terça-feira, 20 de setembro de 2016

5 MOTIVOS PARA PRIVATIZAR A PETROBRAS JÁ. Como pode existir pessoas assim.

Se Temer quer, mesmo, ser mais presidente, como declarou a “O Globoentão pode começar livrando-se da Petrossauro. Você é louco amigo!!!!

Aí vão cinco razões:
1. Ao contrário do que dizem, não gera riqueza para ninguém, além daqueles que se locupletam com as falcatruas. Em maio de 2008, a Petrobras valia R$ 510 bilhões – seu recorde. Hoje, após a revelação das ladroagens que carcomeram a estatal, está valendo R$ 183 bilhões. Sim, uma queda de 64%. Isso é “gerar valor”? Além disso, a Petrobras não tornou o Brasil autossuficiente em petróleo, o seu objetivo principal. NOTA: Muitos das perdas estão relacionadas a baixa histórica do preço do petróleo. Amigo tem uma lista bem extensa de empresas que se desvalorizam. Isso é mercado. A Vale perdeu 180 bilhões em valor de mercado, em virtude, basicamente, pela queda no preço das commodities. Tem o Santander, CSN, Eletrobras, Usiminas, Gerdau, Bradespar, PDG, Banco do Brasil, HRT Petróleo, OGX, BM & F Bovespa, All ferrovias, Natura, entre outras, seu bobo!!!


2. A Petrobras não destrói a riqueza apenas dos investidores. Mesmo quem está fora da Bolsa (a grande maioria dos brasileiros) arca com os descalabros da estatal. Todos bancam os prejuízos e as sanguessugas que infestam a empresa por meio dos impostos, da sangria de recursos do Tesouro para cobrir seus rombos e do preço alto da gasolina, em momentos de queda do petróleo no mercado internacional. . NOTA: Isso se resolve com uma administração correta sem politicagem e com mais gerência do povo brasileiro.


3. A Petrobras tem uma gestão totalmente inepta, fruto de décadas como cabide de emprego para “aspones” de políticos. Segundo relatório da Mckinsey, os projetos de construção de plataformas FPSO da estatal demoram 68% mais que a média global para concretizar-se Pior: nem esse prazo incompetentemente maior é cumprido. Na média, o atraso na entrega é de 12 meses. Pior: os custos de produção são 350% maiores. NOTA: Isso se resolve com fiscalização, da mesma forma que acompanhamos nosso time do coração deveríamos acompanhar nossas estatais.

4. A desculpa era de que os atrasos fazem parte do aprendizado da indústria local, que precisa desenvolver tecnologia para atender aos percentuais de conteúdo nacional. Mentira: como se viu na Lava Jato, a ideia é mesmo restringir o mercado aos amigos da corrupção. A Embraer é uma empresa competitiva internacionalmente, porque incorpora em seus projetos o que há de mais moderno em tecnologia no mundo, e não porque fica reinventando a roda juntamente com parceiros que só querem uma boquinha. NOTA: Basta rever conceitos e promover uma ampla discussão popular. Existem outras maneiras de aquecer a indústria local, muito pouco para justificar a venda de uma empresa estratégica.



5. A Petrobras não gera tecnologia como as petrolíferas privadas. A estatal tem 1.515 pedidos de patentes. A Shell, mais de 16 mil.
NOTA: Isso é culpa da empresa ser estatal???

Cara vai procurar o que fazer!!!

FORA PETROBRAS. O DINHEIRO É NOSSO!
Chega de trololó, Pedro Parente: se a Petrobras recuperar-se, será, para variar, às custas dos pagadores de impostos.
A empresa é um mostrengo criado pelo nacional-esquerdismo. É preciso vender essa joça.
Fora Petrobras. O dinheiro é nosso!


Cara você é um papagaio de pirata.

Petrobras divulgará plano de investimento 2017-2021 na terça-feira

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras informou nesta segunda-feira que divulgará na terça-feira o seu Plano de Negócios e Gestão 2017-2021, segundo a assessoria de imprensa da estatal.
O plano está sendo avaliado nesta segunda-feira pelo Conselho de Administração da estatal, mas não havia uma data para a divulgação.

