo
da Rocha Loures é pessoa da estrita confiança de Vossa Excelência?
R. Sim, há muitos anos.
4. Vossa
Excelência confirma ter realizado contribuição financeira à campanha de Rodrigo
da Rocha Loures à Câmara dos Deputados, nas eleições de 2014, no valor de R$
200.650,30? Quais os motivos dessa doação?
R. Isso só pelo caixa 1, mas o ajudei mais via caixa 2. Precisava de
um capacho no congresso e ele tem o melhor perfil para isso.
5. Vossa
Excelência realizou contribuições a outros candidatos nessa mesma eleição? Se a
resposta for afirmativa, discriminar beneficiários e valores.
R. Não, sou fiel aos meus amigos e espero o mesmo deles.
6. Vossa
Excelência gravou um vídeo de apoio à candidtaura de Rodrigo da Rocha Loures à
Câmara dos Deputados em 2014. Fez algo semelhante em prol de outro candidato?
Quais?
R. Não, um capacho já era o suficiente.
7. Rodrigo
da Rocha Loures, mesmo após ter assumido vaga na Câmara dos Deputados, manteve
relação próxima com Vossa Excelência e com o Gabinete Presidencial?
R. Sim, para isso banquei ele, que não era ninguém até então.
8. Vossa
Excelência confirma ter estado com Joesley Batista, presidente do Grupo J&F
Investimentos S/A em 7 de março de 2017, no Palácio do Jaburu, em Brasília,
conforme referido por ele em depoimento de fls. 42/51 dos autos do Inquérito nº
4483?
R. Sim, como negar!
9. Qual o
objeto do encontro e quem o solicitou a Vossa Excelência?
R. Trocar de favores e atualização de informação.
10. Rodrigo
da Rocha Loures teve prévio conhecimento da realização desse encontro?
R. foi intermediário.
11. Por qual
motivo a reunião em questão não estava inserida nos compromisso oficiais de
Vossa Excelência?
R. que pergunta é essa? Você colocaria na sua agenda um compromisso
com uma... bem essa acho bobagem responder. Pula!!!
12. Vossa
Excelência tem por hábito receber empresários em horários noturnos sem prévio
registro em agenda oficial? Se sim, cite ao menos três empresários cm quem manteve
encontros em circunstâncias análogas ao de Joesley Batista, após ter assumido a
Presidência da República.
R. meus hábitos são os mais diferenciados possíveis e dependendo do
assunto e com quem, tenho sim. Empresários da rede globo, das offshores entre
outros
13. Vossa
Excelência já havia encontrado Joesley Batista fora da agenda oficial? Quando,
onde e qual o propósito do(s) encontro(s)?
R. Sim, acertos de negócios. Uma mão lava a outra e as duas lava a
cara
14. Em pronunciamento
público acerca do ocorrido, Vossa Excelência mencionou que considerava Joesley
Batista um “conhecido falastrão”. Qual o motivo, então, para tê-lo recebido em
sua residência, em horário, prima facie, não usual, em compromisso extraoficial
e sem que o empresário tivesse sido devidamente cadastrado quando ingressou às
instalações do Palácio do Jaburu (segundo as declarações do próprio Joesley
Batista)?
R. Falastrão, mas rico e com disposição de ajudar os “amigos” se é
que me entende.
15. Vossa
Excelência aventou a possibilidade de realizar viagem a Nova York, no período
de 13 a 17 de maio de 2017? Rodrigo da Rocha Loures chegou a comentar com Vossa
Excelência sobre o interesse de Joesley Batista de encontra-lo na sede da JBS,
naquela cidade?
R. Sim, para mais uma rodada de acertos de negócios.
16. Vossa
Excelência sabe se o ex-ministro Geddel Vieira Lima mantinha encontros ou
contatos com o empresário Joesley Batista, segundo referido por este às fls.
42/51? Se sim, esclarecer a finalidade desses encontros?
R. Sim, acertos financeiros e trafico de influencias.
17. Vossa
Excelência tem conhecimento se o Ministro ELISEU PADILHA mantinha encontros ou
contatos com o empresário JOESLEY BATISTA, segundo referido por este às fls.
