segunda-feira, 6 de junho de 2016

Lula escalou Dutra para 'esvaziar' CPI, diz ex-diretor da Petrobras

Em delação premiada, tornada pública pelo Supremo Tribunal Federal na quinta-feira, o ex-diretor de Internacional da Petrobras Nestor Cerveró afirmou que, em 2009, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva escalou o ex-senador José Eduardo Dutra (PT-SE) para "esvaziar" a Comissão Parlamentar de Inquérito aberta para investigar desvios na estatal petrolífera.
Dutra foi presidente da Petrobras (2003-2005) no primeiro mandato do petista e exerceu mandato de senador pelo PT entre 1995 e 2003. No período de 2010 a 2011 foi presidente do partido Dutra morreu no ano passado, aos 58 anos.
"Em 2009, foi instalada no Congresso Nacional uma CPI sobre a Petrobras", relatou Cerveró, no dia 7 de dezembro de 2015. "Na época, José Eduardo Dutra era o presidente da BR Distribuidora. Em razão da CPI, o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva atribuiu a José Eduardo Dutra a missão de participar do 'esvaziamento' da CPI da Petrobras."


"Que, então, para cumprir essa missão, José Eduardo Dutra deixou a presidência da BR Distribuidora", diz o termo de declaração de Cerveró. Segundo o delator, Dutra, embora não fosse mais senador, "era muito bem conceituado como político, tendo facilidade de diálogo, inclusive com a oposição".
Outro delator da Lava Jato, o engenheiro Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, revelou aos investigadores que mandou pagar R$ 10 milhões a um dos integrantes da CPI, o ex-senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), morto em 2014. A comissão foi encerrada em 18 de dezembro de 2009. Guerra era um dos 11 integrantes do colegiado - três eram da oposição e acusaram, na ocasião, o governo de impedir as apurações.
Ao ser instalada, a CPI mirava em sete empreendimentos da Petrobras, entre eles as obras da refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco - primeiro alvo da Lava Jato na Petrobras.
A revelação de Cerveró sobre o suposto empenho de Lula em "esvaziar" a CPI da Petrobras está no Termo de Colaboração 11/12, que aborda o tema "Indicação para a Diretoria da BR Distribuidora e distribuição de atividades na BR Distribuidora"
Nesse trecho da delação de Cerveró, os investigadores registram que, em 2008, o executivo foi exonerado da Diretoria Internacional da Petrobras, mas, em razão de Cerveró ter viabilizado a contratação da Schahin como operadora da sonda Vitória 10.000 - quando ainda ocupava aquele posto -, "havia um sentimento de gratidão do Partido dos Trabalhadores para com o declarante".
Empréstimo
Cerveró apontou detalhes desse capítulo emblemático do PT, alvo de uma das etapas da Lava Jato - o empréstimo de R$ 12 milhões que o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula, tomou no banco Schahin, em outubro de 2004. Segundo Bumlai, o PT foi o destinatário do montante. A força-tarefa da Lava Jato afirma que, em troca, a Schahin ganhou contrato com a Petrobras de US$ 1,6 bilhão, em 2009, para operar o navio-sonda Vitória 10.000.
"Essa contratação objetivava a quitação de um empréstimo do PT, perante o banco Schahin, garantido por José Carlos Bumlai", diz o termo de declaração de Cerveró. "Como reconhecimento da ajuda do declarante nessa situação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu indicar o declarante para uma diretoria da BR, a Diretoria Financeira e de Serviços."
O Estado procurou o Instituto Lula, mas até a conclusão desta edição não obteve resposta. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