Mais cedo, a empresa marcou para as 10h de terça-feira uma conferência com jornalistas para detalhar o plano. Após falar com a imprensa, diretores vão participar de uma teleconferência com analistas e investidores, às 12h30.

Uma prévia sobre o plano realizada pela Reuters indicou que a Petrobras poderá reduzir os investimentos para o período de cinco anos em 21 por cento, para 77,5 bilhões de dólares.

Analistas esperam um plano que dê mais transparência sobre a estratégia da companhia e que revele uma empresa mais enxuta e realista.


Fonte: Extra (Por Marta Nogueira)

Dia "D" da Petrobras: por que o plano de negócios pode destravar alta de até 45% na ação

O conselho de administração da Petrobras avaliará hoje seu novo plano de negócios, que tem como objetivo acelerar o processo de redução de seu endividamento.


SÃO PAULO - O conselho de administração da Petrobras (PETR3PETR4) avaliará nesta segunda-feira (19) seu novo plano de negócios - o primeiro na gestão de Pedro Parente, indicado ao cargo em junho pelo presidente Michel Temer. O anúncio será feito ao mercado na terça-feira às 10h (horário de Brasília). 
Com objetivo de acelerar o processo de redução de seu endividamento, a estatal deve ampliar seus esforços para reduzir o mais rápido possível o seu elevado endividamento por meio de venda ativos e corte de custos nos próximos cinco anos. 
"Acreditamos que o plano refletirá o pragmatismo da nova alta administração da Petrobras e incluirá mudanças positivas importantes, que sustentarão nossa aposta bastante evidente de que o processo crucial de desalavancagem da Petrobras será acelerado", destacou, em relatório, o analista Gustavo Allevato, do Santander.
O que a Petrobras pode trazer de novo?
-Desinvestimentos
Segundo Allevato, embora tenha a expectativa de que a Petrobras possa reiterar a meta de desinvestimento de 2016 de US$15,1 bilhões, ele acredita que a empresa possa atualizar a meta para 2017 a 19 para um patamar mais realista de cerca de US$ 30 bilhões (ou US$ 10 bilhões ao ano) contra o objetivo anterior de US$ 42 bilhões entre 2017 e 2018.
Segundo ele, as metas de desinvestimento da empresa permanecem entre as variáveis mais importantes a serem monitoradas, citando entre os benefícios para a empresa: redução imediata na dívida líquida; economias a partir do recuo nas despesas financeiras; e melhorias no perfil da dívida da empresa, que, por sua vez, devem ajudar a Petrobras na extensão de parte de sua dívida que vence no curto prazo.
Como parte do plano de venda de ativos lançado em 2015, a estatal já concluiu três operações, somando US$ 4,6 bilhões. A lista de vendas fechadas inclui negócios na Argentina e no Chile, 49% de suas subsidiárias de participações em distribuidoras de gás canalizado e a área de Carcará, na região do pré-sal. A empresa deve anunciar também em breve a venda de sua rede de gasodutos da região Sudeste, por US$ 5,2 bilhões. As negociações com um consórcio liderado pela canadense Brookfield já foram concluídas e dependem apenas de aval do conselho.
Para Allevato, a aquisição recente da "mudança de paradigma" aumentou a confiança na execução da empresa no que se refere a seu plano de desinvestimento. "A nosso ver, a venda recente realizada pela Petrobras de US$2,5 bilhões de seu bloco Carcará (BM-S-8, o primeiro bloco do pré-sal vendido pela Petrobras) foi uma mudança de paradigma que aumentou nossa convicção sobre a capacidade da empresa de cumprir seu plano de desinvestimento ambicioso", comentou.
-Investimentos

