terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Começou as Paradas Erradas

PETROBRAS NÃO EXPLICA COMO AVALIOU OS US$ 13 BILHÕES QUE PARENTE VENDEU

Ativos vendidos pela nova direção da petroleira, comandada por Pedro Parente, somam até agora R$ 13,6 bilhões; para a Federação Única dos Petroleiros, a política "não está levando em conta o longo prazo"; os petroleiros criticam também estratégia da empresa de "reavaliar os valores de seus ativos, rebaixando-os (via impairment), para atrair compradores externos, vendê-los com valores abaixo do preço ideal e ainda apresentar um certo ganho"; questionada, a estatal não explicou como foi feita a avaliação de cada ativo nem se houve disputa por eles ou se a companhia buscou apenas um comprador

Todos os ativos vendidos pela nova direção da Petrobras, comandada por Pedro Parente, somam até agora R$ 13,6 bilhões, segundo dados da própria estatal.
As operações, que incluem campos do pré-sal em início do processo de produção, são parte do plano de parcerias e desinvestimentos 2015-2016, apresentado pela empresa, e que "prevê a otimização do portfólio de negócios", de acordo com a companhia.
Em documento elaborado no fim do ano, e assinado pelo economista do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio Econômicos) na subseção da FUP (Federação Única dos Petroleiros) Cloviomar Cararine Pereira, a entidade avalia que a política de venda de ativos "não está levando em conta o longo prazo". "No caso do setor de óleo e gás, como os investimentos e os retornos são longos, não faz sentido abrir mão dos desafios de longo prazo", diz trecho da análise sobre os efeitos dessa política.
O documento traz crítica também à estratégia da empresa de "reavaliar os valores de seus ativos, rebaixando-os (via impairment), para atrair compradores externos, vendê-los com valores abaixo do preço ideal e ainda apresentar um certo ganho".
"Nos últimos anos, as condições para as vendas de ativos no setor de óleo e gás tornam-se muito difíceis, seja pela redução dos investimentos que todas as petroleiras estão fazendo, ou pela aversão aos riscos destas empresas neste momento de baixa no preço do barril. Assim, não é hora de vender ativos no setor de óleo e gás", avalia a FUP.
A Federação faz uma análise também em relação aos efeitos dessas medidas na sociedade: "Perdem os brasileiros quando a Petrobrás toma a iniciativa de sair de algum setor da economia. O que acontece logo após essa saída é aumento nos preços dos produtos e possibilidade de desabastecimento. O caso do gás de cozinha é emblemático e há grande possibilidade de acontecer. O Grupo Ultra, comprador da Liquigás, ficará agora com 50% do mercado de gás de cozinha no país, concentrando as decisões nesse grupo".
O 247 questionou a Petrobras sobre detalhes no processo de vendas dos ativos, como a forma que foi feita a avaliação de cada ativo, quais bancos de investimento participaram de cada uma das avaliações e se houve disputa pelos ativos ou se a companhia buscou apenas um comprador. A estatal respondeu que as informações sobre os fechamentos das vendas estão disponíveis nos fatos relevantes no site de Relacionamento com Investidores, mantido pela empresa, mas o 247 não localizou esses dados.
Confira abaixo o gráfico da Petrobras com a venda dos ativos e aqui o documento da FUP.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Dois coelhos de uma pancada só