sexta-feira, 3 de junho de 2016

Petrobras orientou negócio com empresa de filho de FHC, diz Cerveró

Em sua delação premiada, o ex-diretor Internacional da Petrobras Nestor Cerveró disse que, dentre as irregularidades que presenciou na estatal durante o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB/1994-2002) está a contratação de uma empresa do filho do ex-presidente, Paulo Henrique Cardoso, “por orientação do então presidente da Petrobras Philipe Reichstul, por volta de 2000”.
A PRS Energia, pertencente ao filho do tucano, acabou se associando à Petrobras naquele período para gerir a Termorio. Trata-se da Termorio, maior termoelétrica a gás do Brasil, construída pela multinacional francesa Alstom e que custou US$ 715 milhões.
Segundo Cerveró relatou em sua delação, na época o operador de propinas na Petrobras e lobista Fernando Baiano estava fazendo lobby para a estatal se associar à espanhola Union Fenosa para gerir o empreendimento. Baiano e os representantes da empresa, inclusive, vieram ao Brasil no período para tratar com Cerveró sobre o tema. Na época, Cerveró era subordinado a Delcídio Amaral na Diretoria de Gás e Energia da Petrobras.
“Que Fernando Antônio Falcão Soares (Fernando Baiano) e os dirigentes da Union Fenosa acreditavam que o negócio estava acertado, faltando apenas a assinatura para a finalização; Que no entanto, o negócio já estava fechado com uma empresa vinculada ao filho do Presidente da República Fernando Henrique Cardoso, de nome Paulo Henrique Cardoso”, relatou Cerveró.
“Que o negócio havia sido fechado pelo próprio declarante, por orientação do então presidente da Petrobras Philippe Reichstul”, segue o delator contando ainda que o fato deixou tanto Baiano quanto os representantes da empresa espanhola “contrariados”. Ainda de acordo com ele, até Delcídio Amaral também ficou contrariado pelo fato de o fechamento do negócio envolvendo sua diretoria ter sido determinado pela presidência da Petrobras na época.
Ainda de acordo com Cerveró, o então diretor chegou a “fazer ameaça de votar contra a aprovação do negócio na Diretoria Executiva da Petrobras”, quando soube do fato, mas acabou recuando depois e votou pela aprovação do negócio na Diretoria Executiva da estatal.
Em 2003, pouco tempo depois da transação, a Petrobras acabou adquirindo a participação da PRS na Termorio, de 7%, por US$ 19 milhões.
A reportagem entrou em contato com o Instituto Fernando Henrique Cardoso, mas o ex-presidente e seu filho estão em viagem e ainda não foram localizados para comentar o assunto.

Ações da Vale - no Patamar histórico de Baixa

No curto prazo, a perspectiva é neutra para os preços da VALE PNA . Existe, entretanto, uma grande chance de movimentações mais explosivas para os preços caso ocorra o rompimento dos patamares mais próximos de suporte e resistência, localizados respectivamente em 11,00 e 12,00 conforme demonstrado pelas linhas verde e vermelha no gráfico abaixo.

Este cenário é acarretado pelo processo de acumulo de forças observado nos últimos pregões, que está sendo causado pela queda na volatilidade dos preços. Com isso, o rompimento do suporte ou da resistência descritos acima, poderia ser o estopim para a liberação da força acumulada durante o processo congestivo e consequentemente a ocorrência de movimentações mais amplas para os preços.
No caso de desrespeito do suporte, a possibilidade maior seria de aceleração da tendência de baixa, enquanto o rompimento da resistência poderia ocasionar uma forte valorização da ação com possível reversão da tendência de baixa de médio prazo.
A magnitude da força acumulada, pode ser observada pela forte contração das Bandas de Bollinger, identificadas pelas linhas cinzas no gráfico abaixo.
Já no médio prazo (de 5 dias a 3 meses), a tendência para a empresa ainda é de continuação das quedas, conforme apontado pela formação de topos e fundos descendentes para os preços da VALE5 no gráfico diário, pelas médias móveis negativamente inclinadas e pelo volume financeiro maior nos dias de queda, conforme pode ser observado pelo indicador de Acumulação/Distribuição.
A Vale é uma das três maiores mineradoras do mundo e tem um dos maiores valores de mercado entre as companhias brasileiras. São mais de 400.000 acionistas em todos os cinco continentes. A empresa é a maior produtora mundial de minério de ferro e pelotas, a segunda maior produtora de níquel e também produz manganês, ferro ligas, carvão térmico e metalúrgico, cobre, cobalto e fertilizantes. Atualmente, as ações da Vale são negociadas na BM&FBovespa, na bolsa de Nova Iorque, na bolsa de Paris e no mercado acionário de Hong Kong.