A Petrobras revisou duas vezes seu plano de investimentos de 2015 a 2019 desde sua publicação inicial em junho de 2015. Enquanto o plano original indicava R$ 130 bilhões em investimentos, esse número foi reduzido em US$ 10 bilhões, para US$120 bilhões em outubro de 2015 e, em janeiro de 2016, foi mais uma vez diminuído, para US$ 98 bilhões.
Para seu plano estratégico de 2017 a 2021, o Santander acredita que a Petrobras possa reduzir seus investimentos em cinco anos para aproximadamente US$ 60 a 70 bilhões ou US$ 12 a 14 bilhões por ano, trazendo os investimentos cada vez mais próximos aos níveis de manutenção que eram de US$ 11 bilhões a 12 bilhões ao ano. 
Allevato espera uma baixa significativa em investimentos comparados a planos anteriores e acredita que, nos próximos dois anos, os investimentos possam ser ainda menores que a média para todo o período.
Ele acredita que a Petrobras irá priorizar novamente seus investimentos no segmento de exploração e produção, que conta com retorno superior (em comparação a midstream e downstream), uma estratégia que considera correta. 
O que isso significa na prática?
O reflexo disso, na prática, pode ser um aumento adicional no preço-alvo do papel, que poderia passar de R$ 20,00 para R$ 21,70 - ou alta de 45% frente ao fechamento da última sexta-feira -, usando a mediana das projeções feitas pela banco. Nesse cenário, o banco adota que a empresa irá anunciar desinvestimentos na ordem de R$ 9 bilhões, em média, por ano entre 2017 e 2019 e investimentos de US$ 13 bilhões no mesmo período. 
No teste de sensibilidade do Santander, no entanto, o papel poderia atingir no cenário mais otimista os R$ 23,30 - ou alta de 56% -, caso o plano de negócios trouxesse investimentos na casa dos US$ 13 bilhões entre 2017 e 2021 e desinvestimentos de US$ 13 bilhões. O banco não traz projeções para as ações preferenciais da empresa. Já no pior cenário, com investimentos em US$ 9 bilhões e desinvestimentos em US$ 5 bilhões, o preço-alvo da ação cairia para os R$ 19,40.
Em relatório, o analista destaque que a Petrobras é atualmente a principal recomendação do Santander no Brasil, citando que o anúncio do plano estratégico será o catalisador mais importante para a empresa no curto prazo. 
Para o analista, o plano estratégico da estatal deve trazer atualizações importantes para algumas variáveis-chave da empresa, em particular no que diz respeito aos investimentos e desinvestimentos. No relatório, Allevato cita a Petrobras como a "principal recomendação do banco no Brasil". 
O banco espera que revisões importantes sejam anunciadas, com o foco dominante ainda na desalavancagem e na melhoria da liquidez da empresa. A estimativa é que o índice de dívida líquida/Ebitda da empresa - que era de 5,3 vezes ao final de 2015 - irá baixar lentamente nos próximos anos, atingindo 2,8 vezes em 2019, projeta o Santander. "Embora ainda acima da meta da empresa de 2,5 vezes, isso representaria um processo significativo de redução da alavancagem", reforçou Allevato.


Lava Jato faz primeira denúncia por cartel de empreiteiras na Petrobras

Ministério Público Federal pede ressarcimento pelos desvios no valor de R$ 105 milhões e US$ 12 milhões para os denunciados ligados à Queiroz Galvã
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De acordo com a denúncia, ex-executivos das empresas fraudaram licitações da Petrobras entre 2006 e 2014


A força-tarefa de procuradores da Operação Lava Jato denunciou nesta terça-feira (13) oito pessoas ligadas às empreiteiras Queiroz Galvão e Iesa Óleo e Gás pelos crimes de cartel e fraude em licitação. É a primeira denúncia envolvendo integrantes do cartel de empresas que fraudava licitações na estatal.
Na ação, o Ministério Público Federal pede ressarcimento pelos desvios no valor de R$ 105 milhões e US$ 12 milhões para os denunciados ligados à Queiroz Galvão e de R$ 47 milhões, além de US$ 2 milhões, no caso dos envolvidos da Iesa.