Dedução corriqueira de que atuais governadores são perdulários e responsáveis por toda a confusão que se vive decorre de uma visão superficial e preconceituosa
Déficit (Foto: Arquivo Google)
O ano se inicia sem solução para os estados com elevados buracos financeiros, como no caso de Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, onde os atrasos de pagamento a fornecedores e, mais recentemente, a servidores (inclusive aposentados), estão virando rotina e se agigantando. O perigo é a decretada “calamidade financeira” atingir proporções de uma crise social aguda. (Recorde-se a de Alagoas no governo FH, quando uma greve de policiais levou à intervenção branca no estado).
Inexistem passeatas ou apedrejamento de prédios na área federal. A União só evitou uma situação parecida com a dos estados ao financiar via emissão de moeda (com óbvio risco de hiperinflação) seus gigantescos déficits primários acumulados em 2016-17, da ordem de R$ 300 bilhões. Só não aceita adiantar dinheiro aos estados, mesmo com lastro na securitização de recebíveis de sua propriedade. Isso poderia ocorrer como parte do equacionamento de seu enorme problema previdenciário, que, de resto, é idêntico ao que ocorre — também sem solução — nas contas da União. Em estudo que postei no meu blog e em inae.org.br, isso é explicado em detalhe.
O governo acaba de apresentar uma nova proposta de adiamento do pagamento do serviço das dívidas estaduais, com contrapartidas duras para os governadores aprovarem nas assembleias, mas sem contemplar uma injeção de recursos capaz de permitir que esses entes ponham seus atrasados em dia e negociem mudanças estruturais adequadamente. De acordo com a receita de Brasília, servidores, entre outros, teriam de absorver perdas financeiras expressivas sem saber quando passariam a receber seus rendimentos regularmente.
A Câmara desaprovou essa proposta, e o governo vetou a desaprovação, estando o assunto hoje no limbo. Continua, então, o alto risco de uma crise social sem precedentes nas capitais respectivas. Liminar da presidente do STF acaba de impedir novo bloqueio mensal das contas do Estado do Rio para pagamento de parte do serviço de sua dívida com a União. Isso mostra que a intransigência do governo em adotar uma solução razoável para o assunto poderá gerar o pior dos mundos, que seria a suspensão pura e simples dos pagamentos de dívida pelos estados, supondo o julgamento final do mérito a seu favor, em face das frágeis camadas atingidas. Seria o Poder Executivo se mostrando, uma vez mais, incapaz de resolver seus próprios problemas junto com o Congresso, enquanto o STF salva a pátria.
A saída via securitização de recebíveis decorre da constatação de que o “X” da questão é o gigantesco déficit previdenciário do setor público, que produz um passivo atuarial igualmente gigantesco nos estados, na União e nos municípios. Esse passivo tem de ser equacionado conforme dita o artigo 40 da Constituição, combinando a destinação de ativos e de contribuições dos empregados, aposentados, pensionistas e empregadores a um fundo específico para tal fim.
Um subproduto importante desse equacionamento é exatamente a possibilidade de antecipar a receita da venda de parte desses recebíveis no curto prazo, que normalmente levaria muito tempo para se viabilizar nos mercados privados, para cobrir os déficits previdenciários de curto prazo, hoje com valor próximo aos dos buracos financeiros citados. Ou seja, ao equacionar os dois buracos simultaneamente, matar-se-iam dois coelhos de uma cajadada só.
Só falta agora o STF repetir o que fez há pouco, na novela dos juros simples versus compostos, mandando os demais poderes chegarem a uma solução, como a que sugeri, que equacione simultaneamente os problemas conjuntural e estrutural.
A dedução corriqueira de que os atuais governadores são perdulários e responsáveis por toda a confusão que se vive decorre de uma visão superficial e preconceituosa sobre a matéria. Examinando os balanços daqueles três estados em 2015, na pior recessão de nossa história, constatei que, em média, os governadores só administram, de fato, parcela de 40% da Receita Corrente Líquida estadual (RCL).
Com essa reduzida fatia, tiveram que pagar os gastos com pessoal ativo, outros custeios e investimentos de todas as secretarias do Poder Executivo, exceto Saúde e Educação, e toda a conta de inativos e pensionistas do estado. E como esse orçamento residual de secretarias (que inclui a área crítica de segurança) consumiu 31% da receita, ficou impossível bancar a conta de inativos e pensionistas, que foi de praticamente o mesmo valor — 32%, sobrando o déficit de 23% da RCL, que se reduziu para 15% desta, após consideradas receitas de capital residuais de 8% da RCL. Daí ser a previdência o “X” da questão.

Obviamente, os 60% iniciais foram usados para pagar os gastos dos verdadeiros “donos do orçamento”, com pouca ingerência dos governadores, ou seja, as despesas dos demais poderes (Legislativo, Judiciário, Ministério Público, Tribunal de Contas), exclusive inativos e pensionistas, e os gastos financiados com receitas cativas nas áreas de Saúde e Educação, sem falar no Serviço da Dívida.
Fonte: O globo - 09/01/2017

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Queria ter um governo desses!!!