42/51? Se sim, esclarecer a finalidade desses encontros?
R. Sim, acertos financeiros e trafico de influencias.
18. No mesmo
depoimento de fls. 42/51, JOESLEY BATISTA disse ter informado Vossa Excelência,
no encontro, sobre a cessação de pagamentos de propina a EDUARDO CUNHA e da
manutenção de mensalidades destinadas a LÚCIO BOLONHA FUNARO, ao que Vossa
Excelência teria sugerido o prosseguimento dessa prática. Em seguida, o
empresário afirmou "que sempre recebeu sinais claros de que era importante
manter financeiramente ambos e as famílias, inicialmente por GEDDEL VIEIRA LIMA
e depois por MICHEL TEMER para que eles ficassem 'calmos' e não falassem em
colaboração premiada". Vossa Excelência confirma ter recebido de JOESLEY
BATISTA, na conversa havida no Palácio do Jaburu, a informação de que ele
estaria prestando suporte financeiro às famílias de LÚCIO FUNARO e de EDUARDO
CUNHA, como forma de mantê-los em silêncio? Em caso de resposta negativa,
esclareceu a JOESLEY BATISTA, na ocasião, que não tinha qualquer receio de
eventual acordo de colaboração de LÚCIO FUNARO ou de EDUARDO CUNHA?
R. Não, essas pessoas roeram a corda, são fracos e merecem ser
presos.
19. Existe
algum fato objetivo que envolva a pessoa de Vossa Excelência e seja passível de
ser revelado por LÚCIO BOLONHA FUNARO ou EDUARDO CUNHA, em eventual acordo de
colaboração?
R. Sim,
20. Vossa
Excelência sabe de algum fato objetivo que envolva o ex-ministro GEDDEL VIEIRA
LIMA e que possa ser mencionado em acordo de colaboração premiada que
eventualmente venha a ser firmado por LÚCIO BOLONHA FUNARO ou por EDUARDO
CUNHA?
R. Sim,
21. Vossa
Excelência conhece LÚCIO BOLONHA FUNARO? Que tipo de relação mantém ou manteve
com ele? Já realizou algum negócio jurídico com LÚCIO BOLONHA FUNARO ou com
empresa controladas por ele? Quais?
R. Amizade. Vários. Lavagem de dinheiro entre outros
fonte: google
sexta-feira, 2 de junho de 2017
O Custo JBS & Cia
Acreditem!!!! Sempre comentei que todo tipo de desenvolvimento tinha seu preço... Olha esse...
O caso JBS-Temer está levando parlamentares a realizar uma exumação nos empréstimos do BNDES, entre 2008 e 2014, quando o banco injetou dinheiro barato em empresas selecionadas pelos governos Lula e Dilma (os “campeões nacionais”) para que pudessem comprar outras empresas no exterior.
Ontem, o senador Álvaro Dias (PV-PR) apresentou no plenário resultados de uma análise preliminar: em um período de seis anos, a União emprestou ao BNDES um total de R$ 716 bilhões. Como o Tesouro Nacional não dispunha do dinheiro, o governo foi ao mercado privado. Tomou recursos pagando juros de mercado, a 14,25% ao ano pela taxa Selic, e repassou à JBS, Odebrecht e outras empresas ao custo entre 5% e 6%, pela TJLP. Negócio de mãe para filho.
O resultado, lembrou, é um subsídio sem precedentes, de R$184 bilhões. “A sociedade vai pagar por isso até o ano de 2060”, disse Dias. Faltam 42 anos para liquidar a conta.
fonte:POR LYDIA MEDEIROS
O caso JBS-Temer está levando parlamentares a realizar uma exumação nos empréstimos do BNDES, entre 2008 e 2014, quando o banco injetou dinheiro barato em empresas selecionadas pelos governos Lula e Dilma (os “campeões nacionais”) para que pudessem comprar outras empresas no exterior.