Pontos Positivos:
·         A Vale tem de classificação de investment grade pela S&P, Fitch, Moody e também pela Dominion Bond Rating Service. A visão de segurança em relação à companhia favorece captação de recursos a taxas mais atrativas e para prazos mais longos
·         O minério de ferro extraído pela Vale é considerado de alta qualidade e a companhia tem grande volume de reservas inexploradas
·         Presença global da companhia, que mantém operações de extração em vários continentes tem papel central na mitigação de seu risco geográfico
·         A divisão de fertilizantes da mineradora tem apresentado bom ritmo de expansão e contribuiu para diversificação de suas fontes de receita
Pontos negativos:
·         A redução no ritmo de expansão da economia chinesa tem impacto direto sobre as cotações do minério de ferro que responde por quase 70% da receita total da companhia
·         Os produtos da companhia são considerados commodities e têm seu preço pouco influenciado pela atuação da empresa e efetivamente determinados pelo mercado
·         Há grande pressão para que a CFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais) seja aumentada o que pode pressionar as margens da companhia bem como a competitividade do minério brasileiro no mercado mundial


Visão dos analistas:
O Ambiente de negócios da Vale vem sendo marcado por forte pressão associada à queda dos preços do minério de ferro que são o principal produto da companhia. Com a redução no ritmo de crescimento da economia chinesa, as cotações do mineral atingiram sucessivas mínimas e têm trazido impactos às ações da empresa. Esse contexto, associado ao período tipicamente menos movimentado (primeiro trimestre) se mostrou um desafio para companhia. Após uma perda de mais de R$ 9 bilhões de reais nos três primeiros meses de 2015, a Vale anunciou um mix de redução de investimentos e venda de ativos como forma de enfrentar a situação com liquidez.
A diretoria da Vale optou por conduzir novos projetos de forma mais conservadora como forma de preservar sua solidez durante um momento de adversidade.
Ao mesmo tempo em que as cotações do minério foram desfavoráveis, o impacto do câmbio também não ajudou. Ficou claro que, no atual panorama de preços das commodities que a Vale negocia, o dólar em alta tem impacto negativo, pois afeta mais a dívida da companhia (grande parte em dólar) do que suas receitas. Essa situação se agravou a tal ponto que chegou a questionar se serão mantidos os níveis que a Vale tem acordado com seus credores de relação dívida líquida/EBTIDA.
Na operação de Moatize, a queda na cotação do carvão também afetou a Vale. Com isso, a operação teve EBTIDA negativo que também pode ser atribuído à falta de capacidade da ferrovia e de porto no local, o que atrapalha a adequada exploração desse ativo já que impõe restrições logísticas.
Apesar do cenário desfavorável (e sem perspectiva imediata de melhora) em relação ao minério, entendemos que a Vale é uma empresa que tem uma gestão de alta qualidade e uma base de ativos que tem o potencial de continuar gerando alto valor a seus acionistas ao longo dos anos. Nesse sentido, mesmo diante do cenário vislumbrado e comentados ao longo deste relatório, vemos cenário favorável para suas ações. Especialmente, temos essa visão vez que avaliamos que seus múltiplos extremamente descontados em relação à média histórica têm espaço para ajuste positivo. Para os investidores interessados em manter os papéis da mineradora em carteira, consideramos também atrativa a adoção de estratégias de proteção do capital através do uso de derivativos ou o aluguel dos papéis uma vez que a posição se trataria de uma aplicação com horizonte de vários anos.
fonte:Toro Radar 

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Gas Natural Fenosa prevê investir R$ 525 milhões no Brasil

A espanhola Gas Natural Fenosa lançou este mês um plano de negócios global de € 14 bilhões (cerca de R$ 56 bilhões) para o período entre 2016-2020.
Controladora das distribuidoras de gás canalizado CEG, CEG Rio e Gas Natural SPS, a companhia prevê, para o Brasil, investimentos na expansão da rede de gás e projetos de geração de energia.
Para 2016, a meta é aumentar os aportes no país, o maior mercado da área de distribuição de gás fora da Espanha.
Ao todo, a empresa prevê investir R$ 525,6 milhões no país, na expansão e modernização das redes de gás nas áreas de concessão da CEG e CEG Rio, no Rio de Janeiro, e na Gas Natural SPS, no sul do Estado de São Paulo. O montante é 34% maior que o investido em 2015.
Em seu plano de negócios, a Gas Natural Fenosa estima que o Brasil ainda tem potencial muito grande de penetração do gás e projeta crescimento de 5% ao ano no número de clientes no país.
Responsável por 5% do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) global, o Brasil é um dos principais mercados da empresa espanhola, cuja atuação é muito concentrada na Espanha e na América Latina. No ano passado, seu Ebitda no Brasil totalizou € 263 milhões.
Do plano, previsto até 2020, cerca da metade dos aportes (€ 7,2 bilhões) será destinada à área de distribuição de gás e eletricidade. A meta é crescer, sobretudo, no Chile, México e Espanha e investir em melhorias na rede de gás no Brasil. Já a parte de geração de energia vai demandar € 4,5 bilhões. A meta é elevar em 3,5 mil MW sua capacidade instalada: 2,5 mil MW de fontes renováveis e até 1 mil MW de usinas a gás.
A empresa tem, atualmente, uma carteira global de 4 mil MW de projetos em diferentes graus de maturidade em desenvolvimento, sendo 350 MW no Brasil. A Gas Natural Fenosa avalia projetos, ainda, em países como Colômbia, Chile, México e Porto Rico, na América Latina; e Indonésia, Índia, Austrália, Marrocos e África do Sul.
A potência instalada da empresa no mundo, hoje, é de 15.465 MW.
O plano de negócios prevê investimentos ainda no segmento de gás natural liquefeito (€ 1,6 bilhão) e serviços (€ 700 milhões).
Fonte: Valor Econômico