E então??? o Que achas? comentem


Petrobras vende seus ativos no Chile

RIO-A Petrobras informou que concluiu nesta quarta-feira a operação de venda de 100% de seus ativos no Chile - Petrobras Chile Distribuición Ltda (PCD) - para a Southern Cross Group, no valor total de US$ 470 milhões. Do total a ser pago de acordo com a Petrobras, US$ 90 milhões foram oriundos da distribuição de dividendos líquidos de impostos da PCD, ocorrida em 9 de dezembro de 2016, e os demais US$ 380 milhões foram pagos, nesta quarta pela Southern Cross Group. O negócio foi assinado em julho do ano passado e segundo a Petrobras, o valor ainda está sujeito a ajustes finais.APCD é uma empresa de distribuição de combustíveis da Petrobras no Chile e conta com 279 postos de serviços, uma fábrica de lubrificantes, oito terminais de distribuição, operações em 11 aeroportos e participação em duas empresas de logística. A Petrobras explicou que a operação também inclui o licenciamento das marcas Petrobras e Lubrax, por um período de oito anos, podendo ser renovado.
A Southern Cross Group é um fundo de Private Equity, com US$ 2,9 bilhões em ativos sob gestão, e foco em investimentos na América Latina, em empresas nos setores industriais, de serviços, logística e de produtos de consumo.
A venda dos ativos no Chile fez parte do programa de desinvestimentos da Petrobras para o período 2014/16 que atingiu US$ 13,6 bilhões, abaixo da meta que era de US$ 15,1 bilhões. A Petrobras se justificou no fim do ano passado que só não conseguiu atingir a meta por conta de uma liminar na Justiça de Sergipe suspendeu as negociações para a venda dos campos de Tartaruga Verde e Baúna para a empresa Karoon Gas australia. Por conta disso, a companhia passou essa operação para a meta de desinvestimentos de 2017/18 que passou de US$ 19,5 bilhões para US$ 21 bilhões.


Leia mais: http://oglobo.globo.com/oglobo-20729577#ixzz4UsvepZoA

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Aprende Brasil...

Ford desiste de nova fábrica no México para investir nos EUA


A Ford anunciou nesta terça-feira (3) ter decidido cancelar um plano de US$ 1,6 bilhão para construir uma nova fábrica no México, a fim de impulsionar a produção de veículos elétricos nos Estados Unidos.
Em um comunicado, a companhia informou que “a Ford anunciou ter cancelado os planos para a nova fábrica em San Luis Potosí, México”.
A empresa se propõe a criar 700 postos de trabalho e investir US$ 700 milhões em quatro anos para ampliar sua fábrica de Flat Rock, no Michigan (norte dos EUA), para a produção de automóveis elétricos e sem motorista.
Em nota, o governo do México reagiu.
“O governo do México lamenta a decisão da Ford”, apontou o comunicado do Ministério mexicano da Economia, acrescentando que a companhia terá de pagar qualquer investimento que o governo local tenha realizado para facilitar a construção da fábrica.
O comunicado do Ministério da Economia lembrou que “os empregos gerados no México contribuíram para manter os empregos manufatureiros nos Estados Unidos, que, de outra forma, teriam desaparecido com a concorrência asiática”.
A nova fábrica no México criaria cerca de 2.800 postos de trabalho e foi aprovada pela companhia no início de 2015.
“A Ford construirá sua próxima geração de Focus em uma fábrica existente em Hermosillo, México, para melhorar a rentabilidade da companhia”, explicou a Ford em um comunicado, onde anunciava o cancelamento do projeto.
O diretor-executivo da Ford, Mark Fields, disse à CNN que a empresa analisou todos os fatores antes de adotar uma decisão, “incluindo aquele que vemos como um ambiente mais positivo para a indústria, com o presidente eleito Donald Trump”.
O diretor garante que “não fez um trato com Trump”.
“Fizemos pelo nosso negócio”, frisou.
Fields acrescentou que o presidente da empresa, Bill Ford, conversou com Trump na manhã desta terça-feira. O republicano já havia criticado a montadora.
“É literalmente um voto de confiança em algumas das políticas que têm sido planejadas e é a razão pela qual tomamos essa decisão de investir aqui, nos Estados Unidos, e na nossa fábrica em Michigan”, disse Fields.
O executivo relatou ainda que conversou com o vice-presidente eleito, Mike Pence, que “se mostrou muito contente com a notícia e com a decisão de fazer investimentos nos Estados Unidos”.
“Isso é bom não apenas para a Ford, como também para os Estados Unidos e para os trabalhadores americanos”, expressou.
Fields explicou que a decisão de se concentrar nos carros elétricos é parte do compromisso já manifestado pela companhia de investir US$ 4,5 bilhões no desenvolvimento desse tipo de veículo.
“Nossa visão é que a eletrificação vai crescer. Queremos ser líderes nisso”, alegou.
Na manhã desta terça, Donald Trump ameaçou impor “um alto imposto fronteiriço” à companhia americana de automóveis General Motors por fabricar no México um modelo da Chevrolet vendido nos Estados Unidos livre de impostos.
“A General Motors entrega automóveis Chevy Cruze, fabricados no México, a seus concessionários dos Estados Unidos sem pagar impostos. Fabriquem nos Estados Unidos, ou paguem um alto imposto fronteiriço”, tuitou o presidente eleito, que toma posse em 20 de janeiro.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Projetos inacabados geram perdas de R$ 2 bi para a Petrobras