Ontem, o senador Álvaro Dias (PV-PR) apresentou no plenário resultados de uma análise preliminar: em um período de seis anos, a União emprestou ao BNDES um total de R$ 716 bilhões. Como o Tesouro Nacional não dispunha do dinheiro, o governo foi ao mercado privado. Tomou recursos pagando juros de mercado, a 14,25% ao ano pela taxa Selic, e repassou à JBS, Odebrecht e outras empresas ao custo entre 5% e 6%, pela TJLP. Negócio de mãe para filho.
O resultado, lembrou, é um subsídio sem precedentes, de R$184 bilhões. “A sociedade vai pagar por isso até o ano de 2060”, disse Dias. Faltam 42 anos para liquidar a conta.
fonte:POR LYDIA MEDEIROS
quinta-feira, 1 de junho de 2017
Andreas von Richthofen 'Não queira saber como é minha vida',
Morador da região onde jovem foi encontrado conta que 'ele falava coisas desconexas', mas que não parecia que era bandido
O irmão de Suzane von Richthofen, que estava entre os usuários de drogas retirados de uma casa na Chácara Monte Alegre, em Santo Amaro, na zona sul de São Paulo, na madrugada da última terça-feira (30), disse aos policiais militares que o abordaram: "Nem queira saber como é minha vida", foi o que revelou um dos moradores da região.
O consultor tributário Mauricio Orlando, de 51 anos, que vive na vizinhança onde Andreas von Richthofen, de 29 anos, foi encontrado disse à Folha de São Paulo que o jovem "estava assustado". "Acho que não queria que soubessem quem era", completou.
Andreas rasgou as roupas ao pular as grades de uma casa e ser espetado por lanças. Ele caiu em um jardim e deitou sob a janela, quando moradores perceberam uma movimentação estranha. "Ele falava coisas desconexas. Percebi que não era um bandido", contou Orlando.
Moradores afirmam que Andreas não tinha aparência de alguém que frequentou a cracolândia, "mas estava visivelmente transtornado", disse o agente de importação Renato Gomes Júnior, de 52 anos.
O irmão de Suzane contou que morava na rua República do Iraque, mas que a sua "casa está zoada", que é onde a família Richthofen vivia.
Andreas se assustou com a chegada de um segundo carro da PM e se escondeu no banco do passageiro do carro de um morador. Ele foi arrancado do carro pelo motorista e levado pela PM para uma clínica psiquiátrica.
Suzane von Richthofen foi condenada a 39 anos pelo assassinato do pai e da mãe, em 2002.
Lamentável!!!
'É melhor alguém condenado do que ninguém', diz Moro sobre delações
O juiz federal Sergio Moro foi uma das estrelas de um painel sobre combate à corrupção nas Conferências do Estoril, evento que reúne especialistas de diversas partes do mundo nesta semana em Portugal.Os aspectos éticos da delação premiada, uma vez que o mecanismo acaba beneficiando criminosos confessos, entraram no debate. Moro fez uma longa defesa desses acordos.
É melhor você ter um esquema de corrupção descoberto e algumas pessoas punidas do que ter esse esquema de corrupção oculto pra sempre. É melhor ter alguém condenado do que ninguém condenado", avaliou.Para Moro, as delações foram extremamente importantes para o avanço da Lava Jato.
CRIME ORGANIZADO
O magistrado brasileiro comparou a corrupção ao crime organizado.
"Esse processo do Brasil foi extremamente importante para a expansão das investigações. A utilização desse instrumento também leva também a uma quebra de confiança dentro desses grupos criminosos. Acaba tendo um efeito disruptivo."
"A corrupção sistêmica é tão grave quanto o crime organizado. E aquelas ferramentas que muitas vezes são tidas como essenciais contra o crime organizado, também se fazem necessárias no enfrentamento da chamada corrupção sistêmica", disse Moro.
O juiz curitibano, responsável pela Lava Jato em primeira instância, disse ainda que a corrupção prejudica e economia e também a democracia, uma vez que afeta a confiança que a população tem nos governantes.
"Se as pessoas entendem que a prática de crimes, que a trapaça, passa a ser uma regra de comportamento, isso afeta significativamente a confiança que as pessoas têm no sistema democrático. Esse é o principal aspecto negativo da corrupção sistêmica. Por isso é necessário, urgente e prioritário enfrentar a corrupção em todas as suas formas, mas especialmente essa dita corrupção sistêmica", enfatizou.