Denúncias
De acordo com a denúncia, ex-executivos das empresas fraudaram licitações da Petrobras entre 2006 e 2014. Segundo os procuradores, as apurações mostraram que houve oferecimento e pagamento de propina para ex-diretores da Petrobras que se comprometeram a manter o funcionamento do cartel.
A Agência Brasil entrou em contato com as empresas e aguarda retorno.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Ex-senador Delcídio do Amaral diz que Lula 'escancarou' a Petrobras ao PMDB para escapar do mensalão

Senador diz que Lula inaugurou a fase de negociar cargos dentro da Petrobras com aliados políticos
Em depoimento prestado aos investigadores da Lava Jato, o ex-senador petista Delcídio do Amaral (PT-MS) declarou que o ex-presidente #Lula foi o principal responsável por "abrir" as portas da #Petrobras ao partido do atual presidente da República, Michel Temer, o PMDB. A declaração do parlamentar cassado foi feita em delação premiada aos investigadores de Curitiba e gravada em vídeo para que seja anexada ao processo que denuncia tanto o petista quanto Paulo Okamoto, presidente do Instituto Lula e mais seis envolvidos pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
Com as denúncias oferecidas no último dia 16, pela Procuradoria Geral da República (PGR) contra Lula, sua mulher Marísa Letícia e mais seis envolvidos, as declarações feitas por Delcídio do Amaral deverão esclarecer mais ainda qual seria a real influência do antecessor de Dilma na relação entre as estatais brasileiras e a classe política brasileira. A declaração do ex-senador mostra, de antemão, que Lula "escancarou" a Petrobras ao PMDB para escapar do #Mensalão.
A "abertura" que Lula deu ao PMDB se deu em um momento grave para o petista. De um lado, ceder ao partido que ainda não participava do governo naquela época seria necessário para livrar o próprio filho, Fábio Luís, sócio da Gamecorp, uma empresa de jogos que era acusada de manter negócios considerados suspeito com a antiga Telemar, atual Oi. Além disto, o ex-presidente precisava manter a governabilidade em virtude de um possível enfraquecimento por causa da CPI dos Correios. A aliança com o partido considerado oposição seria estratégico para enfraquecer um possível impeachment ainda no seu mandato.
O mais interessante é que uma possível aliança com o PMDB já teria sido tentada com a ajuda de José Dirceu, na época em que o mesmo ocupava a Casa Civil. Certo do apoio dos partidos que o elegeram, Lula, num primeiro momento, rejeitou tal possibilidade. Delcídio declarou que, durante a CPI dos Correios, ele era o presidente de tal comissão e, portanto, todos os relatórios apontavam para o indiciamento do ex-presidente. Foi do próprio petista, a afirmação de que ele ou se abraçava com a legenda peemedebista ou estaria "morto", no sentido político. 
A entrada do PMDB serviu para deflagrar de vez a política adotada por todos os governos petistas de indicarem seus aliados para cargos estratégicos dentro das principais estatais brasileiras. Além disto, as escolhas para tais cargos serviram de moeda de troca do governo para com os partidos que foram fazendo parte de sua base aliada. Se antes do acordo petista, a predominância dentro das empresas controladas pelo Palácio do Planalto era do DEM, depois da adesão peemedebista, a prevalência passou para a sigla do ex-vice de Dilma Rousseff.
Além de apontarem seus indicados, tanto o PMDB quanto outros aliados passaram a ter nestas estatais uma fonte de arrecadação mais eficiente para o governo. O próprio Lula, enquanto presidente, sofria pressão dos aliados para que as arrecadações fossem mais eficientes. Apesar de negar tal conhecimento sobre estes fatos, Delcídio desmentiu o petista ao afirmar que, por diversas, o antecessor de Dilma foi visto em reuniões com Paulo Roberto Costa, indicado pelo Partido Progressista (PP) para o cargo de diretor da Petrobras a fim de discutir campanhas que melhorassem a arrecadação do órgão como o pré-sal e a instalação de refinarias pelo país. 


Os traficantes do ‘ouro’ da Petrobras

A cada vez que caía a noite em Duque de Caxias, na região metropolitana do Rio, um caminhão-tanque, às vezes disfarçado de caminhão-pipa, atravessava uma estrada de terra para entrar em um sítio, com uma casa abandonada e sem mais testemunha que a de um caseiro que plantava alface. Uma vez dentro, o motorista puxava uma mangueira preta escondida sob a vegetação, a encaixava num ponto de extração ilegal e abria a chave que trazia de um duto da Petrobras, a 1,5 quilômetro dali, milhares de litros de petróleo cru. A operação, contínua e supervisionada por homens armados com espingardas, constituía um enorme negócio para um grupo de milicianos e seu controle lhes custou a vida.