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Bendine renuncia à presidência e ao Conselho da Petrobras

O presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, renunciou  ao comando da estatal e ao cargo que ocupava no Conselho de Administração da companhia, em carta enviada nesta segunda-feira (30) aos membros do Conselho do Conselho.
Bendine estava no comando da petroleira desde o ano passado, quando foi nomeado pelo governo da presidente afastada Dilma Rousseff.
Ele ficaria no cargo até que fosse aprovada a indicação de Pedro Parente ao posto, feita na semana passada. Mas o Conselho da estatal terminou sua última reunião sem decidir sobre a mudança.
A assessoria de imprensa da Presidência da República no governo em exercício Temer anunciou no último dia 19 que Parente seria o novo presidente da Petrobras. O anúncio ocorreu após sua ida ao Palácio do Planalto para conversa com o presidente em exercício.
De acordo com o colunista Gerson Camarotti, o convite a Parente fez parte da estratégia de Temer de colocar no segundo escalão os chamados "notáveis", com perfil mais técnico. A escolha tem como objetivo blindar a Petrobras, alvo do maior escândalo de corrupção no governo Dilma. O loteamento político da estatal por PT, PMDB e PP é o foco da investigação da Operação Lava Jato.
Leia a íntegra da carta:
Caros colegas,
Gostaria de comunicar a vocês que apresentei hoje, ao Conselho de Administração, minha carta de renúncia ao posto de diretor-presidente da Petrobras. Tomei esta decisão para que os conselheiros possam conduzir as propostas de mudança na diretoria feitas pelo acionista controlador sem sobressaltos que possam prejudicar os interesses da companhia.
Deixo esta empresa com a enorme satisfação de ter podido participar da história da maior empresa do Brasil, que dá os primeiros passos para virar a página da maior crise do nosso mundo corporativo e voltar a ser orgulho de todos os brasileiros.
Cheguei aqui no momento de maior pessimismo com os rumos da companhia. Sem um balanço financeiro avalizado, corríamos o risco concreto da execução precoce das nossas dívidas.
Lidávamos ali com o muitos chamam de “tempestade perfeita”  uma conjuntura adversa em que problemas de natureza distinta se sobrepõem e se potencializam. Não bastasse a queda aguda nos preços do petróleo, fomos obrigados a enfrentar forte desvalorização do real frente ao dólar e lidar com as descobertas da Operação Lava Jato, que revelou um conjunto de crimes praticados contra a companhia, com a participação inclusive de ex-executivos da empresa.
Não havia dúvida de que os desafios eram enormes, mas o contato com a brilhante força de trabalho desta empresa me deixou cheio de confiança de que superaríamos todos. Hoje, quinze meses depois, são muitas as vitórias que podemos comemorar juntos.
Da ameaça de apagão financeiro, chegamos a um caixa robusto, superior a 100 bilhões de reais. Essa marca é resultado direto do corte nos investimentos e do enxugamento nos custos operacionais, que fizeram com que nossas despesas fossem menores que nossas receitas pela primeira vez desde 2008.
Em outra frente, redesenhamos a estrutura organizacional na busca de construir uma Petrobras mais leve e moderna, compatível com o momento atual que vive o setor de óleo e gás no mundo.
Todo o modelo decisório foi revisto, assegurando que as decisões estratégicas e a contratação de fornecedores sejam sempre colegiadas. Uma empresa em que os critérios técnicos guiem as decisões e em que seus executivos não ajam como senhores, mas como servidores dos interesses da empresa.
Não poderia deixar de manifestar minha gratidão e meu reconhecimento aos meus colegas da diretoria executiva, com quem dividi as decisões tomadas ao longo deste período. O profissionalismo, o talento e o amor de vocês pela Petrobras foi uma fonte permanente de estímulo e aprendizado.
Também agradeço aos conselheiros, que demonstraram compreensão clara dos obstáculos no caminho da Petrobras e se empenharam vigorosamente na busca de meios para superá-los.
Por fim, deixo meu agradecimento a todos os empregados e colaboradores da Petrobras, em todos os postos no Brasil e no exterior. Os desafios pela frente são enormes, mas não há time mais preparado, coeso e qualificado para enfrentá-los que vocês.
Um forte abraço deste petroleiro
Aldemir Bendine