Aplaudido de pé no momento de sua chegada, Sérgio Moro dividiu o palco com outros famosos do mundo jurídico: Antonio di Pietro, que foi procurador da Mãos Limpas, operação italiana de combate à corrupção e que é muitas vezes comparada à Lava Jato, e Carlos Alexandre, juiz da operação Marquês, que investiga desvios entre políticos e autoridades em Portugal.
Antes da palestra do trio, a segurança do local foi reforçada e o auditório esvaziado para uma varredura em busca de bombas e armas.
FUTURO
Apesar de reconhecer a magnitude do esquema de corrupção descoberto, Moro afirmou que o Brasil está avançando.
"O Brasil está dando passos sérios e firmes no enfrentamento da corrupção sistêmica e não há nenhuma vergonha nesse tipo de ação", disse o magistrado.
Moro se disse confiante com o futuro pós-Lava Jato."Então embora se tenha muitas vezes uma visão negativa sobre esses casos que estão sendo descobertos no Brasil, peço que vejam esses casos em outra perspectiva. Eu acredito que, apesar de todas essas turbulências, ao final do processo nós teremos um país melhor, com uma economia mais forte e com uma democracia de melhor qualidade, no qual a corrupção sistêmica passe a ser apenas uma triste memória do passado."
fonte: (Folhapress)
Delegado que abriu caso Teori é assassinado
Adriano Antonio Soares abriu as
investigações do acidente aéreo que matou o ministro Teori Zavascki, relator da
Lava Jato, em janeiro deste ano
Dois delegados da Polícia Federal
(PF) foram mortos a tiros na madrugada desta quarta-feira, 31, em uma casa
noturna em Florinópolis (SC). Um deles, Adriano Antonio Soares, era o chefe da
PF em Angra dos Reis e abriu as investigações do
acidente aéreo que matou o ministro Teori Zavascki, relator da Lava
Jato, em janeiro deste ano.
O outro, Elias Escobar, foi delegado
em Volta Redonda por dois anos. Ambos não estavam a serviço e se divertiam na
casa noturna quando houve um desentendimento entre frequentadores do lugar, que
levou a um tiroteio por volta das duas horas.
Uma terceira pessoa também foi
baleada, mas permanece internada em um hospital da cidade. Um dos policiais,
segundo informações do portal de notícias G1,
morreu no local e o outro na unidade de saúde.
Por volta das 5h30min, segundo a
Polícia Militar, pessoas dentro de um carro passaram atirando em frente ao
hospital, mas ninguém se feriu. A Delegacia de Homicídios da Polícia Civil está
investigando o caso, com apoio da PF, mas até agora nenhum suspeito foi detido.
Em janeiro, quando o avião que
transportava Teori caiu, teorias da conspiração espalharam-se pela internet de
que o ministro do Supremo TRibunal Federal (STF) teria sido morto em
decorrência da Lava Jato. A nova ocorrência deve levar às mesmas suspeitas.
fonte: Redação O POVO Online
Foto de Moro está estampada em trem de Lisboa
Juiz é é um dos convidados da 5ª edição das Conferências do Estoril, que reúne personalidades para discussão de temas relacionados à Globalização
O trem que leva passageiros de Lisboa para Cascais, cidade litorânea próxima à capital portuguesa, ganhou um novo visual. Os vagões estão estampados com a foto do juiz Sergio Moro, entre outros convidados da Conferência de Estoril.
O juiz brasileiro participou, na última terça-feira (30) da mesa "Lutar contra o Crime numa Democracia: Qual o papel e limites do Sistema Criminal e Judicial?". Ao lado de Moro estavam o juiz português Carlos Alexandre, o ex-procurador italiano Antonio Di Pietro e o jurista e líder da equipe de defesa de Julian Assange, Baltasar Garzón, de acordo com o site República de Curitiba.
A 5ª edição das Conferências do Estoril aconteceu de 29 a 31 de maio e reuniu personalidades para discussão de temas relacionados à Globalização. O ciclo de debates e palestras promovido por uma empresa privada de consultoria e pela Câmara Municipal de Cascais.
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