Entre os beneficiários desse esquema de roubo de óleo estavam Sérgio da Conceição de Almeida, o Berém do Pilar, pré-candidato a vereador pelo PSL e conhecido no seu bairro como “o cara que cuidava da segurança”, Denivaldo Meireles, segurança privado e com vínculos com a milícia, e Leandro da Silva Lopes, pré-candidato a vereador pelo PSDB e com duas passagens na polícia por suspeita de homicídio. Os três foram mortos por homens encapuzados com dezenas de tiros entre junho e julho deste ano, engordando a lista de políticos assassinados na Baixada Fluminense nos últimos meses. Com eles – tirando Denivaldo que não tinha filiação partidária –, são mais de uma dezena os políticos ou candidatos mortos na região, execuções que não necessariamente têm uma motivação eleitoral – há dois crimes passionais –, mas que evidenciam os perigosos e aceitos vínculos entre o crime e a política local.
A investigação da Polícia Civil aponta agora que quem os matou não estava tão incomodado com a ascensão eleitoral das vítimas, mas sim com o nutritivo negócio que gerenciavam. “Não mataram por serem candidatos. Há um outro ingrediente que é uma bomba relógio em época de eleição: dinheiro. E isso mata gente”, explica o delegado Giniton Lages, da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, responsável pela investigação.
Os métodos usados pelos três supostos milicianos envolvidos não eram para amadores. Eles tinham conseguido furar sem causar vazamentos um duto de 24 polegadas e interligar uma segunda tubulação clandestina por onde passavam 20.000 litros de petróleo por hora e que se estendia por 1,5 quilômetro até chegar ao sítio onde carregavam os caminhões. A sofisticação do esquema aponta, segundo suspeita a polícia, que os criminosos contavam com a ajuda de funcionários ou ex-funcionários da petroleira com conhecimentos específicos da empresa e que forneciam informação privilegiada. Uma vez extraído, o petróleo podia ter vários usos comerciais que estão sob investigação: de combustível para caldeiras industriais e da indústria naval à matéria prima para refinarias clandestinas. Há informações de que os caminhões viajavam até São Paulo, o que ampliaria a rede comercial dos criminosos muito além da Baixada Fluminense.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

O valor da propina no âmbito da Petrobras totalizou R$ 6,2 bilhões

O valor da propina no âmbito da Petrobras totalizou R$ 6,2 bilhões, segundo o procurador do Ministério Público Federal (MPF), Deltan Dallagnol. A cifra é a soma de todo valor pago por empresas para obter benefícios, principalmente no governo federal.
Mas o procurador afirma que o valor é ampliado se se considerar que o esquema extrapola o âmbito da petroleira, tendo investigações acerca de contratos da Caixa Econômica Federal, Eletrobras e dos ministérios da Saúde e do Planejamento.
O procurador diz que o esquema era liderado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que houvesse governabilidade no país. Dallagnol afirma que, em um país que se vale do presidencialismo de coalizão, o chefe do Executivo precisa de apoio de outros partidos para aprovar projetos no Congresso. “O presidente não consegue governar sozinho”, diz.
O procurador diz que, no entanto, no caso do governo de Lula, tal formato era corrompido. Ele diz que o presidente aceitava indicações para cargos públicos em troca de apoio e que “as indicações valiam propinas”. O procurador diz que o ex-presidente da República “tinha papel central no esquema”.

Dallagnol afirma que sem o aval de Lula os diretores da Petrobras não teriam capacidade de autorizar as propinas. “Conclusão inequívoca: Lula era o elo comum entre o esquema partidário e o esquema de governo”, diz ele sobre o que chama de um esquema criminoso de “macrocorrupção”, no qual empresas eram cooptadas pelo governo federal para participar de contratos públicos em troca de propinas.  

A importância da qualidade da água na produção de cerveja

A água é o principal constituinte da cerveja, correspondendo a aproximadamente 95% da bebida e, por esse motivo, suas características influe...