Obras inacabadas da estatal somam R$ 6,25 bilhões

Rio – A Petrobras inicia o ano de 2017 com o caixa menos comprometido com dívidas do que ingressou em 2016. No mercado financeiro, as ações estão em escalada ascendente. Mas, no seu encalço, ainda existem R$ 6,25 bilhões (valor contábil) de obras inacabadas, que já não condizem com a nova Petrobras.
Sem destino definido, esses projetos geraram perdas de R$ 2,05 bilhões por desgaste, por causa do passar do tempo, como informou a empresa na última demonstração financeira, relativa ao período de janeiro a setembro deste ano. Mudanças nas condições de mercado, como no câmbio e na cotação do petróleo, corroeram parte do dinheiro investido e alguns deles se tornaram definitivamente inviáveis.
“Parar grandes obras como a do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro) gera prejuízos fantásticos. Qualquer retomada tem alto custo. E a paralisação acontece justamente num momento em que o País precisa de refino (para reduzir a importação de combustíveis)”, avalia o vice-presidente da Associação de Engenheiros da Petrobras (Aepet), Fernando Siqueira.
Na lista de perdas por causa da mudança de rumo da empresa estão empreendimentos suspensos, como o Comperj, no qual já foram investidos US$ 13 bilhões, sem a segurança sequer de que virá a funcionar um dia, e outros definitivamente abandonados. Hoje, a meta da diretoria da Petrobras é sanar o caixa e deixar a liderança do ranking das petroleiras mais endividadas do mundo.
Para isso, mira na venda de ativos e prioriza a exploração e a produção de petróleo e gás natural em áreas de grande produtividade e rentabilidade, como o pré-sal, que deve ser processada em suas próprias refinarias no Brasil ou exportada como matéria-prima bruta. A ideia é fazer isso sozinha ou ao lado de grandes petroleiras, suas parceiras estratégicas, como a francesa Total.
Ficou no passado o projeto de usar o pré-sal como âncora de um plano de governo de industrialização, que previa a transformação do petróleo de alta rentabilidade em insumo para fabricação de produtos de alto valor agregado, em unidades que seriam construídas pela estatal isoladamente, com sócios ou por terceiros.
Durante a gestão petista da petroleira, em que plantas chegaram a ser construídas, investidores privados demonstraram interesse em estar ao lado dela. Mas, chegada a crise, o plano foi abandonado, investidores desapareceram e grandes projetos ficaram no meio do caminho.

Baixas contábeis

Muitos desses investimentos interrompidos geraram baixas contábeis em sucessivos resultados financeiros da petroleira e ainda geram custos mensais de manutenção à companhia.
Fazem parte da lista de desistência: quase a totalidade do Comperj, no Rio de Janeiro; a segunda fase da Refinaria Abreu e Lima (Refinaria do Nordeste – Rnest), em Pernambuco, onde já foram investidos US$ 17 bilhões; a Petroquímica Suape, em Pernambuco; a Unidade de Fertilizante Nitrogenado III, situada no município de Três Lagoas (MS); a usina de Quixadá, produtora de biodiesel na Bahia; e um conjunto de comboios da Transpetro, subsidiária de logística da estatal, para navegação em hidrovias.
De alguns deles, a Petrobras definitivamente desistiu. É o caso da Petroquímica Suape, cuja venda para o grupo mexicano Alpek foi fechada na semana passada, da unidade de fertilizantes, da usina de Quixadá, que também estão à venda, ao lado de áreas produtoras de óleo e gás, dentro do plano de desinvestimento.
A construção dos comboios da Transpetro pelo estaleiro Tietê foi suspensa. Enquanto outros projetos, para irem adiante, ainda dependem da atração de sócios, por enquanto desconhecidos, como o Comperj e a segunda fase da Rnest.
Há obras definitivamente canceladas, ainda que na fase inicial, como as refinarias premium, projetadas para os Estados do Ceará e do Maranhão. Os terrenos onde seriam construídos os projetos estão abandonados, enquanto os respectivos governos estaduais tentam atrair sócios para substituir a Petrobras.
Campos produtores de petróleo e gás foram suspensos à espera da melhora nas cotações do petróleo e do real frente ao dólar, o que pode torná-los economicamente viáveis novamente. Não chegam a ser abandonos, mas postergações, projetos que podem ser retomados em algum momento com a mudança de cenário da indústria petroleira. Procurada pela reportagem, a Petrobras não se pronunciou sobre o assunto. 
fonte: jornal O Estado de S. Paulo.

A importância da qualidade da água na produção de cerveja

A água é o principal constituinte da cerveja, correspondendo a aproximadamente 95% da bebida e, por esse motivo, suas características influe...