FUP indica paralisação de 24 horas na Petrobras em 10 de junho

Diante dos ataques contra a Petrobrás, o Pré-Sal e os direitos e conquistas da classe trabalhadora, que estão sendo desmontados pelos golpistas, a FUP e seus sindicatos indicam paralisação de 24 horas no dia 10 de junho. Esta data marcará a primeira grande mobilização nacional que as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo realizarão contra o governo ilegítimo de Michel Temer.
As representações sindicais petroleiras, reunidas nesta segunda-feira, 30, no Conselho Deliberativo da FUP, alertaram para os riscos iminentes de perda de direitos e de grave retrocesso que a categoria já vive e que serão intensificados com as intenções de privatização da Petrobrás e de entrega do Pré-Sal, reveladas por Michel Temer.
As medidas econômicas de seu governo ilegítimo, anunciadas na semana passada e já em curso, revelam o que vínhamos alertando: o objetivo do golpe é derrubar as conquistas que garantimos a duras penas ao longo dos últimos anos. Retirar direitos da classe trabalhadora,  arrochar salários, reduzir os investimentos do Estado na educação, saúde, habitação e outras áreas sociais, privatizar empresas públicas,  entregar o Pré-Sal e o que restou das nossas riquezas são medidas que atendem à Fiesp, às transnacionais, ao mercado de capitais e aos demais financiadores do golpe.
Na Petrobrás não será diferente. Tudo indica que a nomeação de Pedro Parente se consolidará nos próximos dias e através dele será retomada a agenda de desmonte de direitos e de privatização iniciada por Fernando Henrique Cardoso nos anos 90 e que foi estancada durante o governo Lula. Somente com resistência e mobilização, os petroleiros terão a chance de impedir o violento retrocesso que atingirá a categoria nos próximos meses.
O dia 10 de junho  deve ser uma resposta unitária de todos os petroleiros contra o golpe em curso no país e na Petrobrás. 
Fonte: FUP

SENADOR EDUARDO AMORIM MANIFESTA PREOCUPAÇÃO COM CRISE NA EXPLORAÇÃO DE PETRÓLEO EM SERGIPE

O senador Eduardo Amorim (PSC-SE) manifestou preocupação com a crise na exploração de petróleo em seu estado, ressaltando que os sergipanos vivem "grande desânimo e insegurança” em relação a tudo que se refere à Petrobras. Ele lembrou que a descoberta de petróleo em Sergipe foi uma das primeiras conquistas da estatal, e, hoje, a exploração em terra e no mar gera royalties ao estado e a quinze municípios.
Porém, segundo Eduardo Amorim, as dificuldades econômicas levaram a Petrobras a adiar para depois de 2022 o projeto de extração de petróleo em águas ultraprofundas, e a crise no setor de óleo e gás gerou desemprego acelerado em Sergipe. O senador também criticou a política de concessões da Agência Nacional do Petróleo (ANP), que ele considera pouco atraente para os investidores, e pediu à Petrobras que dê mais atenção a Sergipe em sua lista de prioridades.
- Esse processo de privatização das reservas terrestres, da forma como está sendo conduzido, trará sérios impactos à nossa economia. É preciso que todas as forças de interesse do estado estejam mobilizadas e atentas para esse novo cenário - disse o senador.
Fonte:Agencia Senado

A importância da qualidade da água na produção de cerveja

A água é o principal constituinte da cerveja, correspondendo a aproximadamente 95% da bebida e, por esse motivo, suas características influe...